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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Dia de Todos os Santos

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação

“Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).
Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.
Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).
Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).
Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).
Todos os santos de Deus, rogai por nós!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"Ame alguém e o leve para o céu"...

“Proclamai às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas”.1 Crônicas 16,24
Muitas pessoas são muito carentes de amor.
O filósofo judeu Fílon de Alexandria (cerca de 20 a.C. – 40 d.C.) afirmou: “Seja amável, pois cada pessoa que você encontra trava uma grande batalha”. Ele sabia que as pessoas estavam sofrendo. Apesar das aparências, apesar do rosto que essa pessoa mostra ao mundo, cada um de nós sofre alguma coisa. Muitos de nós tentam aliviar seus sofrimentos com os “remédios” que o mundo sugere: materialismo, entretenimentos, passatempos, sexo, comida, bebida, drogas… Ao invés de nos sentirmos melhores, tais coisas, muitas vezes, desviam a nossa atenção de Deus e, consequentemente, nos tornam carentes de amor e vazios. Não importa quais são os desafios que você e sua família estão enfrentando – desemprego, problemas financeiros, de saúde, vícios, divórcio –, a única fonte duradoura de conforto e de segurança é Deus, Todo-Poderoso.
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Os primeiros cristãos eram tão carinhosos e compassivos, que seus vizinhos pagãos se maravilhavam: “Veja como eles (os cristãos) se amam!”. O carinho dos primeiros cristãos atraía muitos à conversão e serviu para formar a Igreja. Não é diferente de hoje: todos querem ser tomados de amor ao cuidarem das pessoas.
É por meio do amor que Jesus atrai as almas para Si. É por amor que Jesus resgata as ovelhas perdidas. Além disso, Cristo espera que cada cristão batizado se una a Ele na missão de salvar as almas.
Antes de subir ao céu, Jesus disse: “Ide, pois, e fazei discípulos a todas as nações” (Mt 28,19). Desde então, a Igreja Católica tem entendido que a sua principal missão é evangelizar. No entanto, a evangelização não se limita aos missionários enviados a terras longínquas. Você e eu temos a missão de levar a mensagem do Evangelho e do amor a Deus para a nossa família e amigos, vizinhos e colegas de trabalho.
Talvez você esteja pensando: “Minha fé é algo particular. Não quero fazer proselitismo”. Talvez você esteja com medo por não conhecer sua fé de modo suficiente para explicá-la aos outros. No entanto, você não precisa ser um teólogo. O que você deverá fazer é lançar a semente, o que não é necessário fazê-lo abordando questões doutrinárias difíceis, mas apenas contando a história das coisas boas que Deus fez em sua vida. Você pode falar sobre as orações que Deus tem lhe respondido, a paz que foi restaurada na sua família e de todas as outras bênçãos que Deus tem lhe dado. Se falar com o coração, com sinceridade e amor, coisas maravilhosas vão acontecer. Não tenha medo! Esteja aberto a rezar todos os dias para que Deus lhe conceda a graça de ajudar a levar alguém para o céu. Muitos apóstolos leigos já estão respondendo a este chamado, bem como várias paróquias, inúmeros diáconos e sacerdotes, religiosas e bispos, que, corajosa e amorosamente, estão trabalhando juntos como uma família para trazerem nossos irmãos e irmãs para casa. Em 2006, no quadragésimo ano da publicação do documento do Concílio Vaticano II, o então Papa Bento XVI lembrou que a Igreja “não é algo opcional, mas a própria vocação do povo de Deus, um dever que lhe corresponde por ordem do próprio Senhor Jesus Cristo”.
Antes de começar a falar da fé, ouça a pessoa com a qual você está prestes a falar. Que lutas ou desafios está tendo? Seu amigo ou amiga acabou de passar por uma perda significativa? Seu esforço junto a ele(a) será em vão se você passar uma hora falando sobre a doutrina mariana, quando o que ele(a) precisa realmente ouvir é o ensinamento restaurador da Igreja no seu sofrimento redentor. Com frequência, recorremos ao suporte intelectual da fé católica quando alguém está lutando diante de um profundo revés emocional, o qual tem de ser resolvido de forma completamente diferente, mas sempre com a verdade da Igreja. Lembre-se de que ninguém se interessa pelo quanto você tem de sabedoria, até que saibam o quanto você tem de interesse por eles(as). Isso vale a pena ser repetido: ninguém se importa pelo quanto você sabe, até que saibam quanto se importa com eles.catolicos_voltem_para_casa_menor
Todos somos chamados, cada um no seu caminho, a guiar as almas. Temos que estar abertos ao Espírito Santo e aproveitarmos cada oportunidade como dom de Deus. São Paulo nos diz na 1ª aos Coríntios 9,16: “Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!”. Quando o Espírito Santo lhe dá a oportunidade de falar com alguém sobre a fé, não vire as costas. Quando der seu testemunho, faça-o com humildade e compaixão, não com julgamento, nem condenação.
Todos os dias, o dia todo, Deus está falando para você: “Eu estou aqui e te amo! Volta para mim”. A maioria das pessoas que não ouve o convite de Deus, não O está rejeitando com convicção. Elas estão tão absorvidas pelas distrações do mundo, que, simplesmente, não se conscientizam de que Deus existe. No entanto, o dom de Sua Misericórdia está sempre disponível, esperando pelo dia em que tais ovelhas perdidas perceberão quanto necessitam Dele.
Se os membros de sua família estão entre as ovelhas que se afastaram da Igreja, nunca pare de rezar por eles. Um dos momentos mais eficazes de rezar pelo retorno deles é durante a consagração, na Missa, quando o sacerdote eleva o cálice com o preciosíssimo Sangue de Jesus. Lembre-se que, por amor e compaixão para com a humanidade pecadora, Cristo derramou Seu sangue para a salvação do mundo; e Ele o fez a fim de não perder uma única alma. Assim, na elevação do cálice, cite os nomes dos seus entes queridos, colocando-os diante do Preciosíssimo Sangue de Jesus e peça a Ele para trazê-los de volta para casa.
Talvez o maior desafio espiritual que nossas famílias enfrentam hoje é a batalha contra o secularismo humano, o qual é definido como “uma filosofia humanística considerada como uma religião ateia, oposta à religião tradicional”. Outra fonte o define como “a visão de uma religião global baseada no ateísmo, no naturalismo, na evolução e no relativismo ético”, em que os humanistas seculares são ateus e adotam o “relativismo ético”, isto é, a ideia de que não existe um código moral absoluto, portanto, nós seríamos livres para adaptar nossos padrões éticos de acordo com cada situação.
Mesmo várias pessoas religiosas podem achar difícil resistir ao secularismo humano, pois o conhecem bem. No entanto, você tem que resistir a essa filosofia, pois ela não vem do Evangelho; não é o plano de Deus para a humanidade! Se você está muito ligado na rotina da sua correria diária, se se encontra perdendo a Missa e ignorando suas orações, pare por um momento agora e olhe ao redor, não apenas para o exterior, mas também interiormente.
Existe algum vazio? Tenho certeza que sim; e se assim for, em seguida, vá à Missa, receba com frequência os Sacramentos e não se prive das orações, pois estas são as chaves para você permanecer na paz de Deus, reconhecendo Seu verdadeiro plano para este mundo. Embora seja importante amar os outros para conduzi-los ao céu, é igualmente importante amar-nos a nós mesmos para irmos para o céu, e fazemos isso a fim de descansar na presença do Senhor.
Retirado do livro “Católicos, voltem para casa”, de Tom Peterson
Seja Feliz!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Altar de Sacrifício

Muitos doentes se questionam o porquê de seus sofrimentos. Pior: Questionam a Deus, a ponto de querer abandonar a fé e desistir da vida, por causa do sofrimento e da dor. Nada disso.
Deus é bom.
Deus nos ama.
Deus não quer a morte do pecador.

Entretanto, o mal existe. Entrou no mundo por causa do pecado.
Mas Deus, Autor da Vida, e não da morte; O Sumo Bem, não deseja o sofrimento dos que Ele ama. Dos que Ele chama de "Filhos".
Ocorre que, por respeitar nossa liberdade, que está caracterizada pelo nosso Livre-Arbítrio, Deus respeita nossa vida, e as decisões que tomamos.
Mas Deus, diferente de nós, filhos ingratos, não fica indiferente às nossas decisões, e está sempre procurando oportunidades de se aproximar novamente de nós, e nos levar de volta para a casa, para a vida, para o bem, para a reconciliação com Ele.
Então, quando estamos doentes, e no sofrimento, Deus não nos abandona. Mas dessas situações, às vezes terríveis para nós, que estamos doentes e sofrendo, Deus transforma nosso leito em um altar.
Então, nos tornamos sacrifício de Amor, por meio da dor, pois muitas vezes o nosso sofrimento NÃO É SOMENTE PARA NÓS MESMOS. Mas para que Deus, por meio de nós, por meio da nossa imolação, converta nossos familiares, converta nossos filhos, converta nossos pais, nossos irmãos, nossas esposas e esposos.
Não é fácil sofrer. Não é fácil saber sofrer. Mas, se colocamos um PROPÓSITO na nossa dor, ela se torna fraca, e nós, os fortes.
Reassumir nossa vida, mesmo na dor e no sofrimento, é imprescindível, para não perdermos a fé. Em Deus. Em nós mesmos. E assim, Deus opera em nós, nos curando a alma, se não até o corpo, e curando aqueles que nos rodeiam.
Jesus na cruz, não estava entregue à dor e abandonado ao sofrimento. Ele, Senhor da Criação, era senhor de si mesmo, e queria tudo o que sofreu para nós.
Para nós.
Aprender a fazer o mesmo - sofrer a amar, e amar no meio do sofrimento - poderá levar muitas almas para o céu. Inclusive a sua.

Seja Feliz!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sagrado Coração de Jesus - Fonte de Vida Nova!

É preciso perdoar sempre. Jesus nos ensina que é preciso perdoar até setenta vezes sete.

Mas, para aprendermos a perdoar, antes precisamos aprender a pedir perdão.

Muitas vezes os nossos pecados cometidos ofendem mais e fazem mais mal ao mundo do que as ofensas que recebemos.

Deus vê tudo. Deus sabe tudo. E quando uma alma busca sinceramente se arrepender, e mudar de vida, abandonando radicalmente a vida pregressa de malefícios - a si e aos outros - Deus não ficará alheio aos clamores de sua oração, mas providenciará a graça necessária para que o pecador "volte para casa".

Precisamos nos abrir à consciência de nossos pecados e faltas. Nossa vida é muito curta para ficarmos entregues às nossas concupiscências. Precisamos nos levantar e dar um passo, senão em definitivo para saírmos da vida de pecados, ao menos o primeiro passo decidindo-se a regressar para a Fonte da Vida, que é Deus.

O salário do pecado é a morte, diz São Paulo. Mas Deus afirma que não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva!

Conversão não é nada mais que abandonar seus vícios, maus-hábitos, e entregar-se, conformar seu coração ao Coração de Cristo.

Ele, então o lavará, com Seu Precioíssimo Sangue, e o purificará, como quando no dia de seu Batismo, e ficaremos puros, mais brancos que a neve, como diz o Salmista.

Deus não quer que morramos, isto é, que padeçamos até o fim de nossos dias no pecado e no mal. Seu Coração Divino abre-se eternamente e sacrifica-se perpetuamente na Santa Missa, para que nós tenhamos sempre uma nova oportunidade de voltar, de redimir-nos, de buscá-lO!

Consagre-se, hoje, ao Sagrado Coração de Jesus, e tome posse da graça de viver uma vida nova!

Deus abençoe você e sua família!

Seja Feliz!


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Por que você não se perdoa? - Mons. Jonas Abib

Há muitas pessoas que fizeram barbaridades no passado, e daí o demônio coloca os sentimentos de culpa no coração delas. 

Estes sentimentos são como escudos na nossa frente para que não nos deixemos atingir pelo amor de Jesus. 

Na hora de pecar, o demônio o manda fazer tudo depressa, mas na hora de aceitar o amor de Deus, ele fica querendo que você deixe para depois.

Deus não quer você numa vida estragada e estragando a vida do outros. 

O Senhor o ama como você está e como você é. 

Se o Senhor quer perdoá-lo, então por que você não se perdoa a si mesmo? 

Deixe cair essa armadura. Acabe com essa tolice e deixe Jesus fixar os olhos em você e o amar. Deixe Jesus o amar. 

Você não precisa sentir nada. É uma questão de vontade e não de sentimentos.

Ouça o Espírito Santo que fala no seu coração. 

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Assunção de Nossa Senhora

Alegro-me intensamente com a Solenidade celebrada na data de hoje. Através de Maria, Sua Mãe Santíssima, Deus nos mostra o quanto nos ama e o que tem preparado na eternidade para nós, desde sempre e para sempre.

Feliz és Tu, Maria, porque acreditaste! Intercede por nosso Município de Guapimirim, na festa de hoje, sob o título de Nossa Senhora da Ajuda!

Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”

Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.

Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte. 

É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos. 

Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada no palácio real da glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!


E seja Feliz!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A graça da família - Dom Alberto Taveira

Os casais cristãos têm algo a mostrar
Imagem de Destaque“Pela fé, embora Sara fosse estéril e ele mesmo já tivesse passado da idade, Abraão tornou-se capaz de ter descendência, porque considerou fidedigno o autor da promessa. E assim, de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão comparável às estrelas do céu e inumerável como os grãos de areia na praia do mar” (Hb 11,11-12).

Abraão é considerado o “Pai da Fé” pelas três grandes religiões monoteístas, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. Para elas, a experiência da presença de Deus tem sua fonte no alto, é revelação, cuja iniciativa é do próprio Senhor. A fé, certeza a respeito daquilo que não se vê (Hb 11,1), introduz nas realidades humanas um horizonte aberto de proporções inimagináveis. Abraão se encontra presente, quando apostou tudo em Deus, na multidão dos homens e mulheres que, nas sucessivas gerações, volta seus olhos para o alto e para frente.

A graça da paternidade e da maternidade, experimentada por Abraão e Sara, há de ser posta em relevo em nosso tempo, pois, de fato, “os filhos são herança do Senhor, é graça sua o fruto do ventre” (Sl 127, 3). Queremos oferecer, como profecia de um futuro digno para a humanidade, o presente de famílias cristãs consistentes. A contribuição genuína dos cristãos, neste campo, é a família una, fiel e fecunda. Graça e desafio! Aceitar formar famílias segundo esta proposta é antes de tudo uma vocação a ser descoberta e alimentada. Homem e mulher, pois assim foi criado o ser humano (Gn 1,27), são tocados pelo amor de Deus para serem seus sinais. A resposta, desafio a ser assumido, é construída durante a vida toda.

O coração humano não foi feito para ser dividido em vários amores. Corpo e alma, com todas as suas potencialidades, doados como sinal do amor de Cristo e da Igreja chama-se “sacramento” do matrimônio! Descobrir a pessoa à qual será entregue a própria vida, não como um título de propriedade a ser adquirido, é a grandeza do casamento cristão. Trata-se de uma forma de consagração a Deus! Acreditar que os dois, unidos diante do Senhor, mostram o próprio Deus às outras pessoas e ao mundo. Nosso mundo clama por testemunhas consistentes de tais valores. Os casais cristãos descubram de novo a beleza do que receberam do Senhor e assumiram como vocação.

Assista: Família, lugar de testemunho apostólico

Com certa frequência aparecem estatísticas sobre a fidelidade e a infidelidade entre os casais. Parece uma propaganda das aventuras infelizmente existentes, que podem suscitar justamente uma banalização de uma das graças do matrimônio cristão. Desejo homenagear os casais que não submetem sua própria intimidade a perguntas que os expõem na praça pública. Sintam-se reconhecidos todos os casais fiéis, e são muito mais do que se divulga! Saibam que a Igreja faz festa com eles por conservarem, no verdadeiro tabernáculo que é sua vida conjugal, o tesouro da fidelidade, prometido com plena liberdade quando seu amor se tornou sacramento. Não fica esquecido pelo Senhor o dom de suas vidas!

Por falar em exposição, sim, os casais cristãos têm algo a mostrar! Trata-se dos filhos, testemunhas da fecundidade do amor verdadeiro. Já se disse que o amor conjugal não é olhar um para outro a vida inteira, mas olharem os dois numa mesma direção! Olhar para o alto, participar da graça criadora de Deus, gerar filhos para a Igreja e para o mundo! É dignidade a ser sonhada e construída pelo homem e a mulher que se unem no sacramento do matrimônio. É graça a ser pedida pelos que se preparam ao casamento.

Tudo isso encontra seu sentido na fé, fundamento de realidades humanas assumidas nesta terra, como pessoas que veem o invisível. Há muita gente pronta para descrever os problemas das famílias. A nós, na Igreja, cabe a tarefa de proclamar um verdadeiro evangelho da família, reconhecida como Boa Nova para o nosso tempo.

Daí, nasce o convite aos jovens vocacionados ao matrimônio, para que empreendam um caminho de discernimento e preparação correspondentes à grandeza do sacramento que desejam abraçar. Entrem na escola do amor verdadeiro, treinem a capacidade de escuta e acolhimento, exercitem a saída de si mesmos para dar espaço à outra pessoa. Peçam a Deus a graça de descobrirem a quem deverão entregar totalmente suas vidas. Sejam anunciadores de novas famílias, renovadas no Espírito Santo.

Aos casais cristãos, chegue o convite da Igreja a edificarem cada dia seus lares sobre o fundamento da fé, de modo a transmitirem valores consistentes aos filhos e os testemunharem à sociedade. Deus lhes confiou muito! A evangelização de seus filhos começou quando estes foram gerados no amor, deixando neles uma marca indelével. Continuou quando vocês lhes ensinaram os rudimentos da fé cristã. Benditas foram as orações que lhes foram ensinadas! Deem graças ao Senhor, porque vocês os apresentaram à Igreja para os sacramentos, quando os encaminharam à catequese. Aliás, vocês foram os primeiros catequistas! Deus lhes pague e confirme sua vocação na transmissão e educação da fé cristã na família, como quer celebrar a Semana Nacional da Família. Deus seja louvado pelos valores cristãos que existem em nossas famílias, santuários da fé e da vida!

Com as famílias e pelas famílias, rezamos confiantes no dia dos pais: “Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos, cada vez mais, um coração de filhos para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Amém!”
Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA
Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém - PA.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Amor e sexo na vida conjugal

A falta de atitude desgasta qualquer relacionamento
Imagem de DestaqueDentre as muitas definições que arriscamos fazer sobre a palavra “amor”, nenhuma delas poderá ser eficaz se não houver o comprometimento das pessoas naquilo que lhes traz a realização mútua.

Algumas pessoas vivem seu relacionamento conjugal de maneira bastante turbulenta, com abusos, violência ou em situações de egoísmo que jamais poderiam ser estabelecidas num convívio, o qual tem como princípio o crescimento comum. Tal relacionamento, se assim permanecer, alcançará uma condição insustentável, fazendo com que um dos cônjuges opte pela separação, ainda que tenham se casado por amor.

Todavia, muitos casos de separação não acontecem somente pelas agressões sofridas por um dos cônjuges. Outras situações podem fazer com que os casais vivam a separação silenciosa, a qual facilmente poderá resultar no rompimento do compromisso conjugal ou permitir a abertura para relacionamentos paralelos, alegando que o amor e o encantamento do início tenham desaparecido entre eles.

Muito se comenta sobre a necessidade de o casal fazer o resgate do romantismo, mesmo tendo acumulado algumas dezenas de anos de vida conjugal. Mas o que eu tenho recebido como resposta é a dificuldade em recuperar tal sentimento devido às muitas “cinzas” surgidas sobre “as brasas” daquele amor que originou o casamento. Isso porque a falta de comprometimento e de atenção às outras queixas – inclusive no que diz respeito à vida sexual do casal – esvaziou-se ao longo do tempo.

Assista: Harmonia conjugal e sexual do casal cristão

Conhecemos as responsabilidades e os compromissos que envolvem a vida conjugal, aquilo que é o prático para a manutenção do lar e da família. Dessas atividades, parece ser prioritário tanto para as esposas quanto para os maridos o cumprimento de seus afazeres estabelecidos como metas do dia, mesmo que para isso eles tenham que aplicar todo seu esforço físico. Dentro dessa dinâmica própria da vida conjugal, os casais podem deixar-se envolver pelas muitas atividades que compreendem o seu dia a dia.

Contudo, é importante para eles se lembrarem de também valorizar outras atitudes que alimentam e fazem a manutenção do amor que desejam nutrir na relação entre homem e mulher, pois, se quando eles eram apenas namorados, foram capazes de fazer todas outras coisas e ainda disponibilizar de um tempo para se prepararem para a (o) namorada (o), hoje as manifestações de carinho para com o cônjuge precisam ter o mesmo grau de importância.

Os momentos de namoro entre os casados não podem acontecer ou serem esperados apenas nas ocasiões de celebração como aniversários de casamento ou em uma viagem, tampouco podem ficar presos a dias específicos da semana.

Se as inúmeras tarefas domésticas, tanto para o marido quanto para a esposa, roubam esses momentos, talvez fosse interessante para os cônjuges incluir, naquilo que é de suas ocupações, também a vivência da intimidade como parte integrante do relacionamento.

A falta de atitude para uma mudança desgasta qualquer relacionamento e, no caso do casamento, poderá minar até mesmo o desejo em trocar beijos mais calorosos ou criar outros momentos de sedução, os quais poderiam propiciar a intimidade.

As bases para esses momentos acontecem quando lembramos que o nosso cônjuge também tem desejos íntimos e espera vivê-los com quem se casou. Vale notar que tal momento, mais que extravasar a libido, deverá ser resultado de outros gestos que ratificam uma união, na qual, seus efeitos extrapolam no tempo e no contato físico. Tudo ganha um novo significado.

Assim, para evitar as famosas escapulidas ou justificativas como o cansaço, a falta de disposição, o sono, a preguiça e a mais conhecida de todas as desculpas – a dor de cabeça – para se esquivarem da intimidade conjugal, o casal optaria por aplicar também para a vida sexual o mesmo grau de interesse com que valorizam suas outras obrigações.

É certo que o trabalho, as obrigações com a família e o lazer são importantes, contudo há uma maneira própria de cada um fazer o cônjuge se sentir sempre o “número 1” como foi em tempos de namoro.

Um abraço!
Foto Dado Moura
contato@dadomoura.com
Dado Moura é membro aliança da Comunidade Canção Nova e trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o Portal Canção Nova como articulista. Autor do livro Relações sadias, laços duradouros e Lidando com as crises
Outros temas do autor: www.dadomoura.com
twitter: @dadomoura
facebook: www.facebook.com/reflexoes

domingo, 30 de junho de 2013

JMJ Rio 2013: Guaratiba receberá o "Show do Futuro"

A programação seguirá até meia-noite, com um intervalo para a vigília com o Papa Francisco.

Serão 13 shows no sábado com quase 50 atrações reunidas. A programação seguirá até meia-noite, com um intervalo para a vigília com o Papa Francisco. Para o domingo, dia 28 de julho, estão programados dois shows para antes da missa com o Santo Padre e dois logo após. Ao todo, serão quase 15 horas de atração, de acordo com o Diretor Artístico dos eventos de Guaratiba, Edson Erdmann. A direção artística da vigília é de Ulysses Cruz.
É um show muito mais para pensar, de acordo com Edson Erdmann. “Existem mil maneiras de contar uma história. A mais original é a que você nunca esquece. O que nós vamos fazer ali é contar uma história incrível, verdadeira, criada por quem conta histórias, que são os peregrinos. Vamos retratá-los no palco”.
No sábado, os shows começam às 10h30 com o Ministério Missionário Shalom. A partir de 12h30, a orquestra JMJ fará a abertura do "Show do Futuro Brasil". Adriana Arydes e a Banda Dominus estão entre os artistas que irão animar o público. Haverá em seguida um vídeo contando fatos importantes da história desde que o Papa Emérito Bento XVI anunciou que a Jornada seria no Rio de Janeiro, passando pelos acontecimentos na própria Jornada até aquele momento. “A partir daquela hora, a gente zerou tudo e é futuro. Vamos dizer como vai ser o seu futuro”, explicou.
O "Show do Futuro Brasil" vai abrir a programação com cerca de 10 artistas. O "Show Duets", com o tema paz e união, seguirá o roteiro. Na sequência, haverá o “Show Esperança” com grandes nomes da música cantando, como Anjos de Resgate e Celina Borges. A chegada do Santíssimo Sacramento está programada para 16h e, logo após, haverá o momento do Angelus, às 18h. As atrações musicais internacionais estarão no “Show do Futuro Mundo”, que será realizado após a participação do Papa Francisco no evento.
No domingo, os jovens que passarão a noite em vigília serão despertados às 7 h com o primeiro show, com músicas do Ministério Adoração e Vida. O Papa Francisco reencontra os jovens no Campus Fidei, às 9h30, e será recepcionado com um grande flash mob. Às 10h da manhã, o Pontífice dá início à Santa Missa de Envio da JMJ Rio2013 e anuncia o próximo local que acolherá a Jornada Mundial da Juventude. Ao meio-dia, também fará a oração do Angelus com os peregrinos.
Compromisso com o Futuro
Antes de cada um dos shows haverá intervenções com depoimentos de voluntários e peregrinos que mostrarão suas opiniões e seus desejos sobre amor, esperança, união, futuro, fé e ser anjo. “O que eu fiz foi criar um conceito para o sábado que fosse mais forte do que qualquer cenário, do que qualquer balé, qualquer musical”, destacou Erdmann.
As gravações dos jovens serão apresentadas em totens de LED distribuídos pelo palco. “Quem conduz o "Show do Futuro", quem é o protagonista são os jovens da JMJ, não são os nossos cantores”, disse Erdmann. A ideia, de acordo com Edson Erdmann, é trazer um conceito diferenciado e fazer com que os jovens pensem sobre as questões do futuro. “Os jovens dizem como vai ser o futuro, como vai ser o show e todos nós no palco estamos a serviço deles. É diferente o conceito”, completou.
Mostrando seus desejos e planos para o futuro, os jovens também estarão se comprometendo com as novas gerações, explicou o diretor artístico. “No momento em que escolheu, você se comprometeu. Isso vira um compromisso até a próxima Jornada”, disse. A ideia é que esses jovens também levem esse desejo de engajamento para seus países.
Durante o dia também haverá ensaios para o flash mob, que está programado para a Missa de Envio, no dia 28 de julho. A ideia é que a ação, comandada pela Banda Expresso HG e pela Orquestra JMJ, aconteça no momento da chegada do Papa Francisco ao Campus Fidei, no domingo. O jingle "Bem-Vindo Papa Francisco", composto por Kledir Ramil, Dudu Trentin e Edson Erdmann, irá embalar a coreografia.
Histórias de fé na Vigília
Na noite do dia 27, alguns jovens que passaram por situações difíceis da vida e encontraram a razão de viver na fé vão contar, no palco, suas histórias. As histórias serão intercaladas com a construção da igreja cenográfica e complementadas com elementos coreográficos. Além disso, o lema da Jornada, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” vai aparecer de forma cênica, no discurso.
Segundo o diretor geral, Ulysses Cruz, "o ato artístico tem o objetivo de renovar forças e criar um sentimento de ação, um sentimento que de que nós podemos realizar, nós podemos mudar. O jovem precisa vivenciar essa experiência, estar dentro dela e não apenas ser um espectador. É importante que a vigília seja com os jovens e não apenas para os jovens”, disse.
Depois da saída do Papa, cerca de 200 jovens de várias partes do Brasil que estão em processo de recuperação da dependência química subirão no palco para cantar junto com a banda de origem italiana Gen Rosso, que possui integrantes de várias partes do mundo. O ato artístico contará também com as participações do ator Tony Ramos e do cantor Luan Santana.
Artistas participantes – 27 de julho 
Banda Missionário Shalom, CCC – Catolic Culture Comunnity, Banda Dom, Adriana Arydes, Padre Reginaldo Manzotti, Allyson Castro, The Flanders, Banda Dominus, Luan Santana, Irmã Kelly Patrícia, Padre Marcelo Rossi, Iahweh, Ziza Fernandes, Martin Duarte, Diego Fernandes, Athenas, Tony Allyson, Flaviane Montenegro, Leandro Souza, Olivia Ferreira, Nazaré Araújo, Miguelli, Eugênio Jorge, Daniel Poli, Padre Fábio de Melo, Anjos de Resgate, Celina Borges, Dunga, Eliana Ribeiro, Rosa de Saron, Alessandra Salles, Gil Monteiro, Nando Mendes, Cantores de Deus, Ministério Amor e Adoração, Tony Melendez, Martin Valverde, Kiki Troia, Cardiac Movie, Jon Carlo, Paco Aranda, Alfareros, Palo Santo, Son by four, Judy Bailey, Rex Band, Gen Rosso e Comunidade Taizé.
Artistas participantes – 28 de julho
Ministério Adoração e Vida, Polyana Demori, Padre. Cleidimar Moreira, Padre Fábio de Melo; Padre Omar Raposo; Padre Marcelo Rossi; Padre Reginaldo Manzotti; Padre Jorjão; Padre Antônio Maria; Padre Joãozinho; Adriana Arydes, Olívia Ferreira, Márcio Pacheco, Eliana Ribeiro, Dunga, Ricardo Sá, Marcelo Duarte, Anjos de Resgate, Padre Marcelo Rossi, Padre. Reginaldo Manzotti, Leandro Souza, Eugênio Jorge, Ziza Fernandes, Padre Gleuson Gomes, Padre Juarez de Castro, Celina Borges, Eros Biondini, Suely Façanha, Ir. Kelly Patrícia, Cristiano Pinheiro, Davidson Silva, Missionário Shalom, Luiz Carvalho, Martin Valverde, Soledad, Axel, Larissa Viana. Banda Rosa de Saron e Banda Dominus.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Por que não posso fazer sexo com minha namorada?

O verdadeiro amor espera
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"Amo minha namorada e ela me ama, por que não posso transar com ela?" Com certeza esta pergunta passa em muitas mentes apaixonadas, pois o amor nos lança em aventuras de emoção, alegria e prazer. E logo podemos pensar que o sexo iria fechar bem todo este clímax. Corremos o risco de fazer desta aventura uma equação matemática e concluir: (eu a amo) + (ela me ama) = sexo.

Não é bem assim. O sexo está no amor, mas o amor não é sexo. Seria reduzir demais a beleza do amor a uma só dimensão, ou seja, a física. Amor vai além, não é só entrega do corpo, mas, antes de tudo, uma entrega de alma, de história e cumplicidade.

Fazer uma lógica do amor e ligá-lo direto ao sexo é falar que ele acabará quando não mais tiver sexo! E aí? Era amor mesmo?

Assista: Sexo no namoro. Apenas questão de pecado?


Deus, tão perfeito, pegou algo tão lindo, que é o sexo, e o elevou à dignidade de altar, ou seja, o colocou dentro do sacramento. Ele reservou o melhor tempo e lugar para que fosse vivenciado como um cume de uma longa aventura a dois. E aí eu é que lhe faço a pergunta: “Se amo, de verdade, minha namorada, por que não posso esperar o momento certo para me entregar por inteiro e, assim, poder recebê-la inteira na bênção de Deus?”
Se é amor, há espera, pois o verdadeiro amor espera.

Muitas vezes, para não perder o namorado, as meninas permitem que eles façam uma verdadeira “caçada” em seus corpos. Mas sabemos que, no fundo, não desejam ser usadas assim e querem ser amadas pelo que são, e não pelo corpo que possuem. Na verdade, por medo de serem rejeitadas, seguem um caminho não muito bacana.

Muitas mulheres também têm medo de ofender ou perder seu namorado se não cederem às suas exigências sexuais. Tais inseguranças devem ser superadas se você quiser ser amada como merece. Em vez de se preocupar em ser abandonada se não ceder, deixe que ele se preocupe em perder você caso insista em não a respeitar! Se este relacionamento precisa de avanços para continuar, então, não começou da forma certa! Se ele coloca esta condição para estar com você, é porque, na verdade, nunca esteve com você pelo que você é, mas sim pelo que você pode oferecer.

Do mesmo modo, muitos de nós, rapazes, temos medo de nos sentirmos diminuídos diante de uma garota ao colocar os “freios” no jeito de namorar. É como se, para ser homem de verdade, precisássemos sempre estar prontos para o gol do time adversário! Não é assim, não deve ser assim. Precisamos também, mesmo que seja difícil, colocar nosso desejo de um amor de verdade em primeiro plano no namoro. Ser homem de verdade é saber possuir-se e doar-se, amar e nunca querer usar! “Vivei este tempo do namoro na expectativa confiante desse dom que deve ser aceito percorrendo um caminho de conhecimento, de respeito, de atenções que nunca deveis perder: só sob esta condição a linguagem do amor permanecerá significativa também com o passar dos anos” (Papa Bento XVI).

Podemos chegar a uma triste constatação que muitas mulheres dão sexo para escutar “eu te amo” e muitos homens dizem “eu te amo” para ter sexo!

Mas há quem diga que deve ter fogo para a relação valer a pena, senão fica sem graça demais. Infelizmente, gente assim não entrou na escola do amor e baseia toda a beleza do namoro e a riqueza do que o outro é em um aspecto físico, que faz parte, mas tem um momento e uma forma de ser vivido, não é?

Antes de querer descobrir o corpo dela(e), que tal gastar o tempo do namoro sondando as profundezas do coração dela(e)? Pois assim, quando chegar a hora, não será apenas encontro de corpos, mas de almas e na bênção do Espírito Santo de Deus!

Tamu junto.
Foto Adriano Gonçalves
adriano@geracaophn.com
Mineiro de Contagem (MG), Adriano Gonçalves dos Santos é membro da Comunidade Canção Nova. Cursou Filosofia no Instituto da Comunidade e é acadêmico de Psicologia na Unisal (Lorena). Atua na TV Canção Nova como apresentador do programa Revolução Jesus. Mais que um programa, o Revolução Jesus é uma missão que desafia o jovem a ser santo sem deixar de ser jovem. Dessa forma, propõe uma nova geração: a geração dos Santos de Calça Jeans. É autor dos seguintes livros: "Santos de Calça Jeans", "Nasci pra Dar Certo!" e "Quero um Amor Maior"

terça-feira, 4 de junho de 2013

Um bebê no esgoto

Faço minhas as palavras do Professor Felipe Aquino.

Amor e zelo pelas crianças Por Professor Felipe Aquino

Cresce a cada dia a preocupação com a natureza e o meio ambiente, o que é bom e necessário; mas infelizmente o mesmo não acontece com a dignidade humana. Assistimos hoje verdadeiros atentados à vida humana. Como disse João Paulo II na sua famosa Carta às Famílias, de 1994, a vida está jurada de morte, há uma conspiração contra ela. Uma terrível e destruidora “cultura da morte”, tão denunciada pelos últimos papas, tem mostrado o perigo do aborto, da eutanásia, da contracepção, da micro-abortiva pílula do dia seguinte, da destruição de embriões humanos, da falsificação da família, etc.

E essa cultura da morte tem sido empregada insistentemente para se resolver os problemas da vida, como se isso fosse lícito e possível. As “soluções fáceis para problemas difíceis” aumentam a cada dia, aumentando esses problemas ao invés de resolve-los.

Além disso, outros desrespeitos inimagináveis acontecem ainda; veja-se o caso do comércio da prostituição e o tráfico de mulheres com esta finalidade, as guerras genocidas, o trabalho escravo, os sequestros, o estupros, etc.

Da China nos chega uma notícia que chocou o mundo: um bebê recém-nascido foi resgatado em uma tubulação de esgoto em um prédio em Jinhua, depois de cair ou ser jogado no vaso sanitário, passou de duas a três horas preso no cano. A mãe da criança, de 22 anos, que não é casada, escondeu a gravidez dos vizinhos pelo medo de ser vítima de preconceito. Ela deu à luz de maneira inesperada quando foi ao banheiro no sábado e a criança caiu no vaso sanitário. Foi resgatada e levada para um hospital. É um menino de 2,3 quilos, que sofreu alguns cortes no corpo, e agora está bem.

É por isso, e por outras, que a Igreja insiste que toda criança deve nascer em um lar, com um pai e uma mãe que o acolha, com um berço que o acalente. Fora disso a criança pode se tornar carente, abandonada, ameaçada e triste.

As fontes de notícia revelam que bebês chineses nascidos fora do casamento muitas vezes são abandonados em consequência das pressões sociais e financeiras. A política do filho único do país representa multas pesadas para os casais que têm mais de um bebê.

Não se sabe ainda ao certo se a mãe jogou a criança no vaso sanitário ou não conseguiu impedir que ela ali caísse. Qualquer que seja o caso é lamentável e deixa muito a pensar. Certamente esta mãe estava aflita com sua gravidez o que acaba sendo a causa primária do ocorrido. Como pode uma criança vir ao mundo desse jeito, e ir parar no esgoto? Que berço é este? Não é isso um sinal de como está a vida humana hoje sendo tratada em muitos lugares? Esta é a dignidade de um filho de Deus?


Isto mostra o grave desrespeito que existe hoje contra a vida humana, especialmente contra o feto, a criança mais indefesa de todas. Como ela não reage, como ela ainda não grita, como ela ainda não mostrou o seu rosto, então, para muitos fica fácil e cômodo descarta-la como se fosse um copo de plástico usado e atirado no lixo. Urge que se levantem vozes em defesa desses inocentes sem vozes.

Devemos chamar a isso de civilização ou de barbárie? A civilização se caracteriza em primeiro lugar por defender, acima de tudo, os não nascidos, os fracos, o doentes, os excepcionais, os deficientes, os velhos… O sinal de sua fraqueza deve ser motivo para aumentar ainda mais o cuidado e o amor a eles. No entanto, em nossa atual civilização, passou a ser lícito e fácil descarta-los quando já não são produtivos.

De todos os direitos humanos, o primeiro e fundamental é o direito de nascer com dignidade; sem isso, não há verdadeira civilização, pois não se respeito a pessoa humana. Disse o Concilio Vaticano II que “o homem é o único ser que Deus quis por si mesmo” (GS, 26).

:: Ouça, na íntegra, o podcast da redação com a psicanalista Ana Carlota Pinto Teixeira que comenta a respeito deste caso e sobre o que leva as pessoas a cometerem estes atos.

Seja Feliz!