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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Inferno - São João Bosco

Deparei-me com este artigo, hoje, na internet.

Considerando o seu autor, São João Bosco, dispenso mais comentários.




Meditação I
Sobre o Inferno e a
Eternidade das Penas

Por São João Bosco
- Presbítero
Sobre o Inferno
1º)- O Inferno é um local destinado pela Justiça divina para castigar com suplícios eternos os que morrem em pecado mortal.

A primeira pena que os condenados padecem no Inferno é a dos sentidos, por ser todo o seu corpo atormentado por um fogo que arde horrivelmente sem jamais diminuir.

Esse fogo penetrará pelos olhos, pela boca e por todo o corpo, e cada um do sentidos padecerá uma pena especial.

Os olhos ficarão obscurecidos pelo fumo e pelas trevas, e aterrorizados ao ver os demônios e os demais condenados.

Os ouvidos não ouvirão incessantemente senão gritos, uivos, prantos e blasfêmias.

O olfato será atormentado com o mau cheiro do enxofre e betume ardentes, que o sufocará.

A boca sofrerá sede ardentíssima e padecerá uma fome canina: "Sofrerão fome como cães" (Sl 58,7; 15).Deus permitiu que o rico Epulão, em meio aqueles tormentos, dirigisse um olhar a Lázaro, pedindo por misericórdia uma gota de água para aliviar o ardor que o consumia; mas até esta lhe foi negada.

Aqueles infelizes, em meio às chamas, devorados pela fome e sede, atormentados por um fogo que não cessa, bradam, uivam e se desesperam.

Ah!Inferno, Inferno, como são desgraçados os que caem nos teus abismos!

E tu, meu filho, que dizes?

Se tivesses que morrer neste momento, para onde irias?

Se não podes suportar agora, se gritar de dor, a ligeira chama de uma vela na mão, como poderás sofrer aquelas chamas por toda a eternidade?

2º)- considera por outro lado, meu filho, o remorso que sentirá a consciência dos condenados.Sua memória, entendimento e vontade padecerão terrivelmente tormentos.

Recordarão continuamente o motivo porque se perderam, isto é, por terem querido satisfazer uma paixão qualquer, e esse pensamento será para eles um verme roedor que jamais morrerá.

Pensarão no tempo que Deus lhe tinha concedido para salvar-se da perdição; nos bons exemplos de seus companheiros; nos propósitos formados e não postos em prática.Pensarão nas pregações ouvidas, nos conselhos de seus confessores, nas boas inspirações pra deixar o pecado...E, vendo que já não há remédio, lançarão uivos desesperados.

A vontade jamais terá nada do que deseja, sofrendo pelo contrário todos os males.

O entendimento conhecerá o bem imenso que perdeu.A alma, separada do corpo e apresentada diante do divino tribunal, entreviu a beleza de Deus, conheceu sua bondade, contemplou por um instante o esplendor do Paraíso, terá ouvido talvez os dulcíssimos e harmoniosos cantos dos Anjos e Bem-aventurados.Que dor, vendo que tudo isso lhe é arrebatado para sempre!

Que horrorosos tormentos!Quem poderá suportá-los?

3º)- Meu Filho, que agora não te preocupas em perder a Deus e o Paraíso!Esperas por acaso conhecer tua cegueira, quando tantos companheiros teus, mais ignorantes e mais pobres do que tu, estiverem gloriosos e triunfantes no reino dos céus, e tu estiveres maldito por Deus e arrojado fora daquela pátria bem-aventurada, do gozo de Deus, da companhia da Virgem Santíssima e dos Santos?

Decide-te, pois, a servir ao Senhor, e faz penitência.Não aguardes para quando não haja mais tempo.Entrega-te a Deus.Quem sabe se esta meditação não será o teu último chamado da graça!Se não correspondes a ele, tu te expõe a que Deus te abandone e te deixe cair nos eternos suplícios.

Ah!Senhor, livrai-me das penas do inferno!
A eternidade das penas
1º)- Considera, meu filho, que se caíres no Inferno, dele jamais saíras.Nele se padecem todas as penas, e todas elas para sempre.

Passarão cem anos, mil anos, e o Inferno estará apenas começando; passarão cem mil anos, cem milhões de anos, milhões de milhões de anos e de séculos...e o Inferno estará ainda apenas começando.

Se um Anjo anunciasse a um condenado que Deus haveria de livrá-lo do Inferno depois de passar tantos milhões de séculos como gotas de água que há no mar, ou folhas de árvores e grãos de areia no mundo, essa notícia lhe causaria logo um consolo indizível."É certo, exclamaria, que é imenso o número de séculos que sofrerei, afinal, haverá um dia em que eles acabarão".

Mas, ai! passarão esses milhões de séculos e uma infinidade de outros, e o Inferno estará sempre apenas começando.

Cada condenado quereria poder dizer a Deus: "Senhor, aumentai quanto quiserdes minhas penas, e fazei-me permanecer aqui o tempo que quiserdes, contanto que me deis a esperança de ver este suplício acabar um dia!"Mas não!Esse término e essa esperança jamais chegarão.

2º)- Se ao menos o condenado pudesse iludir-se a si mesmo, pensando consigo: "Quem sabe se Deus algum dia terá piedade de mim e me tirará deste abismo!"

Mas, não!Jamais abrigará esta esperança!O condenado terá sempre presente a sentença de sua condenação eterna: "Este tormentos, este fogo, estes horríveis gritos, eu os terei para sempre".

Sempre! verá escrito nas chamas que o devoram.Sempre! na ponta das espadas que o transpassam; Sempre!, nas horríveis fisionomias dos demônios que o atormentam; Sempre!, naquelas portas fechadas que jamais se abrirão para ele!

Ó eternidade, ó abismo sem fundo!Ó mar sem limites!Ó caverna sem saída!Quem não tremerá pensando em ti?Ó maldito pecado, que tremendos suplícios preparas para quem te comete!Ah!Basta de pecados, basta de pecados em toda a minha vida!

3º)- O que deve encher-te de espanto é pensar que essa horrível fornalha está sempre aberta debaixo de teus pés e que basta um único pecado mortal para cair nela.

Compreendes, meu filho, isto que lês? Um pecado que cometes com tanta facilidade merece uma pena eterna.Uma blasfêmia, uma profanação dos dias festivos, um furto, um ódio, uma palavra, um ato, um pensamento obsceno, bastam para condenar-te às penas do Inferno.

Ah!meu filho, ouve atentamente o meu conselho; se a consciência te censura de algum pecado, vai imediatamente confessar-te para principiar logo uma boa vida; põe em prática todos os conselhos do teu confessor e se for necessário faz uma confissão geral; promete fugir das ocasiões perigosas, das más companhias, e se deus te chamar a deixar o mundo, obedece-Lhe com prontidão.

Tudo o que se faz para evitar uma eternidade de tormentos é pouco, é nada: "nenhuma segurança é excessiva quando está em jogo a eternidade", escreveu São Bernardo.

Oh!quantos jovens na flor da idade abandonaram o mundo, a pátria, a família e foram sepultar-se nas grutas e desertos, não vivendo senão de pão e água, às vezes só de algumas raízes!...E tudo isso para evitarem o Inferno!

E tu, o que fazes, depois de merecer tantas vezes o Inferno pelo pecado?

Lança-te aos pés de teu Deus e diz a Ele: "Senhor, vede-me pronto a fazer tudo o que quiserdes; já Vos ofendi demais até agora; de hoje em diante não Vos quero mais ofender; enviai-me, se preciso, todos os males nesta vida, desde que possa salvar minha alma".

Fonte: São João Bosco: 
O Jovem Instruído

(extraído de http://www.rainhadosapostolos.com/2007/05/o-inferno.html)

Seja Feliz!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Assunção de Nossa Senhora

Alegro-me intensamente com a Solenidade celebrada na data de hoje. Através de Maria, Sua Mãe Santíssima, Deus nos mostra o quanto nos ama e o que tem preparado na eternidade para nós, desde sempre e para sempre.

Feliz és Tu, Maria, porque acreditaste! Intercede por nosso Município de Guapimirim, na festa de hoje, sob o título de Nossa Senhora da Ajuda!

Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”

Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.

Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte. 

É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos. 

Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada no palácio real da glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!


E seja Feliz!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ode a Meu Pai

Ainda preciso de você, pai...

Ainda penso em te ligar, em ir a tua casa...

E não penso em desistir de te encontrar...

Por isso o nosso local de encontro agora é na Santa Missa...
Onde o mistério da Eucaristia, onde o próprio Cristo que se faz presente a partir do pão e do vinho, reunindo as Igrejas Caminhante (na Terra), Padecente (do Purgatório) e Triunfante (do Céu), faz-se a 'porta' onde podemos atravessar misticamente, e nos abraçarmos mais uma vez, pai querido.

Neste dia de finados, rezo pela tua vida eterna, junto de Deus!

A bênção, pai querido, e até a Eternidade!


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Expectativa de Reencontro


Algumas coisas são inigualáveis. O amor que une um homem e uma mulher é uma dessas coisas surpreendentes, que nos tiram o fôlego e nos fazem acreditar que tamanho sentimento não pode vir de nós, simplesmente. Então cremos em Deus, que se revela a partir daí, e nos faz enternecer, e nos faz mais humanos.

Amor assim não tem fim. É eterno, justamente porque vem de Deus.

Fica a saudade, mas ao mesmo tempo a grande expectativa do reencontro.

Paz ao Professor Felipe e toda a sua família.

Nota de falecimento

A Canção Nova manifesta o seu pesar pela morte de Maria Zila Romeiro Aquino, esposa do professor Felipe Aquino. Maria Zila faleceu nesta quarta-feira, dia 19 de setembro.

O enterro ocorrerá às 15h, desta quinta-feira, 20. O local ainda não foi informado pela família.

Zila, como era conhecida, foi casada com o professor Felipe Aquino, apresentador de programas na TV Canção Nova. O casal teve cinco filhos e uma linda história de amor e fidelidade.

“Porque a vida presente não é nada, e o meu sonho mais ardente é passá-la contigo, de maneira que estejamos certos de não sermos separados na vida futura que nos está reservada…” (São João Crisóstomo)


Leia hoje: São Lucas 7,36-50

E seja Feliz!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Um Pai na Terra e um Pai no Céu


Hoje eu te dou graças, Senhor meu Deus, porque me deste um Pai.

Um pai que me deu a vida, e só por isso eu já te seria muito grato.

Sei que muitas pessoas não conheceram seu pai, e sofrem muito por isso.

E acabam se revoltando contra Ti, esquecendo-se que a ausência do Pai da Terra não significa a ausência do Pai do Céu, que és Tu.

Tu não és um Pai ausente.

És Pai Onipresente!

Louvo e bendigo o Teu Santo Nome, Senhor meu Deus, porque me deste um Pai na Terra.

E mais que a vida que ele me deu, louvo-Te, Senhor, porque ele sempre me falou de Ti, e nunca mentiu ou omitiu algo sobre Tu e Teu amor por mim.

Ensinou-me o senso de honra, de verdade, de justiça, de respeito, de perdão.

E ensinou-me, acima de tudo, que eu mantenha tudo isso, mesmo que não seja retribuído.

Ele me ensinou e eu te louvo, meu Pai do Céu, porque eu aprendi, mesmo sem compreender.

Mas agora, olhando para mim e vendo todos os ensinamentos de meu Pai da Terra, confirmo, em minha vida, que é verdade tudo o que ele me ensinou sobre Ti, meu Pai do Céu.

Então, hoje, quando celebro os onze meses do passamento de meu Pai da Terra, eu me alegro pelo dom da vida que Tu, Pai do Céu, deste a ele, meu Pai da Terra, Raphael Sampaio!

E no passar dos dias, aguardo o dia em que poderei Te abraçar de novo, meu Pai da Terra, sob o olhar insondável do Pai do Céu!

Leia hoje: Salmo 101

E seja Feliz!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ironias de Deus

Às vezes acho Deus irônico.

Não, não é deboche.

Penso que o Senhor, em Sua Infinita Sabedoria, acaba sendo irônico.

Nós somos seres limitados e finitos. E extremamente egoístas.

Fechamo-nos em nossos 'mundinhos medíocres' e nos consideramos o centro do universo. 

Deus não habita nosso universo. Deus também não habita fora dele. Deus habita na eternidade. E a eternidade é o próprio Senhor, por assim dizer. Então, nada que possamos conceber em nossas 'cabeças medíocres' poderá conceber a perfeição de Deus.

Aqueles que conseguiram algo nesse campo, o fizeram reconhecendo o seu nada e por misericórdia do próprio Deus, e com o auxílio de Seu Espírito, o puderam conseguir.

Deus é insondável.

Nós somos miseráveis.

Então, quando percebo Deus agindo no nosso mundo, intervindo mesmo em nossas vidas, transformando-nos, ou transformando situações que pareciam perdidas em magníficas situações de cura, libertação, salvação, não posso deixar de ver as ironias.

Entenda bem o que chamo de ironia. Não são os atos salvíficos de Deus. Isto é misericórdia.

A ironia está em que, mesmo sem pedir, e às vezes mesmo não crendo em Deus, Ele vem e muda nossa vida. Leia a passagem de Atos dos Apóstolos sobre a conversão de São Paulo e você vai ver o que quero dizer.

Estes dias faleceu outra grande amiga de nossa família, e peguei-me pensando que desde que meu pai faleceu, em setembro do ano passado, várias pessoas conhecidas nossas também partiram para a eternidade.

A ironia que daí percebi foi que pareceu apenas estarmos aguardando que um deles se fosse para que todos o seguissem. O primeiro, então, foi o meu pai. Agora, estão indo todos os seus amigos. Será que meu pai está organizando os arquivos de São Pedro, e localizando 'fichas perdidas'?

Brincadeiras à parte, quando percebo acontecerem eventos assim, logo penso no quanto tudo isso é irônico.

Porque simplesmente não conseguimos entender ou interpretar esses sinais. De que Deus está nos preparando para também nos chamar, através das portas da morte, para Si.

E vendo a tantos partirem ao mesmo tempo, não fico mais pensando que morrerei quando for 'velhinho'...essa graça Deus deu a muitos, mas pode não dar pra mim!

Meu momento para me preparar para Deus é agora!

Deus pode até estar sendo irônico sim, para chamar minha atenção: "olhe, eu estou chamando teu pai, e depois os amigos dele, e depois será você!"

Acorde, cara! Talvez eu não tenha mais um dia!

E aí? Como será se Ele me chamar e eu não tiver resolvido a minha vida ainda, por achar que esse dia só virá para os outros? Isso sim, vai ser uma ironia eterna...


E seja Feliz!