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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

São Frei Galvão

Hoje, a Igreja no Brasil comemora a memória litúrgica do Primeiro Brasileiro elevado à honra dos altares: Frei Galvão! Apresento um pouco de sua história:

Frei Galvão

Frei Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, interior de São Paulo e iniciou sua vida religiosa aos 13 anos de idade quando foi estudar no Seminário dos Padres Jesuítas, em Belém, na Bahia, entre 1752 a 1756. Dedicou toda sua vida a caridade e a missão de disseminar a palavra de Deusjunto aos necessitados. Percorrendo dezenas, ás vezes centenas, de quilômetros a pé, Frei Galvão cumpria a sua missão de bondade, caridade e entrega ao próximo. Por isso Santo Frei Galvão era chamado de "O homem da paz e da caridade"

Fundou, em 1774, juntamente com Madre Helena Maria do Espírito, o Recolhimento de Nossa Senhora da Luz, hoje conhecido como Mosteiro da Luz. Frei Galvão acompanhou a construção, passo a passo, como seu diretor e arquiteto, muitas vezes juntando-se aos trabalhadores e os ajudando no pesado trabalho. Ao todo, Frei Galvão dedicou 48 anos de sua vida à construção do Mosteiro. Por esse exemplo de dedicação e amor a sua obra, Frei Galvão é considerado o padroeiro da Construção Civil no Brasil.


Faleceu em 23 de Dezembro de 1822 e foi enterrado na capela do Mosteiro da Luz onde se encontram até hoje os seus restos mortais. Em 1938, teve inicio o processo de beatificação de Frei Galvão que só foi concluido em 1998 com a beatificação, em Roma, por João Paulo II, que o chamou de "doçura de Deus". Frei Galvão foi oficialmente canonizado pelo Papa Bento XVI no dia 11 de Maio de 2007, durante sua visita ao Brasil.

  
Pílulas de Frei Galvão
As pílulas de Frei Galvão, consideradas milagrosas, são minúsculos pedaços de papel de arroz contendo um versículo do ofício da Santíssima Virgem. No passado, Frei Galvão escrevia as jaculatórias, ou seja, orações, para as pessoas que solicitavam sua ajuda, hoje as pílulas são feitas e distribuídas pelas irmãs do mosteiro da Luz. O mosteiro recebe, diariamente, cerca de trezentos fiéis em busca das pílulas de Frei Galvão. Nos finais de semana, esse número sobe para mais de mil pessoas que vem em busca de cura para problemas de saúde, gravidez ou outro pedido para si ou seus próximos.

Como surgiram as pílulas de Frei Galvão
Certo dia, Frei Galvão recebeu um pedido de oração para um moço que se debatia com fortes dores provocadas por cálculos vesicais. Compadecido, Frei Galvão lembra-se do infalível poder daVirgem Maria e, tomando um pequeno pedaço de papel, nele escreve estas palavras do Ofício de Nossa Senhora: "Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta. Mãe de Deus, intercede por nós". Em seguida, enrolou o papel na forma de um minúsculo canudo, em forma de pílulas, e mandou que dessem para o moço tomá-lo. Este, confiando em Nossa Senhora, apenas o ingeriu, expeliu os cálculos sem dificuldade e imediatamente ficou são.


Esta foi a origem das Pílulas de Frei Galvão, que desde então foram freqüentemente procuradas pelos seus devotos, e ainda hoje são distribuídas gratuitamente pela Igreja em vários locais do Brasil às pessoas que têm .

  
Milagres
Geralmente, a religiosidade e a curiosidade popular colocam em evidência os santos pelos seus "milagres", por isso, recorre-se a ele para buscar graças e favores celestes. A Igreja católica não considera isso errado, mas recorda que não é o milagre que faz alguém ficar santo. No processo de canonização, verifica-se rigorosamente se a pessoa levou vida santa. Isso é fundamental, pois a Igreja não "santifica" ninguém, mas apenas reconhece e atesta a santidade de alguém. O milagre entra somente na fase final do processo de canonização e é esperado como graça especial e confirmação divina sobre a santidade de alguma pessoa. De fato, os santos não fazem milagres mas Deus, somente. Dizemos, então, que o milagre é obtido pela intercessão dos santos, e não por um poder que eles próprios têm. Dom Odilo Scherer


Durante toda sua vida e até hoje, Frei Galvão foi protagonista de centenas de milagres e graças alcançadas.

  
Primeiro milagre:
DANIELA CRISTINA DA SILVA, filha de Valdecir da Silva e Jacyra Francisco da Silva, era uma criança de 4 anos, residente na Vila Brasilândia, na cidade de São Paulo. Daniela, desde o seu nascimento em 9 de março de 1986, havia sido sempre uma criança de saúde delicada. Em 1990, por causa de complicações bronco-pulmonares, foi internada no Hospital do SESI em São Paulo.Com alta hospitalar, retornou para casa, mas logo depois começou a apresentar sonolência e crises convulsivas, sendo encaminhada pelo pediatra para o Hospital Emílio Ribas com suspeita de meningite ou hepatite, na noite de 24 de maio de 1990. Foi imediatamente levada para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com quadro clínico instável e convulsões.Com diagnóstico de "insuficiência hepática fulminante", sofreu ainda parada cardiorrespiratória que evoluiu com epistaxe, sangramento gengival, hematúria, ascite, progressivo aumento da circunferência abdominal, broncopneumonia, parotidite bilateral, faringite, além de dois episódios de infecção hospitalar. Daniela permaneceu na U.T.I. por 13 dias (25 de maio a 7 de junho de 1990) praticamente desenganada pelos médicos. No fim desse período, teve uma parada cardio-respiratória e quase morreu. Segundo sua mãe, os médicos haviam lhe dito "Você sabe rezar? Então reze, porque só um milagre pode salvá-la". E foi justamente isso que ela fez, apelando para Frei Galvão e, inclusive, levando para a UTI, escondidas das enfermeiras, as pílulas de Frei Galvão que ministrava a Daniela.

Aí a cura aconteceu, de forma rápida e sem nenhuma explicação científica, por intercessão de Frei Galvão. Em pouco tempo, foi transferida para a Pediatria e, finalmente, recebeu alta hospitalar no dia 21 de junho de 1990, "considerada curada".


Acompanhada ambulatorialmente nunca apresentou alguma recaída. Em 1995, o pediatra, que acompanha a menina desde o nascimento, atestou: "a Menor foi examinada por mim nesta data (4 de agosto de 1995), estando a mesma em perfeitas condições de saúde física e mental".



O mesmo Pediatra perante o Tribunal Eclesiástico afirmou a respeito da cura de Daniela "eu atribuo à intervenção divina, não só a cura da doença, mas a recuperação total dela". A intervenção de Deus foi pedida pelos pais, parentes, amigos, vizinhos, religiosas do Mosteiro da Luz, que unidos numa só prece invocaram com muita fé a intercessão de Frei Antônio de Sant'Anna Galvão dando à menina água e as pílulas de Frei Galvão. Seus pais estavam tão convictos da intercessão do Santo que, ao receber alta do Hospital Emílio Ribas levaram Daniela diretamente ao túmulo de Frei Galvão no Mosteiro da Luz para agradecer a graça alcançada.


Segundo Milagre
SANDRA GROSSI DE ALMEIDA e seu filho ENZO DE ALMEIDA GALLAFASSI, que atualmente moram em Brasília, corriam risco de vida. Sandra tinha dificuldade para engravidar por causa de um problema no útero, que lhe provocou três abortos espontâneos entre 1993 e 1994, de acordo com o relatório apresentado por irmã Célia aos examinadores da Congregação da Causa dos Santos, no Vaticano. "Ela tinha útero bicorne, com duas cavidades de dimensões muito pequenas e assimétricas, como se fosse uma parede. Com tal formação, não corrigida cirurgicamente, era impossível levar a termo qualquer gravidez, pois o feto não tinha espaço suficiente para crescer e se formar".

Nesta situação, Sandra voltou a ficar grávida em 1999. Em agosto, sua ginecologista, Dra. Vera Lucia Delascio Lopes, fez uma "cerclagem cervical" preventiva, para evitar o fim de outra gravidez.


A gravidez era julgada de altíssimo risco - o parto seria muito prematuro e, além disso, úteros malformados podem provocar sangramentos maiores. Apesar de o prognóstico médico ser de provável interrupção da gravidez, ou de que ela atingisse no máximo o 5° mês, a gestação evoluiu normalmente até a 32° semana.



Neste período, Sandra fez repouso absoluto de junho a novembro de 1999, internada na maternidade Pro Matre de São Paulo. O parto cesariano foi realizado no dia 11 de dezembro, depois da ruptura da bolsa e perda do líquido amniótico. Não houve, entretanto, complicações. A criança nasceu pesando quase dois quilos e medindo 42 cm. Apresentava problemas respiratórios, com doença das "membranas hialinas", classificada como sendo de 4° grau, isto é, o mais grave, o que colocava em risco sua vida.



"O quadro teve uma evolução muito rápida e a criança foi entubada no dia 12, recebendo alta no dia 19 de dezembro", diz o relatorio da postuladora que acompanhou o caso do frei Galvão. Especialistas médicos e teólogos consultados durante o processo de canonização de frei Galvão disseram que o sucesso do caso, considerado raro, deve ser atribuído à intervenção do santo brasileiro. "Desde o início e durante toda a gravidez, ele foi invocado pela família com muita oração e por Sandra que, além de fazer novenas, tomou as 'pílulas de frei Galvão'", afirma a irmã Célia Diadorin, postuladora do processo de canonização. A opinião de que o nascimento de Enzo aconteceu por milagre é compartilhada pela obstetra Vera Lúcia Delascio Lopes, que cuidou do parto de Enzo no Hospital Pro Mater em São Paulo. "Houve algo a mais que somente medicina", asseverou a médica.


Seja Feliz!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Corpus Christi

Corpuschristi 2.jpg A Festa de Corpus Christi é a celebração em que solenemente a Igreja comemora a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Propriamente é a Quinta-feira Santa o dia da instituição, mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite uma celebração festiva. Por isso, é na Festa de Corpus Christi que os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo. 

 Quando surgiu? 

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra do sacramento da Eucaristia.
Aconteceu, porém, que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, aconteceu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Alguns dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia São Tomás de Aquino, informado do milagre, então, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, teria então pronunciado diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11 de agosto de 1264 o Papa emitiu a bula "Transiturus de mundo", onde prescreveu que na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata e percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos. 

Corpuschristi 3.jpg Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de "Lírio das Catedrais". Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em toda o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. A celebração normalmente tem início com a missa, seguida pela procissão pelas ruas da cidade, que se encerra com a bênção do Santíssimo.
 

Tradição dos tapetes 

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo. Tudo isto tem muito sentido e deve ser preservado. 
 
Corpuschristi 1.jpg Começaram assim as grandes procissões eucarísticas e também o culto a Jesus Sacramentado foi incrementado no mundo todo através das adorações solenes, das visitas mais assíduas às Igrejas e da multiplicação das bênçãos com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos cada vez mais admiráveis. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

O culto eucarístico não começou no século XIII, pois começou desde o Cenáculo, quando Jesus instituiu a sagrada Eucaristia. Mas faltava, porém, uma festa especial para agradecer ao "Prisioneiro dos Sacrários" esta presença inefável que o faz contemporâneo de todas as gerações cristãs. Era necessário, realmente, uma data distinta para que se manifestasse um culto especial ao Corpo e Sangue de Cristo, atraindo d’Ele novas graças e bênçãos para os que caminham neste mundo.
 
Milagre Eucarístico 

Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de São Legoziano os Monges de São Basílio, e entre eles havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue. Mas a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração.

Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

"Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!"

A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o Monge num novo Tomé. A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre o amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanhos diferentes. 
 
Corpuschristi 4.jpg As relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim mandado construir pelas pessoas mais credenciadas do lugarejo. A partir de 1713 até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue, num cálice de cristal. Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.

Foi em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, sob cuja guarda se mantém a Igreja do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome e idoneidade moral a análise científica das relíquias. Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo os resultados das análises:

"A Carne é verdadeira carne, o Sangue é verdadeiro sangue. A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago). A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. No sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes materiais: cloretos, fósforos, magnésio, potássio, sódio e cálcio. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário".

Antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos: "E o Verbo se fez Carne!". É assim que o Milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que "Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós".

Mais do que uma simples simbologia como possa parecer, é o sinal divino de que no Sacramento da Comunhão está o alimento da nossa esperança nas Promessas de Cristo para nossa Salvação: "Aquele que come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,55).
 
 
Referências 

Seja Feliz! 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Um tempo de intenso combate espiritual

Imagem de DestaqueTal combate solicita homens e mulheres de fibra
Vivemos tempos de grande agitação espiritual. Dias decisivos em que os exércitos de Deus e das trevas se mobilizam para a ofensiva definitiva, a qual culminará na volta de Jesus Cristo. Os sinais dos tempos evidenciam a rápida conversão para este imperscrutável momento em que soará a última trombeta, o “toque de reunir” dos guerreiros da luz, convocando o “Sião de Deus” para o início do confronto final.

Uma grandiosa batalha entre a luz e as trevas está sendo travada e pende sobre nós um juízo temível. Se optarmos pela batalha da fé, seremos capazes de resistir aos ataques de satanás e aos poderes da morte, já que, na luta, somente obteremos uma fé genuína e, consequentemente, os milagres.


E não podemos jamais esmorecer, o que exige de nós muita determinação para enfrentar a batalha, que envolve homens na terra, anjos no céu e demônios no inferno. Se sentirmos que falta vida espiritual, devemos retomar com fé e coragem a vida de oração e invocar o Espírito Santo, dizendo: “Espírito Santo, vivifica-me!”

Por se tratar de uma luta sangrenta entre o bem e o mal, pela conquista da fidelidade e servidão de homens e mulheres em todo o mundo, não é possível ficar indiferente e examinar o fato com ingenuidade. Porém, certamente, encontraremos cristãos letárgicos e alienados, despreocupados com esta realidade que os cerca e “pessoas da Igreja” despreparadas para enfrentar a mais intensa e violenta crítica a ela.

Desse modo, é preciso reconhecer, prontamente, os reais inimigos, ouvir o chamado e deixar-se curar pelo Senhor para não se tornar vítima do maligno. Em Efésios 6, isso fica evidente: preparados ou não, estamos em guerra de vida ou morte contra seres espirituais.

Tal combate solicita homens e mulheres espirituais, de fibra. Não se pode confiar em pessoas insípidas, impotentes e que vivem na “inadimplência devocional”, pois elas não resistem aos “dias escaldantes e as noites gélidas” dos campos de guerra. Tempos assim destinam-se a combatentes santos.

Os grandes mestres da espiritualidade – carmelitana, beneditina, inaciana – nos orientam a discernir a ação dos diversos espíritos, que agitam os homens e as comunidades interessados na vida espiritual cristã. Para os inacianos, por exemplo, a luta é inerente à vida espiritual, pois não há vida sem luta.

Em contrapartida, um mundo conformado com a ação do inimigo, que age mentirosa e sorrateiramente, é incapaz de sentir a ação do mau espírito e, por vezes, inábil em reconhecer e agradecer a ação do bom espírito, a qual estimula e orienta todo e qualquer progresso no bem e na vida espiritual, prestando, assim, uma grande ajuda a satanás. Por conseguinte, somente a ação do Espírito Santo, gratificante e consolador, que “geme” em nossos corações, não permitirá que sejamos tentados acima de nossas forças (cf. 1Cor 10,13).

Portanto, somos alertados, pois não afrontamos o homem e sim as autoridades, os poderes, os dominadores deste mundo de trevas, os espíritos do mal (cf. Ef 6,12). A Escritura é clara ao dizer que sendo satanás e seus demônios expulsos do céu, o combate passou a ser travado na terra; foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, aquele a quem chamam diabo e satanás, o sedutor do mundo inteiro (cf. Ap 12,9).

Irmã Maria Eunice – Comunidade Canção Nova


Seja Feliz!