quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sou Católico Apostólico Romano!

 E sou feliz!

Imagem de DestaqueProgresso e atraso

A Igreja está afinada com o Evangelho
O ser humano se distingue do animal por sentir inquietação permanente em melhorar sua cultura, suas técnicas, sua filosofia, sua arquitetura... ”Dai-me sabedoria para governar o mundo com justiça” (Sab 9,3-4). O animal só progride se o homem intervir. Caso contrário, o joão-de-barro continuará construindo a sua casa do mesmo jeito como há dez mil anos. E repetirá sua arte pelos próximos milênios. O homem aproveita o que já sabe, procura melhorar tudo sem jamais ficar satisfeito.
Temos a tendência infeliz, próxima a um determinismo, de nos consideramos sempre os certos, os que estão entre os mais inteligentes da nossa raça, enfim os progressistas. É claro que os nossos adversários, os quais tem outras ideias, são os retrógrados, os fautores do atraso. Olhemos as bicicletas “modernas” que rodam sem ter para-lamas. Por facilitar exibições se usa esse expediente, que em situação de pista molhada, junta a sujeira e a entrega à roupa do ciclista. Qual é a bicicleta moderna?...    
Assista também: "A fé da Igreja: Jesus Cristo vive!", com padre Paulo Ricardo

No decorrer dos séculos, a Igreja, não poucas vezes, recebeu o epíteto de atrasada, inimiga do progresso e outros mimos. Vieram, sobretudo, dos iluministas do século dezoito e dos socialistas do século dezenove. Esse desprezo é para envergonhar e calar os adversários. Esses grupos hostis elaboraram outras listas de prioridades. Consideraram-se os representantes do mundo moderno e os autênticos detentores do progresso da humanidade. Relativizaram a família; fizeram pouco de certos princípios da sacralidade da vida; a vida sexual humana perdeu os objetivos desejados pelo Criador; não há vida após a morte.
É evidente que a Igreja precisa ouvir as razões dos líderes que, supostamente, estão à frente. Mas Habermas, de tendências agnósticas, já recomendava que se deveria ouvir muito mais as razões da Igreja, que tem muito a dizer sobre toda a realidade humana. Saibam todos que a Igreja Católica pouco se tem preocupado em ser “moderna”, e receber palmas da opinião pública. Sua preocupação precípua sempre foi a de ser autenticamente afinada com os ensinamentos de Cristo, que tem força de perenidade.
 
Dom Aloísio Roque Oppermann scj

fonte: Canção Nova

Leia hoje: Epístola a Tito 3,1-7 

E seja Feliz!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Seja Honesto!

Esta meditação hoje, veio de encontro com minhas inquietações de Cristão: tenho sido justo com meus irmãos? Com minha Igreja? Com minha fé? Comigo mesmo? Sou verdadeiramente honesto naquilo que faço e digo?

Seja melhor para os outros
 
"Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer" (Lucas 17,10)

Hoje, Deus me diz que eu não fiz mais do que a minha obrigação. Alguns me chamam de “Jonas da Bíblia” e esse contato com a Palavra me faz entender que nenhum servo é insubstituível; é uma tendência nossa achar que somos insubstituíveis. Porque nós somos substituíveis, temos de fazer bem o que o Senhor quer. Se eu não realizo com perfeição aquilo que nos é pedido o Senhor vai me substituir. E isso Deus diz também a você. Seja em que área for você é mais do que um profissional, você é um servo. Você não precisa ser melhor que os outros, mas melhor para os outros.

"Você precisa ser o melhor para Deus e para a sociedade", ensina monsenhor Jonas


As famílias precisam de esposos que sejam fiéis. Nas nossas televisões as novelas somente mostram infidelidade e os casais se sentam diante delas para aprender essas lições que nunca são vontade de Deus. O povo começa a torcer pelas tramas da novela sem se preocupar com a família. E hoje é preciso reverter isso. Eu sei que as palavras ajudam, mas o exemplo é que arrasta.

Pelo sacerdócio que me foi confiado por Deus, eu peço ao Senhor que os esposos sejam fiéis. Especialmente, peço a graça e a coragem da fidelidade.

Peço também pelas mulheres o dom, a graça e a coragem da fidelidade. Porque, muitas vezes, hoje, elas é quem têm sido infiéis.

O Senhor quer pessoas fiéis, a nossa sociedade está precisando de esposas e de mães fiéis. Que você queira e não tenha medo de ser melhor para os outros.

Também os políticos, médicos, juízes, advogados, em todas as áreas, no campo da educação, você precisa ser o melhor para Deus e para a sociedade.

Meu avô Pacheco tinha uma oficina de ferreiro e ele não era só bom, mas ótimo. Também minha avó Benedita Fogaça era uma excelente dona-de-casa. Todas as profissões são necessárias para a sociedade e que você seja o melhor. Não é com palavras e com discursos que o Brasil vai se transformar. É com pessoas. Com homens e mulheres fiéis.

Repita comigo: "Eu me comprometo diante de Deus a ser uma pessoa honesta. Muito honesta".

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Ano da Fé

O texto abaixo é transcrição de uma palestra do Padre Reginaldo Manzotti, em 11/11/2012, na Canção Nova, no Congresso Nacional da Fraternidade, sobre o Ano da Fé:

O Ano da Fé

Padre Reginaldo Manzotti
Foto: Natalino Ueda/Cancaonova.com
”Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito.” (I Pedro 3,15)

Temos de estar atentos ao censo da nossa Igreja. Há uma grande evasão de fiéis, porque estamos acomodados como Igreja e também como padre. Nossos bispos estão clamando que os cristãos voltem para a Igreja, e nós precisamos responder 'sim' ao Senhor.

Nesse ano da fé, somos chamados a nos debruçarmos sobre o Creio. Reze, medite e viva essa oração. Do ponto de vista teórico e dogmático, nossa fé está expressa nele; no entanto, esse não é nosso problema. O problema é nossa incoerência daquilo que acreditamos com o que demonstramos na prática.

Nós católicos temos de amar a nossa Igreja e nosso Papa. Precisamos manifestar publicamente a fé que abraçamos, precisamos ser apaixonados pela nossa Igreja, depositária da nossa fé.

Em meu computador, tenho uma foto do nosso amado Papa Bento XVI utilizando um tablet como uma forte motivação para vivermos a nossa fé. A mensagem do Evangelho é a mesma e temos de aproveitar todas as oportunidades.

A superficialidade da nossa fé é tremenda. Às vezes, somos um empecilho para o Espírito Santo e para a Igreja. Não O deixamos trabalhar em nós, e, assim, impedimos a ação de Deus em nossas paróquias e nossas comunidades.

Resolva a sua vida e não estrague a comunidade.

Todos devemos olhar para os simples. Em meus 17 anos de padre, já vi muitas pessoas passarem por mim. E aqueles que são os mais simples, não complicam a caminhada com Deus. Eles se entregam incondicionalmente. A maior dificuldade para ser santo não é para os pecadores, mas para os meio convertidos.

"Resolva a sua vida e não estrague a comunidade", pede o pregador."
Foto: Natalino Ueda/Cancaonova.com


Precisamos ter a coragem de Paulo e exortar nossos irmãos. O Ano da Fé vem tocar muitos eixos de nossa vida, vem purificar nossa alma de cristãos pela metade. Não podemos ser sal insosso, mas cristãos para valer. Não seja morno. Seja quente!

Jesus o convida a uma vida de santidade, mas é preciso dizer 'sim' para Deus. Eu tive de renunciar a minha vida política para seguir a Cristo.

Se eu tenho a luz de Cristo em mim, preciso colocá-la à vista.

Onde estão seus netos ? Onde estão seu filhos? Nós colhemos o que plantamos. A primeira evangelização é dentro de casa.


"Se eu tenho a luz de Cristo em mim, preciso colocá-la à vista."
Foto: Natalino Ueda/Cancaonova.com
Nesse ano da fé, queria que você pensasse: "Será que não está na hora de voltar ao poço de Jacó e pedir água para Jesus novamente? A samaritana tinha uma vida mal resolvida. Assim como ela, a qual tinha 5 maridos, pergunte-se agora: "Quais são as cinco pendências que você precisa resolver hoje?

São Tomas de Aquino nos dá a receita contra a depressão:
1- Tenha bons amigos
2 – Tome banho
3 – Durma bem
4 – Não esconda de você mesmo quem você é.
“O povo está sedento de ir ao poço de Jacó. E nós temos a obrigação de dar essa água para eles. ”O meu maior desejo é ouvir de um jovem: Eu olhei para o seu sacerdote e desejei ser padre.”
A fé não é emoção. Quantos deixam de ir à missa, porque não estão “sentindo” vontade de ir? Se você quer viver sua fé na base da emoção, você está redondamente errado. Você vai viver muito mais momentos de aridez do que de consolação. Fé é encontro com o Senhor, é adesão. "Eu quero servir! Independente do que aconteça, não arrede o pé, porque você é fiel a Jesus Cristo, à comunidade e ao carisma.
Transcrição e Adaptação: Cristiane Viana
:: Confira também a 2ª pregação dessa manhã de domingo: "A graça do carisma"

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Padre Reginaldo Manzotti 

Seja Feliz!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um Ano de Coração e Fé!

Há uma ano escrevi, na Solenidade de Todos os Santos:

"No coração da Igreja, serei o amor", diz Santa Teresinha do Menino Jesus.

No coração da Igreja reside a Fé que professo e que não pode se apagar de mim, pois é indelével.

O Coração é a grande arca onde a Fé é transportada, e que me leva rumo à santidade, rumo à eternidade.

Quero partilhar com você, Irmão de caminhada, a minha Fé. Venha!

Juntos, queremos ser como o Senhor, que nos instrui: "sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo" (Lv 19,2)!

O Coração e a Fé.

 Há um ano, inaugurei este Blog, na busca de minha própria ascese, e sinto-me feliz porque o Santo Padre o Papa Bento XVI, em 11 de outubro passado, promulgou um "Ano da Fé".

Isto sinalizou para mim que escolhi um caminho correto para aprimorar a minha Fé.


A todos vocês que me acompanham - sem que eu mereça isso - agradeço de coração. Oro por cada um de vocês, mesmo sem conhecê-los todos.


Continuarei buscando os meus caminhos para Deus, e se puder ajudar alguém, Deus seja louvado!


Continuem bem vindos, e sejam bem aventurados!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ode a Meu Pai

Ainda preciso de você, pai...

Ainda penso em te ligar, em ir a tua casa...

E não penso em desistir de te encontrar...

Por isso o nosso local de encontro agora é na Santa Missa...
Onde o mistério da Eucaristia, onde o próprio Cristo que se faz presente a partir do pão e do vinho, reunindo as Igrejas Caminhante (na Terra), Padecente (do Purgatório) e Triunfante (do Céu), faz-se a 'porta' onde podemos atravessar misticamente, e nos abraçarmos mais uma vez, pai querido.

Neste dia de finados, rezo pela tua vida eterna, junto de Deus!

A bênção, pai querido, e até a Eternidade!


O Novo Bispo de Petrópolis

No próximo dia 16 de dezembro, a nossa Diocese de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, estará recebendo seu novo Bispo Diocesano, Dom Gregório Paixão.

Dom Gregório PaixãoOSB (Leozírio Paixão Neto) (Aracaju3 de Novembro de 1964), é um monge beneditino.


Dom Gregório realizou seus estudos fundamental e médio no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Aracaju. Estudou filosofia e teologia no Instituto de Teologia dos Beneditinos no Rio de Janeiro (afiliado ao Pontifício Ateneu Santo Anselmo, Roma). Realizou estudos complementares em Antropologia na Universidade Livre de Amsterdam, Países Baixos. Estudou piano e órgão no Instituto de Música da Universidade Católica de São Salvador.
Dom Gregório ingressou no noviciado da Ordem de São Bento em 1984, no Mosteiro de São Bento da Bahia. Fez sua profissão simples em 7 de dezembro de 1986 e emitiu seus votos solenes no dia 8 de dezembro de 1989.
Recebeu a ordenação diaconal no dia 18 de junho de 1992, das mãos de Dom Ricardo Josef Weberberger, OSB. No dia 21 de março de 1993, o Cardeal Moreira Neves conferiu-lhe a ordenação presbiteral.
No dia 7 de julho de 2006 o Papa Bento XVI nomeou Dom Gregório Paixão para a função de bispo auxiliar de Salvador, com a sede titular de Ficus.
No dia 29 de julho de 2006, Dom Gregório recebeu a ordenação episcopal pelas mãos do Arcebispo de Salvador, Dom Geraldo Majella e de Dom João Carlos Petrini e Dom Josafá Menezes da Silva.
Dentre os bispos auxiliares, Dom Gregório é um dos mais populares, tendo grande aceitação entre os fiéis católicos de Salvador. É um homem de cultura considerável e de semblante sempre sorridente e receptivo a todos. De caráter conciliador e espontâneo, possui grande penetração em todos os movimentos da Igreja na Arquidiocese de Salvador.
Não apoiava abertamente a implantação da Missa Tridentina e os movimentos mais tradicionais apenas por respeito a seu superior, Dom Geraldo Majella Agnelo, embora os compreenda e, em determinados momentos, até os defenda. Em síntese, é um bispo respeitável, sensato e dotado de grande cultura.
Aos 25 de junho de 2011 teve seu nome divulgado como membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura, Educação, Ensino Religioso e Universidades da CNBB.
No dia 10 de outubro de 2012 o Papa Bento XVI o nomeou bispo da Diocese de Petrópolis.
(Fonte: Wikipédia)

A mensagem do novo Pastor aos fiéis da Diocese de Petrópolis


“Tão logo o Sr. Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d`Aniello, comunicou-me que Sua Santidade, o Papa Bento XVI, chamou-me para o ministério de pastorear a Igreja de Jesus Cristo que está em Petrópolis, meu coração se encheu de alegria, por entender que a obra à qual estou sendo chamado é para o Senhor, como nos ensina o Salmista: “Não a nós, ó Senhor, não a nós… ao vosso Nome, porém, seja a glória” (Sl 113,9). Concretiza-se, então, o lema que escolhi para o meu episcopado: “Preparar os caminhos do Senhor” (Jo 1,23). Desse modo, confiando unicamente na misericórdia de Deus e reconhecendo-me pecador e limitado, aceitei o que me fora pedido pelo Santo Padre.

Na espera da publicação oficial, permaneci em oração, rezando por mim e por vocês, colocando-me sob a proteção de Nossa Senhora do Amor Divino e de São Pedro de Alcântara, padroeiro desta Diocese. Peço, assim, a oração de cada irmão e irmã, pois estou convicto de que serei, desde agora, acompanhado pelo coração orante de todos.

Saúdo, em primeiro lugar, o meu antecessor e que foi meu professor na Teologia, Dom Filippo Santoro, hoje Arcebispo de Taranto, na Itália. Irei substituí-lo com a humildade de um ex-aluno que bebeu na fonte de sua sabedoria e do seu testemunho.


Saúdo, ainda, o Mons. Paulo Elias Daher Chedier, Administrador Diocesano, que conduziu a Diocese de Petrópolis com prudência e solicitude, durante o período de vacância.

Reverencio os Srs. Bispos do Regional Leste I da CNBB, com os quais trabalharei em plena comunhão, em especial a Dom José Francisco Rezende Dias, Arcebispo de Niterói.


Com paternal afeto abraço os Sacerdotes, Diáconos Permanentes e Seminaristas; os Religiosos e Religiosas; os Consagrados e Consagradas; os Cristãos Leigos e as Cristãs Leigas. Com todos desejo trabalhar na evangelização, atento ao que o Espírito diz hoje à Igreja, buscando servir a todos e não medindo esforços para o crescimento do povo de Deus.
Saúdo a todas as excelentíssimas Autoridades Civis e Militares e aos Habitantes dos municípios que compõem nossa Diocese: Areal, Guapimirim, Magé, Paraíba do Sul, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis e Três Rios, com todas as suas paróquias, bairros e comunidades.
Aos irmãos cristãos de outras igrejas e denominações saúdo com o afeto e a oração de Jesus: “A fim de que todos sejam um… para que o mundo creia que Tu me enviaste” (Jo 17,21). Cumprimento, ainda, todas as pessoas que professam a existência de Deus e a todos os homens e mulheres de boa vontade que desejam construir, conosco, um mundo de justiça e de paz.
Cumprimento, também, àqueles que se empenham na política, na educação e na cultura, com destaque para os que pertencem à Universidade Católica de Petrópolis, assim como a todos os trabalhadores e trabalhadoras em todas as profissões, ofícios e serviços.
Minha palavra especial se dirige aos mais empobrecidos, doentes, desempregados, sofredores, sem teto e marginalizados. Para eles recordo a palavra de Jesus, mostrando-nos os sinais da alegria do novo Reino implantado: “… os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem… e o Evangelho é anunciado aos pobres” (Mt 11,5). Não medirei esforços para trabalhar, junto com os que sonham com um mundo fraterno e solidário, para que nenhum homem e mulher de nossa Diocese se sinta rejeitado, esquecido ou durma com fome. Saúdo, com especial carinho, as crianças, os adolescentes e os jovens, que são a alegria e a esperança de nossa Igreja.
Essa minha saudação apresenta o coração de um irmão que deseja conhecê-los, ouvi-los e caminhar junto com todos. Não tenho fórmulas prontas e estou convicto que sozinho nada posso. Entretanto, sinto-me encorajado e profundamente feliz por saber que contarei com as orações e o apoio de todos vocês.
Finalmente, assumindo as palavras do Apóstolo Paulo, envio-lhes o meu fraterno abraço e a minha saudação: “A graça do Senhor Jesus Cristo esteja convosco. Eu vos amo a todos vós em Cristo Jesus” (2Cor 16,24s). Deus os abençoe!
Salvador, 10 de outubro de 2012
Dom Gregório Paixão, OSB

Bispo eleito de Petrópolis”
(fonte: Blog Amigos de Correas)

Em nossas orações, lembremo-nos de nosso novo Pastor, para que seu ministério junto a nós seja fecundo, segundo o Coração de Cristo, e que Maria Santíssima, Mãe do Redentor, cubra de bênçãos a este Seu filho tão querido!
Seja Feliz!


Dia de Finados


Sexta-feira, 02 de novembro de 2012, 10h01

Padre explica o que acontece à pessoa após a morte

André Luiz
Da Redação


Arquivo Canção Nova
Padre Wagner Ferreira, Doutor em Teologia Moral e Formador Geral da Comunidade Canção Nova
Nesta sexta-feira, 2, a Igreja celebra um dia especial de orações pelos fiéis defuntos, o dia de Finados. Desde os primeiros séculos, os cristãos já visitavam os túmulos dos mártires para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva. No século XIII, o dia dos fiéis defuntos passou a ser celebrado oficialmente em 2 de novembro, já que no dia 1º de novembro era comemorada a solenidade de todos os santos.
Ao celebrar esta data, é comum pensarmos sobre o fim da vida neste mundo. Logo, é possível se perguntar: o que acontece após a morte? Para onde foram os que morreram? Céu e inferno são realmente lugares ou apenas estados de espírito? 
Padre Wagner Ferreira, Doutor em Teologia Moral e Formador Geral da Comunidade Canção Nova,  explica, segundo a doutrina da Igreja Católica, o que acontece à pessoa após a morte. O padre fala ainda sobre céu, inferno e purgatório e,  esclarece a diferença entre o juízo final e o fim do mundo.
noticias.cancaonova.com – Em primeiro lugar, como devemos olhar a realidade da morte?

Padre Wagner Ferreira – Quando a Igreja lida com a morte, Ela sempre tem o seu olhar voltado para o Mistério de Cristo Vivo e Ressuscitado. Como diz o livro do Apocalipse, Ele é o vivente. Ele é fonte de vida e ressurreição para aqueles que nele crêem. A Igreja vê a realidade da morte como uma realidade dramática, que toca toda e qualquer pessoa humana, mas ao mesmo tempo, tendo o seu olhar fixo em Jesus Ressuscitado, a Igreja crê na morte humana como uma passagem, um momento em que vamos definitivamente ao encontro de Deus, com muita esperança. 
noticias.cancaonova.com – O que a Igreja ensina sobre o céu e o inferno?

Padre Wagner Ferreira – O céu é a própria vida de Deus, da Santíssima Trindade. Fomos salvos por Jesus para viver eternamente na vida de Deus. No céu, nós experimentaremos plenamente o amor do Senhor. É a nossa alegria eterna, a felicidade eterna. O inferno é aquele estado da alma em que, a pessoa, com clareza, com consciência muito clara, rejeitou a vida de Deus. É uma realidade dramática até pensar nisso. Deus tem um amor profundo e imenso pela pessoa humana. Criou cada pessoa livre e Ele não quer que ninguém O ame de forma obrigada. Deus não nos criou para sermos robôs. Mas, no respeito da nossa liberdade, ele respeita também aquele filho que quis dizer não a Ele. Portanto, o inferno seria esse momento definitivo em que a pessoa escolhe de forma muito clara, uma existência eterna, porém, sem Deus. 
noticias.cancaonova.com – Segundo a Bíblia e a doutrina Católica, o que acontece após a morte?

Padre Wagner Ferreira - A partir da revelação bíblica, dos textos das Sagradas Escrituras, principalmente os textos do Novo Testamento, a Igreja crê que as pessoas, depois de sua morte, fazem a experiência do chamado juízo particular. Se elas estiveram, em sua vida terrena, comprometidas com Deus, com os valores do Reino de Deus, da justiça, do amor, da solidariedade para com o próximo e tudo mais, é claro que estas pessoas viveram uma vida de seguimento de nosso Senhor Jesus Cristo e vão seguir o Senhor também em sua vitória na Ressurreição. Essas pessoas em seu juízo particular, vão para a glória de Deus, para o Céu, para a Vida Eterna. 
Agora, quem, infelizmente, viveu sua vida terrena sem compromisso com Deus, com a fé, com o amor ao próximo, a justiça, a solidariedade, depois de sua morte a pessoa segue para um juízo particular de condenação. É Claro que Deus não condena ninguém, mas a pessoa que, durante sua vida, escolheu uma vida sem Deus, descomprometida, desvinculada do amor ao próximo, da solidariedade e assim por diante, ela mesmo se condena. Mas, a Igreja nunca se pronuncia dizendo: tal pessoa foi para o inferno! Por mais terrível que tenha sido aquela pessoa, jamais a Igreja se pronuncia desta forma. 
noticias.cancaonova.com – E o purgatório, como compreendê-lo?

Padre Wagner Ferreira - Se a pessoa procurou seguir a Cristo, mas em alguns momentos de sua vida, essa opção pelo Senhor e pela vivência dos valores do Reino de Deus não foi vivida com tanta coerência, a Igreja acredita que a pessoa passa, depois de sua morte, por uma experiência de purificação final, antes de participar eternamente da glória de Deus. É o que a Igreja chama de purgatório, ou seja, uma purificação final para que a pessoa possa participar eternamente da glória de Deus.
noticias.cancaonova.com – Quanto à salvação: é dom de Deus ou fruto do esforço humano?

Padre Wagner Ferreira - A Igreja professa essa verdade, juntamente com o Apóstolo São Paulo: as pessoas são salvas pela graça de Deus, pela fé em Jesus Cristo. Mas, o Apóstolo São Tiago também diz que se a fé não for acompanhada pelas obras ela é morta. Portanto, se eu creio em Jesus Cristo, e entro numa dinâmica de Salvação, esta fé me leva ao seguimento de Jesus, a um testemunho que se verifica em obras de amor, de justiça, de solidariedade, e etc. Mas, aquele que diz: creio em Jesus Cristo, mas no dia-a-dia não vive conforme esta fé na realidade, está enganado. Uma autêntica fé em Cristo me leva a um compromisso com a verdade. São obras de fé que testemunham a graça redentora de Cristo. 
noticias.cancaonova.com – O que dizem as Escrituras e a doutrina católica sobre o juízo final? Ele corresponde também ao fim do mundo?

Padre Wagner Ferreira - O juízo final é uma verdade de fé, presente nas Sagradas Escrituras, em diversos textos bíblicos. A revelação bíblica e a tradição da Igreja nos ensinam que Nosso Senhor Jesus Cristo, um dia, virá para manifestar plenamente a glória de Deus na existência e na história humana. Jesus veio uma primeira vez, estabeleceu definitivamente o Reino de Deus e, depois, Ele ascendeu à glória de Deus. Mas, nós cremos que um dia Ele virá em sua glória para julgar os vivos e os mortos. De modo a estabelecer definitivamente o seu Reino. A vinda gloriosa de Jesus não significa fim do mundo ou destruição do mundo. Mas, será um momento, segundo a Igreja, de renovação de todas as coisas, de um estabelecimento definitivo do Reino de Deus, onde Deus será tudo em todos. 
noticias.cancaonova.com – E, por que é preciso rezar pelos mortos?

Padre Wagner Ferreira - Esta prática de oração pelos defuntos tem o seu embasamento nas Sagradas Escrituras. Particularmente, existe uma passagem do segundo livro dos Macabeus capítulo 12, versículo 46, que diz assim: “Eis por que ele, Judas Macabeu, mandou oferecer este sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos de seu pecado”. Então, essa prática de rezar pelos defuntos é muito antiga, vem desde o povo de Israel. Por isso a Igreja entendeu, desde a sua origem, como uma prática importante. Nós somos chamados a rezar pelos fiéis defuntos para que possam ser agraciados com a Misericórdia, com o perdão, com o Amor de Deus. É uma prática piedosa e que a Igreja quis estabelecer um dia para que todos nós, Igreja Peregrina, rezemos pela Igreja Padecente. 
noticias.cancaonova.com – Além de rezar pelos que já morreram, existem outras formas de se viver bem este dia de Finados?

Padre Wagner Ferreira – Além desta atenção especial para com os fiéis defuntos, Finados também é uma oportunidade para que nós como Igreja Peregrina neste mundo possamos rever as nossas opções. Uma vez que a morte pode bater a nossa porta a qualquer momento, nós precisamos ter essa atenção também, não por medo da morte ou de ir para o inferno, mas, pelo contrário, mas por uma adesão mais bonita pelas coisas de Deus e o ao amor ao próximo. É também uma oportunidade para que nós possamos rever as nossas escolhas, tendo em vista também nós comungarmos eternamente da glória de Deus.

fonte: Canção Nova

Seja Feliz!