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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A santidade é para todos

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo


Quase no fim do Ano da Fé, a celebração da solenidade litúrgica de Todos os Santos nos deu a ocasião para recordar um dos artigos finais da Profissão de Fé da Igreja: “Creio na comunhão dos santos”. O Catecismo da Igreja Católica explica bem essa afirmação de nossa fé nos parágrafos 946 a 987.


A Igreja possui um “patrimônio comum”, do qual todos participamos: a santidade, dom do Espírito Santo dado aos discípulos de Cristo. Todos contribuímos para esse patrimônio com nossa vida santa e todos somos por ele também beneficiados. Na Igreja, ninguém é herói solitário: estamos em boa companhia!

Isso nos leva a ter uma atenção especial aos santos e santas, que são as testemunhas excelsas de Cristo; a Igreja, ao proclamar um santo, confirma que sua vida foi uma interpretação exemplar da vida cristã e um testemunho luminoso do Evangelho do Reino de Deus no mundo. E como os dons de Deus são inumeráveis, há também numerosas formas de santidade e de vidas santas. Cada santo, a seu modo, é um exemplo de vida segundo o Evangelho e pode ser imitado pelos outros, sem medo de errar.

Nossos santos católicos não são mitos criados pela fantasia humana. São pessoas que viveram num tempo e num espaço, tiveram uma história pessoal, que pode ser conhecida e verificada; eles são os membros da Igreja, que já chegaram lá, onde todos nós queremos chegar um dia. Mas pela “comunhão dos santos”, eles continuam ligados a nós e nós, a eles. Eles são mestres de vida cristã, testemunhas e exemplos de perseverança na fé, muitas vezes vivida em meio a inumeráveis dificuldades. Muitos deles morreram martirizados, proclamando essa fé, que também nós professamos.

Penso, por isso, que a vida dos santos seja parte importante da Catequese e da iniciação à vida cristã. Eles já percorreram a estrada que nós somos chamados a percorrer; eles foram discípulos exemplares de Cristo, foram bons cristãos e viveram de modo exemplar as virtudes, que também nós somos chamados a viver.

Gosto de retomar a Carta Apostólica Novo millennio ineunte (No início do novo milênio, 2001), do Papa João Paulo 2º. É breve, iluminada, programática. Ali se diz que a santidade é a prioridade das prioridades pastorais: “Não hesito em dizer que o horizonte para o qual deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (cf. n. 30).

A santidade é a vocação universal dos batizados, conforme nos ensina o Concílio, ao falar da Igreja (cf. Lumen Gentium, cap. V). A santidade não é uma ilustração opcional à vida cristã, mas a sua própria meta; pela fé e pelo Batismo, estamos em comunhão com aquele que é o santo e a fonte de toda santidade. A santidade é uma das qualidades da Igreja e deve também ser a marca de todos os seus membros: “Esta é a vontade de Deus a vosso respeito: a vossa santificação” (1Ts 4,3). É a vocação de todos os batizados.

A programação pastoral deve ser marcada pela busca da santidade. Por isso, diz ainda João Paulo 2º na mesma Carta Apostólica: “Perguntar a um catecúmeno – queres o Batismo? – significa ao mesmo tempo perguntar-lhe – queres ser santo?” (n. 32). A santidade, portanto, não é apenas para alguns poucos, mas para todos os discípulos de Cristo.

E o Papa Francisco, na homilia da solenidade de Todos os Santos, voltou a lembrar que a santidade tem um caminho, um rosto e um nome: Jesus Cristo. Estar em comunhão com Ele, seguir seus passos, imitar seu exemplo – eis o jeito da santidade.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Os cinco brasileiros do Colégio Cardinalício

Conheça os cardeais brasileiros que participarão da eleição do novo Papa

O mundo estará com os olhos voltados para o Vaticano, nos próximos dias, quando os cardeais de 46 países escolherão o novo Papa. 

A Igreja do Brasil será representada pelo Cardeal Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer; por Dom João Braz de Aviz, até então Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano; pelo Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis; pelo Arcebispo Emérito da Arquidiocese de São Paulo, Dom Cláudio Hummes; e pelo Arcebispo Emérito de Salvador (BA), Dom Geraldo Majella Agnelo.

 Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Conheça a biografia do Cardeal  Dom Odilo  Pedro SchererDom Odilo Pedro Scherer, 63 anos, Arcebispo de São Paulo
Nascimento: 21/09/1949 – Cerro Largo (RS)
Ordenação Sacerdotal: 07/12/1976 – Quatro Pontes (PR)
Nomeação Episcopal: 28/11/2001
Nomeação Cardinalícia: em 2007 foi criado Cardeal pelo Papa Bento XVI
Estudos: Mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1994-1996); Doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1988-1991). Além de outros cursos de aperfeiçoamento da língua alemã no  Goethe-Institut de Staufen i.Br. (Alemanha), da língua francesa na Universidade de Lyon (França) e da língua inglesa, em Londres. Leia mais>>

Cardeal Dom João Braz de Aviz
Conheça a biografia do Cardeal Dom João Braz de AvizDom João Braz de Aviz, 65 anos, Arcebispo emérito de Brasília
Nascimento: 24/04/1947 – Mafra (SC)
Ordenação Sacerdotal: 26/11/1972 – Apucarana (PR)
Nomeação Episcopal: 06/04/1994
Nomeação Cardinalícia: em 2012 foi criado Cardeal pelo Papa Bento XVI
Estudos: Formado em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana e doutorado em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Lateranense. Leia mais>>
 




 Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis
Conheça a biografia do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis
Dom Raymundo Damasceno, 76 anos, Arcebispo de Aparecida
Nascimento: 15/02/1937 – Capela Nova (MG)
Ordenação Sacerdotal: 19/03/1968 – Conselheiro Lafaiete (MG)
Nomeação Episcopal: 15/09/1986
Nomeação Cardinalícia: em 2010 foi criado Cardeal pelo Papa João Paulo II.
Estudos: Cursou Teologia e, em 1965, foi para a Alemanha, onde acompanhou o Curso Superior de Catequese. De 1986 a 2003, foi Diretor do Curso Superior de Teologia para leigos da Arquidiocese de Brasília (DF). Membro eleito na Academia Brasiliense de Letras, em novembro de 2003, tomando posse na cadeira 33, no dia 23 de junho de 2004. Leia mais>>


 Cardeal Dom Cláudio Hummes
Conheça a biografia do  Cardeal Dom  Cláudio HummesDom Frei Cláudio Hummes, 78 anos, Arcebispo Emérito de São Paulo
Nascimento: Nascimento: 08/08/1934 – Montenegro (RS)
Ordenação Sacerdotal: 03/08/1958 – Divinópolis (MG)
Nomeação Episcopal: 22/03/1975
Nomeação Cardinalícia: em 2001 foi criado Cardeal pelo Papa João Paulo II
Estudos: Graduação em Filosofia (Garibaldi, Rio Grande do Sul 1953-1954). Graduação em Teologia (Divinópolis, Minas Gerais 1953-1954). Especialização em Ecumenismo, no Instituto Ecumênico de Bossey, Genebra, Suíça, 1968). Doutorado em Filosofia (Roma, 1959-1962), com a tese “Renovação das provas tradicionais da Existência de Deus por Maurice Blondel em L’Action (1893)”. Leia mais>>


 Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo
Conheça a biografia do Cardeal Dom Geraldo MajellaDom Geraldo Majella Agnelo, 79 anos, Arcebispo Emérito de Salvador (BA)
Nascimento: 19/10/1933 – Juiz de Fora (MG).
Ordenação Sacerdotal: 29/06/1957 – São Paulo
Nomeação Episcopal: 05/05/1978
Nomeação Cardinalícia: em 2001 foi criado Cardeal por João Paulo II.
Estudos: Doutorado em Teologia com ênfase em Liturgia (Roma, Pontifício Ateneu Santo Anselmo); Especialização em Liturgia (1967-1969); Graduação em Teologia (São Paulo, Seminário Central, Ipiranga, 1954-1957); Graduação em Filosofia (São Paulo, Seminário Central, Ipiranga, São Paulo, 1951 – 1953); Licenciatura em Filosofia (Mogi das Cruzes, São Paulo, Universidade de Mogi das Cruzes). Leia mais>>
(Alessandra Borges - Canção Nova)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Igreja Católica é de Cristo!

Estamos tristes? Estamos desolados? Perdemos o rumo?

Estas são algumas das perguntas que tenho ouvido sobre nós Católicos Apostólicos Romanos, em referência à renúncia de Sua Santidade, o Papa Bento XVI.

Não vou me perder em teses sobre a sua decisão, até porque a decisão foi dele, e ele - o Papa - nunca decide nada sozinho. Sempre decide com o Espírito Santo, Aquele que verdadeiramente rege a Santa Igreja de Cristo.

Também nós, cristãos, devemos agir assim: sempre com a assistência do Espírito Santo!

Então, para mim - e para qualquer dos bilhões de Católicos pelo mundo afora -, não há essa questão de "estamos órfãos!", como li dia desses em um comentário na web, pois a Igreja é de Jesus Cristo, e não de um Papa ou de um fiel. A Fé em que cremos é a Fé da Igreja, e não a do Padre, do Bispo ou do Papa!

Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, em entrevista à Rede Canção Nova, em Roma, disse o seguinte: “O Papa, na audiência, falou de uma maneira profunda e, ao mesmo tempo, transparente sobre o que significava a sua renúncia, fazendo também um convite para que a Igreja viva o essencial de sua fé: a confiança em Jesus Cristo, que não abandona a Sua Igreja. Nós sabemos que as pessoas passam, o Papa também passa, mas a Igreja permanece”

 A Igreja Católica é de Cristo: "Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16,18-19).

Quem não estiver ligado a Pedro, não está na Comunhão de Fé da Igreja. Portanto, não está ligado a Cristo, o Senhor, pois se Jesus Cristo outorgou a Pedro as chaves do Reino dos Céus, e a seus sucessores, somente por meio de Pedro poderemos estar afiliados à Igreja. Não se iluda. 

O fato de um Papa exercer o seu direito (renunciar), não está provocando um 'desmoronamento' na instituição Católica, pois, ainda que esteja a mesma instituição fundada sobre esta 'rocha' (Cefas=Pedra=Pedro), a instituição é gerada e gerida por um Deus. Não um homem. "As pessoas passam, o Papa também passa, mas a Igreja permenece" (Dom Odilo Cardeal Scherer).

Papa durante despedida dos cardeais no Vaticano (Foto: WPVI)Neste dia, em que o Santo Padre se retira de seu munus petrino, confiemos nossas preces Àquele que tudo sabe, tudo pode e tudo quer para o nosso bem e para o bem daqueles que amam a Santa Igreja, por Ele mesmo instituída, a fim de que, por Seu amor, nos conduza pelos tempos, através de Seu Espírito Divino, nomeando novo Pedro!

Leia hoje: São Lucas 16,19-31)

E seja Feliz!