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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Entenda o que está acontecendo no Egito - Prof. Felipe Aquino


Não é muito fácil compreender o que está acontecendo no Oriente, sobretudo nos países onde o islamismo é acentuado. Acontece o que a mídia tem chamado de “Primavera árabe”, ou seja, o povo nas ruas pedindo liberdade, democracia, direitos etc. O mundo árabe acordou!
Certamente, a globalização, que hoje acontece no mundo, especialmente pela ação da internet, é uma das causas desse fenômeno, do qual é difícil de prever os desdobramentos. Em alguns países, os ditadores foram depostos, como no Egito e na Síria, onde os oposicionistas do Governo pressionam a sua queda. A Síria experimenta quase uma guerra civil.
Um dos países, no qual aconteceu essa “Primavera árabe” com grande violência, foi no Egito, o maior e mais importante país árabe, com 85 milhões de habitantes. O fato ocorreu com a queda de Osni Mubarak (11/2/2011), hoje preso. Mubarak era apoiado pelos generais fardados, mas o povo árabe tomou as ruas, depôs o ditador e exigiu eleições. Foi, então, eleito um representante do movimento radical islâmico da “Irmandade Muçulmana”, Mohamed Mursi (18/6/2012), engenheiro que implantou, no Egito, um governo islâmico conduzido por leis do Corão ou Alcorão. Em 26/12/2012, Mursi aprovou uma nova Constituição redigida apenas por muçulmanos mais radicais e aprovada em um referendo.
Acontece que há um outro lado: os militares de linha dura que não aceitam isso, pois veem no islamismo um fator de atraso e querem uma sociedade mais moderna, como na Turquia, por exemplo. Então, há um terrível embate entre as duas forças, que pode se transformar numa guerra civil e se espalhar por todo o Oriente Médio. Já são centenas de mortos (mais de 600) pelos protestos na rua, por causa da deposição do Presidente eleito Mursi, da Irmandade Muçulmana. Na verdade, o confronto dos militares e a facção muçulmana vêm desde a década de 50.
Está cada vez mais difícil os dois lados sentarem-se a uma mesa de negociação, porque cada uma das duas forças políticas não reconhece a legitimidade da outra. A Irmandade Muçulmana é forte, tem o apoio de, pelo menos, 20% do povo e 5 milhões de militantes radicais. Acreditam seus adeptos que morrer nesta luta é ser mártir. Como não gostam do Cristianismo, esses radicais estão também perseguindo e matando cristãos, incendiando as igrejas cristãs coptas* [igreja cristã nacional do Egito], a qual conta com 10% de adeptos na população.
Em todos os países de governo muçulmano radical, os cristãos sofrem terríveis perseguições. As igrejas são destruídas, queimadas e muitos são mortos. Precisamos rezar por esses irmãos em Cristo que sofrem os piores martírios dos nossos tempos. É hora de unirmos as orações e ações para que se respeite, nos países de governo islâmico, a liberdade religiosa que tanto os Papas têm pedido. Nunca a Igreja de Cristo deixou de ser perseguida; hoje, continua sendo. São cerca de 200 milhões de perseguidos nesses países não cristãos. Rezemos por esses irmãos que padecem por Cristo, e por Cristo que padece nesses irmãos.

* Copta significa cristão egípcio

Créditos da fotografia: Reprodução TV Folha

Veja também: Cristãos perseguidos


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Por que esse ódio todo?

A grande motivação da perseguição é o medo
Imagem de DestaqueNo fim do mês de maio de 2013, monsenhor Tomasi, observador permanente da Santa Sé junto à ONU, fez uma declaração bastante chocante. Afirmou – certamente munido de boas informações – que, anualmente, são mortos, por motivos de fé, mais de 100 mil cristãos. Suponho que entre essas testemunhas de Cristo se encontrem não poucos cristãos de corte evangélico. Mas 75% desse total, segundo nos informa outra pesquisa, são dos quadros da Igreja Católica.

Tais perseguições acontecem sobretudo na África, no Oriente Médio e na Ásia. Esses atos de terrorismo vão desde derrubadas de templos, de proibição formal de participar da política, de segregar os cristãos da vida social ou de não poder se vestir como os demais cidadãos, até a morte cruel e injustificada. Cumpre-se, literalmente, o que Jesus previu: “Ao matar vocês, pensarão estar prestando um serviço a Deus” (Jo 16,2).

Assista: "A perseguição aos cristãos é real"


O que deixa todos intrigados é saber por que os inimigos são movidos a perpetrar esses atos contra a liberdade de culto, uma das liberdades essenciais do ser humano. Vamos tentar uma explicação:
Logo de início, podemos vislumbrar que, muitas vezes, o Pai Amantíssimo permite isso para purificar a Igreja de seus pecados e chamá-la mais à santidade.

Em seguida, podemos perceber que a própria doutrina de Jesus não combina com certos interesses da opinião pública. A principal razão é que nós não fomos retirados do mundo no qual estamos inseridos, mas, ao mesmo tempo, “vocês não são deste mundo” (Jo 15,19). Nós não somos bons parceiros para quem quer construir um paraíso intramundano; nós colaboramos com tudo o que pode trazer progresso para a humanidade, e até lideramos essa busca. Mas os nossos olhos estão voltados para um horizonte mais longínquo.

No entanto, a grande motivação da perseguição é o medo. Por intuição, o mundo percebe que o Cristianismo tem uma garantia intrínseca de vitória. Ele possui uma mensagem interior que o faz se impor entre avanços e recuos, mas ninguém consegue detê-lo. Pensam que é preciso acabar com ele enquanto é tempo. Paradoxalmente, a perseguição é uma vitamina de progresso.

Dom Aloísio Roque Oppermann, scj
Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra.com.br

Seja Feliz!

quinta-feira, 7 de março de 2013

O que é um Papa?

Papa é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma, supremo líder espiritual da Igreja Católica Apostólica Romana, e chefe do Estado da Cidade do Vaticano.

O primeiro Papa foi São Pedro, a quem Jesus Cristo disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja. A ti darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus, 16, 13-20).

o que é um Papa

Como Pedro terminou seus dias em Roma, no seio da Igreja Romana, dando aí o seu supremo testemunho de amor a Nosso Senhor, derramando seu sangue por Cristo, os Bispos de Roma são sucessores de Pedro. Como Pedro, a missão deles é sempre recordar, custodiar e proclamar a experiência fundamental da nossa fé: Jesus morto e ressuscitado é o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Salvador! O Papa é, então, Sucessor de Pedro como Bispo da Arquidiocese de Roma.

O Sumo Pontífice exerce também um poder político como Chefe de Estado da Cidade do Vaticano, donde detém os poderes legislativo, executivo e judicial. Nos dias de hoje, o papel político do Papa traduz-se no exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância, pois, ao mesmo tempo em que é soberano do menor país do mundo, também é líder de uma religião com bilhões de seguidores.

Vale lembrar que ninguém se faz Papa, não existe “candidatos” eleitos em votação democrática. É Deus quem o escolhe para colocá-lo à frente de Sua Igreja por meio de um Conclave (votação secreta dos cardeais com menos de 80 anos). O cargo é vitalício, e na história da Igreja, apenas quatro Pontífices renunciaram à Cátedra de Pedro. Bento XVI entra para a história como o 5º a renunciar como Bispo de Roma

O Papa, junto com seus sucessores, os bispos, são o fundamento visível da unidade da Igreja Católica. É ele quem deve confirmar os irmãos na fé, com espírito de serviço e caridade, pois esta foi a missão confiada a ele pelo próprio Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21, 17).

O Papa dispõe, para os católicos, de autoridade religiosa em matéria de fé e moral. É igualmente quem aprova e, geralmente, preside as cerimônias de beatificação ou canonização, assim como nomeia os cardeais. O Concílio do Vaticano I, de 1869-1870, definiu o dogma da “Infalibilidade Papal”, pelo qual os pronunciamentos oficiais do Papa, em unidade com o colégio universal dos bispos,  a respeito da fé e moral não apresentam possibilidade de erro.

Seguir o Sumo Pontífice é a certeza de estar em comunhão plena com Cristo, por isso se diz que o Papa é fundamento visível da unidade.

Seja Feliz!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Perseguição do Século XX e o Terceiro Segredo de Fátima

O tema que continuo apresentando é atualíssimo e sério. Precisamos, neste ANO DA FÉ, buscar a conscientização e a conversão, buscar viver uma fé autêntica, pois a perseguição À Igreja de Cristo é real e a Igreja somos nós. Então, somos nós que estamos sendo perseguidos! Acorda Cristão! Lute pela sua Fé, lute pelo Seu Deus! Lute pelo Céu!

O século XX pode ser considerado o século com o maior número de mártires de toda a história do cristianismo. Em Fátima, Nossa Senhora já alertava a Igreja sobre a perseguição que se espalharia pelo mundo

Tal como aconteceu no início do Cristianismo, o século XX também pode ser considerado o século dos mártires. Foram milhares de igrejas e conventos destruídos por regimes totalitários e o número de cristãos presos, torturados e mortos por confessarem a fé em Cristo superou os de toda a história.

“No Jubileu do ano 2000, o Papa João Paulo II fez uma celebração para lembrar os mártires do século XX. O Pontífice disse que só este século produziu mais mártires do que toda a história da Igreja”, contou o professor Felipe Aquino, professor de Teologia.

Veja a reportagem sobre a Igreja do século XX


Estes dados estão de acordo com um relatório de 2011 do Centro de Estudos das Novas Religiões (CESNUR) e apresentado em um seminário organizado pela Universidade Pontifícia Lateranense de Roma. Segundo o diretor do estudo, um sociólogo italiano chamado Massimo Introvigne, o número de martírios cristãos, no mundo, chega a 70 milhões, 45 milhões dos quais aconteceram no século XX.
Os regimes totalitários foram os que mais perseguiram o Cristianismo neste tempo. A Revolução Russa (1917), por exemplo, levou à morte cerca de 17 mil sacerdotes e 34 mil religiosos. O Comunismo declarou a religião como subversiva e inimiga do Estado. Igrejas, conventos e seminários foram fechados e destruídos. São incontáveis os números de mártires em países como União Soviética, Lituânia, Romênia, China, Vietnã, Camboja e Cuba.

A Santa Sé, por exemplo, entendeu que as mensagens de Nossa Senhora de Fátima estão profundamente ligadas a esta era dos mártires do século XX. O terceiro segredo – que muito se fantasiava sobre seu conteúdo – faz menção à opressão da Rússia sobre o mundo e sobre o martírio de milhares de padres, bispos e religiosos. (leia a interpretação do segredo feito pela Congregação para a Doutrina da Fé)


A imagem do Terceiro Segredo de Fátima mostra claramente os mártires do século 20, sobretudo os cristãos mortos durante o regime comunista

Assim irmã Lucia descreve o terceiro segredo:
“Vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que pareciam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato do brilho que, da mão direita, expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: ‘Penitência, Penitência, Penitência!’ E vimos, numa luz imensa que é Deus, ‘algo semelhante a como se veem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante”. Um bispo vestido de branco; ‘tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre’. Vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subiram uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz de troncos toscos, como se fora de sobreiro com a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas e, meio trêmulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho. Chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e, assim mesmo, foram morrendo um atrás outros os bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz estavam dois anjos, cada um com um regador de cristal na mão; neles recolhiam o sangue dos mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.”

Irmã Lúcia, durante um encontro com o Cardeal Tarcísio Bertrone, então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, antes da divulgação do segredo, disse que os segredos contidos na mensagem de Fátima se referem à luta do Comunismo ateu contra a Igreja, os cristãos e os mártires produzidos nesse século.

Fonte: Destrave - Canção Nova

Seja Feliz!