Mostrando postagens com marcador Caridade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caridade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Qual é o Terceiro Segredo de Fátima? (Prof. Felipe Aquino)

Os acontecimentos, a que se refere o Terceiro Segredo de Fátima deixa o permanente apelo à oração e à penitência para a salvação das almas

Resultado de imagem para n sra fátimaInfelizmente, circula na internet um tal “Terceiro Segredo de Fátima”, que muito assusta as pessoas, como se o Papa João Paulo II não o tivesse revelado no ano 2000. No dia 26 de junho deste ano, foi revelado, com a devida autorização do Papa, o verdadeiro Terceiro Segredo de Fátima, que tanta curiosidade, medo e, às vezes, pavor, despertava no povo. Na verdade, houve muita fantasia prejudicial às pessoas. Nas suas três partes, o segredo nada tem de previsões sobre o fim do mundo nem de catástrofes ou flagelos.

Com a revelação do segredo, feita por meio da Sagrada Congregação da Fé, com uma interpretação feita, a pedido do Papa, pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI, prefeito da citada congregação na época, viu-se que se trata de uma visão do século XX, século este impregnado de mártires do comunismo, do nazismo e de outras forças inimigas da Igreja e de Deus. Milhões morreram pela fé.

Na entrevista que Dom Tarcísio Bertone, então Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, teve com a Irmã Lúcia, por ordem do Sumo Pontífice, em 27 de abril de 2000, no Carmelo de Coimbra, onde vivia a religiosa, esta, lúcida e calma, concordou com a interpretação do segredo, segundo a qual a terceira parte do Segredo de Fátima consiste numa visão profética, comparável às da história sagrada. Ela reafirmou a sua convicção de que a visão de Fátima se refere “sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos” e descreve os duros sofrimentos das milhões de vítimas do século XX.

Irmã Lúcia confirmou que a principal personagem do segredo era o Santo Padre e recordou como os pastorinhos tinham pena dele. Com relação ao “Bispo vestido de branco” (o Papa), que é ferido de morte e cai por terra, a Irmã concordou plenamente com a afirmação do saudoso Papa João Paulo II: “Foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala e o Santo Padre deteve-se no limiar da morte” (Meditação com os Bispos italianos na Policlínica Gemelli, 13 de maio de 1994).

É interessante destacar o que diz a Irmã Lúcia: “Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa”. A ela foi dada a visão, não a interpretação. Mais uma vez, vemos aí a importância da Igreja e do Pontífice. E a Irmã concordou com a interpretação dada pela Igreja. Na interpretação do segredo, já bastante publicado e conhecido, feita pelo Cardeal Ratzinger, alguns pontos merecem ser destacados:

1 – A palavra-chave da primeira e segunda parte do segredo é “salvar as almas”; a palavra-chave da terceira parte é “penitência, penitência e penitência”. O mesmo cardeal lembrou que a Irmã Lúcia lhe disse que o objetivo de todas as Aparições da Santíssima Virgem era fazer crescer, cada vez mais, a fé, a esperança e a caridade.

2 – A visão do anjo com a espada de fogo representa o perigo da destruição da humanidade por si mesma, por meio da guerra e de outras formas. O brilho da Mãe de Deus aparece como a força capaz de vencer as forças da terrível destruição.

3 – O sentido da visão não é mostrar um filme sobre o futuro, mas uma forma de orientar a liberdade humana a buscar o bem. Há que se evitar, portanto, as interpretações fatalistas do segredo, como se tudo já fosse traçado para acontecer, sem respeitar a liberdade dos homens. O futuro é visto como que num espelho, de maneira simbólica.

4 – Três sinais aparecem: uma montanha alta, uma grande cidade meio em ruínas e uma grande cruz de troncos toscos. A montanha e a cidade são o lugar da história humana, de convivência, mas de luta; como uma subida árdua no qual o homem destrói, com as próprias mãos, o que ele mesmo construiu (cidade em ruínas). No alto da montanha está a cruz, meta e orientação da história humana, sinal da miséria humana e promessa de salvação.

A visão mostra o caminho da Igreja como uma Via-Sacra, ladeado de violência, destruição e morte, mas também de esperança. Diz o cardeal que, nesta imagem, pode-se ver a história de um século que se finda. O século dos mártires, dos sofrimentos e das perseguições à Igreja. Século de duas guerras mundiais e de muitas guerras locais. No espelho desta visão, vemos passar as testemunhas da fé deste século.

O cardeal fez questão de recordar o que a Irmã Lúcia disse ao Papa João Paulo II, em 12 de maio de 1982, um ano após o atentado sofrido por ele: “A terceira parte do segredo se refere às palavras de Nossa Senhora: “Se não [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas”.

Os Papas deste século tiveram um papel preponderante na árdua “subida da montanha” do segredo. Desde Pio X até João Paulo II, todos os Santos Padres sofreram no caminho que nos leva à cruz.

5 – Destaca o mesmo cardeal que o fato de o Papa não ter morrido no atentado de 13/5/81 significa que não existe um destino imutável (na visão Sua Santidade aparece morta), e se a mão de Nossa Senhora guiou a bala para que não o matasse, é porque a força da oração e da penitência é maior do que as balas, e a fé é mais poderosa do que os exércitos. Tudo pode ser mudado pela oração e pela conversão!

6 – Por fim, a visão mostra os anjos que recolhem da cruz o sangue dos mártires e com ele regam as almas que se aproximam de Deus. O Sangue de Cristo e o dos mártires são vistos juntos a significar que o nosso sofrimento completa a salvação do mundo (cf. Cl 1, 24). O sangue dos mártires é semente de novos cristãos, como dizia Tertuliano. E assim, o terceiro Segredo termina com uma forte mensagem de esperança: nenhum sofrimento é vivido em vão se é acolhido na fé. É de todo o sofrimento e de todo o sangue derramado pela Igreja, no século XX, que brotarão as forças de um novo Cristianismo no século XXI. Haverá uma forte purificação e uma renovação que já se faz sentir no coração da Igreja. É a eficácia salvífica que brota do Sangue de Cristo misturado ao dos Seus mártires.

7 – Os acontecimentos, a que se refere o segredo, já são do passado; fica o permanente apelo à oração e à penitência para a salvação das almas. O cardeal termina afirmando que a certeza de Nossa Senhora de que, por fim, “o meu Imaculado Coração triunfará” significa que um coração voltado inteiramente para Deus é mais forte do que as pistolas ou as outras armas de fogo. A mensagem do Terceiro Segredo é uma mensagem de confiança no Cristo que venceu o mundo (cf Jo 16, 33).

Estive em Portugal, logo após a morte de Irmã Lúcia, em Coimbra, com a Dra. Branca, que cuidou da religiosa até a sua morte. A médica disse-me que Irmã Lúcia concordou inteiramente com a revelação feita pela Igreja sobre o segredo e que mais nada havia a revelar. Portanto, é preciso cessar a divulgação de um falso Terceiro Segredo de Fátima, como se a Igreja não tivesse revelado o verdadeiro.


Felipe Aquino
Professor Felipe Aquino é viúvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino



quarta-feira, 29 de abril de 2015

Por que a Igreja cobra espórtulas e taxas? (Prof. Felipe Aquino)

Como meio de sustentação legítimo, a espórtula não configura o comércio com as coisas sagradas
Espórtulas são os valores cobrados pela Igreja quando esta ministra alguns sacramentos como batismo, crisma e matrimônio; especialmente a Santa Missa por alguma intenção especial.
download (3)
Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro que essa medida longe está de querer cobrar pelo sacramento ministrado. Cada um deles é impagável, porque custou o preço do Sangue precioso de Jesus para a nossa salvação. Os sete sacramentos brotaram do coração de Jesus transpassado pela lança na cruz. É por meio deles que as graças da salvação, conquistadas a nós por Cristo, chegam a nós, e isso é impagável!
Então, por que a Igreja cobra uma taxa para celebrar alguns deles?
A prática das espórtulas é inspirada no Novo Testamento e existe durante quase dois mil anos. Essa prática tem duplo sentido:
1) para quem oferece sua dádiva, é uma forma de participar, de maneira mais íntima, da oblação Eucarística e dos frutos desta. É expressão da fé e do amor com que tem acesso ao Pai por Cristo no Espírito Santo. Assim, as espórtulas se justificam como a expressão da fé e do amor dos fiéis que desejam participar mais intimamente dos frutos da Santa Missa.
2) para a Igreja é um meio de sustentação legítimo, baseado na tradição bíblica e que não se trata de simonia, isto é, de comércio com as coisas sagradas. Após o Concílio do Vaticano II (1962-1965), que fez um balanço da vida eclesial, considerando as suas necessidades, o Papa Paulo VI regulamentou as espórtulas da Missa, em 13/06/1974, quando publicou o Motu Próprio “Firma in Traditione”, em que dizia:
“É tradição firmemente estabelecida na Igreja que os fiéis, movidos por seu espírito religioso e seu senso eclesial, acrescentem ao sacrifício eucarístico um certo sacrifício pessoal, a fim de participar mais estritamente daquele. Atendem assim às necessidades da Igreja e, mais particularmente, à subsistência dos seus sacerdotes. Isso está de acordo com o espírito das palavras do Senhor: ‘o trabalhador merece o seu salário’ (Lc 10,7), palavras que São Paulo lembra em sua primeira carta a Timóteo (5,18) e na primeira aos Coríntios (9,7-14)”.
“O clero que, por seu trabalho, merece receber o necessário para se sustentar, deveria ter sua subsistência garantida por um sistema de financiamento independente de ofertas feitas por particulares ou pelos fiéis que peçam serviços religiosos”.

Depois disso, o assunto foi regulamentado também pelo Papa João Paulo II, em 22 de janeiro de 1991, no Decreto Sobre as Espórtulas, preparado pela Sagrada Congregação para o Clero. O Código de Direito Canônico, promulgado em 25/11/83, quando fala das espórtulas, diz, entre outras coisas:
Cânon 945 – § 1. “Segundo o costume aprovado pela Igreja, a qualquer sacerdote que celebra ou concelebra a Missa, é permitido receber a espórtula oferecida para que ele aplique a Missa segundo determinada intenção”.
§ 2. Recomenda-se vivamente aos sacerdotes que, mesmo sem receber nenhuma espórtula, celebrem a Missa segundo a intenção dos fiéis, especialmente dos pobres.

Cânon 946 –- “Os fiéis que oferecem espórtula para que a Missa seja aplicada segundo suas intenções concorrem, com essa oferta, para o bem da Igreja e participam de seu empenho no sustento de seus ministros e obras”.
Cânon 947 – – “Deve-se afastar completamente das espórtulas de Missas até mesmo qualquer aparência de negócio ou comércio.”
No início da Igreja, os cristãos, ao participarem da Santa Missa, levavam consigo dons naturais (pão, vinho, leite, frutas, mel etc.). Depois, passou a se fazer doações também em dinheiro por ser mais prático. A Igreja, como uma sociedade também humana e inserida neste mundo, precisa de dinheiro para exercer a missão de pregar o Evangelho, confiada a ela pelo próprio Cristo, desde os tempos d’Ele. Os doze apóstolos tinham uma caixa comum (cf. Jo 12,6). Jesus aceitava que algumas mulheres os ajudassem com seus bens, entre elas, Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza; Susana e várias outras (cf. Lc 8,1-3).
A primeira comunidade cristã em Jerusalém praticava a voluntária partilha de bens (cf. At 2,44; 5,1-6). Jesus elogiou a oblação da viúva no Tesouro do Templo: “Em verdade eu vos digo que esta viúva, que é pobre, lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava; ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver” (Mc 12,42-44).
E aqueles que não têm dinheiro para mandar celebrar a Santa Missa?
A Igreja reza diariamente por todas as grandes intenções e necessidades da humanidade (os doentes, os moribundos, os encarcerados, os falecidos etc.), também pelas almas do Purgatório em todas as Celebrações Eucarísticas. Assim, não há almas abandonadas no Purgatório por falta de dinheiro da parte dos familiares.
Quando todos os católicos pagarem o dízimo que a Igreja não obriga que seja 10% do que a pessoa ganha, embora isso seja bom–, então, certamente não será mais preciso cobrar taxas para a celebração dos sacramentos, como o batismo, o crisma e o matrimônio. Mas isso ainda não é comum; por isso a Igreja precisa das taxas para suas necessidades materiais.
O Código de Direito Canônico afirma:
Cânon 222 § 1. “Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros.”
O que o Catecismo da Igreja Católica diz no §2043: “Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, às necessidades materiais da Igreja”.

Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Santidade e Serviço vêm da escuta da Palavra

Neste final de semana, servindo na Pastoral da Música, na Missa da noite, tive a oportunidade de executar uma canção muito bonita em sua melodia e muito profética em sua letra, uma belíssima oração.

O nome da música é "Sei que terei mais". 




Sei que terei mais

Suely Façanha
Sei que és caminho, sei que és verdade e vida
Sei que és amor, sei que és Senhor e Deus, Jesus

Tua palavra eu quero viver mesmo que tudo eu venha a perder
Tua palavra eu quero viver mesmo que a vida eu venha a perder

Sei que terei mais lá no céu, terei muito mais lá no céu
E uma verdadeira vida aqui, perto de ti, felicidade sem fim

Faz de mim o sal da terra, faz de mim a luz do mundo
Sejas tu o meu sabor, minha luz e meu Senhor e Deus, Jesus


Sei que terei mais lá no céu
Terei muito mais lá no céu


Chamei-a de canção profética, porque ela nos dá a oportunidade de assumirmos o (tão e sempre adiado) compromisso com o Senhor, que nos chama à santidade pelo serviço da caridade ao próximo.

Deus nos chama a ser santos. Ser santo não é uma obrigação que se impõe ao Cristão, visto que é a própria essência do 'ser cristão'. Não se pode compreender o 'ser cristão' sem a vivência da santidade, que é galgada dia-a-dia, passo-a-passo, no trabalho de cada dia. O fato de estar vivo e vivendo o agora, com tudo o que ele nos traz é o desafio a ser enfrentado na fé, na graça de Deus, para chegarmos ao próximo passo a ser dado rumo à meta: tornarmo-nos iguais a Cristo, sermos outros Cristos.

Também não se compreende um cristão que não vive a radicalidade da fé, isto é, que conhece a Palavra de Deus, Seu chamado fecundo, e não faz germinar a Palavra em seu espírito, e não a coloca em prática, no serviço aos irmãos.

Muitos talvez não o fazem por não compreenderem o que seja servir aos irmãos. Ora, é simples: Com os seus dons, com a sua individualidade, que é única, você tem toda a capacidade dada por Deus para ser feliz, fazendo o que você já faz. Basta mudar o foco: visar o bem comum em todas as coisas que fizer e disser. Até num sorriso! Se for por amor a Deus, é serviço de caridade! 

Ouça a música e ore com ela, e espero que você possa escutar a voz do Senhor na mesma ou até em maior intensidade que eu, ao tocá-la.

E seja Feliz!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Francisco aproveita férias para preparar próxima encíclica e exortação

Esboços e manuscritos

Nova exortação deve sair até 24 de novembro, na conclusão do Ano da Fé


Francisco aproveita férias para preparar próxima encíclica e exortaçãoO Papa Francisco tem aproveitado esse período de verão no Vaticano para escrever. Tendo renunciado às férias em Castel Gandolfo, o Santo Padre se dedica aos esboços de uma nova exortação apostólica, sobre a nova evangelização, e ao projeto de uma nova encíclica sobre a pobreza: “Beati pauperes”.

A exortação deve sair até 24 de novembro, quando se conclui o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Emérito Bento XVI. O documento retoma o conteúdo e o esboço da exortação pós-sinodal da Assembleia Geral dos bispos sobre a nova evangelização, realizada no Vaticano em outubro passado.

Como revelado pelo próprio Francisco, o tema será abordado num contexto mais amplo, inspirando-se na “Evangelii nuntiandi“, exortação de Paulo VI, de 1975; uma firme referência para o Papa.

Já a nova encíclica, a “Beati pauperes” (Beatos os pobres) será centrada no tema da pobreza – tão querido ao Papa da “Igreja pobre e para os pobres”. O texto não deve interpretar a pobreza no sentido ideológico ou político, mas evangélico, como disse Francisco recentemente. O próprio título é extraído das Beatitudes evangélicas e do “discurso da montanha”: as beatitudes que Francisco, em seu tuíte de quinta-feira, 22, propõe como um “ótimo programa de vida para todos nós”.

Enquanto os textos são preparados, a primeira encíclica de Francisco faz sucesso na Itália. Em um mês, a “Lumen fidei” já vendeu mais de 200 mil cópias. A encíclica publicada recentemente conta com as reflexões de Bento XVI, que iniciou sua escrita.

fonte: Canção Nova

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Você é livre!

Um dos componentes mais constantes que encontro nas pessoas é a vaidade e o amor-próprio.

Mas não quero falar desses vícios com leviandade. Tenho descoberto que atitudes assim são máscaras. Frutos de traumas bem antigos e muito bem enraizados na alma.

E ninguém deve viver se escondendo de si mesmo.

Muito glamour, muita 'apoteose', muita festa, festa, festa...isso é sempre sinal de muita dor, dor, dor...É algo assim: "se eu parar e silenciar, vou ouvir os meus fantasmas berrando dentro de mim, me apavorando...não!" - e tornam-se pessoas alegres demais, barulhentas demais, e entretanto, frágeis demais. É nesse ponto que eu quero me concentrar.

Saber lidar com isso não é tão simples como parece. Mas é preciso aprendermos a lidar com isso.

A maioria das pessoas se esconde atrás de si mesmas, por medo de serem quem são, em consequência de traumas e decepções. Vivem em fuga.

E criam para si "perfis", "adornos" para si mesmas, para mostrarem aos outros. E se sentem confortáveis (seguras?) por trás de suas máscaras.

Uma das maneiras mais eficazes de você conhecer a verdadeira personalidade de alguém é nos transtornos, às vezes corriqueiros do dia-a-dia, às vezes não.

Escondemo-nos muito bem atrás de nossas "máscaras", de nossos "perfis".

Hoje, com a ajuda das redes sociais, isso ficou ainda mais fácil. As pessoas "criam um perfil" e vão vivendo as fantasias virtuais. Lá, são quem não conseguem ser na vida real.

Eu dizia que uma das maneiras de se conhecer alguém, verdadeiramente, é naqueles momentos de contrariedade. Mas, absolutamente, não é a melhor.

As pessoas, pressionadas por uma determinada situação, acabam sempre traídas por si mesmas, e se revelam - ainda que por alguns instantes.

Para um olhar treinado, é fácil detectar aquele lampejo de fúria que aparece no olhar, ou aquele trisnado súbito na voz, ou aquela mão que encrespa, ou a sombrancelha que se contrai, ou o sorriso desdenhoso...

Outra prova disso vem da forma como a pessoa passa a tratar você, depois de uma situação em que você a colocou em 'saias justas'. Sempre com ironias, irritadiça, e até evitando um contato direto - olho-no-olho. Provas de que você a colocou diante de si mesma, de que você a revelou, e a fez lembrar-se de alguém que ela realmente é, mas não aceita, e quer manter oculta, morta e enterrada dentro de si mesma.

Na opinião dessas pessoas, máscaras não devem ser tiradas. E num confronto, ainda que acidental, ao atinjirmos esse 'nervo', corremos o risco de nos tornar desafetos dessas pessoas!

Isso faz muita gente sofrer, pois em geral é muito comum nos confrontarmos assim com nossos familiares, de quem somos mais próximos, mas também pode acontecer em nosso ambiente de trabalho, ou numa condução, ou na rua.

Mas a caridade fraterna nos ensina que devemos ajudar nossos irmãos a se libertarem de si mesmos. Ninguém deve viver 'espremido' por seu passado, por suas dívidas, por sua sexualidade ferida ou agredida ou enrustida, por sua afetividade reprimida pela incompreensão dos pais, ou do marido, ou da esposa, por se achar feio/a, ou não tão inteligente...

Isso tudo leva à morte da alma, e nos faz sofrer terrivelmente, e toda dor é vazia, até encontrar seu significado na Cruz de Cristo. Não o Cristo morto, mas o Cristo que passou pela Cruz, passou pela dor humana, carregou-a em seus ombros, dando-lhe um significado transcendente, e verdadeiramente libertando-nos de toda essa opressão. 

Jesus na cruz nos fez livres de nossos egos feridos. Jesus na cruz deu-nos o passaporte para a felicidade. Jesus na cruz nos mostrou o caminho para a luz.

Se continuamos dentro de nossos casulos, é porque ainda não entendemos o significado de Jesus na cruz. Ainda não fizemos a 'passagem", a Páscoa.

Se continuamos sofrendo ocultamente, é porque ainda estamos com medo de que, ao aceitar Jesus na cruz, aceitaremos também as suas dores.

Errado.

Na cruz de Jesus, somente Ele sofreu. Sozinho. Esse foi o sentido do sentir-se abandonado pelo Pai. 

Jesus não podia compartilhar essa dor conosco, pois ele a estava sofrendo por nós. Em nosso lugar. Como diz o profeta, "Ele tomou sobre si as nossas dores" (Is 53,4). As nossas dores. Nossas. Não dEle.

Então não há nada a temer. Você pode deixar a sua máscara. Você pode deixar ir embora a sua dor. Você pode mudar o seu "perfil". Sair do casulo que lhe sufoca (há quantos anos?). Voe. Você é livre. Diga, bem forte: "Senhor, que eu veja a Luz!"

Jesus na cruz o libertou. Que Graça Maravilhosa!

Quando você conseguir compreender isso, você sentirá as amarras caindo.


E seja Feliz!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Lição de Humildade

Não faz muito tempo - alguns dias - eu fui rotulado de 'grosseiro'. 

Sei que minha atitude, que gerou o comentário, foi altiva, até porque tenho a atitude de minhas convicções, e se assim agi, foi por defesa delas. Mas, depois, analisando os fatos, vi que meu comportamento não foi mais forte do que a atitude de quem me rotulara.

Isso nos leva a pensar o seguinte.

É difícil agradar aos outros, por isso nem tento. Mas contemporizo, quanto possível. Pois esse é o essencial. Evitar litígios. Não estou falando que devamos falsear nossos temperamentos, ou fingir sorrisos ou 'caras-feias'. Sejamos justos. Isso basta.

Extrapolamos? Com certeza! Eu confesso que extrapolo, e muito! Meus temperamentos vêm das terras da Cidade Eterna - La Mama Itália! - mas também vem de lá a Fé que professo. E justamente por isso, lembro-me sempre de um Santo sul americano que pedia a Deus: "controle meu gênio, Senhor!", por saber que era de temperamento difícil.

Pensamos que nos falta a humildade. Nada disso! Dia desses ouvi de um sacerdote o seguinte: "Ser humilde é ser sincero. É ser verdadeiro. É ser coerente, mas sem ser rude." Muitos pensam que ser humilde é viver de cabeça baixa e dizer 'amém' pra todo mundo... Isso é ser subserviente, o pior a que um ser humano pode se rebaixar. Não somos menores nem maiores que ninguém! Porque, diante de Deus, somos todos iguais!

Já ouviu falar da 'lógica eisteniana'?

O que nos faz diferentes são os dons que Deus nos dá.

Nos fazemos 'servos' dos outros, numa atitude livre, não de escavidão, por amor. Por caridade.

Ser acusado de faltar a caridade não me incomoda. Conheço meus pecados melhor do que qualquer um, pois meus pecados vêm de meu coração, e eu coloco, diariamente, o meu coração diante do altar de Deus, e peço que Ele tenha misericórdia de mim e me coloque no meu lugar.

O que me incomoda é saber que alguém que nos acusa de algo, acaba sofrendo do mesmo mal com o que rotula o outro. Correção fraterna é uma coisa. Acusar alguém, pelo simples fato de nossa atitude ter ido em confronto com suas opiniões e conceitos sobre algo, ou alguém, é outra. Até porque divergir pode ser educativo.

Crescemos, diante de uma atitude de conflito, para podermos superá-la. O processo de amadurecimento do ser humano passa pela senda das crises, também. Crescemos, quando nos abrimos para colher o que é positivo na crise. Como disse Nietzche, "o que não provoca a minha morte faz com que eu fique mais forte".

Diante da situação que me ocorreu, não parei no comentário feito e fiquei 'ruminando'. Avaliei a situação; e dela retirei o que havia de bom para mim. A primeira coisa que me veio foi compreender a atitude do outro. Seus motivos, suas inquietações. Minha atitude poderá ter-lhe sido benéfica, também, se o tirou de seu lugar-comum, e fê-lo dar um passo em direção a seu amadurecimento e crescimento interior. Se sim, dou graças a Deus.

Coloquei-me diante de Deus, e Ele me respondeu com o Salmo 72: "Então foi em vão que conservei o coração puro...? Reflito para compreender esse problema, e mui penosa me pareceu essa situação, até o momento em que entrei em vosso santuário...para mim, a felicidade é me aproximar de Deus, é por minha confiança no Senhor Deus." (Sl 72,13.16-17a.28a).

Vivemos esses dias soleníssimos da Páscoa do Senhor, e da festa da Misericórdia. Estamos encontrando, no Papa Francisco, um homem de uma sabedoria singular, e de uma expressão vívida da verdadeira humildade e caridade cristã.

Em sua homilia, ontem, o Papa Francisco nos ensina que o verdadeiro amor cristão é rebaixar-se a si mesmo, na humildade, assim como fez Deus, em Sua kenosis.

Isso nos mostra que temos muito que aprender. Não conosco, mas com Aquele que nos criou e nos amou até a morte, e morte de cruz.

No fim, devo agradecer a quem me criticou. Cresci mais um degrau como ser humano.

Lição aprendida, que esperarei viver com a graça de Deus. Amém!


E seja Feliz!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Vida Cristã: Como o cristão deve dar esmola?



Quando ouvimos esta palavra ESMOLA vem logo a nossa cabeça algumas moedas ou um trocadinho que tiramos do bolso para dar a um pedinte na porta de casa, no farol de transito ou nas calçadas de nossa cidade. Quase sempre é algo que nos sobra ou um restinho do que a gente tem, mas esmola, CARIDADE é muito mais do que isso. É dar mais de si do que daquilo que se tem. Precisamos sim assistir aos nossos irmãos nas suas necessidades, a fome não espera, mas esmola é muito mais que assistencialismo é dar vida, dignidade, tirar o irmão da situação que ele se encontra. Dar algo material é muito mais fácil e cômodo do que dar de si, do seu tempo, das suas capacidades, daquilo que você sabe fazer, e principalmente do amor humano carregado do amor Divino.
Se a Oração celebra o relacionamento do Homem com Deus e daí todos os frutos dela fazem o homem abrir não somente as mãos, mas os braços e o coração. O Jejum abre e une os homens entre si. A cruz simboliza muito bem o que é a nossa fé, dimensão horizontal e vertical. A esmola celebra o relacionamento do homem com o seu próximo, na virtude Teologal da Caridade. Este assunto é polemico para quem não entende que esmola não é somente dinheiro, é doar-se concretamente ao próximo.

O que significa a esmola? Dar esmola significa dar de graça, dar sem interesse de receber de volta, dar sem egoísmo, sem pedir recompensa, em atitude de compaixão. Nisto ele imita o próprio Deus no mistério da criação e a Jesus Cristo, no mistério da Redenção. Jesus fala sobre esta verdadeira caridade na parábola do Bom Samaritano (cf. Lucas 10,25-37) quem é o teu próximo?

O homem recebeu tudo do seu criador. Tudo quanto tem, possui-o porquê recebeu. Ora, se Deus dá de graça e se o homem é criado à imagem e semelhança de Deus, se Cristo se doou totalmente, dando sua vida, também ele será capaz de dar de graça. Ao descobrir que dentro de si existe a sublime capacidade de dar de graça, a exemplo de Deus e de Cristo, brota nele o desejo de celebrá-la.

Quando, pois, na Quaresma a Igreja convoca a todos os fiéis a darem esmola, ela comemora aquele que por excelência exerceu a esmola: Jesus Cristo. Convida o homem à atitude de abertura ao próximo, convida-o a servir ao próximo com generosidade e desprendimento. Ora, neste momento a esmola começa a significar toda esta atitude de doação gratuita. Não só de bens materiais, mas o tempo, o interesse, as qualidades, o serviço, o acolhimento, a aceitação. E todo este mistério de abertura e gratuidade em favor do próximo na imitação de Deus e de Cristo possui então uma linguagem ritual. Tem valor de símbolo. Pela celebração da esmola a Igreja comemora a generosidade de Cristo que deu sua vida pelos seus e torna presente Cristo, dando-se a seus irmãos em cada irmão, formando o seu corpo. Assim, quando a Igreja convida os fieis a exercerem a esmola durante a Quaresma, sabe muito bem que não é pela esmola em si que ela vai resolver os problemas sociais e realizar a promoção humana, mas sabe também que é pelo que a esmola significa que ela vai realizar uma verdadeira promoção humana.

Portanto, não é a quantia que importa, mas o que gesto ou o rito da esmola significa. Exercitando a atitude da esmola durante a Quaresma, a Igreja quer levar os cristãos a viverem a atitude da esmola durante todo o ano, durante toda a vida. Descobrimos, então, que no exercício da esmola está contida a atitude de conversão, em relação ao próximo.

Padre Paulo Ricardo: Como o cristão deve dar esmola?

O que diz o Catecismo da Igreja Católica:
No Batismo, Deus infunde na alma, sem nenhum mérito nosso, as virtudes, que são disposições habituais e firmes para fazer o bem. As virtudes infusas são teologais e morais. As teologais têm como objeto a Deus; as morais têm como objeto os bons atos humanos. As teologais são três: fé, esperança e caridade.
Com relação à Virtude Teologal da caridade, ou seja, do amor, deve-se ter em conta que o amor a Deus e o amor ao próximo são uma mesma e única coisa, de modo que um depende do outro; por isto, tanto mais poderemos amar ao próximo quanto mais amemos a Deus; e, por sua vez, tanto mais amaremos a Deus quanto mais de verdade amemos ao próximo.

§1822 A CARIDADE é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.

§1823 Jesus fez da caridade o novo mandamento. Amando os seus “até o fim” (Jo 13,1), manifesta o amor do Pai que Ele recebe. Amando-se uns aos outros, os discípulos imitam o amor de Jesus que eles também recebem. Por isso diz Jesus: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor” (Jo 15,9). E ainda: “Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12).

§1824 Fruto do Espírito e da plenitude da lei, a caridade guarda os mandamentos de Deus e de seu Cristo: “Permanecei em meu amor. Se observais os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (Jo 15,9-10).

§1825 Cristo morreu por nosso amor quando éramos ainda “inimigos” (Rm 5,10). O Senhor exige que amemos como Ele, mesmo os nossos inimigos, que nos tornemos o próximo do mais afastado, que amemos como Ele as crianças e os pobres.

O apóstolo S. Paulo traçou um quadro incomparável da caridade: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (l Cor 13,4-7).

§1826 Diz ainda o apóstolo: “Se não tivesse a caridade, nada seria…”. E tudo o que é privilégio, serviço e mesmo virtude… “Se não tivesse a caridade, isso nada me adiantaria”. A caridade superior a todas as virtudes. E a primeira das virtudes teologais “Permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade” (1 Cor 13,13).

§1827 O exercício de todas as virtudes é animado e inspirado pela Caridade, que é o “vinculo da perfeição” (Cl 3,14); é a forma das virtudes, articulando-as e ordenando-as entre si; é fonte e termo de toda prática cristã. A caridade assegura purifica nossa capacidade humana de amar, elevando-a a feição sobrenatural do amor divino.

§1829 A caridade tem como frutos a alegria, a paz e a misericórdia, exige a beneficência e a correção fraterna; é benevolência; suscita a reciprocidade; é desinteressada e liberal; é amizade e comunhão:
A finalidade de todas as nossas obras é o amor. Este é o fim, é para alcançá-lo que corremos, é para ele que corremos; uma vez chegados, é nele que repousaremos.

§1844 Pela Caridade, amamos a Deus sobre todas as coisas e a nosso próximo como a nós mesmos por amor a Deus. Ela é o “vínculo da perfeição” (Cl 3,14) e a forma de todas as virtudes.
A vida fraterna na família, no trabalho e na comunidade paroquial é o ambiente ideal para vivermos de maneira concreta a Caridade. Portanto, dar tudo e de melhor a Deus e aos irmãos e não as migalhas e muito menos aquilo que nos sobra.  Qual tem sido a qualidade de sua vida fraterna e de seus gestos concretos com seus irmãos? 

Oração: Senhor daí-nos experimentar primeiro o Teu amor por nós e depois amaremos profundamente a Ti e a nossos irmãos, “pois sem Ti nada podemos fazer”. Eu quero e sei que este caminho é o caminho da perfeição, por isso, derrama sobre nós o Teu Espírito Santo, é Ele quem nos revela o Amor do Pai e do Filho, a clareza dos nossos pecados e a graça da conversão para poder amar de verdade a Deus e aos nossos irmãos.
Conte com as minhas orações.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador do Pré-discípulado.

* Fonte de pesquisa: Livro Celebrar a vida Cristã, Frei Alberto Beckhauser, OFM. Editora Vozes, 1991 * § Catecismo da Igreja Católica

Fonte: Blog do Pe. Luizinho

Leia hoje: São Lucas, 11,14-23

E seja Feliz!

quarta-feira, 6 de março de 2013

O que rezar durante a Sé Vacante?

Durante a Sé Vacante na Igreja, não devemos ficar inermes ao que está acontecendo, mas buscar sempre uma maior sintonia com o Espírito Santo, que continua, pelos acontecimentos, nos indicando a direção a seguir.

Principalmente nestes dias quaresmais, a oração, a meditação da Palavra de Deus e as orações próprias da Igreja, nos impulsionam à uma maior intimidade com o Pai.

Nós somos o Corpo Místico de Cristo, que é a Cabeça da Sua Igreja. Permaneçamos então unidos, e coloquemos nosso espírito em oração com a Santa Mãe Igreja, pedindo que o Senhor nos dê um pastor que conduza adiante, na Fé e na Caridade, a Sua Igreja, que somos nós!

Missal Romano dispõe de orações próprias para o período 
Sugestões de oração para o período de Sé Vacante
Orações do Missal Romano, para o período de Sé vacante, estão na pág. 885.

Durante o período de Sé vacante, a Igreja é convidada a rezar pela eleição do Sucessor de Pedro. A Missa, como principal oração dos católicos, pode ser celebrada especialmente nesta intenção.
Leia mais:

Para celebrar a Missa votiva pelo Conclave é necessário pedir autorização do bispo diocesano. Os formulários das celebrações para as diversas necessidades só podem ser usados nos dias de semana do período quaresmal com a devida licença episcopal. (cf. Instrução Geral do Missal Romano, n. 374).

Conheça as orações da Igreja para a eleição do Papa que também podem ser rezadas particularmente pelos fiéis.

Antífona de entrada (1 Sm 2, 35)
Farei surgir um sacerdote fiel,
que agirá segundo o meu coração e minha vontade.
Eu lhe darei uma casa que permaneça para sempre
e ele caminhará na minha presença todos os dias

Oração do dia
Ó Deus, pastor eterno,
Que governais o vosso rebanho com solicitude constante,
No vosso amor de Pai
Concedei à Igreja um pastor que vos agrade pela virtude
E que vele solícito sobre nós.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
Na unidade do Espírito Santo.

Sobre as oferendas
Ó Deus, sede compassivo para conosco,
e dai-nos, pelas oferendas que vos apresentamos,
a alegria de ver à frente de vossa Igreja
um pastor do vosso agrado.
Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão (Jo 15, 16)
Fui eu que vos escolhi e enviei
para produzirdes fruto,
e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor.

Depois da comunhão
Refeitos, ó Deus,
pelo sacramento do corpo e do sangue de vosso Filho,
dai-nos a alegria de possuir um pastor
que dirija o vosso povo no caminho da virtude
e faça penetrar em seu coração a verdade do evangelho.
Por Cristo, nosso Senhor.
(Extraídas do Missal Romano, pág. 885)

 Seja Feliz!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Compreensão é Caridade

Ainda há pouco, deparei-me com uma atitude tenaz de um superior, na empresa onde presto serviços.

Respondi-lhe os questionamentos, e ele, dando-se por satisfeito, retirou-se do departamento.

A isso, um colega veio me interpelar sobre a atitude arrogante do nosso superior. 

Disse-lhe que não se afligisse, pois nada do que aquele superior demonstrara com sua atitude tinha a ver comigo, pois o que ele precisava saber era algo banal. 

As pessoas, quando sentem-se fracas, em geral tendem a mascarar suas tibiezas com a arrogância, ou falsa altivez. Isso é ruim, pois, para um interlocutor mais atento, é facilmente detectável.

Não obstante, não devemos 'tirar vantagem' dessas situações, mas buscar, pela magnanimidade, compreender a fraqueza alheia, para não cairmos, nós também, nas nossas próprias fraquezas (a vaidade e o orgulho, por exemplo). Assim, mais do que fircarmos ressentidos com a forma como as pessoas nos tratam, devemos, antes de mais nada, avaliarmos se nossas atitudes provocaram a reação do outro, e, se não, buscar compreendermos melhor as atitudes do outro, pois em geral só vemos o exterior das pessoas, no trato do dia-a-dia, e muito nos falta esta sensibilidade de penetrar os corações de nossos semelhantes, pela paciência e mansidão.

Pela paciência e mansidão, chegaremos a uma justa correção fraterna.

Sei do que falo. Sou muito assim, e magoo muita gente. Por isso busco muito, pela oração e esforço, dominar-me. Meus defeitos são meus; é minha obrigação livrar-me deles, e não posso pedir aos outros que os carreguem para mim.

Este é o espírito Cristão: Sede mansos e humildes de coração, como O é Nosso Senhor!

Seja Feliz!