quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Perseguição do Século XX e o Terceiro Segredo de Fátima

O tema que continuo apresentando é atualíssimo e sério. Precisamos, neste ANO DA FÉ, buscar a conscientização e a conversão, buscar viver uma fé autêntica, pois a perseguição À Igreja de Cristo é real e a Igreja somos nós. Então, somos nós que estamos sendo perseguidos! Acorda Cristão! Lute pela sua Fé, lute pelo Seu Deus! Lute pelo Céu!

O século XX pode ser considerado o século com o maior número de mártires de toda a história do cristianismo. Em Fátima, Nossa Senhora já alertava a Igreja sobre a perseguição que se espalharia pelo mundo

Tal como aconteceu no início do Cristianismo, o século XX também pode ser considerado o século dos mártires. Foram milhares de igrejas e conventos destruídos por regimes totalitários e o número de cristãos presos, torturados e mortos por confessarem a fé em Cristo superou os de toda a história.

“No Jubileu do ano 2000, o Papa João Paulo II fez uma celebração para lembrar os mártires do século XX. O Pontífice disse que só este século produziu mais mártires do que toda a história da Igreja”, contou o professor Felipe Aquino, professor de Teologia.

Veja a reportagem sobre a Igreja do século XX


Estes dados estão de acordo com um relatório de 2011 do Centro de Estudos das Novas Religiões (CESNUR) e apresentado em um seminário organizado pela Universidade Pontifícia Lateranense de Roma. Segundo o diretor do estudo, um sociólogo italiano chamado Massimo Introvigne, o número de martírios cristãos, no mundo, chega a 70 milhões, 45 milhões dos quais aconteceram no século XX.
Os regimes totalitários foram os que mais perseguiram o Cristianismo neste tempo. A Revolução Russa (1917), por exemplo, levou à morte cerca de 17 mil sacerdotes e 34 mil religiosos. O Comunismo declarou a religião como subversiva e inimiga do Estado. Igrejas, conventos e seminários foram fechados e destruídos. São incontáveis os números de mártires em países como União Soviética, Lituânia, Romênia, China, Vietnã, Camboja e Cuba.

A Santa Sé, por exemplo, entendeu que as mensagens de Nossa Senhora de Fátima estão profundamente ligadas a esta era dos mártires do século XX. O terceiro segredo – que muito se fantasiava sobre seu conteúdo – faz menção à opressão da Rússia sobre o mundo e sobre o martírio de milhares de padres, bispos e religiosos. (leia a interpretação do segredo feito pela Congregação para a Doutrina da Fé)


A imagem do Terceiro Segredo de Fátima mostra claramente os mártires do século 20, sobretudo os cristãos mortos durante o regime comunista

Assim irmã Lucia descreve o terceiro segredo:
“Vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que pareciam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato do brilho que, da mão direita, expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: ‘Penitência, Penitência, Penitência!’ E vimos, numa luz imensa que é Deus, ‘algo semelhante a como se veem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante”. Um bispo vestido de branco; ‘tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre’. Vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subiram uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz de troncos toscos, como se fora de sobreiro com a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas e, meio trêmulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho. Chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e, assim mesmo, foram morrendo um atrás outros os bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz estavam dois anjos, cada um com um regador de cristal na mão; neles recolhiam o sangue dos mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.”

Irmã Lúcia, durante um encontro com o Cardeal Tarcísio Bertrone, então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, antes da divulgação do segredo, disse que os segredos contidos na mensagem de Fátima se referem à luta do Comunismo ateu contra a Igreja, os cristãos e os mártires produzidos nesse século.

Fonte: Destrave - Canção Nova

Seja Feliz!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Catequese de Bento XVI - A Origem de Jesus




CATEQUESE

Sala Paulo VI - Vaticano
Quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Queridos irmãos e irmãs,

O Natal do Senhor ilumina mais uma vez com a sua luz as trevas que muitas vezes cercam o nosso mundo e o nosso coração e traz esperança e alegria. De onde vem esta luz? Da gruta de Belém, onde os pastores encontraram “Maria e José e o menino, deitado na manjedoura” (Lc 2,16). Diante desta Sagrada Família surge uma outra e mais profunda pergunta: como pode aquele pequeno e indefeso Menino ter levado uma novidade tão radical no mundo a ponto de mudar o curso da história? Não tem talvez algo de misterioso na sua origem vai além daquela gruta?

Sempre de novo emerge assim a pergunta sobre a origem de Jesus, a mesma que coloca o Procurador Pôncio Pilatos durante o processo: “De onde és tu?” (Gv 19,29). No entanto, trata-se de uma origem bem clara. No Evangelho de João, quando o Senhor afirma: “Eu sou o pão descido do céu”, os judeus reagem murmurando: “Não é este Jesus, o filho de José? Dele não conhecemos o pai e a mãe? Como então pode dizer: “Sou descido do céu? (Jo 6,42). E, um pouco mais tarde, os cidadãos de Jerusalém se opõem com força diante da messianidade de Jesus, afirmando que se sabe bem “de onde é; o Cristo, em vez disso, quando vier, ninguém saberá de onde é” (Jo 7,27). O próprio Jesus faz notar quanto seja inadequado a pretensão deles de conhecer a sua origem, e com isso oferece já uma orientação para saber de onde vem: “Não sou vindo de mim mesmo, mas quem me mandou é verdadeiro, e vós não o conheceis” (Jo 7, 28). Certamente, Jesus é originário de Nazaré, é nascido em Belém, mas o que se sabe da sua verdadeira origem?

Nos quatro Evangelhos emerge com clareza a resposta à pergunta “de onde” vem Jesus: a sua verdadeira origem é o Pai; Ele vem totalmente Dele, mas de modo diferente de qualquer profeta enviado por Deus que o precederam. Esta origem do mistério de Deus, “que ninguém conhece”, está contida já nas histórias sobre a infância dos Evangelhos de Mateus e de Lucas, que estamos lendo neste tempo natalício. O anjo Gabriel anuncia: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso aquele que nascerá será santo e chamado Filho de Deus” (Lc 1, 35). Repetimos estas palavras cada vez que recitamos o Credo, a Profissão de fé: “et incarnatus est de Spiritu Sancto, ex Maria Virgine”, “por obra do Espírito Santo encarnou-se no seio da Virgem Maria”. Nesta frase ajoelhamos porque o véu que escondia Deus, vem, por assim dizer, aberto e o seu mistério insondável e inacessível nos toca: Deus se torna o Emanuel, “Deus conosco”. Quando escutamos as missas compostas por grandes mestres da música sacra, penso no exemplo da Missa de Coroação de Mozart, notamos imediatamente como se afirmam, se baseiam especialmente sobre esta frase, como para tentar expressar com a linguagem universal da música isso que as palavras não podem manifestar: o grande mistério de Deus que se encarna, se fez homem.

Se considerarmos atentamente a expressão “por obra do Espírito Santo encarnou-se no seio da Virgem Maria”, encontramos que essa inclui quatro sujeitos que atuam. De modo explícito são mencionados o Espírito Santo e Maria, mas é subentendido “Ele”, isso é o Filho, que se fez carne no seio da Virgem. Na Profissão de fé, o Credo, Jesus aparece definido com nomes diversos: “Senhor, ... Cristo, Filho unigênito de Deus ...Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro...consubstancial ao Pai” (Credo niceno-constantinopolitano). Vemos então que “Ele” refere-se a uma outra pessoa, aquela do Pai. O primeiro sujeito desta frase é então o Pai, que, com o Filho e o Espírito Santo, é o único Deus.

Esta afirmação do Credo não é sobre o ser eterno de Deus, mas nos fala de uma ação à qual tomam parte as três Pessoas divinas e que se realiza “ex Maria Virgem”. Sem ela a entrada de Deus na história da humanidade não chegaria ao seu fim e não teria tido lugar aquilo que é central na nossa Profissão de fé: Deus é um Deus conosco. Assim Maria pertence de modo irrenunciável à nossa fé no Deus que age, que entra na história. Ela coloca à disposição toda a sua pessoa, “aceita” transformar-se lugar da morada de Deus.

Às vezes, também no caminho e na vida de fé podemos sentir a nossa pobreza, a nossa insuficiência frente ao testemunho para oferecer ao mundo. Mas Deus escolheu justamente uma mulher humilde, em uma vila desconhecida, em uma das províncias mais distantes do império romano. Sempre, também em meio às dificuldades mais difíceis de enfrentar, devemos ter confiança em Deus, renovando a fé na sua presença e ação na nossa história, como naquela de Maria. Nada é impossível para Deus! Com Ele a nossa existência caminha sempre em terras seguras e está aberta a um futuro de firme esperança.

Professando no Credo: “por obra do Espírito Santo encarnou-se no seio da Virgem Maria”, afirmamos que o Espírito Santo, como força de Deus Altíssimo, operou de modo misterioso na Virgem Maria a concepção do Filho de Deus. O Evangelista Lucas reporta as palavras do arcanjo Gabriel: “O Espírito descerá sobre ti e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra” (1, 35). Duas referências são evidentes: a primeira é no momento da criação. No início do livro do Gênesis lemos que “o espírito de Deus pairava sobre as águas” (1, 2);  é o Espírito criador que deu vida a todas as coisas e ao ser humano. Isso que acontece em Maria, através da ação do mesmo Espírito divino, é uma nova criação: Deus, que chamou o ser do nada, com a Encarnação dá vida a um novo início da humanidade. Os Padres da Igreja muitas vezes falam de Cristo como do novo Adão, para marcar o início da nova criação do nascimento do Filho de Deus no seio da Virgem Maria. Isto nos faz refletir sobre como a fé traz também em nós uma novidade tão forte a ponto de produzir um segundo nascimento. De fato, no início do ser cristão tem o Batismo que nos faz renascer como filhos de Deus, nos faz participar da relação filial que Jesus tem com o Pai. E gostaria de salientar que como o Batismo se recebe, nós “somos batizados” – é um passivo – porque ninguém é capaz de tornar-se filho de Deus por si mesmo: é um dom que é conferido gratuitamente. São Paulo refere-se a esta filiação adotiva dos cristãos em uma passagem central da sua Carta aos Romanos, onde escreve: “Todos aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus, estes são filhos de Deus. E vós não recebestes um espírito da escravidão para cair novamente no medo, mas recebestes o Espírito que torna filhos adotivos, por meio do qual clamamos: “Abá! Pai”. O próprio Espírito, junto ao nosso espírito, atesta que somos filhos de Deus”, não servos (8,14-16). Somente se nos abrimos à ação de Deus, como Maria, somente se confiamos a nossa vida ao Senhor como a um amigo no qual nós confiamos totalmente, tudo muda, a nossa vida adquire um novo sentido e uma nova face: aquela dos filhos de um Pai que nos ama e nunca nos abandona.  

Falamos de dois elementos: o elemento primeiro o Espírito sobre as águas, o Espírito Criador; tem um outro elemento nas palavras da Anunciação.

O anjo diz a Maria: “O poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra”. É um lembrete da nuvem santa que, durante o caminho do êxodo, parava na tenda do encontro, na arca da aliança, que o povo de Israel levava consigo, e que indicava a presença de Deus (cfr Es 40,40,34-38). Maria, então, é a nova tenda santa, a nova arca da aliança: com o seu “sim” às palavras do arcanjo, Deus recebe uma morada neste mundo, Aquele que o universo não pode conter para habitar no ventre de uma virgem.

Retornamos então à questão com a qual começamos, aquela sobre a origem de Jesus, sintetizada pela pergunta de Pilatos: “De onde és tu?”.  Das nossas reflexões aparece claro, desde o início dos Evangelhos, qual é a verdadeira origem de Jesus: Ele é o Filho Unigênito do Pai, vem de Deus. Estamos diante do grande e perturbador mistério que celebramos neste tempo do Natal: o Filho de Deus, por obra do Espírito Santo, encarnou-se no seio da Virgem Maria. Este é um anúncio que soa sempre novo e que traz em si esperança e alegria ao nosso coração, porque nos doa toda vez a certeza de que, mesmo se muitas vezes nos sentimos fracos, pobres, incapazes diante da dificuldade e do mal do mundo, o poder de Deus age sempre e opera maravilhas propriamente na fraqueza. A sua graça é a nossa força. (cfr 2 Cor 12,9-10). Obrigado.





(Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Carta de Asia Bibi

Asia Noreeen Bibi, uma cristã condenada a morte no Paquistão

Meu querido Ashiq (esposo), meus queridos filhos,
É uma grande provação, estas que tereis de enfrentar. Esta manhã, fui condenada à morte. Confesso-vos que, quando ouvi o veredicto, chorei, mas no fundo não fiquei surpreendida. Não estava à espera de clemência nem de coragem por parte dos juizes, que se submeteram às pressões dos mulás e do fanatismo religioso. Desde que voltei à minha cela e sei que vou morrer, todos os meus pensamentos vão para ti, meu Ashiq, e para vós, meus filhos adorados. Censuro-me por vos deixar sozinhos em pleno turbilhão.
A ti, Imram, meu filho mais velho de dezoito anos, desejo-te que encontres uma boa esposa e que a faças feliz tal como o teu pai me fez a mim.
Tu, Nasima, minha filha maior de vinte e dois anos, já encontraste um marido, a família dele e uns sogros acolhedores; dá ao teu pai os netos que irás criar na caridade cristã como nós sempre fizemos.
Tu, minha doce Isha, tens quinze anos, mas nasceste com falta de entendimento. O papá e eu sempre te considerámos uma dádiva de Deus, tão boa que és e tão generosa. Não deves perceber porque é que a mamã não está aí, ao pé de ti, mas estás presente no meu coração, tens sempre lá um lugar especialmente reservado, somente para ti.
Sidra, tens apenas treze anos e eu sei que, desde que estou na prisão, és tu que tratas das coisas da casa, és tu que tomas conta de Isha, a tua irmã, que tanto precisa de ser ajudada. Censuro-me por obrigar-te a uma vida de adulta, tu que és tão pequena e que ainda devias brincar com bonecas.
Tu, minha pequena Isham, tens apenas nove anos e já vais perder a tua mamã. Meu Deus, como a vida é injusta! Mas visto que irás continuar a frequentar a escola, estarás mais tarde habilitada a defender-te perante a injustiça dos homens.
Meus filhos não percais a coragem, nem a fé em Jesus Cristo. Há-de haver dias melhores nas vossas vidas, e, lá no alto, quando eu estiver nos braços do Senhor, continuarei a velar por vós. Mas, por favor, peço-vos a todos os cinco que sejais prudentes, que não façais nada que possa ultrajar os muçulmanos ou as normas deste país. Minhas filhas, gostaria muito que tivésseis a sorte de encontrar um marido como o vosso pai.
Ashiq, amei-te desde o primeiro dia, e os vinte anos que passámos juntos são a prova disso mesmo. Nunca deixei de agradecer aos céus a sorte de te ter encontrado, de ter tido a possibilidade de casar por amor e não um matrimónio combinado, como acontece na nossa região. Os nossos dois feitios sempre combinaram um com o outro, mas o destino estava à nossa espera, implacável… Criaturas infames atravessam-se no nosso caminho. Estás agora sozinho perante o fruto do nosso amor, mas deves manter a coragem e o orgulho da nossa família.
Meus filhos, desde que estou encerrada nesta prisão, oiço as descrições de outras mulheres para quem a vida também se mostrou muito cruel. Posso dizer-vos que tivestes a sorte de conhecer a vossa mãe, a alegria de viver do nosso amor e da nossa coragem para trabalhar. Sempre tivemos o supremo desejo, o pai e eu, de sermos felizes e de vos fazermos felizes, embora a vida não fosse fácil todos os dias. Somos cristãos e somos pobres, mas a nossa família é uma grande riqueza. Gostaria tanto de vos ver crescer, educar-vos e fazer de vós pessoas honestas – mas sê-lo-eis certamente!Sabeis a razão por que vou morrer e espero que não me censureis por partir assim tão depressa, porque estou inocente e não fiz nada daquilo que me acusam.
Tu sabes que é verdade, Ashiq, tal como sabes que sou incapaz de violência e de crueldade. Às vezes, porém, sou teimosa.
Por aquilo que calculo, não vai demorar muito. Em poucos minutos, fui condenada à morte. Não sei ainda quando me irão enforcar, mas podeis estar tranquilos, meus amores, irei de cabeça levantada, sem medo, porque serei acompanhada por Nosso Senhor e pela Santa Virgem Maria, que vão receber-me nos seus braços.
Meu bom marido, continua a educar os nossos filhos como eu gostaria de fazer contigo.
Ashiq, meus filhos bem-amados, vou deixar-vos para sempre, mas amar-vos-ei eternamente.
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 Asia Noreeen Bibi é uma cristã católica paquistanesa, mãe de 5 filhos que foi condenada à morte acusada de insultar o profeta Maomé. Ela ainda está viva e permanece presa. Cristãos do mundo inteiro, inclusive Bento XVI, tem feito apelos à comunidade internacional para que ela receba o indulto do governo do Paquistão

Cristãos Perseguidos

Muitos de nós achamos que ser Cristão é algo fácil, ou que a conversão de uma vida de drogas e prostituição e crimes para o Cristianismo é algo que nos dará status. Errado. 

Ser verdadeiramente Cristão no mundo sempre foi sinal de discriminação e muitas vezes, perigo de vida. 

Assumir seu Batismo é assumir a verdadeira Liberdade. Mas é preciso ser fiel, e contar sempre com o auxílio do Espírito Santo, Aquele que sustém a Igreja desde o princípio, e a sustentará até o fim do mundo.  

Então, após ler e assistir à reportagem abaixo, fica a pergunta: Quero ser verdadeiramente CRISTÃO?

A Igreja Perseguida

Cerca de 105 mil cristãos são perseguidos todos os anos por causa de sua fé. O número de mártires nos dois últimos séculos supera os de toda a história do cristianismo

Imagem manchada com sangue de cristãos em atentado no Egito

A história do Cristianismo é mesclada com a história de incontáveis mártires que, desde os primeiros séculos até os dias de hoje, testemunham, com o derramamento de sangue, a fé incondicional no Salvador da humanidade.
Já nos Atos dos Apóstolos, temos o relato do martírio de Estevão e o apóstolo Tiago. A partir daí, o Cristianismo é dispersado pelo mundo e chega a Roma, onde sob o imperador Nero (64 D.C) inaugura-se uma verdadeira caça aos cristãos, a qual só terá fim três séculos depois.
“No início, os cristãos precisavam ser bem preparados para assumirem o batismo, porque abraçar a fé, naquela época, significava correr um perigo constante de morte”, afirma padre Carlo, professor de história da Igreja na Universidade Santa Cruz de Roma.
Quando falamos de perseguição ao Cristianismo, nada pode se comparar ao Século XX. Só os mártires provenientes das grandes revoluções e regimes ditatoriais superam os de toda a história. A Revolução Russa (1917), por exemplo, levou à morte cerca de 17 mil sacerdotes e 34 mil religiosos. O Comunismo se espalhou pelo mundo e declarou a religião como subversiva e inimiga do Estado. Igrejas, conventos e seminários são fechados e destruídos. São incontáveis os números de mártires em países como União Soviética, Lituânia, Romênia, China, Vietnã, Camboja e Cuba.


Na Revolução Nacionalista espanhola (1931), a Igreja Católica é condenada à extinção e considerada um inimigo a ser abatido por todos os meios. Entre sacerdotes, religiosas e religiosos, o número de mortos chegou a 6.832, sendo 13 bispos, 4.184 padres diocesanos, 2.365 religiosos, 283 religiosas e vários seminaristas. Em 28 de outubro, Bento XVI beatificou 398 mártires desta revolução de uma só vez, o que ficou conhecido como a maior beatificação da história da Igreja.


Em nossos tempos, o número de cristãos perseguidos também caminha para se igualar aos do século passado. Segundo o sociólogo investigador David Barrett, no seu livro World Christian Trends AD 30-AD 2200, na primeira década deste milênio foram 160 mil cristãos assassinados e, na segunda década, calcula-se o número de 150 mil. Segundo os cálculos, um cristão é assassinado a cada cinco minutos, um dado que os coloca no topo dos grupos mais perseguidos do mundo.
Por que nem todos sabem destes dados?
“Não é interessante para a mídia divulgar o martírio de cristãos”, diz a missionária do ministério Portas Abertas, um grupo evangélico fundado por Irmão André ainda na época da ‘cortina de ferro’, o qual tem por missão dar suporte a esta Igreja perseguida. Segundo a missionária – que já visitou países como Cuba, Iraque e Paquistão -, os cristãos desses países não possuem, muitas vezes, nem sequer uma Bíblia e vivem a sua fé sob a pressão de grupos radicais islâmicos. “Estes nossos irmãos vivem uma fé autêntica, porque ser cristãos em países hostis ao Cristianismo significa viver sob o constante risco de morte ou tortura. Uma pessoa muçulmana que se converte ao Cristianismo, por exemplo, morre se não voltar atrás, mas, mesmo assim, eles não negam a fé em Jesus”, diz Elizabeth.


Um outro tipo de perseguição
A perseguição em nossos tempos não é somente a física, ou seja, o martírio de sangue. Existe uma outra forma de perseguição que se espalha pelo mundo e por países que, antes, eram profundamente cristãos.
“O Papa fala hoje do martírio da ridicularização, ou seja, se você se denomina cristão no trabalho, na universidade ou coloca um crucifixo no peito, eles o ridicularizam. Vão chamá-lo de alienado, de fundamentalista, medieval. Não é uma perseguição que vem com as armas, mas com a cultura”, explica professor Felipe Aquino, professor de História da Igreja e apresentador da TV Canção Nova.
Um exemplo desta secularização e hostilidade ao Cristianismo, sobretudo à Igreja Católica, mostra-se na França. “Recentemente, a ministra do alojamento francês acabou de pedir, publicamente, que a Igreja devolva imóveis e salas para colocar outras pessoas dentro. O atual governo decidiu voltar atrás no reconhecimento de diplomas dos estudantes sob o argumento de que estas instituições estão ligadas à Igreja e ao Vaticano e não podem gozar dos mesmos privilégios das instituições estaduais”, disse Louis-Marie Guitton, responsável pelo observatório sócio-político da diocese de Toulon, na França.
No Brasil, este laicismo também começa a dar as suas caras. Em março deste ano, a pedido da Liga Brasileira de Lésbicas, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul  (RS) determinou a retirada dos crucifixos e símbolos religiosos dos espaços públicos e prédios da justiça gaúcha. Em novembro, o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, pediu a retirada do termo “Deus seja Louvado” das cédulas da moeda brasileira, o Real, com o argumento de que o Estado é laico.


Um Estado laico significa negar a cultura religiosa de seu povo?
“Nós estamos num Estado cuja maioria da população é cristã, isto significa que ter um crucifixo, por exemplo, num prédio público é respeitar o sentimento religioso desta maioria e também a fé cristã que está impregnada na cultura do Brasil”, diz o advogado especialista em direito civil Aleksandro Clemente.
Já para Elizabeth, da missão Portas Abertas, é preciso que os cristãos do Brasil aprendam com os países que se fecharam ao Evangelho. “Se nós formos ver, os países mais hostis ao Cristianismo, hoje, são aqueles nos quais o Cristianismo era muito forte no início, onde ele nasceu. Nós precisamos estar atentos às leis que tramitam no Congresso, porque nenhum país se fecha ao Evangelho da noite para o dia, as coisas vão acontecendo devagar”, disse a missionária.

Veja mais sobre o tema:

Leia hoje: São Lucas 21,12-19 

E seja Feliz!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mensagem do Papa BentoXVI para o Financial Times Americano


Tempo de empenho no mundo para os cristãos

“Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” foi a resposta de Jesus quando lhe foi perguntado o que pensava sobre o pagamento dos impostos. Aqueles que o interrogavam, obviamente, queriam fazer-lhe uma armadilha. Queriam forçá-lo a tomar partido no debate político sobre a dominação romana na terra de Israel. E ainda estava em jogo algo mais: se Jesus era realmente o Messias esperado, então seguramente seria oposto aos dominadores romanos. Portanto a pergunta era calculada para desmascará-lo ou como uma ameaça para o regime ou como um impostor.

A resposta de Jesus habilmente traz a questão para um nível superior, confrontando de forma sutil a politização da religião e o endeusamento do poder temporal, assim como a busca incansável da riqueza. Os seus ouvintes precisavam entender que o Messias não era César, e que César não era Deus. O reino que Jesus vinha instaurar era de uma dimensão absolutamente superior. Como responde a Poncio Pilatos: “O meu reino não é deste mundo”.

As histórias do Natal no Novo Testamento têm o objetivo de exprimir uma mensagem similar.  Jesus nasce durante um “recenseamento do mundo inteiro”, desejado por César Augusto, o imperador famoso por ter levado a Pax Romana em todas as terras submetidas ao domínio romano. No entanto, esta criança, nascida em uma escuridão e distante do império, estava para oferecer ao mundo uma paz muito maior, verdadeiramente universal em seu propósito e transcendente a cada limite de espaço e de tempo.

Jesus nos é apresentado como herdeiro do rei Davi, mas a libertação que ele trouxe ao próprio povo não dizia respeito ao tomar cuidado com o exercito inimigo; tratava-se, em vez disso, de vencer para sempre o pecado e a morte.

O nascimento de Cristo nos desafia a repensar as nossas prioridades, os nossos valores, o nosso próprio modo de viver. E enquanto o Natal é sem dúvida um tempo de grande alegria, é também uma ocasião de profunda reflexão, antes de tudo um exame de consciência.  Ao fim de um ano que significou privações econômicas para muitos, o que podemos aprender da humildade, da pobreza, da simplicidade da cena do presépio?

O Natal pode ser o tempo no qual aprendemos a ler o Evangelho, a conhecer Jesus não somente como a Criança da manjedoura, mas como aquele no qual reconhecemos o Deus feito homem.

É no Evangelho que os cristãos encontram inspirações para a vida cotidiana e para o seu envolvimento nos negócios do mundo – seja isso vindo no Parlamento ou na Bolsa. Os cristãos não devem escapar do mundo; pelo contrário, devem empenhar-se nesse.  Mas o seu envolvimento na política e na economia deve transcender cada forma de ideologia.

Os cristãos combatem a pobreza porque reconhecem a dignidade suprema de cada ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus e destinado à vida eterna. Os cristãos trabalham por uma divisão igualitária dos recursos da terra porque estão convencidos de que, como administradores da criação de Deus, nós temos o dever de cuidar dos mais frágeis e dos mais vulneráveis. Os cristãos se opõem à ganância e à exploração na crença de que a generosidade e um amor altruísta, ensinado e vivido por Jesus de Nazaré, são a via que conduz à plenitude da vida. A fé cristã no destino transcendente de cada ser humano implica na urgência da tarefa de promover a paz e a justiça para todos.

Porque tais fins são compartilhados por muitos, é possível uma grande e fecunda colaboração entre os cristãos e os outros. E, todavia, os cristãos dão a César somente aquilo que é de César, mas não aquilo que pertence a Deus. Às vezes, ao longo da história, os cristãos não puderam concordar com as exigências feitas por César. Do culto do imperador da antiga Roma aos regimes totalitários do século passado, César procurou tomar o lugar de Deus. Quando os cristãos se recusam a se curvar aos deuses falsos propostos em nossos tempos não é porque têm uma visão antiquada do mundo. Pelo contrário, isso acontece porque estão livres das amarras da ideologia e animados por uma visão tão nobre do destino humano que não podem aceitar compromissos com algo que possa miná-los.

Na Itália, muitos presépios são adornados por ruínas de antigas construções romanas ao fundo. Isso demonstra que o nascimento do menino Jesus marca o fim da antiga ordem, o mundo pagão, no qual as reivindicações de César pareciam impossíveis de desafiar. Agora há um novo rei, que não confia na força das armas, mas no poder do amor. Ele traz esperança a todos aqueles que, como ele mesmo, vivem às margens da sociedade. Traz esperança a quantos são vulneráveis na sorte incerta de um mundo precário. Da manjedoura, Cristo nos chama a viver como cidadãos do seu reino celeste, um reino que cada pessoa de boa vontade pode ajudar a construir aqui na terra.

PHN! Por Hoje eu Não vou mais pecar!

 Hoje eu quero partilhar com vocês essa meditação e essa oração do Monsenhor Jonas Abib, para continuamente buscarmos atender aos planos do Senhor em nossas vidas, e não às nossas vontades.

Somente quando buscamos a pureza e a retidão de nossos sentidos e pensamentos e ações, encontraremos a Deus. Ele está sempre perto de nós, mas fica em silêncio. O pecado faz muito barulho em nós e à nossa volta. Mas quando 'tampamos' os ouvidos de nossa alma, isto é, quando nos recusamos a seguir nossas fraquezas, nossas concupiscências, então Deus se manifesta, Belo, Grande, Amoroso!

Acredite, contra tudo e contra todos: Deus é bom e Ele ama você!

 
Eu me decido a não pecar! “Não vos enganeis, meus irmãos muito amados” (Tg 1,16).

Ceder à concupiscência qualquer um o faz. Isso é muito fácil. Mas aqueles que são realmente homens e mulheres de Deus vencem a tentação movidos pela vontade de dar ao Senhor a vitória. O inimigo de Deus sabe que tudo está em nossa vontade, somos nós que decidimos; assim como sabe que somos fracos. Por isso decidiu miná-la e anular nossa capacidade de decisão. Muitos acabaram “indo na onda” dos outros e se afundaram.

Peça ao Senhor que fortaleça sua vontade. Abra o coração para que o Divino Espírito Santo lhe revele as concupiscências que pesam sobre você, fazendo esta oração:

"Eu me decido por Ti, Senhor: Pelos teus caminhos e pelas tuas leis. Eu me decido a não deixar que a concupiscência seja fecundada em mim. Dá-me, portanto, Senhor força de vontade. Dá-me a graça da decisão. Eu me decido a não pecar. Mesmo que eu sinta a força da concupiscência em mim, querendo me arrastar, eu não vou ceder. Eu sou “terra boa” e não posso produzir maus frutos. Não posso produzir pecado em minha vida. Só tuas sementes podem florescer em mim. Sei que cedi à tentação muitas vezes, e por isso, minha vontade se enfraqueceu. Peço: fortalece minha vontade. Dá-me a graça de não pecar. Senhor, eu me decido por Ti! Amém".

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova


E Seja Feliz!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Crer em Jesus Cristo: verdadeiro Deus e verdadeiro homem

Jéssica Marçal

Padre Toninho destacou a indissociabilidade entre as naturezas divina e humana de Jesus Cristo
Os católicos vivem atualmente o tempo do Advento, que é uma preparação para o Natal. A data celebra o nascimento do Senhor Jesus Cristo, um dos mistérios da fé cristã, que tem Jesus como o Filho de Deus, o enviado pelo Pai para salvar a humanidade. Essa é uma crença que os católicos professam no Credo, oração que pode ser meditada em especial neste Ano da Fé, como forma de entender melhor a fé católica.

Sendo uma das pessoas da Santíssima Trindade, Cristo é chamado pelos católicos como Senhor. O padre Antônio Justino Filho, padre Toninho, da Comunidade Canção Nova, explicou que isso se deve, primeiramente, ao fato de Jesus ser o Filho de Deus Pai. Além disso, Ele habitou entre os seres humanos, sendo a face do Deus que até então ninguém tinha visto.

“A pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo é a imagem visível do Deus invisível (...) por isso ele é o Senhor, porque Ele ressuscitou, e sendo senhor Ele tem esse título de Kyrios: Senhor”.

Essa forma de se referir a Jesus tem um significado especial para os cristãos. O Youcat, recente versão do Catecismo da Igreja Católica voltada aos jovens, explica que dizer que Jesus é o Senhor implica no fato de que um cristão não deve se submeter a nenhum outro poder.  Os cristãos conhecem o poder de Jesus não somente pelas profecias que anunciavam a vinda do Filho de Deus, mas por todos os milagres realizados.

Os fiéis reconhecem em Jesus a divindade, uma vez que é Deus, e a humanidade, pois se fez homem entre os homens. Quanto a isso, padre Toninho lembrou que as naturezas divina e humana de Cristo não se sobrepõem, ou seja, nenhuma é maior que a outra. “Ele não é nem mais Deus e nem mais homem.(...) A divindade e a humanidade de Jesus não se separam, por isso que Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem”.

E quando se fez homem entre os homens, Jesus chamou 12 apóstolos para seguir sua missão de difundir a Palavra de Deus na terra. Mas o chamado não parou por aí. A partir dessas 12 pessoas, a Igreja chamou outros para serem apóstolos da Igreja. Exemplo disso, segundo padre Toninho, são os bispos.

“Os bispos, são os sucessores dos apóstolos e nessa sucessão apostólica, a tradição apostólica vai sendo passada de geração a geração dentro da vida da Igreja. Então hoje, o chamado a viver uma apostolicidade, como assim nós chamamos na Igreja, é para todos os batizados, mas de modo especial para aqueles que têm um chamado especial como são os bispos”.

Mas, afinal, o que mudou no mundo a partir da vinda de Cristo? Padre Toninho lembrou que muita coisa mudou. O ponto destacado por ele foi o grande impulso evangelizador que os discípulos missionários tiveram após a vinda de Cristo, cujas palavras contidas no Evangelho exortam à pregação da Boa Nova a todas as criaturas. 

“Se hoje nós temos essa presença da Igreja em vários lugares do mundo, é devido a isso: após a morte e ressurreição de Jesus, os discípulos foram impulsionados a sair em missão. Então eu vejo essa grande novidade da ressurreição de Jesus: o mundo que começou a conhecer a Palavra de Deus”. 

Fonte: Canção Nova