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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Como dialogar com seu filho adolescente - Prof. Felipe Aquino

Nossos filhos serão o que permitimos que eles sejam.
Saiba ser paciente e elogiar
Há um provérbio que diz: “Ame-me quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso”. Na adolescência, o mundo começa a se abrir para a criança. Os pais precisam compreender e ajudar os filhos nesta idade com especial carinho e atenção. Eles já foram adolescentes e devem recordar essa fase da vida. Na adolescência, tanto para o menino como para a menina, há mudanças fisiológicas consideráveis provocadas pelos hormônios do desenvolvimento da idade. De uma hora para outra, eles dão uma espichada no corpo e também no psiquismo. É a fase também em que descobrem o mundo, os amigos, as saídas de casa, as aventuras etc. É a fase da contestação.

O adolescente é como um pintinho que faz força para sair da casca do ovo; ele esperneia, quer se afirmar como “alguém”. “Não sou mais criança”. Algumas vezes, ele mostra alguma agressividade, rebeldia e quase sempre “é do contra”; tudo isto é da idade, e os pais têm que ter sabedoria e paciência para educá-los sem perder a calma. Isto não quer dizer abrir mão dos conceitos do certo e do errado, mas não perder a via do diálogo sem o qual nada será possível. E o mais importante é a amizade e o exemplo.

Assista: Risco da vaidade exagerada entre adolescentes

Esforce-se para se atualizar na realidade deles; as músicas, o computador, os jogos, as gírias, a moda etc. Não fique para trás; acompanhe-os para ter condições de orientar sem sufocar. Há algo de bom neste comportamento, às vezes excêntrico, que tanto irrita os adultos. É a fase em que o jovem busca a “liberdade” e a “independência”. Daí a importância de eles já terem sido ensinados pelos pais sobre o real sentido da liberdade e da independência, do amor, da fé, do namoro, das bebidas, da droga, da homossexualidade, da disciplina, do respeito aos outros etc., para que não caminhem por vias tortas. O leão é domado mais com uma pedra de açúcar na boca do que com o chicote.

Precisamos ser sábios o suficiente para saber aproveitar toda essa energia acumulada na adolescência. Sem ventos e correntes o barco não pode navegar, mas o marujo precisa saber aproveitá-los para que a viagem seja boa. Saiba dirigir a potência dos seus filhos para atividades que eles gostem e que lhes façam bem. Saibam dosar com inteligência e prudência as reprimendas, castigos e recompensas, tudo muito bem regado com diálogo e boa explicação de tudo. Saiba ser paciente e nunca deixe de dar outra oportunidade para que o jovem possa se redimir do seu erro. E saiba elogiar.

O bom castigo e a boa correção não podem faltar quando a falha é grave; eles, no fundo, querem ser educados e sabem que isso acontece, porque são amados por seus pais. Crianças sem correção chegam à conclusão de que não são amadas pelos pais, que não se interessam por elas. Mas a correção não pode ser violenta e muito menos humilhante. Às vezes, o adolescente irrita os pais e “os tira do sério”, mas é preciso estar predisposto a não perder a calma. O furacão passa. Não dê importância demais às palavras deles, pois, muitas vezes, estão extravasando os seus sentimentos mais secretos.

Lembro-me de um amigo que chegou às lágrimas quando leu, no diário de sua filha, o seguinte: “Aquele fdp do meu pai não me deixou ir ao show”. Ela já tinha obtido a permissão da mãe, mas o pai não a autorizou. Meu amigo quase morreu de desgosto; eu o fiz ver que a expressão da filha, embora grave, não podia ser motivo de uma crise; tudo devia ser resolvido com uma boa conversa. Pai e mãe precisam conversar antes de autorizar ou não algum pedido deles. Nunca um deles deve autorizar algo complicado sem antes ter falado com o outro. Isso evita que um seja jogado contra o outro.

Conquiste seu filho adolescente, não com o que você dá a ele, mas com o que você é para ele; tenha tempo para ele. Então, poderá educá-lo como deseja e poderá falar para ele dos perigos da vida que os espera e o caminho certo a seguir.
Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A Jornada está chegando!

Estamos na contagem regressiva
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Estamos na contagem regressiva para o grande momento da juventude mundial: a JMJ! As casas estão sendo ultimadas para acolher, a cidade se prepara com todas as logísticas para bem receber, os corações se abrem como os braços do Cristo Redentor para que todos se sintam em família aqui no Santuário Mundial da Juventude.

Todos serão muito bem-vindos! O Papa Bento XVI já havia convidado os jovens do mundo, e o Papa Francisco renovou, com entusiasmo, o convite no último Domingo de Ramos! Eis os tempos que estão chegando!

Os jovens anseiam por tempos melhores e nós rezamos para isso: que eles sejam protagonistas de um mundo novo. Essa nova sociedade deverá ser trabalhada com os valores do Evangelho que os jovens trazem no coração e na vida. As circunstâncias foram providenciais para que chegássemos até aqui com essas realidades que nos desafiam e nos remetem para o futuro com esperança. Aliás, este é o grande legado da JMJ: certeza de que os jovens renovem sua esperança e trabalhem, cada qual em sua realidade e cultura, por um mundo mais justo e humano. A pergunta feita, no simpósio “Ratzinger”, aqui no Rio de Janeiro, era justamente essa: o que faz com que o ser humano seja realmente “humano”? Nestes tempos de tantas perguntas e necessidades, queremos ser também uma parcela dessa resposta.


Renovo o convite para a sua presença e participação na Jornada Mundial da Juventude. Renovo este convite em nome do Santo Padre, o Papa Francisco, que, desde que assumiu o pontificado, tem nos dado mostra de sua preocupação e opção pela vida, pela paz e contra todo tipo de atentado contra a vida. Essa sua opção nasce de uma profunda entrega de si pela humanidade, participando assim da íntima vida com Cristo Jesus. A denúncia de um mundo injusto está sempre nas preocupações do Santo Padre, e ele nos dá sempre a proposta para que as situações se transformem.

O Santo Padre, o Papa Francisco, em breve chegará aqui no Rio de Janeiro e espera por todos vocês para que, unidos a ele pela fé em Cristo Jesus, possamos entoar um canto, um grito pela vida, justiça e paz. “Desejo dirigir-lhes, mais uma vez ainda, um convite a todos a acolher e testemunhar o “Evangelho da Vida”, a promover e a defender a vida em todas as suas dimensões e em todas as suas fases. O cristão é aquele que diz 'sim' à vida, que diz 'sim' a Deus vivo”.

Caros jovens, não tenham medo de se abrir a Cristo, pois Ele ama a todos vocês e quer contar com vocês na construção de uma nova sociedade. Neste Ano da Fé, o Santo Padre, o Papa Francisco, vem para este encontro com o objetivo, de juntos, encontrarmos com Cristo para fortalecer nossa fé e amizade com Ele. Em meio às transformações da sociedade, a Igreja tem consciência de que “as novas gerações são as mais afetadas por esta cultura do consumo em suas aspirações pessoais profundas... Em meio à realidade de mudança cultural, emergem novos sujeitos, com novos estilos de vida, maneiras de pensar, de sentir, de perceber e com novas formas de se relacionar. São produtores e atores da nova cultura” (DA 51).

Portanto, a Jornada Mundial da Juventude é a oportunidade que o Santo Padre, o Papa Francisco, terá para refletir, apresentar e seguir a Cristo Jesus, que nos quer Seus discípulos missionários, principalmente em meio aos jovens, os quais “representam um enorme potencial para o presente e futuro da Igreja. Os jovens são sensíveis para descobrir sua vocação a serem amigos e discípulos de Cristo. São chamados a ser 'sentinelas da manhã', comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido. Por sua generosidade, são chamados a servir seus irmãos, especialmente os mais necessitados, com todo seu tempo e sua vida. Têm capacidade para se opor às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos enganosos das drogas, do prazer, do álcool e de todas as formas de violência. Em sua procura pelo sentido da vida, são capazes e sensíveis para descobrir o chamado particular que o Senhor Jesus lhes faz. Como discípulos missionários, as novas gerações são chamadas a transmitir a seus irmãos jovens, sem distinção alguma, a corrente de vida que procede de Cristo e a compartilhá-la em comunidade, construindo a Igreja e a sociedade” (DA 443).

A JMJ é um momento profundo de busca da paz que só Cristo pode nos oferecer, como disse o Papa Francisco no Domingo de Ramos: para nós, cristãos, a fé deve ser vivida na alegria, em sintonia com a Cruz e um redobrado olhar para a juventude, futuro da Igreja. A Cruz é parte de um itinerário de vida. E é precisamente nela que Jesus resplandece como Rei, mas um Rei que proclama a paz. Na Cruz, o Senhor sente todo o peso do mal, mas, com a força do Amor de Deus, vence-o na Sua Ressurreição. Quando abraçamos a Cruz de Cristo com amor não somos inundados pela tristeza, mas pela alegria. Por isso, queridos jovens, conclamou-nos o Papa Francisco: “Imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus, agitando os ramos de oliveira; imagino-vos gritando o seu nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo”. E o Papa termina com um convite, que é dele, que é nosso, que é da essência do Cristianismo: “Levai a vossa Cruz, correspondendo ao convite de Jesus: 'Ide e fazei discípulos entre as nações' (cf. Mt 28, 19)”, que é o tema da Jornada da Juventude deste ano.

Vivemos um momento de mudança de época, quando os jovens se encontram como que desafiados, buscando novas certezas. Entre elas está a de que é possível encontrar o Cristianismo na vida. Pode ser que uma delas os oriente para a vida, para renovar-se e livrar-se das correntes do pecado e da morte que atingem todos nós, particularmente os mais jovens, os quais costumam ter a tentação mais perto quando não há ninguém para anunciar que pode haver um caminho diferente para viver.

Venham! Esperamos todos vocês de coração aberto. Venham fazer parte da grande manifestação pública da fé em Jesus Cristo. Seja você, meu querido jovem, participante deste momento único da JMJ Rio 2013!

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
 Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) 

Seja Feliz!