Mostrando postagens com marcador Testemunho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Testemunho. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sedes Santos!

“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4, 3)

Hoje, a Igreja comemora o dia de Todos os Santos. Ontem, postei matéria sobre como começou esta celebração.

Mas quem são os "santos"? Muita gente vai responder que são aqueles heróis da fé, que são lembrados liturgicamente pela Igreja, como São Francisco, Santa Teresinha, Santo agostinho, São Pedro, São Frei Galvão...também são eles. Mas não só.

Santo também é todo aquele (eu, você) que somos Batizados! Sim! O Sacramento do Batismo não serve apenas para nos purificar do pecado original, mas nos insere na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, tira-nos da condição de criatura e nos dá a condição de filhos, filhos de Deus!

O Batismo nos dá, de presente, a graça da Fé. E é pela Fé que todo homem adere ao Reino de Deus e Sua proposta salvífica. Deus só pode nos salvar se nós quisermos ser salvos, e para sermos salvos, para podermos merecer o céu, primeiro temos que acreditar que o céu existe e foi criado para mim também!

Nós sempre incorremos no erro de achar que não somos dignos de sermos considerados santos. Até aí, estamos certos. Não somos mesmo. Basta que olhemos para nossa vida, com tanto desamor, com tanta vaidade e orgulho, e logo sabemos que não somos merecedores de tamanha bondade de Deus. Se estamos pensando assim, estamos no caminho certo. Como assim? 

Explico: O fato de termos recebido o Batismo nos insere na Família de Deus, mas nossos pecados nos afastam d'Ele. entretanto, por termos a ação do Espírito Santo em nós (pelo Batismo), vamos remar contra a maré de nossa natureza pecadora, fraca, decaída, e nessa luta constante de cair e levantar, vou caminhando rumo ao céu.

O fato de ter pecado não elimina a graça do Batismo; não elimina a Fé que eu tenho no Deus que em criou. Sabe porque? Porque Deus me presenteou com a Fé, mas a opção de crer vem de uma decisão minha; uma decisão livre e feita amorosamente.

Eu amo a Deus que me criou e me deu a graça de crer n'Ele e em Suas verdades, e por saber que Deus é bom e fiel, sei que ele não faltará às promessas feitas a mim. Então, creio que Ele me dará a salvação, desde que eu O busque de coração sincero, comprometendo-me com Ele a me emendar de meus defeitos e crescer nas minhas virtudes.

Assim fizeram os grandes santos (falo agora daqueles canonizados). Pessoas como eu e você, também cheias de defeitos, mas que por uma graça especial de Deus, tornaram-se ícones de exemplo a ser seguido.

Deus como que quer dizer: Se vocês acham que imitar Meu Filho amado, Jesus Cristo, por ser Deus como Eu e o Espírito Santo, é muito difícil, então deixo-lhes esses homens e mulheres, fracos e decaídos como vocês, para que vocês vejam que não é difícil chegar à santidade. Basta que hajam duas coisas: decisão e vontade.

Muitos homens, hoje verdadeiros exemplos de heróis da fé, fizeram coisas terríveis! São Paulo, por exemplo, perseguia, matava os cristãos! São Pedro foi extremamente covarde: traiu Jesus, negando-O três vezes! Santo Agostinho viveu nas trevas do gnosticismo por trinta anos! Entretanto, ao compreenderem suas atitudes, diante do amor de Deus que se lhes revelava, não se fecharam em seus orgulhos, mas logo decidiram pelo Amor! E Deus os acolheu e quanto mais mergulhavam nesse amor infinito, mais se santificaram, mais o Espírito Santo os guiava.

Neste dia de Todos os Santos, o convite de Deus é este: renove sua decisão, ou decida-se por Deus. Decida-se pela santidade que já habita em você!

No meu processo de conversão, o livro "Confissões", de Santo Agostinho foi decisivo. vou recomendar a você essa obra, pois tenho a certeza de que vai ajudá-lo/a na sua decisão. 

E confie no Espírito Santo para crescer na Fé. Não confie em suas próprias forças. Lembre-se: não foi confiando em você mesmo que você se deu mal? Agora, confie n'Aquele que nunca vai lhe trair. Decida-se por Deus, e deixe Deus agir! 

Estarei rezando por você!

Neste dia, especialmente, quero me lembrar das palavras do Bem-aventurado João Paulo II, quando esteve no Brasil em 1991, na Missa de Beatificação de Madre Paulina: "o Brasil precisa de santos, de muitos santos! A santidade é a prova mais clara, mais convincente da vitalidade da Igreja em todos os tempos e em todos os lugares." 
Não deixemos que, por falta de exemplos, nossos filhos e filhas continuem se perdendo nas drogas, violência e prostituição, ou o pior, na indiferença aos apelos  de Deus. "Sereis santos porque eu sou santo." (Lev 11,45)

Seja Bem-aventurado!

E seja Feliz!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Papa Francisco convoca a Igreja a uma Vigília pela Paz







Index
PAPA FRANCISCO
ANGELUS 
Praça de São Pedro
Domingo, 1º de Setembro de 2013


Hoje, queridos irmãos e irmãs, 
 
queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência. 

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria. 

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade. 

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz. 

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

 Ficheiro:FirmaPapaFrancisco.svg

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A graça da família - Dom Alberto Taveira

Os casais cristãos têm algo a mostrar
Imagem de Destaque“Pela fé, embora Sara fosse estéril e ele mesmo já tivesse passado da idade, Abraão tornou-se capaz de ter descendência, porque considerou fidedigno o autor da promessa. E assim, de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão comparável às estrelas do céu e inumerável como os grãos de areia na praia do mar” (Hb 11,11-12).

Abraão é considerado o “Pai da Fé” pelas três grandes religiões monoteístas, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. Para elas, a experiência da presença de Deus tem sua fonte no alto, é revelação, cuja iniciativa é do próprio Senhor. A fé, certeza a respeito daquilo que não se vê (Hb 11,1), introduz nas realidades humanas um horizonte aberto de proporções inimagináveis. Abraão se encontra presente, quando apostou tudo em Deus, na multidão dos homens e mulheres que, nas sucessivas gerações, volta seus olhos para o alto e para frente.

A graça da paternidade e da maternidade, experimentada por Abraão e Sara, há de ser posta em relevo em nosso tempo, pois, de fato, “os filhos são herança do Senhor, é graça sua o fruto do ventre” (Sl 127, 3). Queremos oferecer, como profecia de um futuro digno para a humanidade, o presente de famílias cristãs consistentes. A contribuição genuína dos cristãos, neste campo, é a família una, fiel e fecunda. Graça e desafio! Aceitar formar famílias segundo esta proposta é antes de tudo uma vocação a ser descoberta e alimentada. Homem e mulher, pois assim foi criado o ser humano (Gn 1,27), são tocados pelo amor de Deus para serem seus sinais. A resposta, desafio a ser assumido, é construída durante a vida toda.

O coração humano não foi feito para ser dividido em vários amores. Corpo e alma, com todas as suas potencialidades, doados como sinal do amor de Cristo e da Igreja chama-se “sacramento” do matrimônio! Descobrir a pessoa à qual será entregue a própria vida, não como um título de propriedade a ser adquirido, é a grandeza do casamento cristão. Trata-se de uma forma de consagração a Deus! Acreditar que os dois, unidos diante do Senhor, mostram o próprio Deus às outras pessoas e ao mundo. Nosso mundo clama por testemunhas consistentes de tais valores. Os casais cristãos descubram de novo a beleza do que receberam do Senhor e assumiram como vocação.

Assista: Família, lugar de testemunho apostólico

Com certa frequência aparecem estatísticas sobre a fidelidade e a infidelidade entre os casais. Parece uma propaganda das aventuras infelizmente existentes, que podem suscitar justamente uma banalização de uma das graças do matrimônio cristão. Desejo homenagear os casais que não submetem sua própria intimidade a perguntas que os expõem na praça pública. Sintam-se reconhecidos todos os casais fiéis, e são muito mais do que se divulga! Saibam que a Igreja faz festa com eles por conservarem, no verdadeiro tabernáculo que é sua vida conjugal, o tesouro da fidelidade, prometido com plena liberdade quando seu amor se tornou sacramento. Não fica esquecido pelo Senhor o dom de suas vidas!

Por falar em exposição, sim, os casais cristãos têm algo a mostrar! Trata-se dos filhos, testemunhas da fecundidade do amor verdadeiro. Já se disse que o amor conjugal não é olhar um para outro a vida inteira, mas olharem os dois numa mesma direção! Olhar para o alto, participar da graça criadora de Deus, gerar filhos para a Igreja e para o mundo! É dignidade a ser sonhada e construída pelo homem e a mulher que se unem no sacramento do matrimônio. É graça a ser pedida pelos que se preparam ao casamento.

Tudo isso encontra seu sentido na fé, fundamento de realidades humanas assumidas nesta terra, como pessoas que veem o invisível. Há muita gente pronta para descrever os problemas das famílias. A nós, na Igreja, cabe a tarefa de proclamar um verdadeiro evangelho da família, reconhecida como Boa Nova para o nosso tempo.

Daí, nasce o convite aos jovens vocacionados ao matrimônio, para que empreendam um caminho de discernimento e preparação correspondentes à grandeza do sacramento que desejam abraçar. Entrem na escola do amor verdadeiro, treinem a capacidade de escuta e acolhimento, exercitem a saída de si mesmos para dar espaço à outra pessoa. Peçam a Deus a graça de descobrirem a quem deverão entregar totalmente suas vidas. Sejam anunciadores de novas famílias, renovadas no Espírito Santo.

Aos casais cristãos, chegue o convite da Igreja a edificarem cada dia seus lares sobre o fundamento da fé, de modo a transmitirem valores consistentes aos filhos e os testemunharem à sociedade. Deus lhes confiou muito! A evangelização de seus filhos começou quando estes foram gerados no amor, deixando neles uma marca indelével. Continuou quando vocês lhes ensinaram os rudimentos da fé cristã. Benditas foram as orações que lhes foram ensinadas! Deem graças ao Senhor, porque vocês os apresentaram à Igreja para os sacramentos, quando os encaminharam à catequese. Aliás, vocês foram os primeiros catequistas! Deus lhes pague e confirme sua vocação na transmissão e educação da fé cristã na família, como quer celebrar a Semana Nacional da Família. Deus seja louvado pelos valores cristãos que existem em nossas famílias, santuários da fé e da vida!

Com as famílias e pelas famílias, rezamos confiantes no dia dos pais: “Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos, cada vez mais, um coração de filhos para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Amém!”
Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA
Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém - PA.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Em tua imensa misericórdia, toda a minha esperança!

Através da leitura do livro "Confissões", de Santo Agostinho, posso dizer que comecei o longo processo de minha conversão, que prossegue até hoje, há mais de trinta anos.

Então, re-lendo esta passagem, a mais famosa - senão - profunda de todo o livro, não posso deixar de compartilhar com todos, que como eu, estão caminhando, trilhando a estrada para a santidade e perfeição a que Deus nos chama, continuamente. 

Em nosso peito, sempre a lembrança: "tarde te amei..."

"Onde te encontrei, Senhor, para te conhecer? Não estavas certamente em minha memória antes que eu te conhecesse. Onde então te encontrei para te conhecer, a não ser em ti, acima de mim? Não é propriamente um lugar. Afastamo-nos, aproximamo-nos e não é um lugar. Em toda parte, ó Verdade, presides a todos que vêm com diferentes consultas. Com clareza respondes, porém, nem todos ouvem com clareza. Todos perguntam o que querem e nem sempre ouvem o que querem. Ótimo servo teu é quem não espera ouvir de ti o que desejaria, mas antes quer aquilo que de ti ouve.

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Estavas dentro e eu fora te procurava. Precipitava-me eu disforme, sobre as coisas formosas que fizeste. Estavas comigo, contigo eu não estava. As criaturas retinham-me longe de ti, aquelas que não existiriam se não estivessem em ti. Chamaste e gritaste e rompeste a minha surdez. Cintilaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira. Exalaste perfume, aspirei-o e anseio por ti. Provei, tenho fome e tenho sede. Tocaste-me e abrasei-me no desejo de tua paz.

Quando me uno a ti com todo o meu ser, não há em mim dor nem fadiga. Viva será minha vida, toda repleta de ti. Agora ergues o que de ti está repleto. Como ainda não estou pleno de ti, sou um peso para mim. Lutam minhas lamentáveis alegrias com as tristezas deleitáveis. De que lado estará a vitória, não sei.

Ai de mim, Senhor! tem piedade de mim. Lutam minhas más tristezas com as boas alegrias e não sei quem vencerá. Ai de mim, Senhor! Tem piedade de mim! Ai de mim! Bem vês que não escondo minhas chagas. És o médico; eu, o doente. És misericordioso; eu, o miserável.

Não é verdade que a vida humana na terra é uma tentação? Quem deseja pesares e dificuldades? Ordenas tolerá-los, não amá-los. Ninguém ama aquilo que tolera, mesmo se gosta de tolerar. Embora alegre-se por tolerar, prefere não ter que tolerá-lo. Na adversidade desejo a felicidade; na felicidade temo a adversidade. Que meio termo haverá onde a vida humana não seja uma tentação? Ai da felicidade do mundo, uma e duas vezes, pelo temor da adversidade e pela caducidade da alegria! Ai das adversidades do mundo, pelo desejo da felicidade! A adversidade é dura e faz naufragar a tolerância. Não é verdade que é uma tentação a vida humana sobre a terra? Em tua imensa misericórdia ponho toda a minha esperança."
Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo
(Lib. 10,26.37–29,40; CCL 27,174-176)(Séc. V)

Muito tarde vos amei, ó Beleza sempre antiga, ó Beleza sempre nova, muito tarde vos amei! Vós chamastes e gritastes e rompestes-me a surdez. Veio o Filho do Homem buscar e salvar o que estava perdido. Vós chamastes e gritastes e rompestes-me a surdez. Veio o Filho do Homem buscar e salvar o que estava perdido. Cf. Lc 19,10

Oração: Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e vossa Igreja vos possa servir, alegre e tranquila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sagrado Coração de Jesus eu confio em vós!


Leia Hoje: Salmo 145

E seja Feliz!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Por que esse ódio todo?

A grande motivação da perseguição é o medo
Imagem de DestaqueNo fim do mês de maio de 2013, monsenhor Tomasi, observador permanente da Santa Sé junto à ONU, fez uma declaração bastante chocante. Afirmou – certamente munido de boas informações – que, anualmente, são mortos, por motivos de fé, mais de 100 mil cristãos. Suponho que entre essas testemunhas de Cristo se encontrem não poucos cristãos de corte evangélico. Mas 75% desse total, segundo nos informa outra pesquisa, são dos quadros da Igreja Católica.

Tais perseguições acontecem sobretudo na África, no Oriente Médio e na Ásia. Esses atos de terrorismo vão desde derrubadas de templos, de proibição formal de participar da política, de segregar os cristãos da vida social ou de não poder se vestir como os demais cidadãos, até a morte cruel e injustificada. Cumpre-se, literalmente, o que Jesus previu: “Ao matar vocês, pensarão estar prestando um serviço a Deus” (Jo 16,2).

Assista: "A perseguição aos cristãos é real"


O que deixa todos intrigados é saber por que os inimigos são movidos a perpetrar esses atos contra a liberdade de culto, uma das liberdades essenciais do ser humano. Vamos tentar uma explicação:
Logo de início, podemos vislumbrar que, muitas vezes, o Pai Amantíssimo permite isso para purificar a Igreja de seus pecados e chamá-la mais à santidade.

Em seguida, podemos perceber que a própria doutrina de Jesus não combina com certos interesses da opinião pública. A principal razão é que nós não fomos retirados do mundo no qual estamos inseridos, mas, ao mesmo tempo, “vocês não são deste mundo” (Jo 15,19). Nós não somos bons parceiros para quem quer construir um paraíso intramundano; nós colaboramos com tudo o que pode trazer progresso para a humanidade, e até lideramos essa busca. Mas os nossos olhos estão voltados para um horizonte mais longínquo.

No entanto, a grande motivação da perseguição é o medo. Por intuição, o mundo percebe que o Cristianismo tem uma garantia intrínseca de vitória. Ele possui uma mensagem interior que o faz se impor entre avanços e recuos, mas ninguém consegue detê-lo. Pensam que é preciso acabar com ele enquanto é tempo. Paradoxalmente, a perseguição é uma vitamina de progresso.

Dom Aloísio Roque Oppermann, scj
Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra.com.br

Seja Feliz!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Corpus Christi

Corpuschristi 2.jpg A Festa de Corpus Christi é a celebração em que solenemente a Igreja comemora a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Propriamente é a Quinta-feira Santa o dia da instituição, mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite uma celebração festiva. Por isso, é na Festa de Corpus Christi que os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo. 

 Quando surgiu? 

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra do sacramento da Eucaristia.
Aconteceu, porém, que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, aconteceu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Alguns dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia São Tomás de Aquino, informado do milagre, então, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, teria então pronunciado diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11 de agosto de 1264 o Papa emitiu a bula "Transiturus de mundo", onde prescreveu que na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata e percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos. 

Corpuschristi 3.jpg Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de "Lírio das Catedrais". Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em toda o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. A celebração normalmente tem início com a missa, seguida pela procissão pelas ruas da cidade, que se encerra com a bênção do Santíssimo.
 

Tradição dos tapetes 

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo. Tudo isto tem muito sentido e deve ser preservado. 
 
Corpuschristi 1.jpg Começaram assim as grandes procissões eucarísticas e também o culto a Jesus Sacramentado foi incrementado no mundo todo através das adorações solenes, das visitas mais assíduas às Igrejas e da multiplicação das bênçãos com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos cada vez mais admiráveis. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

O culto eucarístico não começou no século XIII, pois começou desde o Cenáculo, quando Jesus instituiu a sagrada Eucaristia. Mas faltava, porém, uma festa especial para agradecer ao "Prisioneiro dos Sacrários" esta presença inefável que o faz contemporâneo de todas as gerações cristãs. Era necessário, realmente, uma data distinta para que se manifestasse um culto especial ao Corpo e Sangue de Cristo, atraindo d’Ele novas graças e bênçãos para os que caminham neste mundo.
 
Milagre Eucarístico 

Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de São Legoziano os Monges de São Basílio, e entre eles havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue. Mas a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração.

Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

"Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!"

A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o Monge num novo Tomé. A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre o amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanhos diferentes. 
 
Corpuschristi 4.jpg As relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim mandado construir pelas pessoas mais credenciadas do lugarejo. A partir de 1713 até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue, num cálice de cristal. Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.

Foi em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, sob cuja guarda se mantém a Igreja do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome e idoneidade moral a análise científica das relíquias. Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo os resultados das análises:

"A Carne é verdadeira carne, o Sangue é verdadeiro sangue. A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago). A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. No sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes materiais: cloretos, fósforos, magnésio, potássio, sódio e cálcio. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário".

Antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos: "E o Verbo se fez Carne!". É assim que o Milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que "Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós".

Mais do que uma simples simbologia como possa parecer, é o sinal divino de que no Sacramento da Comunhão está o alimento da nossa esperança nas Promessas de Cristo para nossa Salvação: "Aquele que come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,55).
 
 
Referências 

Seja Feliz! 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Deus é o primeiro a chegar!

Vigília de Pentecostes: O Papa Francisco revelou como confirmou a sua vocação sacerdotal


foto News.va
VATICANO, 20 Mai. 13 / 03:30 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ao celebrar no sábado de noite a Vigília de Pentecostes na Praça de São Pedro ante mais de 200 mil peregrinos, o Papa Francisco respondeu algumas perguntas dos fiéis e relatou como encontrou a certeza de que Deus o chamava para a vida sacerdotal.
Na Vigília participaram representantes de diversos movimentos e associações eclesiais, que estabeleceram um diálogo direto com o Papa. Entre eles, uma jovem perguntou a Francisco "Como alcançou na sua vida a certeza da fé?".
Francisco explicou que um dia "muito importante" em sua vida foi o dia 21 de setembro de 1953, era o dia do estudante na Argentina, que coincide com o dia da primavera, que se celebra com uma grande festa.
"Antes de ir à festa passei em frente da paróquia que eu frequentava e encontrei um sacerdote que eu não conhecia e senti a necessidade de me confessar, e esta foi para mim uma experiência de encontro, encontrei alguém que me esperava".
"Não sei o que aconteceu, não me lembro, não sei por que esse sacerdote estava ali ou porque senti esta necessidade de me confessar, mas a verdade é que alguém me esperava, estava me esperando desde muito tempo e depois da confissão senti que algo tinha mudado. Eu não era o mesmo, havia sentido uma voz, um chamado. Fiquei convencido de que tinha que ser sacerdote, e esta experiência na fé foi importante".
"Nós dizemos que temos que buscar a Deus, ir a Ele para pedir perdão, mas quando vamos, Ele já nos espera, está aí antes", acrescentou.
O Papa assinalou que o Senhor "é o primeiro, está te esperando e isto é uma graça grande, encontrar alguém que está esperando. Você vai, pecador, e Ele está te esperando para te perdoar".
O Papa explicou que recebeu o primeiro anúncio de Deus dentro do seio da sua família, e assinalou que as mulheres, as mães e as avós, devem ser como instrumentos de Deus para transmitir a graça da fé.
"Tive a graça de crescer em uma família em que a fé se vivia de uma maneira simples e concreta. Mas, sobretudo, foi a minha avó, a mãe do meu pai, que marcou meu caminho de fé. Uma mulher que nos explicava, nos falava de Jesus, nos ensinava o catecismo (...)".
"Recebi o primeiro anúncio cristão desta mulher, da minha avó, isto é muito belo, o primeiro anúncio em casa, com a família né? E isto me faz pensar na missão de tantas mães, tantas avós da transmissão da fé. São elas as que transmitem".
"São Paulo disse a Timóteo: 'Eu recordo a fé da sua mãe, a fé da sua avó'. Todas as mães que estão aqui, todas as avós, pensem nisto: Transmitir a fé. Porque Deus põe ao nosso lado pessoas que ajudam nosso caminho de fé".
O Papa assinalou que "a fé não se encontra no abstrato. É sempre uma pessoa que prega, que nos diz quem é Jesus, que nos dá a fé, que nos dá o primeiro anúncio, e esta foi a minha primeira experiência de fé", concluiu Francisco.

Seja Feliz!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A paternidade-maternidade contemplada de maneira responsável

O matrimônio é o primeiro passo para a construção de uma nova família, pois quando um homem e uma mulher se tornam um só pela concretização do sacramento do matrimônio, ambos desejam experimentar a maternidade e a paternidade. 
A chegada de um filho é sempre uma alegria para a família, mas é preciso que o casal se prepare para receber a criança em um ambiente que seja repleto de amor e carinho.

Sobre o nascimento de filhos, a Igreja tem uma encíclica do Papa Paulo IV, ‘Humanae Vitae’, na qual orienta as famílias a realizarem uma ‘paternidade responsável’, exercida tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de espaçar, temporariamente ou mesmo por tempo inderteminado, um novo nascimento.

Isso é muito importante ressaltar, pois o Catecismo da Igreja Católica adverte que cabe aos esposos “verificar que esse seu desejo de espaçar os nascimentos não provém do egoísmo, mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável”, o que difere completamente do que o Governo recomenda, o planejamento familiar com o incentivo do Ministério da Saúde em uma conscientização para métodos contraceptivos.

Portanto, é válido ressaltar que sobre a procriação, a Igreja usa o termo “paternidade responsável”, o qual inclui também a abertura para uma família numerosa, “continência periódica” e “métodos de regulação da procriação”.

Dentre esses métodos de regulação, existe o Método de Ovulação Billings™, método científico desenvolvido pelo Dr. John Billings e a Dra. Evelyn Billings.

Segundo a instrutora e responsável pelo Centro de Formação Famílias Novas, no Posto Médico Padre Pio, Fabiana Azambuja, o método é simples e fácil de ser realizado, mas precisa ter uma orientação para que seja eficaz. Ela ainda ressalta que, antes de o casal receber a orientação para a realização deste método, é preciso compreender qual é visão da Igreja em relação à procriação.

“O sacramento do matrimônio, as suas finalidades, são de unir o casal – ‘sereis uma só carne’; portanto, o caráter unitivo. Gerar filhos, caráter pró-criativo. Trata-se das finalidades, ou seja, para que nos comprometemos no sacramento do matrimônio? Logo, os casais são convidados a viver essa dupla finalidade de forma harmoniosa e que lhes favoreça o uso pleno, total, fiel e fecundo do ato conjugal. Para isso, o convite não é  fazer ‘planejamento familiar’ como se o casal fosse árbitro da vida, mas sim viver a paternidade responsável”, explicou Fabiana.

O Método de Ovulação Billings™ possibilita à mulher conhecer seu corpo, aprendendo a identificar os sinais e os sintomas da fertilidade; além de entender seu sistema reprodutivo. O método propõe ao homem que ele também possa compreender melhor sua esposa. De acordo com Fabiana, quando o casal deseja utilizar este método, é preciso que os dois tenham o conhecimento dos dias férteis dela.

“Requer do casal o conhecimento da sua fertilidade pelo registro diário de um gráfico e do acompanhamento de uma instrutora qualificada. Sem o registro do gráfico diário e o acompanhamento de uma instrutora, a eficácia do método é comprometida”, explicou a instrutora.

“Caso tenha necessidade e razões justas para espaçar o nascimento dos filhos, devem procurar Centros de Ensino de Métodos Naturais, como hoje temos no Posto Médico Padre Pio, em Cachoeira Paulista (SP), o Centro de Formação Famílias Novas, um Centro de Ensino do Método de Ovulação Biliings™, que leva as pessoas a uma redescoberta do valor e do significado da Sexualidade Humana, em que haja uma disponibilidade fundamental à paternidade e à maternidade responsável com respeito às leis naturais”, aconselhou Fabiana.


O casal de noivos da Comunidade Canção Nova Denise Claro e Thiago Campos recomenda que os  noivos ou  os já casados procurem conhecer este Método de Ovulação Billings™, e que o homem e a mulher, como um casal, possam juntos se conhecer e viver um relacionamento santo.

“Conversando sobre a nossa realidade e podendo ver o exemplo dos nossos pais e de casais próximos que vivem esta fidelidade a Deus dentro da Igreja, nós podemos absorver e traçar uma meta para viver juntos”, disse Denise.

A missionária, há três anos, procurou o Centro de Formação Famílias Nova, em Cachoeira Paulista (SP), localizado no Posto Médico Padre Pio, para informar-se e realizar a sua formação sobre o Método de Ovulação Billings™, a fim de que, junto de seu futuro esposo, possa realizar a ‘paternidade responsável’.

“A vida sexual só tem início após o casamento, mas você como mulher precisa se conhecer e partilhar isso com o seu namorado ou noivo para que ele também possa conhecê-la; saber como funciona o seu ciclo menstrual, pois há dias em que você está mais sensível. No período fértil, é preciso evitar estar muito junto, e isso vai da realidade de cada um e da intimidade do casal para viver santamente o relacionamento”, testemunhou Denise.

Para seu noivo, Thiago, é de grande importância que a mulher conheça o seu corpo e possa manter um diálogo com seu parceiro sobre o momento que ela está vivendo, pois ele acredita que, desta forma, o homem poderá aprender a conhecer e compreender sua namorada, noiva e esposa.

“Esta conversa vai criando no homem uma corresponsabilidade para saber esperar, cuidar e preservar, porque a mulher não é um objeto, mas um ser criado por Deus e precisa ser cuidada. Com o conhecimento do método, o homem vai firmando uma sintonia junto com a mulher e percebendo que não é somente saciar os seus desejos, mas, principalmente, saciar a mulher naquilo que é o ser dela e naquilo que é o tesouro que ela traz de uma futura maternidade”, partilhou Thiago.

A Igreja, por meio das pastorais e movimentos em prol da família, Doutrinas e Catecismo da Igreja Católica, tem a missão de orientar e auxiliar os jovens casais que estão se formando para que não percam os valores de ser família.

“A melhor formação para os jovens é buscar, com seriedade e verdade, a sua vocação ao Amor e saber de que forma eles vão vivê-la, se é no celibato ou no matrimônio. Após esta descoberta, caso seja o matrimônio, buscar compreender a dignidade e beleza de tal vocação”, afirmou Fabiana.

Para se aprofundar neste assunto leia alguns artigos:




fonte: Canção Nova
 
Seja Feliz!