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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Patriarcado segue sem informações sobre monjas sequestradas

Da Redação, com AsiaNews

Site abouna.org
Mosteiro de Santa Tecla, em Maaloula, Síria
O Patriarcado grego-ortodoxo de Antioquia, em comunicado divulgado, nesta quarta-feira, 4, afirmou que as cinco monjas sequestradas foram levadas para Yabrud, norte de Damasco, Síria. O patriarcado informou que,  até o momento, não há informações sobre o motivo do sequestro ou negociações para a libertação das religiosas.

No Mosteiro ortodoxo de Santa Tecla, em Maaloula, permanecem à espera de notícias as 35 monjas que presenciaram a ação dos extremistas islâmicos na última segunda-feira, 2. Segundo informações de autoridades locais, o ato foi cometido pelo grupo islâmico Jabat al-Nusra, que também causou diversos ataques ao vilarejo de Maaloula.

"Em Maaloula não permaneceu ninguém. Quem fugiu está vivendo com dor estes dias de ataques. A população ouve impotente as notícias que relatam a destruição de suas casas”, relataram à Agência Asia News fontes civis.

Os moradores  apontam que essas ações são o resultado do ódio de extremistas muçulmanos contra os cristãos e não têm qualquer ligação com os conflitos vividos pela Síria. Maaloula está a 40 km ao norte de Damasco e é conhecida como um dos símbolos do Cristianismo no Oriente Médio. É o único lugar no mundo onde ainda se fala aramaico, a língua de Jesus Cristo.

Durante a audiência geral de hoje, na Praça São Pedro, o Papa Francisco fez um apelo pela libertação das monjas. O Santo Padre pediu oração de todos os fiéis pelas religiosas e por todas as vítimas de sequestro do conflito sírio.

Leia mais:
.: Permaneceremos mesmo sob risco de martírio, diz patriarca 
.: Cristãos são expulsos de Vila onde ainda se fala a língua de Jesus


fonte: Canção Nova

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Aborto: Política do filho único na China é "verdadeira guerra contra as mulheres"

O maior dom de Deus à humanidade está na maternidade. Gerar um filho é obra de graça, em co-participação na geração da Vida. O demônio, sabendo disso, ataca frontalmente a mulher, aquela que gera a vida. Como escrito: "porei inimizade entre ti e a mulher". Mas não devemos temer nada disso, ainda que terrível seja, pois Nossa Senhora já vaticinou: "No fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!". Oremos por todas as mulheres que sofrem violência, de todo tipo, e oremos também para que elas aprendam a respeitar, amar e querer o imenso dom que é ser mãe.

WASHINGTON DC, 10 Set. 13 / 01:44 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Presidente de Direitos da Mulher Sem Fronteiras, Reggie Littlejohn, denunciou que o total de abortos realizados na China pela política do filho único "é maior que toda a população dos Estados Unidos", e muitos deles "são forçados, inclusive estando no nono mês de gravidez" assim como o são as esterilizações e o controle restritivo da natalidade. "Esta é uma verdadeira guerra contra as mulheres", afirmou.

Littlejohn, em diálogo com o grupo ACI, assinalou que os efeitos negativos desta política estão generalizados na sociedade e prejudicam principalmente às mulheres e têm um impacto severo na sua saúde, assim como na saúde mental do país.

"Alguns abortos forçados são tão violentos que as próprias mulheres morrem (…) junto com seus bebês", e as esterilizações forçadas "causam complicações de saúde para toda a vida".

Explicou que o aborto seletivo por sexo dá lugar a "aproximadamente 37 milhões de homens chineses que nunca se casarão porque suas futuras esposas foram eliminadas de forma seletiva, e este desequilíbrio na demografia promove de maneira poderosa o tráfico de mulheres e a escravidão sexual" em todo o sudeste da Ásia.

Inclusive o Departamento de Estado dos Estados Unidos reconhece que "a tradicional preferência pelos filhos homens, (e) as políticas de redução de natalidade" são alguns dos principais fatores para que a China tenha "a taxa mais alta de suicídio feminino de qualquer país do mundo, aproximadamente 590 mulheres ao dia", indicou.

"O aborto forçado destroça as mulheres psicologicamente", expressou Littlejohn e pediu que "aqueles que se opõem à política ajudem as mulheres no país a resistir às pessoas que as obrigam a abortar ou abandonar suas filhas".

Na China há "119 meninos nascidos por cada 100 meninas", além disso, as baixas taxas de fertilidade, entre "1.5 a 1.7 filhos por mulher - muito abaixo do nível de sbstituição de 2,1", são a criação de uma sociedade que "está envelhecendo antes de fazer-se rica".

A organização que Littlejohn preside, traduziu um artigo de uma mulher da província de Guangdong no sul da China, Lili Zeng, que foi publicado recentemente no site de notícias chinês Tianya, onde relata que "dois dias antes de nascer o meu bebê, sete funcionários de planejamento familiar me seguraram e me forçaram a abortá-lo por meio de uma injeção, porque não tinha uma permissão de nascimento".

Zeng assinalou que mesmo eles tendo tentado abortar o seu bebê, seu filho nasceu com vida, mas morreu logo depois. Narrou que um oficial de planejamento da família lhe disse: "Eu sou apenas um executor da política. Se eu não estivesse aqui, haveria outra pessoa que teria feito a mesma coisa que eu e seu destino teria sido o mesmo".

Posteriormente o funcionário expressou que "se você quer culpar alguém, culpe a política (do filho único)".

Relatos como estes, onde as mulheres chinesas podem contar seu drama ao mundo, nos últimos meses são cada vez mais numerosos nas redes sociais.

No ano passado, o ativista cego pró-vida Chen Guangcheng foi notícia internacional por escapar da prisão domiciliar na China e pedir para ser levado aos Estados Unidos.

Guangcheng trabalhou para documentar os "horríveis" casos de violações dos direitos humanos em relação à política do filho único na China, falando contra esterilizações e abortos forçados, assim como outros "sofrimentos dos que não se fala" que a política ocasiona nas mulheres, explicou Littlejohn naquela oportunidade.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Papa Francisco convoca a Igreja a uma Vigília pela Paz







Index
PAPA FRANCISCO
ANGELUS 
Praça de São Pedro
Domingo, 1º de Setembro de 2013


Hoje, queridos irmãos e irmãs, 
 
queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência. 

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria. 

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade. 

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz. 

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

 Ficheiro:FirmaPapaFrancisco.svg

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Por que esse ódio todo?

A grande motivação da perseguição é o medo
Imagem de DestaqueNo fim do mês de maio de 2013, monsenhor Tomasi, observador permanente da Santa Sé junto à ONU, fez uma declaração bastante chocante. Afirmou – certamente munido de boas informações – que, anualmente, são mortos, por motivos de fé, mais de 100 mil cristãos. Suponho que entre essas testemunhas de Cristo se encontrem não poucos cristãos de corte evangélico. Mas 75% desse total, segundo nos informa outra pesquisa, são dos quadros da Igreja Católica.

Tais perseguições acontecem sobretudo na África, no Oriente Médio e na Ásia. Esses atos de terrorismo vão desde derrubadas de templos, de proibição formal de participar da política, de segregar os cristãos da vida social ou de não poder se vestir como os demais cidadãos, até a morte cruel e injustificada. Cumpre-se, literalmente, o que Jesus previu: “Ao matar vocês, pensarão estar prestando um serviço a Deus” (Jo 16,2).

Assista: "A perseguição aos cristãos é real"


O que deixa todos intrigados é saber por que os inimigos são movidos a perpetrar esses atos contra a liberdade de culto, uma das liberdades essenciais do ser humano. Vamos tentar uma explicação:
Logo de início, podemos vislumbrar que, muitas vezes, o Pai Amantíssimo permite isso para purificar a Igreja de seus pecados e chamá-la mais à santidade.

Em seguida, podemos perceber que a própria doutrina de Jesus não combina com certos interesses da opinião pública. A principal razão é que nós não fomos retirados do mundo no qual estamos inseridos, mas, ao mesmo tempo, “vocês não são deste mundo” (Jo 15,19). Nós não somos bons parceiros para quem quer construir um paraíso intramundano; nós colaboramos com tudo o que pode trazer progresso para a humanidade, e até lideramos essa busca. Mas os nossos olhos estão voltados para um horizonte mais longínquo.

No entanto, a grande motivação da perseguição é o medo. Por intuição, o mundo percebe que o Cristianismo tem uma garantia intrínseca de vitória. Ele possui uma mensagem interior que o faz se impor entre avanços e recuos, mas ninguém consegue detê-lo. Pensam que é preciso acabar com ele enquanto é tempo. Paradoxalmente, a perseguição é uma vitamina de progresso.

Dom Aloísio Roque Oppermann, scj
Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra.com.br

Seja Feliz!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Um tempo de intenso combate espiritual

Imagem de DestaqueTal combate solicita homens e mulheres de fibra
Vivemos tempos de grande agitação espiritual. Dias decisivos em que os exércitos de Deus e das trevas se mobilizam para a ofensiva definitiva, a qual culminará na volta de Jesus Cristo. Os sinais dos tempos evidenciam a rápida conversão para este imperscrutável momento em que soará a última trombeta, o “toque de reunir” dos guerreiros da luz, convocando o “Sião de Deus” para o início do confronto final.

Uma grandiosa batalha entre a luz e as trevas está sendo travada e pende sobre nós um juízo temível. Se optarmos pela batalha da fé, seremos capazes de resistir aos ataques de satanás e aos poderes da morte, já que, na luta, somente obteremos uma fé genuína e, consequentemente, os milagres.


E não podemos jamais esmorecer, o que exige de nós muita determinação para enfrentar a batalha, que envolve homens na terra, anjos no céu e demônios no inferno. Se sentirmos que falta vida espiritual, devemos retomar com fé e coragem a vida de oração e invocar o Espírito Santo, dizendo: “Espírito Santo, vivifica-me!”

Por se tratar de uma luta sangrenta entre o bem e o mal, pela conquista da fidelidade e servidão de homens e mulheres em todo o mundo, não é possível ficar indiferente e examinar o fato com ingenuidade. Porém, certamente, encontraremos cristãos letárgicos e alienados, despreocupados com esta realidade que os cerca e “pessoas da Igreja” despreparadas para enfrentar a mais intensa e violenta crítica a ela.

Desse modo, é preciso reconhecer, prontamente, os reais inimigos, ouvir o chamado e deixar-se curar pelo Senhor para não se tornar vítima do maligno. Em Efésios 6, isso fica evidente: preparados ou não, estamos em guerra de vida ou morte contra seres espirituais.

Tal combate solicita homens e mulheres espirituais, de fibra. Não se pode confiar em pessoas insípidas, impotentes e que vivem na “inadimplência devocional”, pois elas não resistem aos “dias escaldantes e as noites gélidas” dos campos de guerra. Tempos assim destinam-se a combatentes santos.

Os grandes mestres da espiritualidade – carmelitana, beneditina, inaciana – nos orientam a discernir a ação dos diversos espíritos, que agitam os homens e as comunidades interessados na vida espiritual cristã. Para os inacianos, por exemplo, a luta é inerente à vida espiritual, pois não há vida sem luta.

Em contrapartida, um mundo conformado com a ação do inimigo, que age mentirosa e sorrateiramente, é incapaz de sentir a ação do mau espírito e, por vezes, inábil em reconhecer e agradecer a ação do bom espírito, a qual estimula e orienta todo e qualquer progresso no bem e na vida espiritual, prestando, assim, uma grande ajuda a satanás. Por conseguinte, somente a ação do Espírito Santo, gratificante e consolador, que “geme” em nossos corações, não permitirá que sejamos tentados acima de nossas forças (cf. 1Cor 10,13).

Portanto, somos alertados, pois não afrontamos o homem e sim as autoridades, os poderes, os dominadores deste mundo de trevas, os espíritos do mal (cf. Ef 6,12). A Escritura é clara ao dizer que sendo satanás e seus demônios expulsos do céu, o combate passou a ser travado na terra; foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, aquele a quem chamam diabo e satanás, o sedutor do mundo inteiro (cf. Ap 12,9).

Irmã Maria Eunice – Comunidade Canção Nova


Seja Feliz!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O laicismo e a perseguição à religiosidade do Brasil

Continuo postando matérias sobre a perseguição aos Cristãos, porque satanás, sorrateiramente, está querendo minar a Fé do nosso povo Católico e Cristão. Estamos no ANO DA FÉ. Temos de enfrentar esta realidade com as nossas armas: O conhecimento pleno de nossa Fé, vivida na espiritualidade, na oração, na participação na Eucaristia, na Confissão, no jejum, na penitência, com o Rosário em mãos!

Desperta para a tua Fé, Cristão!

O laicismo ideológico tem mostrado sua cara no Brasil e perseguido a religiosidade que faz parte da cultura deste país. Será o início de uma perseguição religiosa na Terra de Santa Cruz?
Nos últimos anos, o Brasil vem assistindo a uma série de atos que visam excluir a religião e o discurso religioso das esferas públicas. Logo que aparece uma discussão na sociedade como o aborto, a política, o casamento homossexual, um pequeno – mas barulhento – grupo de ideólogos, dizem: “o Brasil é laico, a religião deve ser algo privado e não pode interferir nestes assuntos”.

Dr Aleksandro Clemente "Estado laico não quer dizer laicista"
Sim, o Brasil é um Estado laico, mas isso significa que a religião está excluída de debater e interferir no que acha essencial para a sociedade?
“Nós não podemos confundir Estado laico com laicista. Estado laico significa que ele não confessa uma religião e não é regido por normas religiosas. O contrário disso é o laicismo, uma espécie de ideologia que prega o racionalismo, ou seja, tudo o que não é racional ou possui um pouco de expressão religiosa é desprezado”, diz o advogado Aleksandro Clemente, membro da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB/SP, professor de Bioética e Biodireito.


O laicismo tem emergido em muitos lugares do mundo como uma afronta ao Cristianismo e, muitas vezes, assumindo formas hostis de perseguição. No Brasil, ele tem avançado e estendido seus tentáculos por meio de pequenos grupos ideológico-políticos, como por exemplo a Liga Brasileira de Lésbicas que, em março de 2012, pediu à justiça do Rio Grande do Sul (RS) a retirada de crucifixos dos prédio públicos – decisão acatada pelo mesmo órgão – com o argumento de que o Estado brasileiro é laico.


“Quando se fala de Estado laico não significa negar a cultura religiosa de seu povo. O Brasil tem uma cultura impregnada de religiosidade. Basta vermos o nome de nossas cidades e Estados como São Paulo, Santa Catarina, São João da Boa Vista e tantos outros. Será que teríamos que demolir o Cristo Redentor, símbolo cristão?”, diz Aleksandro.
Para o advogado, a decisão de retirada de símbolos religiosos de repartições públicas é uma grave ofensa à democracia do nosso país, uma clara ação do laicismo que quer implantar sua doutrina em terras brasileiras. “Num Estado democrático, o poder emana do povo; e numa sociedade, na qual a maioria se diz religiosa, este sentimento deve ser respeitado, portanto, ter um crucifixo num órgão público não é um desrespeito a quem não acredita, mas expressa o sentimento religioso da maioria. Tirar o crucifixo como o fez a Justiça gaúcha é uma ofensa gratuita ao sentimento religioso desta maioria da população”, conclui Aleksandro.
Veja mais sobre os cristãos perseguidos:
O desafio de ser um jovem cristão na modernidade

fonte: destrave.cancaonova.com

Leia hoje: I Tessalonicenses, 5

E seja Feliz!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Carta de Asia Bibi

Asia Noreeen Bibi, uma cristã condenada a morte no Paquistão

Meu querido Ashiq (esposo), meus queridos filhos,
É uma grande provação, estas que tereis de enfrentar. Esta manhã, fui condenada à morte. Confesso-vos que, quando ouvi o veredicto, chorei, mas no fundo não fiquei surpreendida. Não estava à espera de clemência nem de coragem por parte dos juizes, que se submeteram às pressões dos mulás e do fanatismo religioso. Desde que voltei à minha cela e sei que vou morrer, todos os meus pensamentos vão para ti, meu Ashiq, e para vós, meus filhos adorados. Censuro-me por vos deixar sozinhos em pleno turbilhão.
A ti, Imram, meu filho mais velho de dezoito anos, desejo-te que encontres uma boa esposa e que a faças feliz tal como o teu pai me fez a mim.
Tu, Nasima, minha filha maior de vinte e dois anos, já encontraste um marido, a família dele e uns sogros acolhedores; dá ao teu pai os netos que irás criar na caridade cristã como nós sempre fizemos.
Tu, minha doce Isha, tens quinze anos, mas nasceste com falta de entendimento. O papá e eu sempre te considerámos uma dádiva de Deus, tão boa que és e tão generosa. Não deves perceber porque é que a mamã não está aí, ao pé de ti, mas estás presente no meu coração, tens sempre lá um lugar especialmente reservado, somente para ti.
Sidra, tens apenas treze anos e eu sei que, desde que estou na prisão, és tu que tratas das coisas da casa, és tu que tomas conta de Isha, a tua irmã, que tanto precisa de ser ajudada. Censuro-me por obrigar-te a uma vida de adulta, tu que és tão pequena e que ainda devias brincar com bonecas.
Tu, minha pequena Isham, tens apenas nove anos e já vais perder a tua mamã. Meu Deus, como a vida é injusta! Mas visto que irás continuar a frequentar a escola, estarás mais tarde habilitada a defender-te perante a injustiça dos homens.
Meus filhos não percais a coragem, nem a fé em Jesus Cristo. Há-de haver dias melhores nas vossas vidas, e, lá no alto, quando eu estiver nos braços do Senhor, continuarei a velar por vós. Mas, por favor, peço-vos a todos os cinco que sejais prudentes, que não façais nada que possa ultrajar os muçulmanos ou as normas deste país. Minhas filhas, gostaria muito que tivésseis a sorte de encontrar um marido como o vosso pai.
Ashiq, amei-te desde o primeiro dia, e os vinte anos que passámos juntos são a prova disso mesmo. Nunca deixei de agradecer aos céus a sorte de te ter encontrado, de ter tido a possibilidade de casar por amor e não um matrimónio combinado, como acontece na nossa região. Os nossos dois feitios sempre combinaram um com o outro, mas o destino estava à nossa espera, implacável… Criaturas infames atravessam-se no nosso caminho. Estás agora sozinho perante o fruto do nosso amor, mas deves manter a coragem e o orgulho da nossa família.
Meus filhos, desde que estou encerrada nesta prisão, oiço as descrições de outras mulheres para quem a vida também se mostrou muito cruel. Posso dizer-vos que tivestes a sorte de conhecer a vossa mãe, a alegria de viver do nosso amor e da nossa coragem para trabalhar. Sempre tivemos o supremo desejo, o pai e eu, de sermos felizes e de vos fazermos felizes, embora a vida não fosse fácil todos os dias. Somos cristãos e somos pobres, mas a nossa família é uma grande riqueza. Gostaria tanto de vos ver crescer, educar-vos e fazer de vós pessoas honestas – mas sê-lo-eis certamente!Sabeis a razão por que vou morrer e espero que não me censureis por partir assim tão depressa, porque estou inocente e não fiz nada daquilo que me acusam.
Tu sabes que é verdade, Ashiq, tal como sabes que sou incapaz de violência e de crueldade. Às vezes, porém, sou teimosa.
Por aquilo que calculo, não vai demorar muito. Em poucos minutos, fui condenada à morte. Não sei ainda quando me irão enforcar, mas podeis estar tranquilos, meus amores, irei de cabeça levantada, sem medo, porque serei acompanhada por Nosso Senhor e pela Santa Virgem Maria, que vão receber-me nos seus braços.
Meu bom marido, continua a educar os nossos filhos como eu gostaria de fazer contigo.
Ashiq, meus filhos bem-amados, vou deixar-vos para sempre, mas amar-vos-ei eternamente.
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 Asia Noreeen Bibi é uma cristã católica paquistanesa, mãe de 5 filhos que foi condenada à morte acusada de insultar o profeta Maomé. Ela ainda está viva e permanece presa. Cristãos do mundo inteiro, inclusive Bento XVI, tem feito apelos à comunidade internacional para que ela receba o indulto do governo do Paquistão

Cristãos Perseguidos

Muitos de nós achamos que ser Cristão é algo fácil, ou que a conversão de uma vida de drogas e prostituição e crimes para o Cristianismo é algo que nos dará status. Errado. 

Ser verdadeiramente Cristão no mundo sempre foi sinal de discriminação e muitas vezes, perigo de vida. 

Assumir seu Batismo é assumir a verdadeira Liberdade. Mas é preciso ser fiel, e contar sempre com o auxílio do Espírito Santo, Aquele que sustém a Igreja desde o princípio, e a sustentará até o fim do mundo.  

Então, após ler e assistir à reportagem abaixo, fica a pergunta: Quero ser verdadeiramente CRISTÃO?

A Igreja Perseguida

Cerca de 105 mil cristãos são perseguidos todos os anos por causa de sua fé. O número de mártires nos dois últimos séculos supera os de toda a história do cristianismo

Imagem manchada com sangue de cristãos em atentado no Egito

A história do Cristianismo é mesclada com a história de incontáveis mártires que, desde os primeiros séculos até os dias de hoje, testemunham, com o derramamento de sangue, a fé incondicional no Salvador da humanidade.
Já nos Atos dos Apóstolos, temos o relato do martírio de Estevão e o apóstolo Tiago. A partir daí, o Cristianismo é dispersado pelo mundo e chega a Roma, onde sob o imperador Nero (64 D.C) inaugura-se uma verdadeira caça aos cristãos, a qual só terá fim três séculos depois.
“No início, os cristãos precisavam ser bem preparados para assumirem o batismo, porque abraçar a fé, naquela época, significava correr um perigo constante de morte”, afirma padre Carlo, professor de história da Igreja na Universidade Santa Cruz de Roma.
Quando falamos de perseguição ao Cristianismo, nada pode se comparar ao Século XX. Só os mártires provenientes das grandes revoluções e regimes ditatoriais superam os de toda a história. A Revolução Russa (1917), por exemplo, levou à morte cerca de 17 mil sacerdotes e 34 mil religiosos. O Comunismo se espalhou pelo mundo e declarou a religião como subversiva e inimiga do Estado. Igrejas, conventos e seminários são fechados e destruídos. São incontáveis os números de mártires em países como União Soviética, Lituânia, Romênia, China, Vietnã, Camboja e Cuba.


Na Revolução Nacionalista espanhola (1931), a Igreja Católica é condenada à extinção e considerada um inimigo a ser abatido por todos os meios. Entre sacerdotes, religiosas e religiosos, o número de mortos chegou a 6.832, sendo 13 bispos, 4.184 padres diocesanos, 2.365 religiosos, 283 religiosas e vários seminaristas. Em 28 de outubro, Bento XVI beatificou 398 mártires desta revolução de uma só vez, o que ficou conhecido como a maior beatificação da história da Igreja.


Em nossos tempos, o número de cristãos perseguidos também caminha para se igualar aos do século passado. Segundo o sociólogo investigador David Barrett, no seu livro World Christian Trends AD 30-AD 2200, na primeira década deste milênio foram 160 mil cristãos assassinados e, na segunda década, calcula-se o número de 150 mil. Segundo os cálculos, um cristão é assassinado a cada cinco minutos, um dado que os coloca no topo dos grupos mais perseguidos do mundo.
Por que nem todos sabem destes dados?
“Não é interessante para a mídia divulgar o martírio de cristãos”, diz a missionária do ministério Portas Abertas, um grupo evangélico fundado por Irmão André ainda na época da ‘cortina de ferro’, o qual tem por missão dar suporte a esta Igreja perseguida. Segundo a missionária – que já visitou países como Cuba, Iraque e Paquistão -, os cristãos desses países não possuem, muitas vezes, nem sequer uma Bíblia e vivem a sua fé sob a pressão de grupos radicais islâmicos. “Estes nossos irmãos vivem uma fé autêntica, porque ser cristãos em países hostis ao Cristianismo significa viver sob o constante risco de morte ou tortura. Uma pessoa muçulmana que se converte ao Cristianismo, por exemplo, morre se não voltar atrás, mas, mesmo assim, eles não negam a fé em Jesus”, diz Elizabeth.


Um outro tipo de perseguição
A perseguição em nossos tempos não é somente a física, ou seja, o martírio de sangue. Existe uma outra forma de perseguição que se espalha pelo mundo e por países que, antes, eram profundamente cristãos.
“O Papa fala hoje do martírio da ridicularização, ou seja, se você se denomina cristão no trabalho, na universidade ou coloca um crucifixo no peito, eles o ridicularizam. Vão chamá-lo de alienado, de fundamentalista, medieval. Não é uma perseguição que vem com as armas, mas com a cultura”, explica professor Felipe Aquino, professor de História da Igreja e apresentador da TV Canção Nova.
Um exemplo desta secularização e hostilidade ao Cristianismo, sobretudo à Igreja Católica, mostra-se na França. “Recentemente, a ministra do alojamento francês acabou de pedir, publicamente, que a Igreja devolva imóveis e salas para colocar outras pessoas dentro. O atual governo decidiu voltar atrás no reconhecimento de diplomas dos estudantes sob o argumento de que estas instituições estão ligadas à Igreja e ao Vaticano e não podem gozar dos mesmos privilégios das instituições estaduais”, disse Louis-Marie Guitton, responsável pelo observatório sócio-político da diocese de Toulon, na França.
No Brasil, este laicismo também começa a dar as suas caras. Em março deste ano, a pedido da Liga Brasileira de Lésbicas, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul  (RS) determinou a retirada dos crucifixos e símbolos religiosos dos espaços públicos e prédios da justiça gaúcha. Em novembro, o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, pediu a retirada do termo “Deus seja Louvado” das cédulas da moeda brasileira, o Real, com o argumento de que o Estado é laico.


Um Estado laico significa negar a cultura religiosa de seu povo?
“Nós estamos num Estado cuja maioria da população é cristã, isto significa que ter um crucifixo, por exemplo, num prédio público é respeitar o sentimento religioso desta maioria e também a fé cristã que está impregnada na cultura do Brasil”, diz o advogado especialista em direito civil Aleksandro Clemente.
Já para Elizabeth, da missão Portas Abertas, é preciso que os cristãos do Brasil aprendam com os países que se fecharam ao Evangelho. “Se nós formos ver, os países mais hostis ao Cristianismo, hoje, são aqueles nos quais o Cristianismo era muito forte no início, onde ele nasceu. Nós precisamos estar atentos às leis que tramitam no Congresso, porque nenhum país se fecha ao Evangelho da noite para o dia, as coisas vão acontecendo devagar”, disse a missionária.

Veja mais sobre o tema:

Leia hoje: São Lucas 21,12-19 

E seja Feliz!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Até quando, Senhor?

Algumas reflexões sobre o conflito: Gaza e Israel

22 novembro,2012  |  autor: Luana Oliveira  |
De muitas partes, solicitam-nos que expressemos nossa opinião sobre o que está acontecendo em Gaza. Nada dissemos até agora, pois, honestamente, não sabemos o que dizer. As instituições eclesiais são informadas e se expressam a respeito, por isso não nos parece necessário repetir o que outros publicam no rito já costumeiro de declarações equilibradas e corretas. Em certas ocasiões, as costumeiras exortações de cessar as hostilidades, que convidam ao diálogo, mesmo sendo verdadeiras e necessárias, parecem longe da realidade, a ponto de parecer mensagens hipócritas. Sobre esse enésimo e inútil banho de sangue, porém, devemos fazer algumas considerações.
1. Mais uma vez, violência, morte e destruição são a linguagem comum em que nos encontramos. E não tem sentido começar a discutir sobre quem iniciou, fazer a conta dos mortos e atribuir a responsabilidade. Sabemos apenas que não se chegou à solução alguma e será somente questão de tempo, antes que tudo isso recomece numa espécie de círculo vicioso. Infelizmente, uma solução global nos parece muito longínqua.
2. Fazemos votos de que essa violência não degenere em novos atentados e outras formas de vingança que nos levem a tempos passados. É preciso que todos os responsáveis voltem à moderação e impeçam toda forma de perigosa escalada de violência.
3. Diante de tanta violência e impotência de todos, para nós que cremos, resta-nos o único recurso: a oração. Ela nos é necessária como o ar que respiramos, para que nos consinta de ver o que acontece com um olhar de fé. Quem crê deveria olhar o mundo com os olhos de Deus, que é Pai, justo e misericordioso. É o único modo para não cair na lógica da violência e da rejeição do outro, testemunha desse enésimo conflito. Apesar de tudo o que está acontecendo, ainda devemos crer no outro. Sem Deus é impossível.
4. Nossas comunidades religiosas devem empenhar-se, mais do que nunca, nas muitas pequenas iniciativas de diálogo e paz. Não mudaremos o mundo na Terra Santa, mas seremos aquela pequena quantidade de oxigênio, a qual nos fará constatar que, apesar de tudo, há ainda muitas pessoas rejeitando essa lógica e dispostos a se empenhar pela paz com seriedade e concretamente. Depende, sobretudo, das instituições que trabalham com jovens, a quem está confiado nosso futuro, tomar as iniciativas de diálogo.
5. Enquanto no Oriente Médio acontecem transformações, parece que na Terra Santa tudo permanece imutável. Tanto na Terra Santa como no resto do Oriente Médio, contudo, as comunidades cristãs são chamadas a dar testemunho, a transmitir confiança e não deixar espaço ao fanatismo. Hebreus, muçulmanos e cristãos são chamados aqui, nesta Terra, pela  providência, a viver juntos. Queremos demonstrar com a vida que essa vocação é possível e realizável. E com essa certeza recomeçaremos.
Pbp
Com a sigla “pbp”, o texto é atribuído ao Custódio da Terra Santa, padre Pierbattista Pizzaballa
 
 Leia hoje: São Lucas 18, 7-8

E seja Feliz!