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O Coração é a grande arca onde a Fé é transportada, e que nos leva rumo à Santidade, rumo à Eternidade.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Papa Francisco convoca a Igreja a uma Vigília pela Paz
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O Inferno - São João Bosco
Deparei-me com este artigo, hoje, na internet.
Considerando o seu autor, São João Bosco, dispenso mais comentários.
Sobre o Inferno e a
Eternidade das Penas
Por São João Bosco
- Presbítero
Sobre o Inferno
1º)- O Inferno é um local destinado pela Justiça divina para castigar com suplícios eternos os que morrem em pecado mortal.
A primeira pena que os condenados padecem no Inferno é a dos sentidos, por ser todo o seu corpo atormentado por um fogo que arde horrivelmente sem jamais diminuir.
Esse fogo penetrará pelos olhos, pela boca e por todo o corpo, e cada um do sentidos padecerá uma pena especial.
Os olhos ficarão obscurecidos pelo fumo e pelas trevas, e aterrorizados ao ver os demônios e os demais condenados.
Os ouvidos não ouvirão incessantemente senão gritos, uivos, prantos e blasfêmias.
A primeira pena que os condenados padecem no Inferno é a dos sentidos, por ser todo o seu corpo atormentado por um fogo que arde horrivelmente sem jamais diminuir.
Esse fogo penetrará pelos olhos, pela boca e por todo o corpo, e cada um do sentidos padecerá uma pena especial.
Os olhos ficarão obscurecidos pelo fumo e pelas trevas, e aterrorizados ao ver os demônios e os demais condenados.
Os ouvidos não ouvirão incessantemente senão gritos, uivos, prantos e blasfêmias.
O olfato será atormentado com o mau cheiro do enxofre e betume ardentes, que o sufocará.
A boca sofrerá sede ardentíssima e padecerá uma fome canina: "Sofrerão fome como cães" (Sl 58,7; 15).Deus permitiu que o rico Epulão, em meio aqueles tormentos, dirigisse um olhar a Lázaro, pedindo por misericórdia uma gota de água para aliviar o ardor que o consumia; mas até esta lhe foi negada.
Aqueles infelizes, em meio às chamas, devorados pela fome e sede, atormentados por um fogo que não cessa, bradam, uivam e se desesperam.
Ah!Inferno, Inferno, como são desgraçados os que caem nos teus abismos!
E tu, meu filho, que dizes?
Se tivesses que morrer neste momento, para onde irias?
Se não podes suportar agora, se gritar de dor, a ligeira chama de uma vela na mão, como poderás sofrer aquelas chamas por toda a eternidade?
2º)- considera por outro lado, meu filho, o remorso que sentirá a consciência dos condenados.Sua memória, entendimento e vontade padecerão terrivelmente tormentos.
Recordarão continuamente o motivo porque se perderam, isto é, por terem querido satisfazer uma paixão qualquer, e esse pensamento será para eles um verme roedor que jamais morrerá.
Pensarão no tempo que Deus lhe tinha concedido para salvar-se da perdição; nos bons exemplos de seus companheiros; nos propósitos formados e não postos em prática.Pensarão nas pregações ouvidas, nos conselhos de seus confessores, nas boas inspirações pra deixar o pecado...E, vendo que já não há remédio, lançarão uivos desesperados.
A vontade jamais terá nada do que deseja, sofrendo pelo contrário todos os males.
O entendimento conhecerá o bem imenso que perdeu.A alma, separada do corpo e apresentada diante do divino tribunal, entreviu a beleza de Deus, conheceu sua bondade, contemplou por um instante o esplendor do Paraíso, terá ouvido talvez os dulcíssimos e harmoniosos cantos dos Anjos e Bem-aventurados.Que dor, vendo que tudo isso lhe é arrebatado para sempre!
Que horrorosos tormentos!Quem poderá suportá-los?
3º)- Meu Filho, que agora não te preocupas em perder a Deus e o Paraíso!Esperas por acaso conhecer tua cegueira, quando tantos companheiros teus, mais ignorantes e mais pobres do que tu, estiverem gloriosos e triunfantes no reino dos céus, e tu estiveres maldito por Deus e arrojado fora daquela pátria bem-aventurada, do gozo de Deus, da companhia da Virgem Santíssima e dos Santos?
Decide-te, pois, a servir ao Senhor, e faz penitência.Não aguardes para quando não haja mais tempo.Entrega-te a Deus.Quem sabe se esta meditação não será o teu último chamado da graça!Se não correspondes a ele, tu te expõe a que Deus te abandone e te deixe cair nos eternos suplícios.
Ah!Senhor, livrai-me das penas do inferno!
A eternidade das penas
1º)-
Considera, meu filho, que se caíres no Inferno, dele jamais saíras.Nele
se padecem todas as penas, e todas elas para sempre.
Passarão cem anos, mil anos, e o Inferno estará apenas começando; passarão cem mil anos, cem milhões de anos, milhões de milhões de anos e de séculos...e o Inferno estará ainda apenas começando.
Se um Anjo anunciasse a um condenado que Deus haveria de livrá-lo do Inferno depois de passar tantos milhões de séculos como gotas de água que há no mar, ou folhas de árvores e grãos de areia no mundo, essa notícia lhe causaria logo um consolo indizível."É certo, exclamaria, que é imenso o número de séculos que sofrerei, afinal, haverá um dia em que eles acabarão".
Mas, ai! passarão esses milhões de séculos e uma infinidade de outros, e o Inferno estará sempre apenas começando.
Cada condenado quereria poder dizer a Deus: "Senhor, aumentai quanto quiserdes minhas penas, e fazei-me permanecer aqui o tempo que quiserdes, contanto que me deis a esperança de ver este suplício acabar um dia!"Mas não!Esse término e essa esperança jamais chegarão.
2º)- Se ao menos o condenado pudesse iludir-se a si mesmo, pensando consigo: "Quem sabe se Deus algum dia terá piedade de mim e me tirará deste abismo!"
Mas, não!Jamais abrigará esta esperança!O condenado terá sempre presente a sentença de sua condenação eterna: "Este tormentos, este fogo, estes horríveis gritos, eu os terei para sempre".
Sempre! verá escrito nas chamas que o devoram.Sempre! na ponta das espadas que o transpassam; Sempre!, nas horríveis fisionomias dos demônios que o atormentam; Sempre!, naquelas portas fechadas que jamais se abrirão para ele!
Ó eternidade, ó abismo sem fundo!Ó mar sem limites!Ó caverna sem saída!Quem não tremerá pensando em ti?Ó maldito pecado, que tremendos suplícios preparas para quem te comete!Ah!Basta de pecados, basta de pecados em toda a minha vida!
3º)- O que deve encher-te de espanto é pensar que essa horrível fornalha está sempre aberta debaixo de teus pés e que basta um único pecado mortal para cair nela.
Compreendes, meu filho, isto que lês? Um pecado que cometes com tanta facilidade merece uma pena eterna.Uma blasfêmia, uma profanação dos dias festivos, um furto, um ódio, uma palavra, um ato, um pensamento obsceno, bastam para condenar-te às penas do Inferno.
Ah!meu filho, ouve atentamente o meu conselho; se a consciência te censura de algum pecado, vai imediatamente confessar-te para principiar logo uma boa vida; põe em prática todos os conselhos do teu confessor e se for necessário faz uma confissão geral; promete fugir das ocasiões perigosas, das más companhias, e se deus te chamar a deixar o mundo, obedece-Lhe com prontidão.
Tudo o que se faz para evitar uma eternidade de tormentos é pouco, é nada: "nenhuma segurança é excessiva quando está em jogo a eternidade", escreveu São Bernardo.
Oh!quantos jovens na flor da idade abandonaram o mundo, a pátria, a família e foram sepultar-se nas grutas e desertos, não vivendo senão de pão e água, às vezes só de algumas raízes!...E tudo isso para evitarem o Inferno!
E tu, o que fazes, depois de merecer tantas vezes o Inferno pelo pecado?
Lança-te aos pés de teu Deus e diz a Ele: "Senhor, vede-me pronto a fazer tudo o que quiserdes; já Vos ofendi demais até agora; de hoje em diante não Vos quero mais ofender; enviai-me, se preciso, todos os males nesta vida, desde que possa salvar minha alma".
Fonte: São João Bosco: O Jovem Instruído
Passarão cem anos, mil anos, e o Inferno estará apenas começando; passarão cem mil anos, cem milhões de anos, milhões de milhões de anos e de séculos...e o Inferno estará ainda apenas começando.
Se um Anjo anunciasse a um condenado que Deus haveria de livrá-lo do Inferno depois de passar tantos milhões de séculos como gotas de água que há no mar, ou folhas de árvores e grãos de areia no mundo, essa notícia lhe causaria logo um consolo indizível."É certo, exclamaria, que é imenso o número de séculos que sofrerei, afinal, haverá um dia em que eles acabarão".
Mas, ai! passarão esses milhões de séculos e uma infinidade de outros, e o Inferno estará sempre apenas começando.
Cada condenado quereria poder dizer a Deus: "Senhor, aumentai quanto quiserdes minhas penas, e fazei-me permanecer aqui o tempo que quiserdes, contanto que me deis a esperança de ver este suplício acabar um dia!"Mas não!Esse término e essa esperança jamais chegarão.
2º)- Se ao menos o condenado pudesse iludir-se a si mesmo, pensando consigo: "Quem sabe se Deus algum dia terá piedade de mim e me tirará deste abismo!"
Mas, não!Jamais abrigará esta esperança!O condenado terá sempre presente a sentença de sua condenação eterna: "Este tormentos, este fogo, estes horríveis gritos, eu os terei para sempre".
Sempre! verá escrito nas chamas que o devoram.Sempre! na ponta das espadas que o transpassam; Sempre!, nas horríveis fisionomias dos demônios que o atormentam; Sempre!, naquelas portas fechadas que jamais se abrirão para ele!
Ó eternidade, ó abismo sem fundo!Ó mar sem limites!Ó caverna sem saída!Quem não tremerá pensando em ti?Ó maldito pecado, que tremendos suplícios preparas para quem te comete!Ah!Basta de pecados, basta de pecados em toda a minha vida!
3º)- O que deve encher-te de espanto é pensar que essa horrível fornalha está sempre aberta debaixo de teus pés e que basta um único pecado mortal para cair nela.
Compreendes, meu filho, isto que lês? Um pecado que cometes com tanta facilidade merece uma pena eterna.Uma blasfêmia, uma profanação dos dias festivos, um furto, um ódio, uma palavra, um ato, um pensamento obsceno, bastam para condenar-te às penas do Inferno.
Ah!meu filho, ouve atentamente o meu conselho; se a consciência te censura de algum pecado, vai imediatamente confessar-te para principiar logo uma boa vida; põe em prática todos os conselhos do teu confessor e se for necessário faz uma confissão geral; promete fugir das ocasiões perigosas, das más companhias, e se deus te chamar a deixar o mundo, obedece-Lhe com prontidão.
Tudo o que se faz para evitar uma eternidade de tormentos é pouco, é nada: "nenhuma segurança é excessiva quando está em jogo a eternidade", escreveu São Bernardo.
Oh!quantos jovens na flor da idade abandonaram o mundo, a pátria, a família e foram sepultar-se nas grutas e desertos, não vivendo senão de pão e água, às vezes só de algumas raízes!...E tudo isso para evitarem o Inferno!
E tu, o que fazes, depois de merecer tantas vezes o Inferno pelo pecado?
Lança-te aos pés de teu Deus e diz a Ele: "Senhor, vede-me pronto a fazer tudo o que quiserdes; já Vos ofendi demais até agora; de hoje em diante não Vos quero mais ofender; enviai-me, se preciso, todos os males nesta vida, desde que possa salvar minha alma".
Fonte: São João Bosco: O Jovem Instruído
(extraído de http://www.rainhadosapostolos.com/2007/05/o-inferno.html)
Seja Feliz!
terça-feira, 27 de agosto de 2013
As provas da Ressurreição de Jesus - Prof. Felipe Aquino
A
Igreja não tem dúvida em afirmar que a Ressurreição de Jesus foi um
evento histórico e transcendente. No §639 o Catecismo afirma: “O
mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real que teve
manifestações historicamente constatadas, como atesta o Novo Testamento.
Já S. Paulo escrevia aos Coríntios pelo ano de 56: “Eu vos transmiti… o
que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados, segundo as
Escrituras. Foi sepultado, ressuscitado ao terceiro dia, segundo as
Escrituras. Apareceu a Cefas, e depois aos Doze” (1Cor 15,3-4). O
apóstolo fala aqui da viva tradição da Ressurreição, que ficou
conhecendo após sua conversão às portas de Damasco.
S. Paulo atesta que Ele”… ressuscitou ao terceiro dia, segundo as
Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto
por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive
ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em
seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi
também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).
“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas”
(At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. “Saiba com certeza
toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este
Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu
para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”.(Rm 14, 9). No Apocalipse,
João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto,
mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da
região dos mortos” (Ap 1, 17s).
Toda a pregação dos Discípulos estava centrada na Ressurreição de
Jesus. Diante do Sinédrio Pedro dá testemunho da Ressurreição de Jesus
(At 4,8-12). Em At 5,30-32 repete. Na casa do centurião romano Cornélio
(At 10,34-43), Pedro faz uma síntese do plano de Deus, apresentando a
morte e a ressurreição de Jesus como ponto central. S. Paulo em
Antioquia da Pisídia faz o mesmo (At 13,17-41).
A presença de Jesus ressuscitado era a manifestação salvífica
definitiva de Deus, inaugurando uma nova era na História humana; era a
força do Apóstolos. Jesus ressuscitado caminhou com eles ainda quarenta
dias e criou a fé dos discípulos e não estes que criaram a fé no
Ressuscitado.
A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado, foi
marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e
disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam
ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que
surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou
eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos,
como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os
pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e
permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?”
Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o
diante deles”. (Lc 24, 34s)
Os Apóstolos não acreditavam a principio na Ressurreição do Mestre.
Amedrontados, julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e
verifiquem que tem carne e ossos. Nada disto foi uma alucinação, nem
miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pessoas
muito realistas que duvidaram a principio da Ressurreição do Mestre. A
custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e
vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc
24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós
esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).
Estes depoimentos “de primeira hora”, concebidos e transmitidos pelos
discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para
dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de
Cristo, ou falar dela como fraude. Esta fé não surgiu “mais tarde”, como
querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o
resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.
Com os Apóstolos aconteceu o processo exatamente inverso do que se
dá com os visionários. Estes, no começo, ficam muito convencidos e são
entusiastas, e pouco a pouco começam a duvidar da visão. Já com os
discípulos de Jesus, ao contrário, no princípio duvidam. Não crêem em
seguida na Ressurreição. Tomé duvida de tudo e de todos e quer tocar o
corpo de Cristo ressuscitado. Assim eram aqueles homens: simples,
concretos, realistas. A maioria era pescador, não eram nem visionários
nem místicos. Um grupo de pessoas abatidas, aterrorizadas após a morte
de Jesus. Nunca chegariam por eles mesmos a um auto-convencimento da
Ressurreição de Jesus. Na verdade, renderam-se a uma experiência
concreta e inequívoca.
Impressiona também o fato de que os Evangelhos narram que as
primeiras pessoas que viram Cristo ressuscitado são as mulheres que
correram ao sepulcro. Isto é uma mostra clara da historicidade da
Ressurreição de Jesus; pois as mulheres, na sociedade judaica da época,
eram consideradas testemunhas sem credibilidade já que não podiam
apresentar-se ante um tribunal. Ora, se os Apóstolos, como afirmam
alguns, queriam inventar uma nova religião, por que, então, teriam
escolhido testemunhas tão pouco confiáveis pelos judeus? Se os
evangelistas estivessem preocupados em “provar” ao mundo a Ressurreição
de Jesus, jamais teriam colocado mulheres como testemunhas.
Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da
Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram apaga-la: “Deram aos
soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os
seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver
de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o
convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o
dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se
esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15). A
ressurreição corporal de Jesus era professada tranqüilamente pela Igreja
nascente, sem que os judeus ou outros adversários a pudessem apontar
como fraude ou alucinação.
Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela
evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao
contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e
condenado; também para eles a ressurreição foi uma surpresa.
Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da
ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam
impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e
caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram
para não ser presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor
(cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne
humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.
E a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus,
de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada
pelos membros do Sinédrio (tribunal dos judeus). Se a ressurreição de
Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os
judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.
Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do
soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido
na Cruz.
Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de
glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o
Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria
supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor.
Será que em nome de uma fantasia, de um mito, de uma miragem,
milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É
claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o
deserto para viver uma vida de penitência e oração? Será que em nome de
um mito, durante já dois mil anos, multidões de homens e mulheres
abdicaram de construir família para servir ao Senhor ressuscitado? Será
que uma alucinação poderia transformar o mundo? Será que uma fantasia
poderia fazer esta Igreja sobreviver por 2000 anos, vencendo todas as
perseguições (Império Romano, heresias, nazismo, comunismo,
racionalismo, positivismo, iluminismo, ateísmo, etc.)? Será que uma
alucinação poderia ser a base da religião que hoje tem mais adeptos no
mundo (2 bilhões de cristãos)? Será que uma alucinação poderia ter
salvado e construído a civilização ocidental depois da queda de Roma?
Isto mostra que o testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus
era convincente e arrastava, como hoje.
Na verdade, a grandeza do Cristianismo requer uma base mais sólida do
que a fraude ou a debilidade mental. É muito mais lógico crer na
Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma
fantasia de gente desonesta ou alucinada. Como pode uma fantasia
atravessar dois mil anos de história, com 266 Papas, 21 Concilios
Ecumênicos, e hoje com cerca de 4 mil bispos e 416 mil sacerdotes? E não
se trata de gente ignorante ou alienada; muito ao contrário, são
universitários, mestres, doutores.
Prof Felipe Aquino
O Poder da Oração
“Um dia, Jesus estava orando num
certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: ‘Senhor,
ensina-nos a orar, como também João ensinou a seus discípulos’. Ele
respondeu: ‘Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome...’” (Lc 11,1-2).
Quando a equipe do Clube da Evangelização pediu que eu escrevesse sobre o poder da oração, lembrei-me desta passagem do Evangelho, pois ela nos ensina algo muito importante sobre a oração e o poder que ela traz em si.
Quando se fala em “poder” da oração, imediatamente pensamos naquela que realiza todos os nossos desejos, cura todas as nossas enfermidades e nos liberta de todo e qualquer mal. Imaginamos a oração como uma fórmula infalível para nunca mais passarmos por quaisquer tribulações e adversidades. Então, por que ficamos sem palavras diante daquela pessoa orante e piedosa que sofre tanto em sua vida? Será que Deus a desamparou?
Não, meus irmãos! Deus jamais abandona um filho Seu. E a razão disso é que Ele é Pai. Um amoroso Pai! O nosso Pai. Foi isso que Jesus revelou àquele discípulo ante o seu sincero pedido: “Senhor, ensina-nos a orar”. A grande lição do Mestre referente à oração foi nos mostrar que ela consiste num diálogo paterno. Jesus nos indica que oração é intimidade, é relacionamento com o Senhor.
Quando a equipe do Clube da Evangelização pediu que eu escrevesse sobre o poder da oração, lembrei-me desta passagem do Evangelho, pois ela nos ensina algo muito importante sobre a oração e o poder que ela traz em si.
Quando se fala em “poder” da oração, imediatamente pensamos naquela que realiza todos os nossos desejos, cura todas as nossas enfermidades e nos liberta de todo e qualquer mal. Imaginamos a oração como uma fórmula infalível para nunca mais passarmos por quaisquer tribulações e adversidades. Então, por que ficamos sem palavras diante daquela pessoa orante e piedosa que sofre tanto em sua vida? Será que Deus a desamparou?
Não, meus irmãos! Deus jamais abandona um filho Seu. E a razão disso é que Ele é Pai. Um amoroso Pai! O nosso Pai. Foi isso que Jesus revelou àquele discípulo ante o seu sincero pedido: “Senhor, ensina-nos a orar”. A grande lição do Mestre referente à oração foi nos mostrar que ela consiste num diálogo paterno. Jesus nos indica que oração é intimidade, é relacionamento com o Senhor.
Arquivo
Num tempo em que se busca combater a solidão da alma com relacionamentos virtuais, provisórios e, muitas vezes, fúteis; num tempo em que cada vez mais se evita ter aquela conversa “olhos nos olhos” dentro do sagrado território familiar; que os cônjuges, os pais e os filhos não encontram mais espaço para partilhar os tesouros e as angústias da própria alma, Cristo vem nos lembrar: “O nosso Pai nos quer junto de Si. Venham dialogar com Ele!”. A oração é, portanto, esse maravilhoso relacionamento de um filho que sabe não ser órfão nessa vida. Afinal, ele tem um Pai que o ama!
Assim, sempre que oramos, tocamos nesse poder que nos impulsiona cada vez mais à frente. Não caminhemos amedrontados! Muito pelo contrário, lancemo-nos com confiança rumo à meta (o Céu!), segurando na mão d’Aquele que nos chama de filhos amados.
Fazendo em cada oração essa linda experiência de relacionar-se com o Pai, descobre-se o eficaz antídoto para a solidão, para a tristeza e para aquela terrível dor que insiste em assolar nossa alma. Eis aí a importância do combate na oração, porque o mal quer, a todo custo, nos levar a acreditar que somos órfãos de Deus.
Penso que o grande poder da oração está em nos assegurar, aconteça o que acontecer na vida, essa verdade irrefutável: quem ora jamais está sozinho. E quem caminha nessa certeza vive mais feliz!
Faça a experiência de tocar no verdadeiro poder que existe nesse diálogo com Deus: amor, perdão, cura, fortaleza, filiação. É nessa íntima relação com o Pai, por meio da oração, que vamos sendo restaurados e lapidados como um precioso diamante, pois somos todos valiosos para Deus!
Termino esse artigo com um maravilhoso ensinamento que li no primeiro livro cristão que ganhei de presente, logo no início da minha caminhada com o Senhor, há mais de 25 anos. O livro chama-se "Cristo Minha Vida”, da autoria de Clarence J. Enzler. Nele, há um capítulo no qual Jesus nos fala a respeito da oração. Compartilho com você esse pequeno trecho, na esperança de que ele o faça cada vez mais fiel em sua oração diária no concreto da vida, para que seu ânimo, assim, jamais desfaleça: “Jamais deixes passar o dia sem rezar, vocal ou mentalmente. Fala comigo, com a certeza de que estou em tua alma, vendo-te, ouvindo-te, conhecendo-te, compreendendo-te. Fala comigo como teu maior amigo” (II Parte, Capítulo VII).
Um forte abraço!
Alexandre Oliveira
Membro da Comunidade Canção Nova
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Francisco aproveita férias para preparar próxima encíclica e exortação
Esboços e manuscritos
A exortação deve sair até 24 de
novembro, quando se conclui o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Emérito
Bento XVI. O documento retoma o conteúdo e o esboço da exortação
pós-sinodal da Assembleia Geral dos bispos sobre a nova evangelização,
realizada no Vaticano em outubro passado.
Como revelado pelo próprio Francisco, o tema será abordado num contexto mais amplo, inspirando-se na “Evangelii nuntiandi“, exortação de Paulo VI, de 1975; uma firme referência para o Papa.
Já a nova encíclica, a “Beati pauperes”
(Beatos os pobres) será centrada no tema da pobreza – tão querido ao
Papa da “Igreja pobre e para os pobres”. O texto não deve interpretar a
pobreza no sentido ideológico ou político, mas evangélico, como disse
Francisco recentemente. O próprio título é extraído das Beatitudes
evangélicas e do “discurso da montanha”: as beatitudes que Francisco, em
seu tuíte de quinta-feira, 22, propõe como um “ótimo programa de vida
para todos nós”.
Enquanto os textos são preparados, a primeira encíclica de Francisco faz sucesso na Itália. Em um mês, a “Lumen fidei”
já vendeu mais de 200 mil cópias. A encíclica publicada recentemente
conta com as reflexões de Bento XVI, que iniciou sua escrita.
fonte: Canção Nova
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Entenda o que está acontecendo no Egito - Prof. Felipe Aquino
Não
é muito fácil compreender o que está acontecendo no Oriente, sobretudo
nos países onde o islamismo é acentuado. Acontece o que a mídia tem
chamado de “Primavera árabe”, ou seja, o povo nas ruas pedindo
liberdade, democracia, direitos etc. O mundo árabe acordou!
Um dos países, no qual aconteceu essa
“Primavera árabe” com grande violência, foi no Egito, o maior e mais
importante país árabe, com 85 milhões de habitantes. O fato ocorreu com a
queda de Osni Mubarak (11/2/2011), hoje preso. Mubarak era apoiado
pelos generais fardados, mas o povo árabe tomou as ruas, depôs o ditador
e exigiu eleições. Foi, então, eleito um representante do movimento
radical islâmico da “Irmandade Muçulmana”, Mohamed Mursi (18/6/2012),
engenheiro que implantou, no Egito, um governo islâmico conduzido por
leis do Corão ou Alcorão. Em 26/12/2012, Mursi aprovou uma nova
Constituição redigida apenas por muçulmanos mais radicais e aprovada em
um referendo.
Acontece que há um outro lado: os
militares de linha dura que não aceitam isso, pois veem no islamismo um
fator de atraso e querem uma sociedade mais moderna, como na Turquia,
por exemplo. Então, há um terrível embate entre as duas forças, que pode
se transformar numa guerra civil e se espalhar por todo o Oriente
Médio. Já são centenas de mortos (mais de 600) pelos protestos na rua,
por causa da deposição do Presidente eleito Mursi, da Irmandade
Muçulmana. Na verdade, o confronto dos militares e a facção muçulmana
vêm desde a década de 50.
Está cada vez mais difícil os dois lados
sentarem-se a uma mesa de negociação, porque cada uma das duas forças
políticas não reconhece a legitimidade da outra. A Irmandade Muçulmana é
forte, tem o apoio de, pelo menos, 20% do povo e 5 milhões de
militantes radicais. Acreditam seus adeptos que morrer nesta luta é ser
mártir. Como não gostam do Cristianismo, esses radicais estão também
perseguindo e matando cristãos, incendiando as igrejas cristãs coptas*
[igreja cristã nacional do Egito], a qual conta com 10% de adeptos na
população.
Em todos os países de governo muçulmano
radical, os cristãos sofrem terríveis perseguições. As igrejas são
destruídas, queimadas e muitos são mortos. Precisamos rezar por esses
irmãos em Cristo que sofrem os piores martírios dos nossos tempos. É
hora de unirmos as orações e ações para que se respeite, nos países de
governo islâmico, a liberdade religiosa que tanto os Papas têm pedido.
Nunca a Igreja de Cristo deixou de ser perseguida; hoje, continua sendo.
São cerca de 200 milhões de perseguidos nesses países não cristãos.
Rezemos por esses irmãos que padecem por Cristo, e por Cristo que padece
nesses irmãos.
* Copta significa cristão egípcio
Créditos da fotografia: Reprodução TV Folha
Veja também: Cristãos perseguidos
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
O destino da mentira
A verdade é como uma aljava.
Sempre com flechas que se lhe fixam.
As flechas, como que as mentiras, fixam-se ao fundo da Verdade, parecendo ferir-lhe.
Em verdade, tais mentiras estão sendo guardadas pela Verdade, para lançá-las, no momento oportuno ao alvo.
O alvo, será o intransponível julgamento das coisas, onde, invariavelmente, a flecha atingirá.
Toda mentira, um dia, será lançada pela Verdade ao seu alvo definitivo, onde será desmascarada.
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