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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Como será a grande provação da Igreja? (Prof. Felipe Aquino)

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O Catecismo da Igreja afirma com todas as letras que antes do Cristo voltar – e que ninguém sabe quando será – a Igreja passará por uma terrível provação. Jesus chegou a dizer que nem Ele e nem os anjos sabem quando será a Sua volta. Diz o Catecismo:

“Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes (Mt 24,12). A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra (Lc 21,12; Jo 15,19-20) desvendará o “mistério de iniquidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudomessianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne” (2Ts 4-12; 1 Ts 5,2-3; 2Jo 7; 1Jo 2,18.22). (n. 675)
A provação final será do tipo que “abalará a fé de muitos crentes”. Jesus perguntou: “Mas quando vier o Filho do homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18,8). E disse que: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniquidade, o amor de muitos esfriará. Aquele, porém, que perseverar até o fim será salvo. E este Evangelho do Reino será proclamado no mundo inteiro, como testemunho para todas as nações. E então será o Fim” (Mt 24,11-14).
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O que abalará a fé de muitos crentes será uma “impostura religiosa” de falsos profetas, isto é, uma falsa religião, uma falsa doutrina, que trará uma “solução aparente dos seus problemas” e, sobretudo a “apostasia da verdade”. A grande mentira será a “glorificação do homem” no lugar de Cristo. Não há como negar que vemos tudo isso acontecer hoje, aumentando a cada dia.

Essa provação já começou há muito tempo, e se intensifica. Já o ateu Ludwig Fuerbach (†1872), filósofo alemão discípulo de Engels, já dizia que “o homem é a medida de todas as coisas”. Nietsche, discípulo de Fuerbach, filósofo ateu, que morreu num hospício, falava da “morte de Deus” e do evento do “super homem”. Esses filósofos ateus e materialista impregnaram o mundo, sobretudo universitário, desse messianismo em que “o homem se glorifica a si mesmo” no lugar de Cristo. Eles são lidos por muitos universitários hoje.
Quando São Paulo escreveu aos tessalonicenses falando da segunda vinda de Cristo, deixou claro que os que se perderem, será por causa da “apostasia da verdade”. Leia com atenção o que São Paulo disse:
“Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus.”
São Paulo alerta que “o homem da iniquidade” “usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, “por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar… Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal” (2Ts 2, 9-11).
São Paulo insiste na questão da verdade. “Serão condenados todos os que não deram crédito à verdade”. Jesus ensinou que “a verdade vos libertará”. Ele disse a Pilatos que “veio ao mundo para dar testemunho da verdade”.
O demônio é “o pai da mentira” (Jo 8,44), e é especialista nesta arte de enganar os homens; mas Cristo o desmascara. O demônio usará de todas as seduções e mentiras para desviar os fiéis da “verdade que salva”, que Jesus trouxe ao mundo. Vemos o que diz o Catecismo: há um “levante contra tudo o que é divino e sagrado”.
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A verdade que nos salva, que Jesus pregou, os Apóstolos registraram nos Evangelhos e a Igreja ensina pelo seu Sagrado Magistério que Jesus institui para não nos deixar errar o caminho da salvação. Ele confiou esta Verdade salvífica aos Apóstolos, e lhes garantiu na Santa Ceia que nunca se enganariam: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (João 16,13). “Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos rejeita a Mim rejeita” (Lc 10,16). “Não temas pequeno rebanho, foi do agrado do Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32).

O nosso Catecismo garante que “Cristo quis conferir à Sua Igreja uma participação em sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade” (n.889). “O ofício pastoral do Magistério está, assim, ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar esse serviço Cristo dotou os pastores do carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes” (n. 890); e diz que goza dessa infalibilidade o Papa quando proclama um dogma e o Colégio dos Bispos quando se manifesta em um Concílio Ecumênico (cf. n.891).
Então, para nos livrarmos dos enganos e seduções de Satanás, pela mentira, pelo erro de doutrina que se propaga cada vez mais, pelos falsos profetas, cada vez mais abundantes, um meio seguro para a nossa salvação é o Catecismo da Igreja, que nos explica as verdades da Sagrada Escritura. Quando o Papa São João Paulo II o aprovou, em 1992, disse: “Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva de texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica” (Const. Fidei Depositum).
É aqui, meus irmãos e irmãs, que temos a âncora da verdade que nos livrará de todas as seduções mentirosas do mal, hoje e na hora da volta gloriosa de Cristo Nosso Senhor.
Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Papa elogiou teoria do Big Bang… há mais de 60 anos!

Por A Catequista em 30/10/2014

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Nesta semana, a mídia anunciou, como se fosse uma coisa revolucionária e muito inusitada, que o Papa Francisco disse que a teoria do Big Bang (que explica a origem do Universo) e a Teoria da Evolução (que explica a origem das espécies) estão corretas.
O tom de “oh, que coisa incrível!” das manchetes, somado à falta de conhecimento das massas sobre a Igreja, refletiu o sentimento de surpresa geral. Mas gente… em 1951, há mais de 60 anos (!!!), o Papa Pio XII já havia acolhido com extrema simpatia a Teoria do Big Bang, afirmando que ela era perfeitamente compatível com o ensinamento da Igreja sobre a criação do mundo pelas mãos de Deus. Maravilhado com a então chamada “Hipótese átomo primordial”, ele disse:
“Realmente parece que a ciência moderna, olhando para milhões de séculos atrás, conseguiu se tornar testemunha daquele primordial Fiat lux, pelo qual do nada irrompe, com a matéria, um mar de luz e radiação, enquanto as partículas químicas dos elementos se separam e se reúnem em milhões de galáxias.” (…)
“…com a concretude própria das provas físicas, a contingência do universo e a fundamentada dedução sobre a época em que o cosmo saiu das mãos do Criador. A criação no tempo, então; e, portanto, um Criador: Deus! É essa a voz, ainda que não explícita e nem completa, que Nós pedíamos à ciência, e que a atual geração humana espera dela.”
Discurso de Pio XII. 22/11/1951. Tradução: blog Tubo de Ensaio
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Einstein trocando uma ideia com Lemaître.
Como vocês veem, Pio XII não só aprovou a Teoria do Big Bang, como se empolgou com ela além da conta. Ele chega até mesmo a dizer que essa teoria era praticamente a prova científica da existência de Deus. Ao ouvir isso, o “pai” da teoria, o Padre – é isso mesmo, PADRE – Georges Lamaître fez chegar aos ouvidos do Papa um apelo do tipo: “Menos, Santidade… Meeeeeenos!”.
Quanto à teoria da evolução das espécies, o mesmo Pio XII, em 1950, já havia dito que, desde que mantida a devida prudência, a “o magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo” (Encíclica Humani Generis).
Temos que ser justos e dizer que ao menos a Folha de São Paulo publicou uma matéria bem ponderada, apresentando o parecer positivo de papas anteriores sobre essas teorias, como Pio XII, São João Paulo II e Bento XVI.
Voltando às declarações do Papa Francisco. Sobre a teoria da evolução e o Big Bang, ele afirmou:
“Quando lemos, no Gênesis, o relato da criação, corremos o risco de imaginar que Deus seja um mago com uma varinha mágica, capaz de fazer todas as coisas. Mas não é assim. Ele criou os seres e deixou que se desenvolvessem segundo as leis internas que Ele deu a todos, para que se desenvolvessem, para que chegassem à sua própria plenitude. Ele deu autonomia aos seres do universo ao mesmo tempo em que assegurou Sua presença contínua, dando o ser a toda realidade. E assim a criação avançou por séculos e séculos, milênios e milênios, até se tornar aquilo que conhecemos hoje, porque Deus não é um demiurgo ou um mágico, mas o Criador que dá o ser a todos os entes. (…) A evolução na natureza não contrasta com a noção de criação, porque a evolução pressupõe a criação dos seres que evoluem.” (…)
“O início do mundo não é obra do caos que deve sua origem a um outro, mas deriva diretamente de um Princípio supremo que cria por amor. O Big Bang, que hoje é visto como a origem do mundo, não contradiz a intervenção criadora, mas a exige.”
Discurso do papa Francisco. 27/10/2014. Tradução: Tubo de Ensaio
Conforme já havíamos explicado em um post anterior (leia aqui), o Gênesis não deve ser lido como um livro que traz um relato literal da criação. Ele é um livro de verdades teológicas. Assim, quando diz que Deus esculpiu o homem do barro, isso é uma verdade teológica, não científica. Ou seja, Deus pensou o homem em cada detalhe e o criou, mas o seu corpo pode ter se formado por meio de um processo gradual, pautado nas leis que Ele mesmo estabeleceu para reger a natureza.
Quer dizer que o Papa Francisco acredita que a espécie humana veio do macaco? Não! A teoria da evolução não diz que o homem “veio do macaco”; na verdade, homem e macaco teriam surgido a partir de um ancestral comum. E isso não abala em nada a revelação bíblica de que o homem foi feito “à imagem e semelhança de Deus”. Afinal, essa verdade não reside nos atributos físicos humanos, mas sim no espírito, na liberdade e no intelecto (explicamos isso no post “Jávé: Homem ou Mulher?“).
O interessante é que o papa Francisco, nessa declaração, rejeita a tapada ideologia evolucionista pregada pelos ateístas, que usam as teorias de Darwin para defender que tudo surgiu do acaso. Como bem disse Bento XVI, “Não somos o produto casual e sem sentido da evolução. Cada um de nós é fruto do pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um de nós é amado, cada um é necessário” (Homilia em 24/04/2005).
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Para saber mais, leia:
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