quarta-feira, 20 de março de 2013

O significado do brasão de Papa Francisco

A Santa Sé divulgou, na manhã desta segunda-feira, 18, o brasão do Papa Francisco. O símbolo possui a mensagem “Miserando atque eligendo” que significa “Com misericórdia, o elegeu”.

Nos traços essenciais, o Papa Francisco decidiu manter seu brasão anterior, escolhido desde sua consagração episcopal e caracterizado por uma simples linearidade.

Santa Sé apresenta brasão do Papa FranciscoO escudo azul é coberto por símbolos da dignidade pontifícia, iguais aqueles de Bento XVI (mitra posicionada entre chaves de ouro e prata entrecruzadas, unidas por um cordão vermelho). No alto, está o emblema da ordem de proveniência do Papa, a Companhia de Jesus: um sol radiante e flamejante carregado com as letras, em vermelho, IHS, monograma de Cristo. A letra H é coberta por uma cruz em ponta e três pregos em preto.

Abaixo encontram-se a estrela e a flor de nardo (cacho de uva). A estrela, de acordo com a antiga tradição aráldica, simboliza a Virgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja; enquanto a flor de nardo (cacho de uva) indica São José, patrono da Igreja.
Na tradição da iconografia hispânica, de fato, São José é representado com um ramo de nardo nas mãos. Colocando no seu escudo tais imagens, o Papa pretendeu exprimir a própria particular devoção à Virgem Santíssima e a São José.

O lema
O lema do Santo Padre Francisco é tirado das Homilias de São Beda, o venerável, o sacerdote (Om. 21; CCL 122, 149-151) que, comentando o episódio evangélico da vocação de São Mateus, escreve: “Viu Jesus um cobrador de impostos e como o olhou com sentimentos de amor e escolheu-o, disse-lhe: Segue-me”

Esta homilia é um tributo à misericórdia divina e é reproduzida na Liturgia das Horas da festa de São Mateus. Essa reveste um significado particular na vida e no itinerário espiritual do Papa. Na verdade, na festa de São Mateus, do ano 1953, o jovem Jorge Mario Bergoglio experimentou, aos 17 anos de idade, de modo muito particular, a presença amorosa de Deus na sua vida. Em seguida de uma confissão, sentiu tocar o coração e a descida da misericórdia de Deus, que com olhar de terno amor, chamava-o à vida religiosa, sob o exemplo de Santo Inácio de Loyola.

Uma vez eleito Bispo, Dom Bergoglio, em memória de tal acontecimento que marcou o início da sua total consagração a Deus na Sua Igreja, decide escolher, como lema e programa de vida, a expressão de São Beda “miserando atque eligendo”, que procurou reproduzir também no próprio brasão pontifício.

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal)

Seja Feliz!

terça-feira, 19 de março de 2013

"Estamos reencontrando a simplicidade e o fervor das origens"

Palavras do cardeal Comastri ao papa. Pontífice apresenta sacerdote uruguaio que trabalha com dependentes químicos

Roma, (Zenit.org) Sergio Mora

Após a missa celebrada pelo papa Francisco na paróquia de Santa Ana, no interior do Vaticano, o cardeal concelebrante Angelo Comastri, vigário geral do papa para a Cidade do Vaticano e arcipreste da Basílica de São Pedro, tomou a palavra: “Quando Sua Santidade fez o discurso [logo após ser anunciado como o novo papa, ndr], às 19h05, porque eu olhei para o relógio, tinha que ter visto a cara dos cardeais. Durante dois mil anos, nunca tinha acontecido na Igreja que um papa se chamasse Francisco. Quem estava do meu lado me perguntou: como foi que ele disse? Francisco? Temos um papa Francisco? E os cochichos foram se espalhando”.

O purpurado recordou uma passagem da sua própria vida: “Em 1993, João Paulo II foi a La Verna. Eu era bispo na Toscana e fomos buscá-lo. No grande refeitório, depois do almoço, conversando com os frades e bispos, João Paulo II falou: ‘Aqui, de algum modo, nasceram os franciscanos, e, de alguma forma, também renasceu o cristianismo, reencontrando a simplicidade e o fervor das origens’”.

“Santo Padre, é isto o que está acontecendo: estamos reencontrando a singeleza e o fervor dos inícios”, declarou Comastri, emocionando os fiéis.

O cardeal contou que “no dia da eleição, quando fomos até a sacada e Sua Santidade apareceu para a primeira saudação, nós, cardeais, estávamos na sacada lateral. Os alto-falantes apontam para a praça e, por isso, nós não víamos nada, nem ouvíamos nada”.

E prosseguiu: “Quando percebemos que todas as pessoas estavam em silêncio, rezando, não tínhamos entendido o convite e nos perguntávamos: o que aconteceu, por que todos estão em silêncio desse jeito?”.
“Quando eu saí, perguntei ao primeiro que encontrei, que devia ser um operador do Centro Televisivo Vaticano, e ele me contou: ‘O papa pediu para as pessoas rezarem por ele e se inclinou para receber a oração do povo. Sabe que eu senti o perfume de Belém, do evangelho? E duas lágrimas me escaparam dos olhos’, me disse ele". Comastri confiou, então, aos presentes:  “E eu, que me comovo facilmente, também senti as lágrimas nos meus...”.

“Santo Padre, o mundo espera o perfume de Belém, o perfume do evangelho. Que a Igreja se encha do perfume do evangelho, que é o perfume de Jesus. Nós o acompanharemos. Muito obrigado”.

O papa Francisco assumiu então o microfone e se voltou aos presentes: “Alguns de vocês, aqui, não são paroquianos, como estes padres argentinos que estão aqui, e o meu bispo auxiliar, que por hoje serão paroquianos”.

A paróquia de Santa Ana recebe as pessoas que vivem dentro do Vaticano. Nela são administrados os sacramentos, batizados e casamentos. Entretanto, as missas são frequentadas por muita gente que vive nos arredores, e, aos domingos, até por bastante gente que mora longe.

Francisco prosseguiu: “Eu quero lhes apresentar um padre que veio de longe, que trabalha com os jovens da rua, com os usuários dependentes de drogas. Ele fez uma escola para eles, realizou muitas coisas para que eles conheçam Jesus. E todos aqueles jovens de rua agora trabalham, estudam, têm capacidade de trabalho, acreditam e amam Jesus. Gonzalo, por favor, venha saudar as pessoas”.

O sacerdote, relativamente jovem, se aproximou então do papa. “Ele trabalha no Uruguai”, prosseguiu Francisco, “é o fundador do liceu João Paulo II e faz esse trabalho. Eu não sei como ele chegou aqui hoje. Depois vou saber. Rezem por ele”.

Os cumprimentos ao papa foram feitos desta vez no exterior da igreja e no meio do povo, com a multidão aclamando em coro: “Francesco, Francesco, Francesco!”.

Cerca de cinquenta pessoas, uma por uma, se aproximaram para saudá-lo, abraçando-o e lhe beijando a mão... O papa, de pé, conversou brevemente com cada um e abençoou as crianças que estavam com seus pais, pedindo a todos para rezarem pelo papa.

Francisco se dirigiu então até o público, que se apinhava nas grades de proteção, cumprimentando e trocando apertos de mão com o povo. 

Na pequena igreja de Santa Ana, o ambiente da missa dominical não é muito diferente do que foi visto neste domingo no tocante à liturgia. Mas com o papa Francisco foi tudo diferente.

Seja Feliz!

Homilia de posse do Papa Francisco: São José, São Francisco e o cuidado da Criação

Hoje, 19 de março de 2013, no dia de São José, Patrono Universal da Igreja, aconteceu no Vaticano, a Santa Missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco.

Lia uma matéria, ontem, em que se dizia que o nome escolhido pelo Papa "já pode ser considerada uma Encíclica".

Primeiro, achei divertida a assertiva, mas, bem analisada, é verdade. Seu nome já é um programa de governo.

Francisco de Assis há oitocentos anos é figura emblemática na Igreja e para a Igreja. Até hoje, através dos séculos, vem trazendo sempre ares novos para a história do homem que caminha em Deus, rumo a Deus.

E o Papa Francisco, ao invocar para si esta alcunha, o faz - com toda a certeza! - inspirado pelo Espírito Santo que continua, através de Francisco de Assis, a dizer: "restaura a minha Igreja!"

Na Santa Missa celebrada hoje, pela manhã, na instauração de seu ministério Petrino, o Papa delinea bem o que, com toda certeza, será o mote de seu mandato. O cuidado paternal - como o fizera São José, homem justo - do homem e da criação de Deus, pela visão dos mais simples e humildes, conforme o Evangelho de Jesus.

Louvado seja Deus!

Leia a homilia na íntegra:

Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do Ministério Petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

Saúdo, com afeto, os irmãos cardeais e bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.

Ouvimos ler, no Evangelho, que “José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa” (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: “São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo” (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).

Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento.

Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.

Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito.

E José é “guardião”, porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!

Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem “Herodes” que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos “guardiões” da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para “guardar”, devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.

A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas.

Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.

Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!

Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amém.

(Fonte: Boletim da Santa Sé)


Seja Feliz!

segunda-feira, 18 de março de 2013

As mudanças no rito de iniciação do Papa Francisco

As mudanças no rito de iniciação do ministério petrino

Ordo Rituum

A imposição do Pálio e a entrega do anel de pescador serão realizados antes da Missa

Nesta terça-feira, 19, Solenidade de São José Patrono da Igreja, o Papa Francisco presidirá a Santa Missa que marca o início de seu ministério como Sucessor de Pedro. Trata-se da liturgia pela qual “a Igreja atesta que este ministério [petrino] é, antes de tudo, um dom que Deus faz à sua Igreja” (Departamento para as celebrações liturgicas do Sumo Pontífice).

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Em 2005, um dia depois de ser eleito, o Papa Bento XVI aprovou o documento Ordo Rituum pro Ministerii Petrini Initio Romæ Episcopi, que prescreve os ritos litúrgicos de início de um pontificado.
Segundo o mestre das celebrações liturgicas pontifícias, monsenhor Guido Marini, em entrevista ao jornal L’osevatório Romano, o Papa Bento XVI fez algumas alterações no rito de início de Pontificado do novo Sucessor de Pedro. Segundo Marini, trata-se de “distinguir melhor a celebração da Santa Missa de outros ritos que não são próprios”.

Desta forma, o rito de imposição do Pálio, assim como a entrega do anel de pescador, por exemplo, não são mais realizados dentro da liturgia da Missa, mas em um rito antes da mesma.


Significado do Pálio e do anel de pescador
arte-anel-palio


Daniel Machado
Enviado especial a Roma
fonte: cançãonova.com
 
Seja Feliz!

O seu casamento é a coisa mais linda que Deus criou

O Senhor se lembra sempre da aliança que Ele fez conosco. A aliança que Ele fez com vocês, casados, é toda especial. Deus, o Criador, criou tudo e resolveu criar outro ser humano com a participação do casal.

A participação de Deus no casamento é uma coisa sagrada. Foi Ele quem fez essa aliança com vocês, homem e mulher, para que Ele continuasse criando por meio de vocês.

Entre milhões de espermatozóides, apenas um é fecundado. Nós somos escolhidos especialmente pelo Senhor. Você é único. Sua filha, por mais decepção que ela tenha dado a você ou à sociedade, é única. Deus a quis assim.
"A vida em família, no casamento, só pode ser uma vida de fé", ensina monsenhor Jonas
Não existiu e não existirá ninguém igual a você. O Senhor se lembra sempre da aliança que fez com você. E quando alguém é adúltero, em primeiro lugar, está sendo infiel ao Pai.

Dá uma olhadinha na história do seu casamento. Cada um morava num lugar diferente, e só por Deus se encontraram. Todas as coisas referentes ao casamento, à família, são referentes ao Senhor. Nós estamos ao léu dos nossos erros e dos erros dos outros. E é por isso que muitos desencontros acontecem nas nossas famílias. Nós estamos acostumados a olhar somente as dificuldades do casamento e da família, mas Deus quer que as superemos.

Eu gosto de dizer que marido e mulher são como a faca do açougueiro, pois este amola uma faca na outra. É assim no casamento, ambos vão ficando afiados por causa dos erros, falhas e pecados. E também pelos erros dos filhos e de nós, os pais.

Assim como os filhos em casa dão trabalho, os filhos na comunidade também dão trabalho para mim. Se você gosta de dormir, de ficar na "vida boa", quando seu filho nasce, ele chora de noite e fica doente; então o seu comodismo vai por água abaixo. Aí, você tem de acordar para ficar com o bebê. E porque amamos, dispomo-nos a enfrentar a situação e aí ficamos "amolados".

A vida em família, no casamento, só pode ser uma vida de fé. Eu me recordo que meu pai sempre foi um homem muito honesto e trabalhador, mas ele não era um homem de ir à Igreja. Quando cheguei no seminário, no domingo, vi meu pai. Ele nem havia ido à minha Primeira Comunhão, mas estava na Missa e foi comungar.

Quando terminou a Missa, ele foi me explicar "com a boca cheia" que havia feito uma boa confissão. Depois desse dia, nunca mais deixou de ir à Igreja, de confessar-se e comungar. A partir daí, puxava todo mundo para ir à Igreja. Gaças a Deus, tornou-se um homem de fé.

Eu preciso dizer que, qualquer casamento e qualquer família só pode viver pela fé. Assim como nosso pai Abraão. E você conhece muito bem a história de Abraão. Ele morava bem longe, e Deus o tirou de lá onde havia pecadores, para que ele morasse numa terra habitada. Mas aquela terra tinha dono, e Deus havia prometido que ele teria uma grande terra.

O Senhor foi treinando Abraão para que ele acreditasse, mesmo sem ter as coisas na mão. O Pai dizia para ele: "Contempla, Eu te darei toda essa terra". E deu. Mas não foi logo, não; passaram-se quarenta anos.

E dizia ainda: "Olhai as estrelas, sua descendência será muito maior que elas". Mas ele pensava: "Como? Se eu já estou velho e Sara também?". Houve um momento que Sara fraquejou na fé, pois sabia que, depois de certa idade, não poderia mais ter filhos. E Sara deu-o à sua escrava Agar, para que Abraão tivesse um filho com ela.

Quando eles menos esperavam, Deus mandou um anjo, o qual lhe disse que, depois de um ano, ela estaria grávida. Sara até sorriu, pensando consigo que seria impossível. No ano seguinte, lá estava ela com Isaac. O Senhor cumpriu a sua promessa até com uma mulher estéril.

E quando o menino já tinha uma maturidade religiosa, Deus pediu a vida de Isaac. Abraão achou muito estranho. Ele demorou tanto para dar um filho a ele, e quando o menino estava chegando à adolescência, pede-o em sacrifício. Mas Deus não queria um sacrifício humano, na verdade Ele queria por Abraão à prova.

E, no caminho, o menino diz: "Onde está o cordeiro?", e o pai responde: "Deus proverá". No momento em que ele já ia sacrificá-lo, um anjo do Senhor apareceu dizendo: "Basta, já provaste que crês em Deus. E veja com isso todas as promessas do Senhor que se realizou na vida de Abraão.

E mais do que tudo, por meio de Abraão veio Jesus e pela fé entramos nessa família. E como Abraão, é necessário que vocês sejam uma família de fé. Claro, com suas fraquezas, como Sara, mas é necessário sermos uma família de fé.

E como o "encardido" vem atacando as famílias! Quanto mais bonito é o matrimônio, mais ele quer fazer a sujeira! E por que ele faz essas sujeiras? Porque o seu casamento é a coisa mais linda que Deus criou. E por isso é preciso você despertar para fé. E se você sustentou o seu casamento até agora, é pela fé que você tem sustentado, não pelas suas forças. E é necessário sermos como Abraão que esperou contra toda esperança.

Assim como Ele fez com Abraão, Ele faz conosco. Deus está nos treinando. Nós precisamos formar uma geração de homens e mulheres de fé.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 14 de março de 2013

Papa Francisco terá missão de fortificar e reafirmar a fé

Prof. Felipe AquinoProf. Felipe Aquino

O mundo aclamou, nesta quarta-feira, 13, com grande alegria, o anúncio do 1º Papa latino-americano. O Cardeal Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, com 76 anos, foi eleito Pontífice na 5ª votação do Conclave.

Professor Felipe Aquino esteve, durante esta tarde, no programa ‘Sucessão Papal’, na TV Canção Nova, e destacou que ter um Papa latino-americano é significativo, porque a América é o continente mais católico do mundo.

“Este novo Papa vai trazer para a América Latina um reavivamento muito grande da fé, e isso é muito importante, porque nós estamos vivendo um tempo de muitas ceitas, as quais tendem a abafar a fé católica. Mas com uma Papa latino-americano a fé católica vai ser muito reforçada. Deus vem em socorro da América Latina agora”, comentou Aquino.

O nome escolhido por Dom Bergoglio para seu pontificado foi ‘Papa Francisco’. De acordo com professor Felipe Aquino, a escolha tem referência em São Francisco Xavier, o maior evangelizador do mundo, patrono das missões e cofundador da Companhia de Jesus; também a São Francisco de Assis.

“Ele tem diante de si a missão da ‘nova evangelização’, a missão de São Francisco Xavier. Penso que para o mundo e para a Igreja o trabalho do novo Pontífice será muito importante”, disse o professor.

A missão do novo Papa será muito grande diante dos desafios que a Igreja terá de vencer, mas os católicos o acolhem de braços abertos, no mesmo gesto de oração que ele pediu durante o seu primeiro pronunciamento, na Praça de São Pedro, para milhares de fiéis.

Por Alessandra Borges
Da Redação - Canção Nova


Seja Feliz!

Confira a agenda oficial do Papa Francisco nesta semana

Papa Francisco“Habemus Papam”. A notícia tão esperada que na noite desta quarta-feira, 13, às 19h07 (15h07 no Brasil), foi dada pelo Cardeal Protodiácono Jean Louis Tauran. O Cardeal Jorge Bergoglio agora é o Papa Francisco.

Logo após o anúncio, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, anunciou a agenda oficial do Santo Padre.

Nesta quinta-feira, 14, o Papa celebra uma Missa privada; mais tarde, visita a Basílica de Santa Maria Maior. Na sexta-feira, 15, às 11h (horário de Roma – 7h no Brasil), ele encontra-se com os cardeais.

No sábado, 16, o Papa recebe os jornalistas credenciados junto ao Vaticano que participaram da cobertura do Conclave. No dia seguinte, domingo, 17, realiza seu primeiro Ângelus. No dia 19, celebra sua primeira Missa na Praça de São Pedro, às 9h30 (5h30 no Brasil).

Sobre a eleição do Cardeal Jorge Bergoglio, o agora Papa Francisco, padre Lombardi disse: “Vejo isso como um chamado ao serviço; resultado de um chamado forte e não de uma busca de poder, de autoridade. Temos um Papa que quer servir”, ressaltou.

Mirticeli Medeiros
Enviada especial a Roma
(Fonte: Canção Nova)