Mostrando postagens com marcador renúncia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador renúncia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sistema do mundo e o sistema de Deus



Muitos se perguntam: "Mas por que Deus não me socorre?" e "Por que não resolve minha situação?" Compreenda: Deus fez, está fazendo e vai fazer. Se existe uma falha, esta está em nós. E qual é a falha? Nós temos sido vítimas do sistema do mundo. As finanças vão mal e há muito desemprego e tragédias por causa do sistema em que vivemos; um sistema individualista, baseado no egoísmo, na ambição... Um sistema sem Deus; portanto, sem amor!

Enquanto permanecermos ligados ao sistema, seremos influenciados por ele e não nos será possível entrar no sistema de Deus. Ele é radicalmente oposto. É preciso fazer uma escolha: Ou estamos no sistema do mundo ou no sistema de Deus. É uma lógica: para sermos auxiliados pelo Senhor precisamos estar no sistema d'Ele. Se continuarmos no do mundo, seremos tratados pelo mundo e do jeito que ele nos trata. Para deixar de ser vítima desse sistema, tenho de deixá-lo e me colocar no sistema de Deus. Não dá para servir a Deus e a este mundo. É preciso decidir entre os dois sistemas. Não é questão de palavras, de aparências: é questão de coração. E Deus vê o coração.

Na hora em que eu me decido a deixar o sistema do mundo, que é baseado no egoísmo, na ganância, na mentira, falsidade, na corrupção e na busca do dinheiro e do prazer; no momento em que eu me decido a deixar de enganar e prejudicar os outros; quando sinceramente eu me decido a sair do sistema do mundo e a entrar no sistema de Deus, Sua Palavra se torna realidade em minha vida: "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Romanos 8, 28).

Os homens veem as aparências: fazem belos discursos, belas apresentações... mas Deus vê o coração. Na hora em que eu me decido sinceramente a deixar o egoísmo e parto para o sistema de Deus, que é amor, doação, se eu decido a ter um coração generoso como o d'Ele, se quero ser simples, humilde, mesmo não o sendo completamente, eu já estou no sistema de Deus. É aí que tudo começa a concorrer para o meu bem. Por isso, também a solução de nossas finanças, de nosso desemprego e dificuldades está aí. Tudo se resolve pela mudança do coração! Na hora em que mergulharmos em Deus numa verdadeira conversão, veremos que tudo concorre para nosso bem. Não há outra forma.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
 
Seja Feliz!

quinta-feira, 7 de março de 2013

O que é um Papa?

Papa é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma, supremo líder espiritual da Igreja Católica Apostólica Romana, e chefe do Estado da Cidade do Vaticano.

O primeiro Papa foi São Pedro, a quem Jesus Cristo disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja. A ti darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus, 16, 13-20).

o que é um Papa

Como Pedro terminou seus dias em Roma, no seio da Igreja Romana, dando aí o seu supremo testemunho de amor a Nosso Senhor, derramando seu sangue por Cristo, os Bispos de Roma são sucessores de Pedro. Como Pedro, a missão deles é sempre recordar, custodiar e proclamar a experiência fundamental da nossa fé: Jesus morto e ressuscitado é o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Salvador! O Papa é, então, Sucessor de Pedro como Bispo da Arquidiocese de Roma.

O Sumo Pontífice exerce também um poder político como Chefe de Estado da Cidade do Vaticano, donde detém os poderes legislativo, executivo e judicial. Nos dias de hoje, o papel político do Papa traduz-se no exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância, pois, ao mesmo tempo em que é soberano do menor país do mundo, também é líder de uma religião com bilhões de seguidores.

Vale lembrar que ninguém se faz Papa, não existe “candidatos” eleitos em votação democrática. É Deus quem o escolhe para colocá-lo à frente de Sua Igreja por meio de um Conclave (votação secreta dos cardeais com menos de 80 anos). O cargo é vitalício, e na história da Igreja, apenas quatro Pontífices renunciaram à Cátedra de Pedro. Bento XVI entra para a história como o 5º a renunciar como Bispo de Roma

O Papa, junto com seus sucessores, os bispos, são o fundamento visível da unidade da Igreja Católica. É ele quem deve confirmar os irmãos na fé, com espírito de serviço e caridade, pois esta foi a missão confiada a ele pelo próprio Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21, 17).

O Papa dispõe, para os católicos, de autoridade religiosa em matéria de fé e moral. É igualmente quem aprova e, geralmente, preside as cerimônias de beatificação ou canonização, assim como nomeia os cardeais. O Concílio do Vaticano I, de 1869-1870, definiu o dogma da “Infalibilidade Papal”, pelo qual os pronunciamentos oficiais do Papa, em unidade com o colégio universal dos bispos,  a respeito da fé e moral não apresentam possibilidade de erro.

Seguir o Sumo Pontífice é a certeza de estar em comunhão plena com Cristo, por isso se diz que o Papa é fundamento visível da unidade.

Seja Feliz!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Conheça os cardeais que elegerão o novo Papa

Colégio Cardinalício

Vaticano hospedará cardeais durante todo o Conclave
Após o dia 28 de fevereiro, data da renúncia do Papa Bento XVI, iniciam-se os preparativos para o Conclave, momento em que cardeais se reunirão para a eleição do novo Papa.
Um novo tempo para a Igreja deve ter início com a nomeação do sucessor de Bento XVI. Assim, todos se preparam para este período de transição.
Conheça os cardeais que elegerão o novo papa

Seja Feliz!

terça-feira, 5 de março de 2013

Agradecidos, Bento XVI

Uma lição simples e profunda
Imagem de Destaque Com reverência e grande apreço, somos agradecidos pelo pontificado de Bento XVI que, como sucessor do apóstolo Pedro, ajudou a Igreja, em tempos de aceleradas mudanças e enormes desafios humanitários, a 
cumprir sua tarefa missionária: anunciar o Evangelho da vida, para fazer de todos discípulos e discípulas de Jesus Cristo.

O agradecimento reverente projeta luzes sobre um ministério exercido com extrema lealdade, humildade edificante, cultivado a partir de uma sabedoria temperada, admirável envergadura intelectual aliada a uma espiritualidade reveladora de uma profunda intimidade com Deus. Essas qualidades de Bento XVI, para além das vicissitudes humanas enfrentadas nas instituições todas, produzindo desafios relacionais e existenciais, traçou para a Igreja horizontes que a capacitaram ainda mais no enfrentamento das questões fundamentais da fé no seu diálogo imprescindível com a razão.

Um caminho exigente, na contramão de uma religiosidade entendida e vivida como mágica milagreira ou como lugar da conquista e de exercícios inadequados do poder que seduz, desfigura e distancia-se da condição de todos como servos da vinha do Senhor. Há de se recordar que Bento XVI, em 2005, dirigindo-se pela primeira vez à multidão presente na Praça de São Pedro, delineia a consciência clara de seu entendimento sobre sua pessoa e sobre seu ministério iniciante como sucessor de Pedro. Ele se apresenta - como não pode deixar de ser a apresentação dos discípulos de Jesus, sejam quais forem as circunstâncias, cargos, ofícios e responsabilidades - como simples servo da vinha do Senhor, chamado naquele momento ao exigente serviço como Papa.

Esse simples servo, com envergadura moral, intelectual e espiritual de gigante na fé, dialogou com seu Deus, em confiança amorosa, para decidir, por iluminação própria da fé e da inteligência, que era um bem maior concluir sua tarefa no ministério petrino. Sua renúncia causou, naturalmente, comoção e reações de grande surpresa. Ninguém destes tempos vivera uma situação semelhante. O inusitado da renúncia de um Papa, na realidade dos tempos atuais, em se considerando os enormes desafios vividos pela Igreja Católica, no enfrentamento de questões espinhosas, como a chaga da pedofilia, ou no diálogo com o mundo, quando se pensa a secularização e o relativismo ético, projetou um oceano de conjecturas e suposições.

No turbilhão de hipóteses e análises, muitas delas inadequadas, maliciosas e até perversas, uma luz de razão e humanismo focaliza a dimensão da fé. A renúncia do Papa Bento XVI desenha no horizonte da Igreja e também da sociedade contemporânea a mais genuína e indispensável lição do Evangelho. Sua renúncia se assenta, antes de tudo, na confiança no seu Mestre e Senhor e na mais qualificada conquista espiritual de simplicidade e humildade. Estas virtudes geram a coragem do desapego, a alegria da liberdade e a consciência lúcida do seu lugar, agora como orante no acompanhamento e sustento da Igreja na sua missão.

Houve quem jogou a hipótese de uma “descida da cruz”. Bento XVI, sabiamente e de modo sereno, ajusta a possível incompreensão, ponderando que não desceu da cruz, mas está aos pés do crucificado. Sublinha sua condição de discípulo e servo, jamais de Senhor e Salvador. A lição é desconcertante e interpelante. Não simplesmente porque é inusitado um Papa renunciar, mas, sobretudo, porque remete ao mais genuíno sentido de humildade e desapego para ajudar a humanidade e, particularmente, a Igreja no exercício mais essencial de seu peregrinar, aquele de fixar mais, acima de tudo, seu olhar em Jesus, o Salvador.

Este é o ensinamento que Bento XVI nos oferece como testemunho de fé, de sábia localização da condição humana nas mãos e no coração de Deus. Uma lição simples e profunda. Deus fez de Bento XVI um instrumento para indicar ao mundo contemporâneo e à sua Igreja que o terror da falta de sentido, os absurdos das lutas pelo poder, a desqualificação humana produzida pela maledicência e pelas arbitrariedades só têm cura quando se elege este lugar de simples servo da vinha para viver e para ser. Esta lição, aprendida e vivida, dará rumo novo à sociedade e à Igreja. Somos agradecidos, Bento XVI.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo
metropolitano de Belo Horizonte


Leia hoje: Daniel 3,25.34-43

E seja Feliz!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"Sou simplesmente um Peregrino..."

Últimas palavras públicas do Papa Bento XVI em Castel Gandolfo



Publicamos a seguir as últimas palavras públicas do Papa Bento XVI, dirigidas as fieis reunidos em Castel Gandolfo, nessa tarde às 18h30, hora local.


***
Bento XVI chega a Castel Gandolfo

Obrigado!

Obrigado a vós!

Caros amigos, me sinto feliz de estar aqui convosco, rodeado pela beleza do Criador e pela vossa simpatia  que me faz muito bem. Obrigado pela vossa amizade, o vosso afeto.

Sabeis que este meu dia é diferente dos anteriores: não sou mais Sumo Pontífice da Igreja católica: até às oito da noite o serei ainda, depois não mais. Sou simplesmente um peregrino que começa a última etapa da sua peregrinação sobre esta terra. Mas ainda gostaria ... [aplausos – obrigado!] mas gostaria ainda com o meu coração, com o meu amor, com a minha oração, com a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, trabalhar para o bem comum e o bem da Igreja e da humanidade. E me sinto muito apoiado pela vossa simpatia. Vamos pra frente com o Senhor para o bem da Igreja e do mundo. Obrigado, vos dou agora [aplausos]... com todo o coração a minha benção. Seja bendito Deus Onipotente, Pai e Filho e Espírito Santo. Obrigado, Boa noite! Obrigado a vós todos! 

Roma,  
(fonte: Zenit.org)

A Igreja Católica é de Cristo!

Estamos tristes? Estamos desolados? Perdemos o rumo?

Estas são algumas das perguntas que tenho ouvido sobre nós Católicos Apostólicos Romanos, em referência à renúncia de Sua Santidade, o Papa Bento XVI.

Não vou me perder em teses sobre a sua decisão, até porque a decisão foi dele, e ele - o Papa - nunca decide nada sozinho. Sempre decide com o Espírito Santo, Aquele que verdadeiramente rege a Santa Igreja de Cristo.

Também nós, cristãos, devemos agir assim: sempre com a assistência do Espírito Santo!

Então, para mim - e para qualquer dos bilhões de Católicos pelo mundo afora -, não há essa questão de "estamos órfãos!", como li dia desses em um comentário na web, pois a Igreja é de Jesus Cristo, e não de um Papa ou de um fiel. A Fé em que cremos é a Fé da Igreja, e não a do Padre, do Bispo ou do Papa!

Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, em entrevista à Rede Canção Nova, em Roma, disse o seguinte: “O Papa, na audiência, falou de uma maneira profunda e, ao mesmo tempo, transparente sobre o que significava a sua renúncia, fazendo também um convite para que a Igreja viva o essencial de sua fé: a confiança em Jesus Cristo, que não abandona a Sua Igreja. Nós sabemos que as pessoas passam, o Papa também passa, mas a Igreja permanece”

 A Igreja Católica é de Cristo: "Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16,18-19).

Quem não estiver ligado a Pedro, não está na Comunhão de Fé da Igreja. Portanto, não está ligado a Cristo, o Senhor, pois se Jesus Cristo outorgou a Pedro as chaves do Reino dos Céus, e a seus sucessores, somente por meio de Pedro poderemos estar afiliados à Igreja. Não se iluda. 

O fato de um Papa exercer o seu direito (renunciar), não está provocando um 'desmoronamento' na instituição Católica, pois, ainda que esteja a mesma instituição fundada sobre esta 'rocha' (Cefas=Pedra=Pedro), a instituição é gerada e gerida por um Deus. Não um homem. "As pessoas passam, o Papa também passa, mas a Igreja permenece" (Dom Odilo Cardeal Scherer).

Papa durante despedida dos cardeais no Vaticano (Foto: WPVI)Neste dia, em que o Santo Padre se retira de seu munus petrino, confiemos nossas preces Àquele que tudo sabe, tudo pode e tudo quer para o nosso bem e para o bem daqueles que amam a Santa Igreja, por Ele mesmo instituída, a fim de que, por Seu amor, nos conduza pelos tempos, através de Seu Espírito Divino, nomeando novo Pedro!

Leia hoje: São Lucas 16,19-31)

E seja Feliz!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Legado de Bento XVI

Dedicação à Igreja

O Papa Bento XVI deixa um legado extraordinário à Igreja e ao mundo; uma vida inteira dedicada a ela com todo ardor, humildade e zelo apostólico. Desde padre jovem, participou do Concílio Vaticano II (1963-1965) como assessor teológico de seu bispo. Depois, viveu intensamente sua vida na Alemanha como bispo e cardeal. Foi eleito como um dos únicos sacerdotes da Academia de Ciências do Vaticano.
Durante 25 anos, foi Prefeito da “Sagrada Congregação da Doutrina da Fé” do Vaticano, braço direito do Papa João Paulo II, seu grande amigo. Nessa função, teve de enfrentar as heresias modernas de uma teologia da libertação marxista, empolgada com uma falsa “igreja popular” que nasce do povo e não de Deus e de Seu Filho Jesus. Com firmeza, o então cardeal Ratzinger teve de enfrentar as injustas e maldosas críticas dos falsos profetas apoiados pela mídia secular. Foi obrigado a punir teólogos desviados da “sã doutrina” como Leonardo Boff e Jon Sobrino, estrelas da TL.
Ele foi um profeta que sempre falou de Deus com a fidelidade e a coragem dos grandes personagens bíblicos. Não teve medo de enfrentar e continuar os erros da teologia da libertação marxista, pedindo aos bispos do Brasil, em 05/10/2010, que a eliminassem de suas dioceses tendo em vista o seu grande perigo para a Igreja e para a fé do povo. Disse: “As suas sequelas, mais ou menos visíveis, feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.”
materia2
O Conclave que o elegeu Papa foi rapidíssimo; os cardeais eleitores entenderam com clareza que não havia outro gigante à altura de substituir João Paulo II no comando da Barca de Pedro.
Logo que assumiu o pontificado, iniciou sua luta contra o que chamou de “ditadura do relativismo”, a qual nega toda verdade e ensina que cada um faz a sua, algo que destrói a família e a sociedade. O Papa é o paladino e arauto da verdade que salva (cf. Catecismo §851). Ele mostrou que o relativismo “mortifica a razão, porque ensina que o ser humano não pode conhecer nada com certeza além do campo científico positivo”.
Bento XVI, de maneira afável, humilde e reservada, com palavras moderadas e profundas, fez um trabalho apostólico fundamental superando as declarações desviadas dos que “querem uma Igreja desestruturada e que pregam uma teologia libertária, bem longe da verdadeira libertação preconizada na Bíblia”, como disse o Cônego José Vidigal.
Aos bispos que ordenou, no último dia dos reis magos, ele deixou claro que a Igreja não vai mudar só para agradar. “A aprovação da sabedoria predominante não é o critério a que nos submetemos. Por isso, a coragem de contrariar a mentalidade prevalecente é particularmente urgente para um bispo. Ele deve ser corajoso.”
Bento XVI “é um dos maiores intelectuais do mundo contemporâneo e tornou-se um dos mais notáveis Pontífices da História da Igreja”, disse o Dr. Ives Gandra Martins.
O Papa deixa-nos três encíclicas fundamentais: Deus caritas est, Spes salvi e Caritas in veritate, que precisam ser estudadas detalhadamente, porque apontam soluções claras para os problemas do mundo moderno. Elas nos mostram o perfeito conhecimento de todos os problemas da realidade mundial a partir do homem, procurando salvar os verdadeiros valores da humanidade.
Bento XVI abriu um diálogo profundo com os intelectuais, especialmente os ateus, com o Programa “Pátio dos Gentios”, levando o debate a eles nas maiores universidades do mundo, buscando quebrar a mentira de que entre a ciência e a fé haja uma dicotomia.
O Papa deixa-nos uma quantidade imensa de excelentes livros, especialmente a série “Jesus de Nazaré”, escrita durante o pontificado, mostrando a realidade histórica de Jesus e a coincidência do Cristo da fé com o da História. Dr. Ives Gandra disse que “talvez tenha sido, em 2 mil anos de história da Igreja, o pontífice mais culto e o que mais escreveu”.
Luana-PAPA
Bento XVI foi um Papa corajoso; não teve medo de enfrentar as acusações injustas que recebeu de ter sido omisso diante dos casos de pedofilia, e agiu com energia para corrigir o problema. Não se curvou diante de tantas blasfêmias contra ele, como a recente e deplorável peça de teatro na PUC de São Paulo (Decapitando o Papa). Por outro lado, não se curvou diante de um feminismo barulhento, também interno à Igreja, e de um modernismo vazio que quis lhe impor a quebra do celibato sacerdotal, a aceitação da ordenação de mulheres e outros erros.
Tal como um novo São Bento de Núrcia, Bento XVI deu início ao reerguimento do Ocidente. O primeiro enfrentou os bárbaros com seus monges cultos e santos espalhados em toda a Europa; o novo Bento enfrentou os “novos bárbaros” que não saqueiam casas e cidades, mas matam as almas e os valores e civilização cristã que tanta luta e sangue custaram dos filhos da Igreja.
Bento XVI soube interpretar e defender o Concílio Vaticano II dos ataques injustos que recebeu tanto dos ultraconservadores que quiseram ver nele as causas dos problemas da Igreja e do mundo, bem como dos avançadinhos ultramodernos que querem ver no Concílio um absurdo “rompimento da Igreja com seu passado”. O Papa soube dar continuidade à “Primavera da Igreja”, a qual o Concílio nos trouxe, como disse João Paulo II. E agora nos deixa o “Ano da Fé” e a proposta de uma nova evangelização.
Mesmo a renúncia de Bento XVI é um legado importante para a posteridade, porque é um gesto de profunda humildade e desapego, corajoso, coerente e fervoroso. Um ato de desprendimento das coisas terrenas, num tempo em que todos se apegam ao poder para se promover, para fazer valer a sua vontade etc. Penso que essa decisão histórica do Papa fará com que outros tenham a mesma coragem de repetir o seu gesto quando isso for necessário.

Professor Felipe Aquino 

fonte: http://papa.cancaonova.com

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Papa não exerceu um poder, mas cumpriu uma missão

Pe. Federico Lombardi: um depoimento à Rádio Vaticano

Cidade do Vaticano, 18 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org). Federico Lombardi, SJ

A declaração da renúncia de Bento XVI ao pontificado, na segunda-feira passada, abalou o mundo, tão inesperada que era para a maioria, dentro e fora da Igreja e do Vaticano. Todos ficamos profundamente tocados e ainda tentamos entender o seu alcance e o seu significado.
Mas, para sermos honestos, é uma decisão que surpreendeu mais aqueles que não o conheciam do que aqueles que o acompanhavam com atenção. Ele tinha falado claramente desta possibilidade no livro-entrevista "Luz do Mundo"; tinha um jeito sempre discreto e prudente de falar sobre os compromissos futuros do seu pontificado; era absolutamente claro que ele estava cumprindo uma missão recebida, mais do que exercendo um poder adquirido.
Realmente não foi por falsa humildade que, no início do papado, ele se apresentou como "um humilde trabalhador na vinha do Senhor", sempre cuidadoso para usar com sabedoria as forças físicas, que não eram mais exuberantes, a fim de realizar do melhor modo possível o trabalho imenso que lhe foi confiado, e que para ele era inesperado, pois já estava com uma idade avançada.
Sabedoria humana e cristã admirável de quem vive diante de Deus, na fé, em liberdade de espírito; de quem conhece as suas responsabilidades e forças; e que indica, na renúncia, uma perspectiva de esperança e de compromisso renovado. Um grande ato de governo da Igreja, não, como alguns pensam, porque o papa não sentisse mais a força para guiar a cúria romana, e sim porque os grandes problemas da Igreja e do mundo, dos quais ele é mais do que consciente, requerem hoje uma grande força e um horizonte de tempo de governo proporcional a grandes empreitadas, que não pode ser de curta duração.
Bento XVI não nos abandona no momento de dificuldade. Com segurança, ele convida a Igreja a se confiar ao Espírito e a um novo sucessor de Pedro. Ele disse que sente quase fisicamente a intensidade da oração e do amor que o acompanha. E nós sentiremos, por nossa vez, a intensidade única da sua oração e do seu afeto pelo sucessor e por nós.
Provavelmente, esta relação espiritual será ainda mais profunda e mais forte do que antes. Intensa comunhão na liberdade absoluta.

* Para aprofundar: http://it.radiovaticana.va/radiogiornale14.asp
 © Innovative Media Inc. 

Seja Feliz!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa e os oportunistas da imprensa popular

Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia não comprometida com a reta informação.
Que a mídia secular não é o melhor meio para se informar a respeito da Igreja Católica, isso não é novidade. Basta fazer uma rápida leitura nas manchetes dos principais jornais do país a respeito da renúncia do Papa Bento XVI para se ter a certeza de que o amadorismo reina nessas aclamadas agências de notícias. No entanto, acreditar na simples inocência desses senhores e cobri-los com um véu de caridade por seus comentários maldosos e, muitas vezes, insultuosos não seria honesto. É necessário compreender muito bem que muitos desses veículos estão ardorosamente comprometidos com a desinformação e com os princípios contrários à reta moral defendida pela Igreja. Daí a quantidade de sandices que surgiram na mídia nos últimos dias.

Logo após o anúncio da decisão do Santo Padre, publicou-se na imprensa do mundo todo que a ação de Bento XVI causaria uma "revolução" sem precedentes na doutrina da Igreja. Uma atrapalhada correspondente de uma emissora brasileira afirmou que a renúncia do papa abriria caminho para as "reformas" do Concílio Vaticano II e que isso daria mais poderes aos bispos. Já outros declaravam que os recentes fatos colocavam em xeque o dogma da "Infalibilidade Papal", proclamado pelo Concílio Vaticano I. Nada mais fantasioso.

É verdade que uma renúncia tal qual a de Bento XVI nunca houve na história da Igreja. A última resignação de um papa aconteceu ainda na Idade Média e em circunstâncias bem diversas. Todavia, isso não significa que o Papa Ratzinger tenha modificado ou inventado qualquer novo dogma ou lei eclesiástica. O direito à renúncia do ministério petrino já estava previsto no Código do Direito Canônico, promulgado pelo Beato João Paulo II em 1983. Portanto, de modo livre e consciente - como explicou no seu discurso - Bento XVI apenas fez uso de um direito que a lei canônica lhe dava e nada nos autoriza a pensar que fora diferente. Usar desse pretexto para fazer afirmações tacanhas sobre dogmas e reformas na Igreja é simplesmente ridículo. Quem faz esses comentários carece de profundos conhecimentos sobre a doutrina católica, sobretudo a expressa no Concílio Vaticano II.

Outros comentaristas foram mais longe nas especulações e atestaram que a renúncia do Papa devia-se às pressões internas que ele sofria por seu perfil tradicionalista e conservador. Além disso, as crises pelos escândalos de pedofilia e vazamentos de documentos internos também teriam pesado na decisão. Não obstante, quem conhece o pensamento de Bento XVI sabe que ele jamais tomaria essa decisão se estivesse em meio a uma crise ou situação que exigisse uma particular solicitude pastoral. E isso ficou muito bem expresso na sua entrevista com o jornalista Peter Seewald - publicada no livro Luz do Mundo - na qual o Papa explica que em momentos de dificuldades, não é possível demitir-se e passar o problema para as mãos de outro.

Mas de todas as notícias veiculadas por esses jornais, certamente as mais esdrúxulas foram as que fizeram referência às antigas "profecias" apocalípiticas que prediziam o fim da Igreja Católica. Numa dessas reportagens, um notório jornal do Brasil dizia: "O anúncio da renúncia do papa Bento 16 fez relembrar a famosa "Profecia de São Malaquias", que anuncia o fim da Igreja e do mundo". É curioso notar o repentino surto de fé desses reconhecidos laicistas logo em teorias que proclamam o fim da Igreja. Isso tem muito a dizer a respeito deles e de suas intenções.

Por fim, também não faltaram os especialistas de plantão e teólogos liberais chamados pelas bancadas dos principais jornais do país para pedir a eleição de um papa "mais aberto". Segundo esses doutos senhores, a Igreja deveria ceder em assuntos morais, permitindo o uso da camisinha, do aborto e casamento gay para conter o êxodo de fiéis para as seitas protestantes. A essas pretensões deve-se responder claramente: A Igreja jamais permitirá aquilo que vai contra a vontade de Deus e nenhum Papa tem o poder de modificar isso. A doutrina católica é imutável. Ademais, os fiéis jovens da Igreja têm se mostrado cada vez mais conservadores e avessos à moral liberal. Inovações liberais para atrair fiéis nunca deram certo e os bancos vazios da Igreja Anglicana são a maior prova disso.

O comportamento vil da mídia secular leva-nos a fazer sérios questionamentos sobre a credibilidade e idoneidade dos chefes de redações que compõem as mesas desses jornais. Das duas, uma: ou esses senhores carecem de formação adequada e por isso seus textos são recheados de ignorâncias e nonsenses, ou então, esses doutos jornalistas têm um sério compromisso com a desinformação e a manipulação dos fatos, algo que está diametralmente oposto ao Código de Ética do Jornalismo. Se fôssemos seguir a cartilha desses órgãos de imprensa, hoje seríamos obrigados a crer que Bento XVI liberou a camisinha, excomungou o boi e o jumento do presépio, acobertou padres pedófilos e mais uma série de disparates que uma simples leitura correta dos fatos seria o suficiente para derrubar a mentira.

Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, o Papa Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia que não está comprometida com a reta informação. "Constata-se, por exemplo, que em certos casos as mídias são utilizadas, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos", denunciou o Santo Padre. Bento XVI assinalou que os meios de comunicação devem estar ordenados para a busca da verdade e a sua partilha. Pelo jeito, a imprensa secular ainda tem muito a aprender com o Santo Padre.

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
Arquidiocese de Cuiabá - Mato Grosso
padrepauloricardo.org

Papa Bento XVI, um testemunho de humildade



Há um ano, estive na mesma situação de ter de renunciar ao cargo de duas coordenações pastorais. Foi uma decisão pensada, e meditada, onde busquei na oração e no diálogo com Deus, a força para poder decidir-me. Sei que agi corretamente, e sei que não sou réu de culpa. Percebi que não podia continuar responsável por algo em que, apesar do amor à causa, não conseguia mais suplantar as dificuldades que estavam se descortinando à minha frente. Não foi um ato de covardia, até porque o fiz [a renuncia] em plena liberdade. Entretanto, sei que decepcionei pessoas, e que algumas devem, inclusive, ter perdido a confiança em mim, mas confio a Deus os corações que possam ter ficado ressentidos com minha decisão, e aguardo em Deus e somente de Deus, o julgamento pelos meus atos, até porque minha consciência de nada me acusa. Então, percebo o peso que se passa no coração do Papa Bento XVI.


Ato de coragem, humildade e de coerência

Eleito à cátedra de Pedro, em 19 de abril de 2005, após a morte de João Paulo II, em quase oito anos de pontificado, papa Bento XVI anunciou que vai deixar o papado, em 28 de fevereiro, pela idade avançada e o cansaço. Mas o líder da Igreja Católica acumula uma trajetória extensa até essa data importante para os mais de 1 bilhão de católicos em todo o mundo.
O Papa revelou sua decisão durante o consistório, encontro com os cardeais, que tinha sido convocado para decidir três causas de canonização.
Dom Dominique Rey, bispo da diocese de Tolon, na França, em entrevista, contou-nos que esteve em um encontro há três semana com Bento XVI. “Conversamos durante uma hora. O Santo Padre é um homem culto, muito atento e humilde. Ele nos dizia: ‘sou um bispo como um outro’. Vi ali um homem simples, mas de decisão forte e muito concreto,” afirmou.
O bispo ainda lembrou que o Santo Padre abriu o Ano da Fé e chamou a atenção da Igreja para a nova evangelização, a urgência de falar de Deus no mundo atual.
“A Igreja segue este caminho, segue nesta direção. Será o sucessor de Bento XVI quem continuará colocando em prática estas duas propostas da Igreja,” salientou Dom Rey.
Professor Felipe Aquino, apresentador do programa ‘Trocando Ideias’, na TVCN, diz que considera a decisão do Papa como um ato de coragem e humildade.
“Um ditado diz que ‘ninguém quer largar o osso’, pois as pessoas não gostam de deixar o poder. Então, o fato de ele renunciar em plena saúde mental mostra que ele mesmo chegou à conclusão de que a Igreja precisa de um homem com mais energia, por isso renunciou. É um ato de coerência, porque Bento XVI, em uma de suas entrevistas, disse a um jornalista italiano, ao ser perguntado se ele renunciaria: ‘se um dia eu chegar à conclusão de que eu não tenho condições de continuar a governar a Igreja, eu renuncio’”, comentou o professor.
Aquino ainda conclui: “Ele é um homem que se abriu ao diálogo com os intelectuais, disputava em debates com filósofos ateus abertamente, porque tem uma capacidade teológica e filosófica impressionante”.
Laurent Landette, Moderador Internacional da Comunidade Emanuel, fala-nos do testemunho do Papa, luz para a vida consagrada nos tempos atuais: “Este pronunciamento revela para nós a pessoa do Santo Padre. A sua humildade nos ensina que é preciso haver em nós o desejo de servir a Igreja, mas sem nos apropriar da nossa missão, do nosso cargo. Bento XVI com sua conduta nos ajuda a ver melhor que é preciso servir com simplicidade, pobreza e desapego; de fato, é edificante o testemunho do Santo Padre”.
Professor Felipe esclarece que o Código de Direito Canônico prevê a possibilidade jurídica de renúncia por parte do Papa e esta não precisa ser aceita por ninguém para ter validade, como indica o cânon 332.
“Venha quem vier, pois sabemos que este nome está escrito no coração de Jesus e o Espírito Santo já sabe quem será o novo Papa. Cabe a nós rezarmos pelos cardeais e oferecer por eles o nosso jejum e esmola, pois a Quaresma está começando. Tenho certeza que o Papa colocou isso no coração de Nossa Senhora e ela, como Mãe de toda a Igreja, vai cuidar de tudo isso”, concluiu o professor.
Bento XVI iniciou o seu pontificado com a encíclica “Deus Caritas Est” e falou aos jovens da necessidade de amor e do testemunho autêntico da fé. Grande ensinamento ele nos deixa, pois sabemos que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus”.
(Fonte: Canção Nova)

Bento XVI anuncia sua renúncia como Papa

"Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Bento XVI