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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Santidade e Serviço vêm da escuta da Palavra

Neste final de semana, servindo na Pastoral da Música, na Missa da noite, tive a oportunidade de executar uma canção muito bonita em sua melodia e muito profética em sua letra, uma belíssima oração.

O nome da música é "Sei que terei mais". 




Sei que terei mais

Suely Façanha
Sei que és caminho, sei que és verdade e vida
Sei que és amor, sei que és Senhor e Deus, Jesus

Tua palavra eu quero viver mesmo que tudo eu venha a perder
Tua palavra eu quero viver mesmo que a vida eu venha a perder

Sei que terei mais lá no céu, terei muito mais lá no céu
E uma verdadeira vida aqui, perto de ti, felicidade sem fim

Faz de mim o sal da terra, faz de mim a luz do mundo
Sejas tu o meu sabor, minha luz e meu Senhor e Deus, Jesus


Sei que terei mais lá no céu
Terei muito mais lá no céu


Chamei-a de canção profética, porque ela nos dá a oportunidade de assumirmos o (tão e sempre adiado) compromisso com o Senhor, que nos chama à santidade pelo serviço da caridade ao próximo.

Deus nos chama a ser santos. Ser santo não é uma obrigação que se impõe ao Cristão, visto que é a própria essência do 'ser cristão'. Não se pode compreender o 'ser cristão' sem a vivência da santidade, que é galgada dia-a-dia, passo-a-passo, no trabalho de cada dia. O fato de estar vivo e vivendo o agora, com tudo o que ele nos traz é o desafio a ser enfrentado na fé, na graça de Deus, para chegarmos ao próximo passo a ser dado rumo à meta: tornarmo-nos iguais a Cristo, sermos outros Cristos.

Também não se compreende um cristão que não vive a radicalidade da fé, isto é, que conhece a Palavra de Deus, Seu chamado fecundo, e não faz germinar a Palavra em seu espírito, e não a coloca em prática, no serviço aos irmãos.

Muitos talvez não o fazem por não compreenderem o que seja servir aos irmãos. Ora, é simples: Com os seus dons, com a sua individualidade, que é única, você tem toda a capacidade dada por Deus para ser feliz, fazendo o que você já faz. Basta mudar o foco: visar o bem comum em todas as coisas que fizer e disser. Até num sorriso! Se for por amor a Deus, é serviço de caridade! 

Ouça a música e ore com ela, e espero que você possa escutar a voz do Senhor na mesma ou até em maior intensidade que eu, ao tocá-la.

E seja Feliz!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O valor do silêncio para ouvirmos a voz de Deus

Sem silêncio e solidão não há encontro com Deus, afirma padre

André Alves
Da Redação - Canção Nova

''As pessoas que não suportam o silêncio é porque, na verdade, não se suportam. Elas se sentem agredidas pelo silêncio ...'', afirma padre Paulo.
“O encontro com Deus não é possível se não silenciarmos, pois se Deus nos fala, precisamos estar prontos para ouvir”. É o que defende o padre Paulo Ricardo Azevedo Júnior, sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá (MT), neste mês em que o Santo Padre lembra aos católicos sobre o valor do silêncio.

Esta é uma das intenções de oração do Papa Francisco neste mês de setembro. A Igreja, junto com o Pontífice, pede a Deus para que os homens e mulheres deste tempo, “tantas vezes mergulhados num ritmo frenético de vida, redescubram o valor do silêncio e saibam escutar Deus e os irmãos”.

Em meio à correria da vida moderna, é comum perceber o pouco número daqueles que conseguem buscar esse encontro consigo e com Deus. Nesse sentido, Padre Paulo ressalta a realidade dos que, mesmo sem perceber, têm medo do silêncio ou da solidão, e por isso têm também a necessidade de estar sempre conectados a algo ou a alguém.

"As pessoas que não suportam o silêncio é porque, na verdade, não se suportam. Elas se sentem agredidas pelo silêncio, porque ele nos obriga a nos encontrarmos conosco mesmo", explicou o padre.

Silêncio: porta de encontro consigo e com Deus
Para o sacerdote, o encontro do indivíduo com ele mesmo é a porta que dá acesso a "Jesus, Vivo e Verdadeiro". "É a porta em que eu me abro para o Alto, me abrindo para dentro, para o encontro comigo mesmo", disse.

Portanto, segundo ele, o silêncio é fundamental na vida espiritual, no encontro com Deus que é Palavra. Sem silêncio não há encontro consigo mesmo, nem com Deus. Com isso, a vida espiritual não se desenvolve.

É possível promover esse tipo de encontro a todo o momento, diz o padre. "Se eu me encontro comigo, eu estou me recolhendo, por mais que haja barulho ao meu redor". No entanto - destacou - "é preciso também me dar um espaço de silêncio e solidão que, poderia dizer, é quase um hábito higiênico. As pessoas precisam também ter o hábito de ter um momento de recolhimento, seu, com Deus".

O silêncio e a solidão
Esse silêncio, porta para o encontro, está ligado à solidão, segundo o padre. Não se trata de um isolamento depressivo, mas um tipo de solidão que proporciona o contato com Deus, consigo mesmo e com o outro.
Na opinião de padre Paulo, as pessoas vivem agitadas, envolvidas por barulhos e experimentando corriqueiros encontros superficiais. "Não há encontros de coração a coração", afirmou. Os profundos encontros, segundo o sacerdote, acontecem quando duas solidões se encontram.
“Para a gente se encontrar com uma pessoa, a minha solidão tem que se encontrar com a sua solidão, ou seja, eu preciso enquanto pessoa me encontrar com alguém que sei, é uma outra pessoa que não vai saciar plenamente a minha sede de felicidade. São duas solidões que se encontram. Só assim é possível o encontro", esclareceu.

Entretanto, o único encontro capaz de produzir felicidade plena é o encontro com Deus. "O encontro com Deus é diferente no sentido que é Ele que consegue saciar essa solidão, mas ele fará isso plenamente no céu. Na vida de oração, a solidão e o silêncio estão juntos, porque estes são a condição para o encontro comigo mesmo e com Deus", completou.

A Igreja e o valor do silêncio
Nas diversas tradições religiosas da Igreja Católica, "a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas". Essa afirmação é do Papa emérito Bento XVI, em sua mensagem para o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Para o bispo emérito de Roma, é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de "ecossistema" capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons. Ele também afirma na mensagem que o silêncio é o canal de comunicação entre Deus e o homem, e do homem com Deus.

"Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora", escreveu o Pontífice.

Acesse:

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Saiba escolher entre tantas opções

Que bom! Entre tantas coisas que você tem para fazer, encontrou um tempinho de parar e ter contato com a Palavra de Deus. A leitura desse mês está no Evangelho de Lucas 10,38- 42, texto do 16º Domingo do Tempo Comum. Leia o texto, porque ele é curtinho. Você pode lê-lo várias vezes e, no silêncio, deixar que essa Palavra fecunde seu coração. Pare, agora, e escute o Senhor!

Espero que você tenha ido além da obvia pergunta: "Com qual das duas eu me pareço, Marta ou Maria?. podemos aprender com as duas. Jesus está naquela casa como visita, e todos nós fomos educados a darmos toda atenção quando chega, em casa, uma visita. Marta estava muito agitada, porque tinha muitas coisas para fazer, igualzinho a tantos de nós.

Maria Andrea/Arquivo CN


Quem centra sua vida nas coisas que precisa fazer, costuma não saber dar prioridade ao mais importante. Entre muitas coisas importantes, existem as principais, e quem não sabe organizá-las corre o sério risco de sempre exigir que os outros sejam e façam como eles. Assim como Marta, reclamam para Jesus de sua irmã Maria. Já percebeu que quem não sabe dar prioridade ao mais importante vive perdendo tempo?

Jesus ajuda Marta a perceber que, entre muitas coisas a fazermos, devemos começar por aquelas que são necessárias. Aqui, nesse Evangelho, a prioridade era ouvir a Palavra de Jesus. Parar para ouvir é a coisa mais rara na vida de alguém que, agitado pelos seus muitos afazeres, nunca pode “perder tempo” ouvindo os outros. Se você já pensou assim alguma vez, provavelmente, também vive agitado com muitas coisas e não saberá receber a visita de Jesus na sua vida.

Marta é uma mulher agitada pela quantidade de coisas para fazer. Muitos homens também são cheios de reuniões, trabalhos e atividades, que nem sobra um tempo para ouvir as pessoas de sua casa, veja lá uma visita que chegue sem hora marcada na agenda.

Agitadas por muitas preocupações, as pessoas estão perdendo a oportunidade de estarem juntas. Quando sobrar um tempo, quem sabe se lembrará de ouvir Deus, isso, é claro, se não tiver nada atrasado para ser feito!

Maria ficou aos pés de Jesus, não porque era preguiçosa ou porque estava fugindo do trabalho, provavelmente ela também estava fazendo alguma coisa; porém, quando Jesus chegou, Maria soube mudar o foco de sua atenção.

Jesus fala no Evangelho: “Maria escolheu a melhor parte”. Isso mostra que ela tinha outras opções, mas soube dar prioridade a estar com Jesus. A vida do cristão não é só oração e contemplação. Saber escolher um momento de parada só para ouvir a Deus vai, certamente, qualificando nossa ação e nos restaurando em tudo aquilo que depois precisaremos fazer.

Jesus ainda diz que a parte que Maria escolheu não lhe será tirada, e essa é uma boa dica para você investir em momentos de oração e escutar o Senhor, pois esse tesouro ninguém pode lhe tirar, a não ser você mesmo se fizer, entre tantas opções, uma escolha diferente da que Maria fez.

Encontre um tempo para ouvir Deus. Ele quer falar com você.

Padre Fabrício
Membro da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Por que esse ódio todo?

A grande motivação da perseguição é o medo
Imagem de DestaqueNo fim do mês de maio de 2013, monsenhor Tomasi, observador permanente da Santa Sé junto à ONU, fez uma declaração bastante chocante. Afirmou – certamente munido de boas informações – que, anualmente, são mortos, por motivos de fé, mais de 100 mil cristãos. Suponho que entre essas testemunhas de Cristo se encontrem não poucos cristãos de corte evangélico. Mas 75% desse total, segundo nos informa outra pesquisa, são dos quadros da Igreja Católica.

Tais perseguições acontecem sobretudo na África, no Oriente Médio e na Ásia. Esses atos de terrorismo vão desde derrubadas de templos, de proibição formal de participar da política, de segregar os cristãos da vida social ou de não poder se vestir como os demais cidadãos, até a morte cruel e injustificada. Cumpre-se, literalmente, o que Jesus previu: “Ao matar vocês, pensarão estar prestando um serviço a Deus” (Jo 16,2).

Assista: "A perseguição aos cristãos é real"


O que deixa todos intrigados é saber por que os inimigos são movidos a perpetrar esses atos contra a liberdade de culto, uma das liberdades essenciais do ser humano. Vamos tentar uma explicação:
Logo de início, podemos vislumbrar que, muitas vezes, o Pai Amantíssimo permite isso para purificar a Igreja de seus pecados e chamá-la mais à santidade.

Em seguida, podemos perceber que a própria doutrina de Jesus não combina com certos interesses da opinião pública. A principal razão é que nós não fomos retirados do mundo no qual estamos inseridos, mas, ao mesmo tempo, “vocês não são deste mundo” (Jo 15,19). Nós não somos bons parceiros para quem quer construir um paraíso intramundano; nós colaboramos com tudo o que pode trazer progresso para a humanidade, e até lideramos essa busca. Mas os nossos olhos estão voltados para um horizonte mais longínquo.

No entanto, a grande motivação da perseguição é o medo. Por intuição, o mundo percebe que o Cristianismo tem uma garantia intrínseca de vitória. Ele possui uma mensagem interior que o faz se impor entre avanços e recuos, mas ninguém consegue detê-lo. Pensam que é preciso acabar com ele enquanto é tempo. Paradoxalmente, a perseguição é uma vitamina de progresso.

Dom Aloísio Roque Oppermann, scj
Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra.com.br

Seja Feliz!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Lição de Humildade

Não faz muito tempo - alguns dias - eu fui rotulado de 'grosseiro'. 

Sei que minha atitude, que gerou o comentário, foi altiva, até porque tenho a atitude de minhas convicções, e se assim agi, foi por defesa delas. Mas, depois, analisando os fatos, vi que meu comportamento não foi mais forte do que a atitude de quem me rotulara.

Isso nos leva a pensar o seguinte.

É difícil agradar aos outros, por isso nem tento. Mas contemporizo, quanto possível. Pois esse é o essencial. Evitar litígios. Não estou falando que devamos falsear nossos temperamentos, ou fingir sorrisos ou 'caras-feias'. Sejamos justos. Isso basta.

Extrapolamos? Com certeza! Eu confesso que extrapolo, e muito! Meus temperamentos vêm das terras da Cidade Eterna - La Mama Itália! - mas também vem de lá a Fé que professo. E justamente por isso, lembro-me sempre de um Santo sul americano que pedia a Deus: "controle meu gênio, Senhor!", por saber que era de temperamento difícil.

Pensamos que nos falta a humildade. Nada disso! Dia desses ouvi de um sacerdote o seguinte: "Ser humilde é ser sincero. É ser verdadeiro. É ser coerente, mas sem ser rude." Muitos pensam que ser humilde é viver de cabeça baixa e dizer 'amém' pra todo mundo... Isso é ser subserviente, o pior a que um ser humano pode se rebaixar. Não somos menores nem maiores que ninguém! Porque, diante de Deus, somos todos iguais!

Já ouviu falar da 'lógica eisteniana'?

O que nos faz diferentes são os dons que Deus nos dá.

Nos fazemos 'servos' dos outros, numa atitude livre, não de escavidão, por amor. Por caridade.

Ser acusado de faltar a caridade não me incomoda. Conheço meus pecados melhor do que qualquer um, pois meus pecados vêm de meu coração, e eu coloco, diariamente, o meu coração diante do altar de Deus, e peço que Ele tenha misericórdia de mim e me coloque no meu lugar.

O que me incomoda é saber que alguém que nos acusa de algo, acaba sofrendo do mesmo mal com o que rotula o outro. Correção fraterna é uma coisa. Acusar alguém, pelo simples fato de nossa atitude ter ido em confronto com suas opiniões e conceitos sobre algo, ou alguém, é outra. Até porque divergir pode ser educativo.

Crescemos, diante de uma atitude de conflito, para podermos superá-la. O processo de amadurecimento do ser humano passa pela senda das crises, também. Crescemos, quando nos abrimos para colher o que é positivo na crise. Como disse Nietzche, "o que não provoca a minha morte faz com que eu fique mais forte".

Diante da situação que me ocorreu, não parei no comentário feito e fiquei 'ruminando'. Avaliei a situação; e dela retirei o que havia de bom para mim. A primeira coisa que me veio foi compreender a atitude do outro. Seus motivos, suas inquietações. Minha atitude poderá ter-lhe sido benéfica, também, se o tirou de seu lugar-comum, e fê-lo dar um passo em direção a seu amadurecimento e crescimento interior. Se sim, dou graças a Deus.

Coloquei-me diante de Deus, e Ele me respondeu com o Salmo 72: "Então foi em vão que conservei o coração puro...? Reflito para compreender esse problema, e mui penosa me pareceu essa situação, até o momento em que entrei em vosso santuário...para mim, a felicidade é me aproximar de Deus, é por minha confiança no Senhor Deus." (Sl 72,13.16-17a.28a).

Vivemos esses dias soleníssimos da Páscoa do Senhor, e da festa da Misericórdia. Estamos encontrando, no Papa Francisco, um homem de uma sabedoria singular, e de uma expressão vívida da verdadeira humildade e caridade cristã.

Em sua homilia, ontem, o Papa Francisco nos ensina que o verdadeiro amor cristão é rebaixar-se a si mesmo, na humildade, assim como fez Deus, em Sua kenosis.

Isso nos mostra que temos muito que aprender. Não conosco, mas com Aquele que nos criou e nos amou até a morte, e morte de cruz.

No fim, devo agradecer a quem me criticou. Cresci mais um degrau como ser humano.

Lição aprendida, que esperarei viver com a graça de Deus. Amém!


E seja Feliz!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Não perca a Esperança!

Motivos para não perder a esperança

10 passos para construir o Céu na Terra
Imagem de DestaqueSempre desejamos que nossa vida seja um oásis de paz e harmonia. Porém, quando buscamos em nós mesmos estes sentimentos, ficamos confusos e, por vezes, acabamos nos desanimando. Descobrimos em nossa fragilidade que estamos longe do ideal que sonhamos. Contudo, é necessário nunca perdemos a esperança. O céu que buscamos começa a ser construído dentro de cada um de nós, no hoje da história.

Em nossa caminhada rumo ao céu que sonhamos, alguns passos são fundamentais:

1 – Respeitar o diferente
Nem sempre é fácil conviver com quem pensa diferente de nós. O respeito para com o outro nasce a partir do momento em que o reconhecemos não como um inimigo, mas como um ser humano limitado, necessitado de nossa ajuda e compreensão. Assim como ele, ainda estamos em processo de construção. Deus ainda não nos terminou.

2 – Evitar o julgamento
Todo o julgamento sempre nos conduz a graves desentendimentos. Jesus nunca julgou o outro, pelo contrário, sempre olhava para cada pessoa a partir das possibilidades que o ser humano carregava no seu coração. Quando julgamos o próximo, experimentamos, em nós mesmos, a consciência de que também não somos perfeitos.


3 – Reconciliar-se com o tempo
Queremos tudo para hoje e não damos ao tempo o período necessário para o amadurecimento interior de nossos sentimentos. Muitas pessoas têm se sufocado e sufocado outros com sua pressa e ansiedade. Quem colhe frutos verdes experimenta em si mesmo o amargo das antecipações.

4 – Reflexão interior
Cada gesto, atitude, palavra, olhar e decisão trazem em si as suas próprias consequências. Nossas escolhas sempre terão alguma consequência em nossa vida. Diante da vida e de seus desdobramentos, uma pergunta é sempre essencial: Qual lição eu aprendi com este acontecimento na minha vida? A cada lição aprendida, o tesouro da nossa sabedoria irá se enriquecendo com as pérolas do aprendizado.

Assista: "O cristão precisa sonhar com o céu", com padre Roger Luís
5 – Viver em comunidade
Em tempos de comunidades virtuais, a vida real clama pela nossa presença. Nada pode substituir um abraço, um sorriso, um olhar carinhoso e terno. A vida em comunidade nos torna irmãos e irmãs. Quem se isola foge de si mesmo e dos outros.

6 – Ser solidário
A solidariedade é o amor ao próximo manifestado em gestos concretos. Nossos gestos solidários ganham inspiração cristã quando reconhecemos, em quem precisa de nossa ajuda, o próprio Cristo.

7 – Cultivar uma vida espiritual
A alma se alimenta daquilo que a ela oferecemos. Só iremos crescer interiormente quando alimentarmos nosso coração de uma espiritualidade madura e cristã, que reconheça a Cristo Ressuscitado como base de nossa fé.

8 – Alimentar-se da Palavra de Deus
Se o alimento é necessário à saúde biológica do nosso corpo, a Palavra de Deus é alimento seguro para a saúde de nossa vida interior. Quem busca, na Palavra de Deus, a luz para guiar seus passos terá seu caminho iluminado pelo amor do Pai.

9 – Ser amigo do silêncio
Tão importante quanto a fala é o silêncio. Se com ela ocorre a comunicação verbal, com o silêncio do nosso coração ocorre a comunicação espiritual. Coração silencioso é abrigo para as respostas de Deus à nossa vida.

10 – Vida de Oração
Quando descobrimos a Deus como um amigo, jamais podemos ficar um dia sem falar com Ele. Na oração fazemos a descoberta de uma amizade em que o filho se abandona totalmente nas mãos do Pai que o ama infinitamente. Se a oração é dialogo, a conversa que nasce desta relação entre nós e Deus se chama amor.
Foto Padre Flávio Sobreiro

Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre - MG. Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre - MG.
www.facebook.com/peflaviosobreiro e http://www.flaviosobreiro.com