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quinta-feira, 28 de maio de 2015

10 ensinamentos de São Felipe Néri (Prof. Felipe Aquino)

Conheça 10 de muitas lições deixadas por São Felipe Neri, o santo da alegria:
1-“Então, caro amigos, quando é que começaremos a amar a Deus?”
2-“Quem quiser que lhe obedeçam muito, mande pouco”.
3-“Quanto de amor pomos nas criaturas, tanto tiramos de Deus”.
4-“Não tardes em bem obrar; porque a morte não tarda em vir”.
a_felipe_neri-115-“Quem não puder dedicar longo tempo a oração deve, pelo menos, elevar muitas vezes o seu coração a Deus”.
6-“Neste mundo não há purgatório: ou é paraíso ou é um inferno. Os que suportam com paciência os sofrimentos desta vida gozam o paraíso. Quem assim não o faz, sofre o inferno”.
7-“É possível restaurar as instituições com a santidade, e não restaurar a santidade com as instituições”.
8-“Ser misericordioso com os que caíram é melhor meio para não cairmos nós mesmos!”
9- “Esta só razão devia bastar para manter alegre um fiel — saber que tem Maria Virgem junto de Deus, que pede por ele”.
10- “Longe de mim, o pecado e a tristeza!”
Seja Feliz!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Criogenia: é possível preservar a vida?

O congelamento de corpos ou a criogenia é um ramo da físico-química que estuda tecnologias para congelar corpos a temperaturas abaixo de -150°C
Os gases de nitrogênio, hélio e oxigênio quando liquefeitos podem ser usados em muitas aplicações criogênicas (ex. congelamento de embriões em laboratórios de reprodução artificial; de células-tronco de embriões ou do cordão umbilical).
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Criogenia é possível preservar a vidaSão muitos os objetivos buscados ao congelar corpos, mas o mais ambicioso é a tentativa de manter a pessoa supostamente “viva” e congelada, na expectativa de, no futuro, encontrar a cura da doença pela qual ela foi acometida. Dessa forma, essa pessoa poderá ser curada e continuar sua vida livre daquela enfermidade. Conforme cientistas do Cryionics Institute, criado com o objetivo de preservação da vida por meio da criogenia, imediatamente após a morte confirmada, o paciente é exposto a uma substância que impedirá a formação de gelo em torno do corpo e, logo em seguida, o corpo é resfriado a uma temperatura muito baixa, mantendo-o por tempo indeterminado em “cryostasis”, ou seja, congelado em nitrogênio líquido. No entanto, os próprios cientistas afirmam que essa técnica não consiste em querer “ressuscitar” a pessoa, pois a criogenia não poderá restaurar pessoas com morte cerebral.
A criopreservação só pode garantir a preservação de estruturas corporais que possam voltar à vida, ou seja, serem restauradas. A criônica tem como objetivo “preservar” corpos humanos recém-falecidos para reanimá-los na posteridade. Muitos cientistas descartam essa possibilidade como algo mais ligado ao campo religioso do que à ciência; afinal, as pessoas são congeladas e ficam à espera de um progresso científico capaz de curá-las de sua enfermidade até então incurável.
A criopreservação é possível, já temos o congelamento de embriões humanos em laboratórios por tempo indeterminado; porém, imaginar que o paciente possa voltar e ser curado da enfermidade já é outra história. Cientistas estão fazendo testes com animais, tecidos e órgãos humanos e garantem que estão tendo sucesso. Para os defensores dessa tecnologia, é como se a pessoa acordasse de um sono profundo muitos anos depois de sua era. Para isso, diferentes laboratórios criogênicos do mundo estão trabalhando exaustivamente e têm a permissão de seus respectivos governos para funcionarem normalmente. Um dos grandes desafios para os criônicos é como reverter os danos biológicos causados pelo processo de esfriamento, ou seja, ainda não possuem a tecnologia para reverter a vitrificação.
O que podemos dizer de tudo isso? Tem-se desenvolvido uma nova expectativa que é funcional, sobretudo, na cruzada da medicina contra a mortalidade: tudo é permitido, salva vidas, cura as doenças e evita a morte, ou seja, deve-se fazer de tudo para preservar a saúde e prolongar o máximo possível a vida; os outros valores devem se curvar na presença de divindades biomédicas como uma melhor saúde, maior vigor e vida mais longa.
Se a vida é um bem e viver mais é melhor, por que não considerar a morte uma doença e lutar para vencê-la a todo custo? O uso das biotecnologias na luta contra a morte levanta razões sérias e importantes para uma reflexão ética acerca da oportunidade da “cura da morte”.
De fato, a vitória sobre a morte é o objetivo implícito da ciência médica moderna e de todos os projetos científicos ao longo da história. São várias as propostas na busca contínua da conquista da natureza para aliviar a condição humana, e para isso instituíram a ciência, cujo objetivo explícito é inverter a maldição caída sobre Adão e Eva, sobretudo recuperar a árvore da vida por meio do conhecimento científico. Para a maioria de nós, especialmente no mundo moderno secularizado, onde as pessoas cada vez mais estão convencidas de que esta é a única vida que nos foi dada, o desejo de estender (mesmo que pouco) a duração da vida é a revelação do desejo de não envelhecer e nunca morrer.
A moralidade da busca contra a morte depende da ação ou do objetivo aos quais o desejo está vinculado. O mal está em sua procura desordenada e desvinculada de nosso verdadeiro fim que é estar em Deus. É necessário que o homem reconheça e aceite a própria realidade e os próprios limites. E, ao abrir-se a Deus, poderá acolher melhor o sentido da própria fragilidade, dos próprios limites e desejos ilimitados.
Não é contrário à natureza, em busca de uma medida ética e digna da pessoa, encontrar meios para lutar contra a mortalidade ou mesmo para envelhecer com melhor qualidade de vida. Na atribuição ética da tecnologia que procura vencer a morte, é preciso avaliar a intenção de tal busca, enquanto tal intervenção é capaz de modificar a natureza humana e as eventuais consequências para a pessoa e para a humanidade. A busca desenfreada da cura da morte, neste caso específico do congelamento do corpos, que afeta a integridade da pessoa na tentativa de atingir uma vida imortal, é uma ofensa contra a dignidade em sua humanidade, é a não aceitação da condição de criatura e como relata o livro do Gênesis sobre Adão e Eva, é querer reivindicar para si o direito de decidir o que é bom e o que mau,uma força perigosa e ameaçadora e da qual cada geração a vive e, por isso, o pecado ainda continua.

Padre Mário Marcelo Coelho

Mestre em zootecnia pela Universidade Federal de Lavras (MG), padre Mário é também licenciado em Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque (SC) e bacharel em Teologia pela PUC-RJ. Mestre em Teologia Prática pelo Centro Universitário Assunção ( SP), o sacerdote é autor e assessor na área de Bioética e Teologia Moral; além de professor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP).


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Mecânica Quântica e Misticismo (Prof. Felipe Aquino)

A06
Pedi ao amigo Alexandre Zabot, Mestre e doutorando em Física pela Universidade Federal de Santa Catarina, que escrevesse um breve artigo sobre a Física Quântica, tendo em vista que algumas pessoas a têm usado para tentar justificar doutrinas espirituais, o que não tem cabimento. Segue o artigo do Alexandre, pelo que lhe agradeço muito.
“A mecânica quântica, desde seu surgimento, sempre foi objeto de debates acalorados de físicos e filósofos. Arquitetada sobre conceitos nada comuns para explicar fenômenos físicos tampouco usuais, tem sido aplicada hoje em dia a uma diversidade enorme de assuntos, para espanto de muitos. Está na moda que místicos elaborem suas doutrinas quânticas aplicando jargões de maneira inescrupulosa. Sem o menor pudor, usam a reputação da teoria física para “validar” suas mais vãs filosofias. O que poucas pessoas avaliam é: até que ponto é válido transportar conceitos de uma área para outra?
A teoria quântica nasceu em 1900, de maneira totalmente imprevista, para explicar um problema de importância subestimada na física. A maneira como os corpos aquecidos irradiam luz. Como a sua lâmpada de filamento em casa, ou o Sol, por exemplo. Seu criador foi um físico alemão, Max Planck. Ele mesmo a considerou “moderninha” demais para seu paladar de físico do século XIX. Quem deu o primeiro reconhecimento à teoria foi outro físico alemão, mais conhecido, Albert Einstein. Ele aplicou-a para explicar o efeito fotoelétrico e o calor específico dos sólidos. Somente alguns anos depois é que a teoria ganhou corpo e prestígio. Seus aspectos incomuns foram sendo reconhecidos aos poucos.
Destes, o mais conhecido é o princípio da incerteza, que foi elaborado por outro físico alemão, Werner Heisenberg. Segundo este princípio, na natureza é impossível medir com precisão infinita, simultaneamente, alguns pares de grandezas físicas. Como a velocidade e a posição de uma partícula, por exemplo. Por isso o nome, princípio da incerteza. Sempre há uma indeterminação intrínseca nas medidas. Isso se deve, segundo Heisenberg, ao fato de que o ato de medir inexoravelmente interfere no objeto medido. O interessante, é que esta indeterminação não se resume à experiência. É preciso, acreditam os físicos, levá-la em conta também na hora de construir a teoria, de elaborar as equações. É curioso que Einstein, apesar de ter sido um dos primeiros a usar a física quântica, tenha se oposto veementemente, sem sucesso, a esta conclusão. A grande revolução da mecânica quântica foi, portanto, acabar com o determinismo da mecânica clássica.
Mas o objetivo aqui não é discutir física. A ideia é deixar claro algo que, apesar de óbvio, é sempre esquecido. O domínio e a aplicabilidade da mecânica quântica é o mundo da física! Não é lícito tirar um conceito de uma área e aplicar diretamente a outra. É possível fazer uma analogia, usar comparações, claro. Porém, não se pode usar as mesmas construções teóricas da física para fazer “teologia”. Você não pode querer usar a mecânica quântica para explicar Deus, nem nossas almas, ou o mundo espiritual, por exemplo. Ela não foi criada pra isso. Não é neste campo que ela funciona. Ela funciona na física e, por isso mesmo, é lá que ela ganhou respeito.
Entretanto, o pior não é usar construções teóricas da mecânica quântica como se fossem teológicas. O pior é usar a autoridade que ela conquistou no seu domínio, a física, para justificar teorias absurdas. Argumentos do tipo, “já foi provado pela mecânica quântica”, ou “segundo a mecânica quântica” são completamente desprovidos de sentido quando usadas fora da física. O que foi provado pela quântica, foi provado somente para a física. Além do mais, este tipo de afirmação usa uma velha tática maldosa de persuasão, conhecida como “argumentos de autoridade”. Usa-se este tipo de construção quando, na verdade, não se consegue provar o que deseja!
Vários livros e filmes recentes, além de aplicarem a mecânica quântica fora de seu contexto, a distorcem totalmente, inventando coisas que não existem na teoria. Os mais conhecidos são o livro “O Segredo” e o filme “Quem somos nós”. Enganam o público dizendo que o observador interfere no objeto com o pensamento e que isso é explicado pela mecânica quântica. Um pensamento não é uma interação física com o objeto medido, não é uma medição. Está, portanto, fora do escopo do princípio da incerteza.
Entendo que seja uma conclusão natural que seja válido fazer especulações filosóficas baseadas na mecânica quântica. Tomando o devido cuidado, entretanto, de não aplicar seus conceitos físicos diretamente, mas como analogias, inspirações. Evidentemente que isto não justifica o uso indevido que se tem feito ultimamente por muitas pessoas que distorcem totalmente o que a teoria diz. Aplicam estas distorções diretamente a áreas radialmente diferentes e, maldosamente, iludem os menos precavidos com argumentos de autoridade que não tem valor algum, especialmente fora da física”.
Alexandre Zabot – alexandrezabot@gmail.com
Seja Feliz!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"Ame alguém e o leve para o céu"...

“Proclamai às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas”.1 Crônicas 16,24
Muitas pessoas são muito carentes de amor.
O filósofo judeu Fílon de Alexandria (cerca de 20 a.C. – 40 d.C.) afirmou: “Seja amável, pois cada pessoa que você encontra trava uma grande batalha”. Ele sabia que as pessoas estavam sofrendo. Apesar das aparências, apesar do rosto que essa pessoa mostra ao mundo, cada um de nós sofre alguma coisa. Muitos de nós tentam aliviar seus sofrimentos com os “remédios” que o mundo sugere: materialismo, entretenimentos, passatempos, sexo, comida, bebida, drogas… Ao invés de nos sentirmos melhores, tais coisas, muitas vezes, desviam a nossa atenção de Deus e, consequentemente, nos tornam carentes de amor e vazios. Não importa quais são os desafios que você e sua família estão enfrentando – desemprego, problemas financeiros, de saúde, vícios, divórcio –, a única fonte duradoura de conforto e de segurança é Deus, Todo-Poderoso.
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Os primeiros cristãos eram tão carinhosos e compassivos, que seus vizinhos pagãos se maravilhavam: “Veja como eles (os cristãos) se amam!”. O carinho dos primeiros cristãos atraía muitos à conversão e serviu para formar a Igreja. Não é diferente de hoje: todos querem ser tomados de amor ao cuidarem das pessoas.
É por meio do amor que Jesus atrai as almas para Si. É por amor que Jesus resgata as ovelhas perdidas. Além disso, Cristo espera que cada cristão batizado se una a Ele na missão de salvar as almas.
Antes de subir ao céu, Jesus disse: “Ide, pois, e fazei discípulos a todas as nações” (Mt 28,19). Desde então, a Igreja Católica tem entendido que a sua principal missão é evangelizar. No entanto, a evangelização não se limita aos missionários enviados a terras longínquas. Você e eu temos a missão de levar a mensagem do Evangelho e do amor a Deus para a nossa família e amigos, vizinhos e colegas de trabalho.
Talvez você esteja pensando: “Minha fé é algo particular. Não quero fazer proselitismo”. Talvez você esteja com medo por não conhecer sua fé de modo suficiente para explicá-la aos outros. No entanto, você não precisa ser um teólogo. O que você deverá fazer é lançar a semente, o que não é necessário fazê-lo abordando questões doutrinárias difíceis, mas apenas contando a história das coisas boas que Deus fez em sua vida. Você pode falar sobre as orações que Deus tem lhe respondido, a paz que foi restaurada na sua família e de todas as outras bênçãos que Deus tem lhe dado. Se falar com o coração, com sinceridade e amor, coisas maravilhosas vão acontecer. Não tenha medo! Esteja aberto a rezar todos os dias para que Deus lhe conceda a graça de ajudar a levar alguém para o céu. Muitos apóstolos leigos já estão respondendo a este chamado, bem como várias paróquias, inúmeros diáconos e sacerdotes, religiosas e bispos, que, corajosa e amorosamente, estão trabalhando juntos como uma família para trazerem nossos irmãos e irmãs para casa. Em 2006, no quadragésimo ano da publicação do documento do Concílio Vaticano II, o então Papa Bento XVI lembrou que a Igreja “não é algo opcional, mas a própria vocação do povo de Deus, um dever que lhe corresponde por ordem do próprio Senhor Jesus Cristo”.
Antes de começar a falar da fé, ouça a pessoa com a qual você está prestes a falar. Que lutas ou desafios está tendo? Seu amigo ou amiga acabou de passar por uma perda significativa? Seu esforço junto a ele(a) será em vão se você passar uma hora falando sobre a doutrina mariana, quando o que ele(a) precisa realmente ouvir é o ensinamento restaurador da Igreja no seu sofrimento redentor. Com frequência, recorremos ao suporte intelectual da fé católica quando alguém está lutando diante de um profundo revés emocional, o qual tem de ser resolvido de forma completamente diferente, mas sempre com a verdade da Igreja. Lembre-se de que ninguém se interessa pelo quanto você tem de sabedoria, até que saibam o quanto você tem de interesse por eles(as). Isso vale a pena ser repetido: ninguém se importa pelo quanto você sabe, até que saibam quanto se importa com eles.catolicos_voltem_para_casa_menor
Todos somos chamados, cada um no seu caminho, a guiar as almas. Temos que estar abertos ao Espírito Santo e aproveitarmos cada oportunidade como dom de Deus. São Paulo nos diz na 1ª aos Coríntios 9,16: “Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!”. Quando o Espírito Santo lhe dá a oportunidade de falar com alguém sobre a fé, não vire as costas. Quando der seu testemunho, faça-o com humildade e compaixão, não com julgamento, nem condenação.
Todos os dias, o dia todo, Deus está falando para você: “Eu estou aqui e te amo! Volta para mim”. A maioria das pessoas que não ouve o convite de Deus, não O está rejeitando com convicção. Elas estão tão absorvidas pelas distrações do mundo, que, simplesmente, não se conscientizam de que Deus existe. No entanto, o dom de Sua Misericórdia está sempre disponível, esperando pelo dia em que tais ovelhas perdidas perceberão quanto necessitam Dele.
Se os membros de sua família estão entre as ovelhas que se afastaram da Igreja, nunca pare de rezar por eles. Um dos momentos mais eficazes de rezar pelo retorno deles é durante a consagração, na Missa, quando o sacerdote eleva o cálice com o preciosíssimo Sangue de Jesus. Lembre-se que, por amor e compaixão para com a humanidade pecadora, Cristo derramou Seu sangue para a salvação do mundo; e Ele o fez a fim de não perder uma única alma. Assim, na elevação do cálice, cite os nomes dos seus entes queridos, colocando-os diante do Preciosíssimo Sangue de Jesus e peça a Ele para trazê-los de volta para casa.
Talvez o maior desafio espiritual que nossas famílias enfrentam hoje é a batalha contra o secularismo humano, o qual é definido como “uma filosofia humanística considerada como uma religião ateia, oposta à religião tradicional”. Outra fonte o define como “a visão de uma religião global baseada no ateísmo, no naturalismo, na evolução e no relativismo ético”, em que os humanistas seculares são ateus e adotam o “relativismo ético”, isto é, a ideia de que não existe um código moral absoluto, portanto, nós seríamos livres para adaptar nossos padrões éticos de acordo com cada situação.
Mesmo várias pessoas religiosas podem achar difícil resistir ao secularismo humano, pois o conhecem bem. No entanto, você tem que resistir a essa filosofia, pois ela não vem do Evangelho; não é o plano de Deus para a humanidade! Se você está muito ligado na rotina da sua correria diária, se se encontra perdendo a Missa e ignorando suas orações, pare por um momento agora e olhe ao redor, não apenas para o exterior, mas também interiormente.
Existe algum vazio? Tenho certeza que sim; e se assim for, em seguida, vá à Missa, receba com frequência os Sacramentos e não se prive das orações, pois estas são as chaves para você permanecer na paz de Deus, reconhecendo Seu verdadeiro plano para este mundo. Embora seja importante amar os outros para conduzi-los ao céu, é igualmente importante amar-nos a nós mesmos para irmos para o céu, e fazemos isso a fim de descansar na presença do Senhor.
Retirado do livro “Católicos, voltem para casa”, de Tom Peterson
Seja Feliz!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

EU NÃO MEREÇO SER ESTUPRADA

Achei muito interessante esse artigo, do Contém 2G e publico aqui.

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...O que você faria?


Se estivesse em uma lanchonete e chegasse uma menina obviamente "caindo de bebada". Logo em seguida chega um estranho e, 'vendo vantagem na situação', se aproxima e tenta convence-la de ir para um motel ou outro lugar (não sabemos qual, afinal ele é um estranho). Como as pessoas na lanchonete reagem ao notar isso?
Um programa americano fez o teste, com atores e cameras escondidas. Algumas pessoas vendo que a menina não tinha nenhuma consciencia do que estava fazendo, tomaram partido e tentaram impedir o estranho de levar a menina vulnerável dali. Em entrevista após a 'pegadinha', um dos homens que reagiu impedindo o rapaz de levar a menina até chorou ao explicar para o reporter o que o motivou a interferir: "a menina lembrava minha filha, por isso não deixei que isso acontecesse com ela".
Este teste trouxe uma supressa boa e nos fez até voltar a ter fé na humanidade. Mas o teste não acaba aqui. No teste seguinte, mudaram um pouco o cenário: a menina contiava com a mesma idade, porém, com roupas e comportamentos "piriguete". O resultado foi um desastre total, muito pior do que se poderia imaginar. Sem mais spoilers, veja o vídeo aqui e entenda porque a fé na humanidade acaba depois do segundo teste (depois continue lendo o texto): https://www.youtube.com/watch?v=V5Iyx6bShas
Este simples experimento, que provavelemnte omstraria resultados similares em boa parte do mundo, deixa muito claro que as mulheres NÃO PODEM ter a mesma liberdade de comportamento que os homens, pois fazendo isso elas estão muito mais vulneráveis a violência. Não precisamos desta caso apenas, mas aqui fica muito evidente que julgamos as pessoas pelo que elas "se parecem", da forma mais superficial que existe. E a partir do momento que colocamos um rótulo em uma pessoa, critica-la se torna uma tarefa simples. Casos como este (e no Brasil o experimento real "Geisy Arruda") mostram que roupa, além de cobrir o corpo, grita 'se você quer ter respeito ou não'. Violentadores separam as pessoas assim, você e eu as vezes também nos pegamos pensando assim. Só porque a maioria e só porque está enraizado na nossa cultura, não quer dizer que este pensamento é aceitável - e não precise ser mudado 'para ontem'. Esta cultura das cavernas incentiva a violência física, verbal e moral.




"Um navio está seguro no porto. MAS não foi para isso que os mesmo foram feitos" - John A Shedd.


No meio desta confusão da campanha "Eu não mereço ser estuprada", li este comentário de um colunista de um jornal influente no Brasil, criticando o IPEA (orgão que realizou a pesquisa) alegando que o problema dos 65% que acham que merecem ser atacadas foi um problema de comunicação. O argumento dele é que o uso da palavra atacar foi errado e que esta pesquisa está tentando enganar a gente: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/03/28/a-culpa-do-estupro-nao-e-da-mulher-mas-a-da-confusao-e-da-pesquisa-do-ipea-essa-sim-merece-ser-atacada/



Tenho certeza que o que ele pensa é o mesmo que muita gente com boas intenções pensam. Concordo que “Se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros” pode ser interpretada de duas formas diferentes, embora discorde dos argumentos lógicos para isso. Explico: Pode até ser em algumas poucas situações o "bom comportamento" desperte a empatia de alguém que impeça o estupro ao invés de incentivar. Acredito que comportamento assexuado não contruibiu (pelo menos não de forma representativa) com a diminuição significativa dos casos de estupro, até porque definição de bem comportado varia de pessoa para pessoa, quem respondeu tinha um idal de comporatemento que nunca vamos saber qual é. O colunista disse não fazer idéia "se o índice de estupros diminuiria se as mulheres vestissem burcas" - porém ele tem a certeza lógica de que saia curta atrai estuprador. Se saia curta atrai estuprador e isso é lógico, então deveria ser lógico também que cobrir o corpo evita estuprador. Não? Se ele fizesse um trabalho de pesquisa antes de publicar - afinal diz-se colunista cultural, poderia talvez ter uma idéia melhor: mostrar ou não o corpo não cria nehuma situação ideal para violencia sexual, mas sim a idéia de superioridade de um sexo sobre o outro. Ah amigo, quando algumas pessoas pequenas acreditam ser superiores a outras a catástrofe é garantida. Lembrando que a maioria dos casos de violencia sexual acontecem dentro de casa ou em um círculo muito proxima: vizinhos e parentes. Se a maioria acontece em situações onde o agressor conhece a vitima e sabe quando atacar sem ser visto,tem o poder de controle da situação e enxerga "roupa de ficar em casa" como "roupa provocante"... Não tem comportamento santo que segure esta besta desenfreada. Se o vizinho acha que seu pau e exitação é maior que o ser humanos indefeso ao lado, esta é a motivação dele. A lógica dos casos de violência sexual não é de forma alguma a mesma lógica usada em relacionamentos HUMANOS onde uma pessoa é atraida pela outra. Já que chamamos estupradores de doentes, precisa-se entender o que uma mente doente "não-pensa" de diferente da nossa. O que mais atrai este doente é a vulnerabilidade da vitima, não a "sexibilidade". Se estiver vulnevável de moletom, vai ser vitima de moletom. Se estiver vulnerável de saia curta, vai ser uma vítima de saia curta.



O resultado da pesquisa não diz "quem é a favor do estupro", para esta estatística basta ver o índice de estupros e temos a resposta - que é bem preocupante. Mas o resultado mostra bem a lógica popular e a tolerência em relação ao assunto e a como estamos propensos a culpar a vítima. Mostra em forma de estatística o ambiente e cenário propício para violencia sexual aconteça. Vivemos no contexto cultural pefeito a favor da violencia sexual porque nossa cultura machista é uma fábrica de vender (até de graça) vulnerabilidade contra a mulher.



Dizem que o povo é burro (e se a gente ler comentários de artigos podemos dizer que sim), mas alguém discorda que "a ocasião faz o ladrão"?



Explico onde quero chegar com isso: você leu o que o estuprador do metro de SP explicou o que fez? "Infelizmente aconteceu", foi uma fatalidade. Não minto, veja você mesmo: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,desempregado-e-preso-por-estupro-na-estacao-luz-da-cptm,1141897,0.htm.  Até aquele dia infeliz do metro, ele não era estuprador e talvez até se considerava contra o estupro. Tão contra, e ainda é contra, que ele disse "que infelizmente aconteceu", deixando claro que ele sabe ou reconhece ser "uma coisa feia". Se não fosse a ocasião (do simples aperto do onibus?), não teriamos este ladrão. Se o IPEA perguntasse para ele um mes antes "mulheres que mostram o corpo merecem ser estupradas?" nós vamos pensar que ele responderia sim? E como identificar quem seriam estes "ladrões ocasionais" através de uma pesquisa? Ou quais seriam as mulheres/homens que diriam "mas também, com esta roupa?".



Uma sugestão desta outra pesquisa americana foi omitir palavras fortes como ESTUPRO para identificar estupradores - acredito que o IPEA pensou em algo parecido. Veja que interessante a mudança de resultado: http://www.upworthy.com/whoa-4-questions-that-got-120-rapists-to-admit-they-were-rapists-5



A pesquisa acima mostra que se perguntarmos se uma pessoa já estuprou ela provavelmente vai dizer que não. Mas se perguntarmos se ela "já teve que fazer algum tipo de força física ou pressão psicologica para que conseguisse efetivar uma relação sexual" a resposta pode ser sim. O que eu entendo disso é que, mesmo que ela grite que: não é a favor do estupro, se ela acredita que sexo se consegue usando a força física, ela tem potencial para ser um dado criminalistico. Só falta a ocasião certa.


Pesquisar com perguntas diretas resulta em respostas prontas e óbvias. Não sou especialista em questionários, mas é alo que notamos em nossa rotina. Na minha opinião deveriamos discutir "o porque" destas respostas, e não fazer uma campanha 'contra a pesquisa e contra as campanhas' (Aqui  me refiro a esta campanha que pede para mulheres levantarem a plaquinha "eu não mereço ser enganada pelo IPEA"- http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/03/29/estupro-machismo-culpa-levante-a-plaquinha-eu-nao-mereco-ser-enganada-pelo-ipea-e-mais-maioria-defende-pena-de-morte-ou-prisao-perpetua-a-estupradores/). Qual o sentido disso?


Ladrão nem sempre admite que é ladrão ou diz que é a favor de roubar. Ao contrário diz: "fazendo justiça com as proprias mãos", "desviando"... Mas não é ladrão!!!Quem leu o livro "Estação Carandiru" do Drauzio Varella vai notar que na prisão só tem discurso santo.
Não sei quantos estupradores se consideram estupradores, alguns podem dizer que "estava dando o que ela queria". Um comentário recente de um posto me deixou chocada: um usuário do facebook disse que estupradores eram MONSTROS e não homens, que nem deveriam ser considerados homens. E  que ele obviamente contra o estupro. Porém, este mesmo rapaz, depois de muito abrir a boca (e o teclado), disse que apoiava a sociedade patriarcal, alegando que o homem deve sim ser o provedor "e dar a mulher o que ela precisa, e não o que ela pensa que ela quer". Eu não sei as outras mulheres, mas eu estou bem interessada em saber quem são estas pessoas contra o estupro, porém "querem me dar o que eu acho que eu quero", e 'mudar de calçada' quando avistar uma.



Somos muito bons em camuflagem, enganamos a todos e a nós mesmos com isso. Me lembro quando o presidente Bill Clinton disse na corte que não teve relações sexuais na casa branca. Mais tarde, quando perguntaram precisamente se "aconteceu sexo oral", ai ele disse que SIM. Mas ele não fez sexo e não traiu sua mulher, apenas recebeu sexo oral. Nossa lingua nunca foi e nunca será um meio preciso. Toda palavra é carregada de significados e imagens e bagagem cultural que variam de pessoa para pessoa.


Essa lógica do que "mulher merece ser atacada" não diz somente sobre o ato sexual fisico em sí, tanto que mulheres responderam pergunta sobre mulheres - e sei que as que responderam a pesquisa não são a favor do estupro. A resposta da pergunta ajuda a mostrar o quanto que mulheres perdem o status de "ser humano complexo" e são reduzidas a objeto sexual por suas escolhas de comportamento e roupa. Isso é muito claro na pesquisa, é como se perguntassem: "você acha que mulheres que te lembrem sexo, de alguma forma, não merecem o mesmo respeito de mulheres assexuadas?".
A palavra usada foi MERECER, por isso acho a pesquisa foi muito válida. Quem "merece" geralemnte esta fazendo algo para conseguir seu objetivo, ou "está pedindo algo". Os 65% obtidos como resultado é tão real que explica também a maré de comentários onde se discute que "o protesto está sendo feito sem roupa para auto-promoção e likes". Os número só ficam questionáveis quando nos damos conta que a menina que postou a foto recebeu "ameaça virtual" de estupro pela sem-vergonhisse, então dsconfiamos que este número pode na verdade maior.



Todo mundo já ouviu o termo "objetificação". Poucos sabem identificar e é realmente dificil. Para isso acho que este vídeo explica de maneira muita clara, didática e até divertida (em inglês) o que é a objetificação sexual da mulher, como isso afeta o comportamento social e nossa alienação sobre ataques, assédioss. Em outras palavras, como tudo isso "incentiva o ladrão":http://www.upworthy.com/sexual-objectification-what-it-is-why-its-damaging-and-how-we-change?c=ufb2




Voltando a reportagem onde diz que o estuprador "acessava uma página que incentivavam que homens molestassem mulheres justamente na Linha7-Rubi". Depois de ver o  link acima e entender mais sobre objetificação, você percebe que esta página acessada é o menor dos nossos problemas. E se fossem apenas 'páginas estáticas' e mensagem diretas ao assunto, a coisa seria bem mais fácil de identificar e acabar com ela. Mas como resume bem este vídeo, a mídia oferece uma massiva variedade de imagens e mensagens favoráveis a este pensamento "mulher = sexo", "homem = ser humano complexo". Enquanto continuarmos mostrando e COMPRANDO A IDÉIA de que homem pode tudo e mulher serve o homem... Os indices não vão mudar. Homens pode comprar qualquer produto que vem na TV direcionados a ele e sair usando "todo gostosão". Vai a mulher tentar fazer o mesmo e comprar um vestido curto que a modelo super poderosa veste e exala glamour e sair na faculdade com ele: não vai exalar glamour. Moça, a propaganda te enganou. Moça, a novela te enganou. Moça, Hollywood the enganou. Moça, o IPEA é o menor dos seus problemas... 



Ok, e porque eu resolvi dizer tudo isso? Semana passada vi uma convocação que pedia para que as mulheres fizessem uma campanha para mostrar a indignação da pesquisa onde 65% dos entrevistados, maioria mulher, disse que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", postando uma plaquinha "Eu não mereço ser estuprada" com ou sem blusa. Confesso que não gosto de protesto com peitos, exceto o "marcha das vadias" porque eu acho que neste faz sentido. Mas claro, não fiz nada. E para minha supresa os dias seguintes foi uma avalanche deste assunto. Então resolvi dizer aqui o que eu acho do protesto. Quanto aos protestos em geral, eu sou da mesma opinião do Mujica: sou simpática aos protestos, mas eles não mudam nada. Minha simpatia é especial porque, parafraseando Quintana: "os protestos não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. Os protestos só mudam as pessoas".



Este protesto não vai fazer o número de estupro diminuir nem avisar os estupradores que eles não são bem vindos. Mas já mudou muita gente... E trouxe a tona um assunto que é sempre discutido muito superficialmente ou totalmente ignorado por ter uma "importancia menor". Claro, com tantos problemas para discutir fica dificil dar prioridade a qualquer coisa. No quesito chamar atenção para este assunto, a campanha conquistou sim seu objetivo. Meus sinceros parabéns as mulheres que tiraram a blusa e posaram com uma plaquinha. Vocês provavelmente enfrentaram comentários e críticas parecidas com os que as primeiras mulheres que resolveram fazer topless escutaram. E ao contrário de muitas respostas machistas (idiotas) que vimos por ai, sobre o incontrolável instinto animal masculino, elas podem andar de topless e os homens nem olham mais...
Acredito que o topless não aumentou o indice de estupro - mas aqui é só meu palpite, para este tema em específico eu não tenho dados numéricos. Mas tenho que dizer que esta campanha em específico não foi apropriada para fazer sem blusa, não temos contexto suficiente para isso. Não foi apropriada para esta cultura machista de merda que temos (desculpa, moça).



Eu não tenho a mesma coragem delas - eu faço textos longos que ninguém lê. Mas que não entendam a falta da minha foto na campanha como "não sei do que elas estão falando - todo mundo é contra esturpo". Nunca fui estuprada, porém citando apenas de algumas situações de transporte publico dá pra notar que é uma questão de SORTE: Já fui perseguida no metro, tive que sair correndo a estação inteira para despistar o sujeito, que nem escondia estar atrás de mim, pelo contrário, olhava malicioso e vinha chegando perto quando eu ia mais longe. Já peguei onibus de viagem onde o cara do meu lado disfarçadamente se masturbava (não quis dar escandalo, nem acusar o mesmo, porque obviamente ele iria negar e eu saria 'a louca do busão' - o onibus estava lotado, não dava pra trocar de lugar - e então coloquei minha sandádia entre os bancos para que ele não encontasse em mim e viajei uma hora com ele do meu lado). Já sentei na ultima poltrona de um onibus quase vazio e ganhei a companhia de um assediador tarado e babaca que queria que eu mostrasse meus pés pra ele. Já dormi num onibus de viagem e acordei com uma mão gelada de um adolescente que passava a mão no meu rosto pelo vão do banco, sentado no banco de trás. Passar mão na bunda e no peito no meio do metro apertado ou numa balada eu quase que "desencanei de ficar brava". Doo um pedaço do meu corpo coberto para alguns segundos de prazer do próximo, por caridade desta pobre alma infeliz que precisa apalpar uma bunda para satisfazer suas necessidades pessoais. Tenho dó. Mas tenho medo também, toda mulher sabe que se xingar o cara que passou a mão na bunda ele vai te xingar de vadia. Ainda bem que só ando de carro agora. Só rezo para que nada aconteça quando fura o pneu na estrada, principalmente a noite. aproveito para acrescentar, para quem se importa com o dado, que em nenhuma das situações eu vestia algo "que mostrava mais".



Desta lista de não-estupradores-anonimos citados acima, será que eles responderiam a pesquisa dizendo que concorda que "uma mulher gostosa ou não, de jeans e camiseta merece ser estuprada".



...Mas porque acontece tanto estupro se ninguém é a favor?

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Papa elogiou teoria do Big Bang… há mais de 60 anos!

Por A Catequista em 30/10/2014

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Nesta semana, a mídia anunciou, como se fosse uma coisa revolucionária e muito inusitada, que o Papa Francisco disse que a teoria do Big Bang (que explica a origem do Universo) e a Teoria da Evolução (que explica a origem das espécies) estão corretas.
O tom de “oh, que coisa incrível!” das manchetes, somado à falta de conhecimento das massas sobre a Igreja, refletiu o sentimento de surpresa geral. Mas gente… em 1951, há mais de 60 anos (!!!), o Papa Pio XII já havia acolhido com extrema simpatia a Teoria do Big Bang, afirmando que ela era perfeitamente compatível com o ensinamento da Igreja sobre a criação do mundo pelas mãos de Deus. Maravilhado com a então chamada “Hipótese átomo primordial”, ele disse:
“Realmente parece que a ciência moderna, olhando para milhões de séculos atrás, conseguiu se tornar testemunha daquele primordial Fiat lux, pelo qual do nada irrompe, com a matéria, um mar de luz e radiação, enquanto as partículas químicas dos elementos se separam e se reúnem em milhões de galáxias.” (…)
“…com a concretude própria das provas físicas, a contingência do universo e a fundamentada dedução sobre a época em que o cosmo saiu das mãos do Criador. A criação no tempo, então; e, portanto, um Criador: Deus! É essa a voz, ainda que não explícita e nem completa, que Nós pedíamos à ciência, e que a atual geração humana espera dela.”
Discurso de Pio XII. 22/11/1951. Tradução: blog Tubo de Ensaio
einstein_lemaitre
Einstein trocando uma ideia com Lemaître.
Como vocês veem, Pio XII não só aprovou a Teoria do Big Bang, como se empolgou com ela além da conta. Ele chega até mesmo a dizer que essa teoria era praticamente a prova científica da existência de Deus. Ao ouvir isso, o “pai” da teoria, o Padre – é isso mesmo, PADRE – Georges Lamaître fez chegar aos ouvidos do Papa um apelo do tipo: “Menos, Santidade… Meeeeeenos!”.
Quanto à teoria da evolução das espécies, o mesmo Pio XII, em 1950, já havia dito que, desde que mantida a devida prudência, a “o magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo” (Encíclica Humani Generis).
Temos que ser justos e dizer que ao menos a Folha de São Paulo publicou uma matéria bem ponderada, apresentando o parecer positivo de papas anteriores sobre essas teorias, como Pio XII, São João Paulo II e Bento XVI.
Voltando às declarações do Papa Francisco. Sobre a teoria da evolução e o Big Bang, ele afirmou:
“Quando lemos, no Gênesis, o relato da criação, corremos o risco de imaginar que Deus seja um mago com uma varinha mágica, capaz de fazer todas as coisas. Mas não é assim. Ele criou os seres e deixou que se desenvolvessem segundo as leis internas que Ele deu a todos, para que se desenvolvessem, para que chegassem à sua própria plenitude. Ele deu autonomia aos seres do universo ao mesmo tempo em que assegurou Sua presença contínua, dando o ser a toda realidade. E assim a criação avançou por séculos e séculos, milênios e milênios, até se tornar aquilo que conhecemos hoje, porque Deus não é um demiurgo ou um mágico, mas o Criador que dá o ser a todos os entes. (…) A evolução na natureza não contrasta com a noção de criação, porque a evolução pressupõe a criação dos seres que evoluem.” (…)
“O início do mundo não é obra do caos que deve sua origem a um outro, mas deriva diretamente de um Princípio supremo que cria por amor. O Big Bang, que hoje é visto como a origem do mundo, não contradiz a intervenção criadora, mas a exige.”
Discurso do papa Francisco. 27/10/2014. Tradução: Tubo de Ensaio
Conforme já havíamos explicado em um post anterior (leia aqui), o Gênesis não deve ser lido como um livro que traz um relato literal da criação. Ele é um livro de verdades teológicas. Assim, quando diz que Deus esculpiu o homem do barro, isso é uma verdade teológica, não científica. Ou seja, Deus pensou o homem em cada detalhe e o criou, mas o seu corpo pode ter se formado por meio de um processo gradual, pautado nas leis que Ele mesmo estabeleceu para reger a natureza.
Quer dizer que o Papa Francisco acredita que a espécie humana veio do macaco? Não! A teoria da evolução não diz que o homem “veio do macaco”; na verdade, homem e macaco teriam surgido a partir de um ancestral comum. E isso não abala em nada a revelação bíblica de que o homem foi feito “à imagem e semelhança de Deus”. Afinal, essa verdade não reside nos atributos físicos humanos, mas sim no espírito, na liberdade e no intelecto (explicamos isso no post “Jávé: Homem ou Mulher?“).
O interessante é que o papa Francisco, nessa declaração, rejeita a tapada ideologia evolucionista pregada pelos ateístas, que usam as teorias de Darwin para defender que tudo surgiu do acaso. Como bem disse Bento XVI, “Não somos o produto casual e sem sentido da evolução. Cada um de nós é fruto do pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um de nós é amado, cada um é necessário” (Homilia em 24/04/2005).
bebado
Para saber mais, leia:
- See more at: http://ocatequista.com.br/archives/14255#sthash.2ECZRyIB.NLlLpePs.dpu


Seja Feliz!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Mais de 60 milhões de crianças são vítimas de violência sexual

Da Redação, com ACNUR
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) denuncia que a violência contra as mulheres cresce no mundo. O Alto Comissário da Agência, António Guterres, afirmou, nesta segunda-feira, 25, que a escala de violência sexual é uma grande preocupação, principalmente, nos países em conflito ou em crises humanitárias. 
Segundo o comissário, a situação da Síria e das Filipinas são exemplos atuais, pois afetam, desproporcionalmente, crianças e adolescentes.

"A perda de membros da família, da casa e, finalmente, do futuro, mas também as desigualdades de gênero pré-existentes e a interrupção dos sistemas de proteção, tornam as crianças e os jovens extremamente vulneráveis ​​à violência sexual", frisou Guterres.

A agência informou que, somente no ano passado, recebeu 12 mil denúncias de violência, porém, a realidade deve ser muito maior, pois a maioria das vítimas não registra qualquer tipo de queixa. O órgão da ONU estima que cerca de 60 milhões de meninas em todo o mundo são vítimas de violência sexual na escola, em casa e em locais públicos.

Guterres destacou que os 148 escritórios do ACNUR, espalhados pelo mundo, implementaram programas de prevenção à violência sexual. Em colaboração com parceiros locais e autoridades nacionais, ampliará os esforços para assegurar ambientes de aprendizagem seguros, inclusive por meio de associações de pais e mestres, clubes de jovens, atividades extracurriculares, aplicação de códigos de conduta e mecanismos de confidencialidade para que os alunos possam ter acesso a serviços de saúde e psicossociais. 

fonte: Canção Nova

Patriarcado segue sem informações sobre monjas sequestradas

Da Redação, com AsiaNews

Site abouna.org
Mosteiro de Santa Tecla, em Maaloula, Síria
O Patriarcado grego-ortodoxo de Antioquia, em comunicado divulgado, nesta quarta-feira, 4, afirmou que as cinco monjas sequestradas foram levadas para Yabrud, norte de Damasco, Síria. O patriarcado informou que,  até o momento, não há informações sobre o motivo do sequestro ou negociações para a libertação das religiosas.

No Mosteiro ortodoxo de Santa Tecla, em Maaloula, permanecem à espera de notícias as 35 monjas que presenciaram a ação dos extremistas islâmicos na última segunda-feira, 2. Segundo informações de autoridades locais, o ato foi cometido pelo grupo islâmico Jabat al-Nusra, que também causou diversos ataques ao vilarejo de Maaloula.

"Em Maaloula não permaneceu ninguém. Quem fugiu está vivendo com dor estes dias de ataques. A população ouve impotente as notícias que relatam a destruição de suas casas”, relataram à Agência Asia News fontes civis.

Os moradores  apontam que essas ações são o resultado do ódio de extremistas muçulmanos contra os cristãos e não têm qualquer ligação com os conflitos vividos pela Síria. Maaloula está a 40 km ao norte de Damasco e é conhecida como um dos símbolos do Cristianismo no Oriente Médio. É o único lugar no mundo onde ainda se fala aramaico, a língua de Jesus Cristo.

Durante a audiência geral de hoje, na Praça São Pedro, o Papa Francisco fez um apelo pela libertação das monjas. O Santo Padre pediu oração de todos os fiéis pelas religiosas e por todas as vítimas de sequestro do conflito sírio.

Leia mais:
.: Permaneceremos mesmo sob risco de martírio, diz patriarca 
.: Cristãos são expulsos de Vila onde ainda se fala a língua de Jesus


fonte: Canção Nova

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Por que você não se perdoa? - Mons. Jonas Abib

Há muitas pessoas que fizeram barbaridades no passado, e daí o demônio coloca os sentimentos de culpa no coração delas. 

Estes sentimentos são como escudos na nossa frente para que não nos deixemos atingir pelo amor de Jesus. 

Na hora de pecar, o demônio o manda fazer tudo depressa, mas na hora de aceitar o amor de Deus, ele fica querendo que você deixe para depois.

Deus não quer você numa vida estragada e estragando a vida do outros. 

O Senhor o ama como você está e como você é. 

Se o Senhor quer perdoá-lo, então por que você não se perdoa a si mesmo? 

Deixe cair essa armadura. Acabe com essa tolice e deixe Jesus fixar os olhos em você e o amar. Deixe Jesus o amar. 

Você não precisa sentir nada. É uma questão de vontade e não de sentimentos.

Ouça o Espírito Santo que fala no seu coração. 

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Igreja se mostra preocupada com o tráfico de pessoas

CNBB lançará, para o próximo ano, Campanha da Fraternidade sobre esse assunto

Por Alessandra Borges
Da redação

O tráfico de pessoas tornou-se um problema que vem se agravando devido ao número de vítimas. Este tipo de tráfico viola os direitos humanos e ameaça a vida e a dignidade das pessoas.

tráfico de pessoas 565x350Não há dados concretos sobre o tráfico humano no território brasileiro, mas estima-se que nos países da América Latina cerca de 250 mil pessoas são vitimadas pelo tráfico todos os anos segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2008. Conforme dados, na América Latina e no Caribe há pelo menos 1,3 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado.Dados fornecidos pelas Nações Unidas apontam que cerca de 700 mil mulheres e um milhão de crianças são traficadas todos os anos no mundo (ONU, 2008).

No Brasil, os Estados mais atingidos são Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, além dos estados brasileiros que fazem fronteira com outros países.

O resultado do ‘Relatório nacional sobre tráfico de pessoas: consolidação dos dados de 2005 a 2011′, elaborado pela Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça (SNJ/MJ) em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNDOC), aponta que, dos 514 inquéritos instaurados pela Polícia Federal, durante esse período, 344 são referentes ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas, 157 são internacionais e os outros 13 são internos. Os dados ainda demonstram que a maioria das pessoas traficadas são mulheres entre 18 a 29 anos e adolescentes.

Frente a essa situação alarmante, a Igreja realizou, no início deste mês de novembro, no Vaticano, um encontro internacional sobre esse tema, fortificando o apoio da Igreja na luta contra esse crime e levando aos cristãos uma maior conscientização sobre esse problema que atinge todo o mundo.


A Igreja no Brasil abordará essa questão, junto a todas as arquidioceses e dioceses, no próximo ano, durante a Campanha da Fraternidade, cujo tema será ‘Fraternidade e Tráfico Humano’; e o lema: “É para liberdade que Cristo nos libertou (GI 5,1)”.

De acordo com a religiosa, Irmã Eurídes Alves de Oliveira (Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, mestra em Ciências da religião, pela Universidade Metodista de São Paulo – Umesp –, coordenadora da rede ‘Um Grito Pela Vida’ e integrante da coordenação do GT de Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB), a temática da Campanha da Fraternidade 2014 vem para intensificar, ainda mais, as ações pastorais desenvolvidas com a sociedade para diminuir o número de vítimas do tráfico.

“A multiplicação do tema torna, de fato, o assunto e a problemática visíveis para, de certa forma, sensibilizar e envolver a sociedade, o Estado e a Igreja nessa luta. Nós temos informações de que o tráfico de pessoas está entre as três vendas ilícitas mundiais, sendo, hoje, o crime que mais ceifa vidas inocentes”, destacou Irmã Eurídes.

Hoje, as duas formas mais visíveis de tráfico estão ligadas ao trabalho escravo urbano e rural. Além destes, a exploração sexual faz parte das estatísticas, pois o volume de pessoas induzidas à prática de prostituição é grande. De acordo com a religiosa, pode-se dizer que 15% das mulheres que vivem em situação de escravidão sexual na Europa foram levadas do Brasil.

“O Brasil é um país que, pela sua extensão, pela sua cultura, por seu turismo e por toda herança escravocrata e origem colonizadora, carrega em si a marca da escravidão, é uma grande expressão no tráfico de pessoas. No Brasil, são poucas as pesquisas e os dados são muito embrionários, às vezes, defasados, mas podem comprovar e constatar um elevado índice de tráfico para o trabalho escravo e também para a exploração sexual”, ressaltou a religiosa.

O grupo de pessoas mais atingidas por esta prática ilegal são as mulheres e adolescentes, pois os criminosos induzem as vítimas com falsas promessas de um futuro melhor. Um fator agravante são as inúmeras desigualdades sociais que encontramos em muitos países.

“A exploração sexual é 70% de mulheres e adolescentes, sobretudo meninas. Os dados que possuímos e os fatos comprovam que o fato acontece por meio de aliciamento com falsas promessas e enganos. São as pessoas das regiões mais vulneráveis e empobrecidas que, seduzidas por promessas de melhoria de vida, de realização de um sonho para elas e para a família, acabam se deixando levar e caem nas malhas dos traficantes”, explicou a Irmã Eurides.

Diante desta realidade, é grande a preocupação da Igreja. Os trabalhos nas comunidades e na sociedade se intensificaram nos movimentos pastorais e também nas ações do grupo ‘Um grito pela vida’; além da realização de seminários e simpósios sobre o assunto, contando sempre com o apoio da CNBB.

“Tem crescido uma grande rede de articulação com outros organismos da sociedade civil. Inclusive, a CNBB realizou dois seminários sobre o tráfico de pessoas fazendo uma parceria também com o Ministério da Justiça. É uma ação pastoral, mas também política. A vida humana é sagrada e a violação do direito precisa ser pensada, porque ela fere a dignidade do próprio ser”, disse a religiosa.

A rede ‘Um Grito pela Vida’ pretende lançar uma campanha intitulada ‘Jogue a favor da vida’, antes e durante a copa de 2014, com o propósito de conscientizar e também realizar uma prevenção ao tráfico de pessoas em tempo de Copa do Mundo, quando o fluxo de pessoas circulando pelo país será grande.

Com informações do site Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) e do blog da rede ‘Um Grito Pela Vida’.

Créditos fotografia: Wesley Almeida

Saiba mais sobre o assunto: