sexta-feira, 17 de maio de 2013

A paternidade-maternidade contemplada de maneira responsável

O matrimônio é o primeiro passo para a construção de uma nova família, pois quando um homem e uma mulher se tornam um só pela concretização do sacramento do matrimônio, ambos desejam experimentar a maternidade e a paternidade. 
A chegada de um filho é sempre uma alegria para a família, mas é preciso que o casal se prepare para receber a criança em um ambiente que seja repleto de amor e carinho.

Sobre o nascimento de filhos, a Igreja tem uma encíclica do Papa Paulo IV, ‘Humanae Vitae’, na qual orienta as famílias a realizarem uma ‘paternidade responsável’, exercida tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de espaçar, temporariamente ou mesmo por tempo inderteminado, um novo nascimento.

Isso é muito importante ressaltar, pois o Catecismo da Igreja Católica adverte que cabe aos esposos “verificar que esse seu desejo de espaçar os nascimentos não provém do egoísmo, mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável”, o que difere completamente do que o Governo recomenda, o planejamento familiar com o incentivo do Ministério da Saúde em uma conscientização para métodos contraceptivos.

Portanto, é válido ressaltar que sobre a procriação, a Igreja usa o termo “paternidade responsável”, o qual inclui também a abertura para uma família numerosa, “continência periódica” e “métodos de regulação da procriação”.

Dentre esses métodos de regulação, existe o Método de Ovulação Billings™, método científico desenvolvido pelo Dr. John Billings e a Dra. Evelyn Billings.

Segundo a instrutora e responsável pelo Centro de Formação Famílias Novas, no Posto Médico Padre Pio, Fabiana Azambuja, o método é simples e fácil de ser realizado, mas precisa ter uma orientação para que seja eficaz. Ela ainda ressalta que, antes de o casal receber a orientação para a realização deste método, é preciso compreender qual é visão da Igreja em relação à procriação.

“O sacramento do matrimônio, as suas finalidades, são de unir o casal – ‘sereis uma só carne’; portanto, o caráter unitivo. Gerar filhos, caráter pró-criativo. Trata-se das finalidades, ou seja, para que nos comprometemos no sacramento do matrimônio? Logo, os casais são convidados a viver essa dupla finalidade de forma harmoniosa e que lhes favoreça o uso pleno, total, fiel e fecundo do ato conjugal. Para isso, o convite não é  fazer ‘planejamento familiar’ como se o casal fosse árbitro da vida, mas sim viver a paternidade responsável”, explicou Fabiana.

O Método de Ovulação Billings™ possibilita à mulher conhecer seu corpo, aprendendo a identificar os sinais e os sintomas da fertilidade; além de entender seu sistema reprodutivo. O método propõe ao homem que ele também possa compreender melhor sua esposa. De acordo com Fabiana, quando o casal deseja utilizar este método, é preciso que os dois tenham o conhecimento dos dias férteis dela.

“Requer do casal o conhecimento da sua fertilidade pelo registro diário de um gráfico e do acompanhamento de uma instrutora qualificada. Sem o registro do gráfico diário e o acompanhamento de uma instrutora, a eficácia do método é comprometida”, explicou a instrutora.

“Caso tenha necessidade e razões justas para espaçar o nascimento dos filhos, devem procurar Centros de Ensino de Métodos Naturais, como hoje temos no Posto Médico Padre Pio, em Cachoeira Paulista (SP), o Centro de Formação Famílias Novas, um Centro de Ensino do Método de Ovulação Biliings™, que leva as pessoas a uma redescoberta do valor e do significado da Sexualidade Humana, em que haja uma disponibilidade fundamental à paternidade e à maternidade responsável com respeito às leis naturais”, aconselhou Fabiana.


O casal de noivos da Comunidade Canção Nova Denise Claro e Thiago Campos recomenda que os  noivos ou  os já casados procurem conhecer este Método de Ovulação Billings™, e que o homem e a mulher, como um casal, possam juntos se conhecer e viver um relacionamento santo.

“Conversando sobre a nossa realidade e podendo ver o exemplo dos nossos pais e de casais próximos que vivem esta fidelidade a Deus dentro da Igreja, nós podemos absorver e traçar uma meta para viver juntos”, disse Denise.

A missionária, há três anos, procurou o Centro de Formação Famílias Nova, em Cachoeira Paulista (SP), localizado no Posto Médico Padre Pio, para informar-se e realizar a sua formação sobre o Método de Ovulação Billings™, a fim de que, junto de seu futuro esposo, possa realizar a ‘paternidade responsável’.

“A vida sexual só tem início após o casamento, mas você como mulher precisa se conhecer e partilhar isso com o seu namorado ou noivo para que ele também possa conhecê-la; saber como funciona o seu ciclo menstrual, pois há dias em que você está mais sensível. No período fértil, é preciso evitar estar muito junto, e isso vai da realidade de cada um e da intimidade do casal para viver santamente o relacionamento”, testemunhou Denise.

Para seu noivo, Thiago, é de grande importância que a mulher conheça o seu corpo e possa manter um diálogo com seu parceiro sobre o momento que ela está vivendo, pois ele acredita que, desta forma, o homem poderá aprender a conhecer e compreender sua namorada, noiva e esposa.

“Esta conversa vai criando no homem uma corresponsabilidade para saber esperar, cuidar e preservar, porque a mulher não é um objeto, mas um ser criado por Deus e precisa ser cuidada. Com o conhecimento do método, o homem vai firmando uma sintonia junto com a mulher e percebendo que não é somente saciar os seus desejos, mas, principalmente, saciar a mulher naquilo que é o ser dela e naquilo que é o tesouro que ela traz de uma futura maternidade”, partilhou Thiago.

A Igreja, por meio das pastorais e movimentos em prol da família, Doutrinas e Catecismo da Igreja Católica, tem a missão de orientar e auxiliar os jovens casais que estão se formando para que não percam os valores de ser família.

“A melhor formação para os jovens é buscar, com seriedade e verdade, a sua vocação ao Amor e saber de que forma eles vão vivê-la, se é no celibato ou no matrimônio. Após esta descoberta, caso seja o matrimônio, buscar compreender a dignidade e beleza de tal vocação”, afirmou Fabiana.

Para se aprofundar neste assunto leia alguns artigos:




fonte: Canção Nova
 
Seja Feliz!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pentecostais podem contribuir para a missão da Igreja


Rezemos pela Unidade dos Cristãos!

A Igreja Católica celebra desde o último dia 12, no hemisfério sul, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Esta também é uma oportunidade para pensar sobre o lugar que as Igrejas Evangélicas Pentecostais ocupam no trabalho ecumênico que os católicos têm promovido no mundo.

Leia mais:

Antes disso, é preciso conhecer mais sobre esta vertente do Cristianismo, perguntando: quem são os pentecostais? De acordo com o Assessor da Comissão para o Ecumenismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Elias Wolff, estes são cristãos que têm uma característica forte em sua experiência de fé, marcada pela Pessoa do Espírito Santo.

No mundo evangélico, segundo o padre, há três tipos de pentecostais. O primeiro que surgiu no início do século XX até a década de 50; o segundo a partir dos anos 50 até os anos 80 e o terceiro estilo de pentecostalismo, idealizado desde os anos 80. Este último, segundo padre Elias, é muito diferente do chamado “pentecostalismo clássico” da primeira geração.

As comunidades evangélicas pentecostais não são membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), mas participam de algumas atividades promovidas pelo organismo, porém sem o título de membros. Hoje, participam oficialmente do CONIC, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Ortodoxa Siriana de Antioquia e a Igreja Anglicana.

No entanto, é intenção da Igreja dialogar também com esses grupos. De acordo com padre Elias, a Igreja Católica busca abrir caminhos de diálogo com os pentecostais desde 1908, sendo que no Brasil, esse processo começou a partir de 1909. Segundo o padre, a Igreja quer dialogar com todas as expressões de Cristianismo, mesmo aquelas que não são, hoje, membros do CONIC.

A contribuição dos evangélicos para a missão da Igreja Católica

O assessor da comissão da CNBB acredita que as Igrejas Evangélicas Pentecostais podem contribuir muito com a missão da Igreja Católica. Ele ressalta a presença de comunhão destes grupos com a fé católica especialmente no segmento pentecostal também presente na Igreja, por meio dos movimentos.

Apesar da evidência maior destes grupos evangélicos, padre Elias destaca que o pentecostalismo é um fenômeno de todo o Cristianismo, ou seja, presente tanto no catolicismo, como no mundo evangélico. Na Igreja Católica ele se manifesta especialmente nos novos movimentos, que segundo o padre, têm crescido com rapidez e contribuído para a missão da Igreja.

Uma contribuição que os cristãos evangélicos podem oferecer à Igreja está na experiência da Palavra de Deus. "Esta experiência é própria de todo o cristão, mas não há dúvida que são os evangélicos quem têm o uso da Palavra mais frequente que muitos católicos”, diz o padre. Além desta, a missionariedade dos evangélicos também contribui com a missão católica. Segundo o padre, esta consciência missionária é muito desenvolvida no mundo pentecostal.

"Há uma série de elementos que, não sendo exclusivos dos pentecostais, pois são também nossos [dos católicos], nos indicam, de alguma forma, um modo de assumí-los. E há de reconhecer que há espaço de cooperação na missão, se pensarmos nesse sentido", ressaltou.

Padre Elias, que também é professor de Ecumenismo, afirma que é necessário que católicos e evangélicos estudem e conheçam ambas as realidades. "Nós falamos muitas coisas sobre o pentecostalismo que nem sempre corresponde a realidade, fundamentado numa falta de conhecimento sobre o que de fato ele é. A pentecostalidade é uma característica de todo cristão, não só dos evangélicos", disse o padre.

Segundo ele, o estudo sobre as realidades de cada um cria a percepção de elementos comuns onde se pode conversar e dialogar. "Depois vamos percebendo também que as diferenças existem, não somos todos iguais. Mas estas diferenças precisam ser conversadas a partir desses elementos comuns para católicos e evangélicos. Estudar e conhecer vale para católicos e evangélicos", afirmou.

Experiência de ecumenismo

Na prática, há experiências concretas que estão promovendo a unidade entre cristãos evangélicos e católicos. Um exemplo é o ENCRISTUS – Encontro de Cristãos na Busca da Unidade e Santidade. O evento acontece todos os anos no Brasil e reune cristãos, católicos e evangélicos, para a oração, partilha da Palavra de Deus e de experiências de fé. Em 2012, o evento foi realizado em Sorocaba (SP).

Padre Elias Wolff é Assessor da Comissão para o Ecumenismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)









André Alves
Da Redação - Canção nova

CNBB

Ato de Consagração a Nossa Senhora

ATO DE CONSAGRAÇÃO 

Ó minha Senhora, e minha Mãe, 

eu me ofereço todo a vós, 

e em prova de minha devoção para convosco, 

vos consagro neste dia meus olhos, 

meus ouvidos, 

minha boca, 

meu coração e todo o meu ser.  

E já que sou vosso, ó incomparável Mãe, 

guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa. 

Amém.

Sistema do mundo e o sistema de Deus



Muitos se perguntam: "Mas por que Deus não me socorre?" e "Por que não resolve minha situação?" Compreenda: Deus fez, está fazendo e vai fazer. Se existe uma falha, esta está em nós. E qual é a falha? Nós temos sido vítimas do sistema do mundo. As finanças vão mal e há muito desemprego e tragédias por causa do sistema em que vivemos; um sistema individualista, baseado no egoísmo, na ambição... Um sistema sem Deus; portanto, sem amor!

Enquanto permanecermos ligados ao sistema, seremos influenciados por ele e não nos será possível entrar no sistema de Deus. Ele é radicalmente oposto. É preciso fazer uma escolha: Ou estamos no sistema do mundo ou no sistema de Deus. É uma lógica: para sermos auxiliados pelo Senhor precisamos estar no sistema d'Ele. Se continuarmos no do mundo, seremos tratados pelo mundo e do jeito que ele nos trata. Para deixar de ser vítima desse sistema, tenho de deixá-lo e me colocar no sistema de Deus. Não dá para servir a Deus e a este mundo. É preciso decidir entre os dois sistemas. Não é questão de palavras, de aparências: é questão de coração. E Deus vê o coração.

Na hora em que eu me decido a deixar o sistema do mundo, que é baseado no egoísmo, na ganância, na mentira, falsidade, na corrupção e na busca do dinheiro e do prazer; no momento em que eu me decido a deixar de enganar e prejudicar os outros; quando sinceramente eu me decido a sair do sistema do mundo e a entrar no sistema de Deus, Sua Palavra se torna realidade em minha vida: "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Romanos 8, 28).

Os homens veem as aparências: fazem belos discursos, belas apresentações... mas Deus vê o coração. Na hora em que eu me decido sinceramente a deixar o egoísmo e parto para o sistema de Deus, que é amor, doação, se eu decido a ter um coração generoso como o d'Ele, se quero ser simples, humilde, mesmo não o sendo completamente, eu já estou no sistema de Deus. É aí que tudo começa a concorrer para o meu bem. Por isso, também a solução de nossas finanças, de nosso desemprego e dificuldades está aí. Tudo se resolve pela mudança do coração! Na hora em que mergulharmos em Deus numa verdadeira conversão, veremos que tudo concorre para nosso bem. Não há outra forma.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
 
Seja Feliz!

Entrevista: a ditadura das minorias

“As minorias devem ser respeitadas mas não podem impor a sua pauta às maiorias. Hoje nós vemos claramente isto, esta pressão para que a maioria se sinta envergonhada e inibida diante da minoria”. Estas são palavras de Dom Henrique Soares, bispo auxiliar de Aracaju-SE que concedeu uma entrevista ao apresentador do Destrave Adriano Gonçalves para falar sobre a ideologia de gênero e sua imposição sobre a sociedade.

Na entrevista Dom Henrique alerta para uma nova ditadura que começa a surgir na sociedade do qual podemos chamar ‘ditadura das minorias’. Dentro deste fenômeno podemos encontrar todo o trabalho da grande mídia para a promoção de uma cultura contra os valores cristãos e, sobretudo, os valores da Igreja Católica.


Destrave: hoje não vemos uma mídia que não só expõe mas propõe uma cultura gay. Como nós católicos devemos nos pontualizar diante disto?
Dom Henrique: hoje a grande mídia é pró-gay e coloca as discussões sempre numa cortina de fumaça para que você não tenha os elementos claros desta discussão. Por exemplo, vamos tomar a posição da Igreja: a Igreja é contra a violência a pessoas homossexuais? Totalmente! A Igreja rejeita o preconceito contra pessoa homossexuais? Totalmente! Mas o comportamento moral, a homossexualidade do ponto de vista de ATOS homossexuais, a avaliação da Igreja é positiva? Não, por causa do Evangelho. Mas uma coisa é o fenômeno e outra coisa é a pessoa homossexual. Nós devemos respeito à pessoa homossexual, e digo mais, o respeito inclusive pela opção delas, se querem viver uma relação estável, se querem montar seu apartamento, se querem dividir sua herança… é direito delas e a Igreja não se opõe a estes direitos. O que a Igreja diz é que não se pode equiparar isto à realidade familiar, porque o que está em jogo não é o direito de uma minoria mas o desvirtuamento de uma instituição que representa a maioria, porque se tudo é família nada é família.

Confira a entrevista na íntegra

Destrave: Nós, católicos, podemos e devemos debater sobre estes temas?
Dom Henrique: Eu penso que devemos entrar nestes debates mas espero que as pessoas, sobretudo os católicos, saibam argumentar não só com argumentos religiosos. Quando você for discutir com um não-cristão, com um não-católico. Não comece dizendo ‘é porque Deus manda’ ou  ’é porque a Igreja manda’. Não, o primeiro argumento é o de usar a razão humana. Por que não abortar, por exemplo? Porque ou uma vida é humana desde o início ou não é nunca. Então, quando debatemos estes assuntos com a sociedade nós usamos a razão e usamos também a ética civil. Nós discutimos e temos o direito de discutir e de sermos ouvidos porque somos cidadãos, pagamos nossos impostos, elegemos nossos representantes e  temos o direito de participar da construção da sociedade, não aceitando quando alguém diz: ‘estes argumentos são religiosos’. Não, estes argumentos são de gente que pensa, que tem opinião e que quer ser ouvida também.

Veja mais:

Fonte: destrave.cancaonova.com

STF adia julgamento da legalidade da união homossexual

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira, 4, o julgamento de duas ações que pedem o reconhecimento da união de pessoas do mesmo sexo como uma entidade familiar. Os ministros do supremo analisam o pedido da Procuradoria Geral da União que pleiteia uma nova interpretação da lei.
Um dos motivos da interrupção foi a ausência do ministro Marco Aurélio Mello, que passou mal durante a sessão. O julgamento será retomado na tarde desta quinta-feira, 5.

Assista reportagem


A CNBB foi representada durante a sessão pelo advogado Hugo Cisneyros e contextou a inconstitucionalidade da lei. A constituição, a carta magna do país que define direitos e deveres dos brasileiros, não reconhece a união de pessoas do mesmo sexo como uma entidade familiar, ela diz que uma família se dá pela convivência entre um homem e uma mulher. Portanto, não se trata de uma questão de descriminação e sim de constitucionalidade, e mudança da lei é papel do Congresso Nacional e não do poder judiciário.
O relator, ministro Carlos Ayres Britto, votou a favor do reconhecimento da união homossexual como entidade familiar. Isso significa que, além dos direitos patrimoniais, como herança e inclusão como dependente na Previdência Social, ficam assegurados direitos de família, como o direito à adoção. Para Ayres Britto, a Constituição não expressa literalmente a proibição entre a união homoafetiva.
O advogado Hugo Cisneyros pediu a corte apenas a interpretação do texto constitucional. "Lacuna constitucional não pode ser confundida com não encontrar na Constituição aquilo que eu quero ler", argumentou.


O Arcebispo de Sorocava (SP), Dom Eduardo Banks, recorda que a Igreja acolhe os homossexuais, mas condena a união de pessoas do mesmo sexo. “A família já tão vulnerável por diversas circunstâncias deve ser fortalecida e não enfraquecida ainda mais”, enfatiza Dom Eduardo.

Helen Bernardes
Da Redação - Canção Nova



Desembargador comenta decisão do CNJ sobre uniões homossexuais

Segundo desembargador Roberval Belinati, a resolução ainda deve causar polêmica
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta terça-feira, 14, que os cartórios de todo o País terão que realizar casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Assim que for publicada no Diário de Justiça, a nova regra entrará em vigor.

De acordo com o Desembargador Roberval Belinati, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a grande implicação dessa decisão é o fato de obrigar os cartórios a realizarem o casamento civil entre homossexuais, pois até pouco tempo, alguns estavam se recusando a celebrá-lo alegando que não havia no país uma lei federal que a ordenasse. A resolução, agora, estabelece que o cartório que não obedecer à decisão poderá ser punido.

Ainda segundo Belinati, essa obrigatoriedade deve causar polêmica pois a resolução não é lei, mas um ato normativo, que precisa estar subordinada à uma lei. "Essa resolução do CNJ antecipou a lei que o Congresso Nacional está estudando", explicou.

Para o pós-doutor em Teologia Moral e Família e professor da PUC-PR, padre Rafael Solano Duran, a união civil entre pessoas do mesmo sexo não pode ser considerada "casamento", pelo sentido que essa palavra traz em si. Seria como "desvirtuar algo que foi dado pelo próprio Criador".

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"Deus criou o homem e a mulher, à sua imagem e semelhança, os abençoou e os mandou povoar a Terra. (cf. Gn 1, 27-28) A união de um homem com uma mulher gera uma nova experiência-sinal do amor de Deus no mundo, e essa experiência chama-se matrimônio, casamento", explicou padre Rafael.

Sobre esse trecho da Bíblia, o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, Dom João Carlos Petrini, recordou que o beato João Paulo II costumava falar que "devemos compreender quais são as razões e as consequências dessa decisão do Criador de sempre querer que o ser humano aparecesse como homem e mulher, porque já no corpo, na constituição física, o ser humano é destinado ao outro, à viver para a pessoa do sexo oposto, para constituir uma família, baseada no matrimônio".

Isso não quer dizer que a Igreja rejeite os homossexuais ou os esteja "atacando", ressalta padre Rafael. "Absolutamente não. Pelo contrário, existe um profundo respeito e um acompanhamento, fraterno e maternal".

Porém, a Igreja Católica obedece à ordem da lei natural, segue o princípio dado por Deus, e orienta às pessoas que se declaram homossexuais a viver a castidade.

De acordo com Dom Petrini, é verdade que, hoje em dia, se pode viver o afeto humano e até gerar um filho de muitas maneiras, "mas a forma que mais corresponde ao desejo de felicidade que existe no coração do ser humano, aquela que mais constitui um caminho de realização humana, é a família, conforme o desígnio de Deus - constituído por um homem e uma mulher, aberta para gerar filhos e educá-los, e fundada no matrimônio como sacramento. Porque ali, naquela convivência familiar é o próprio Jesus Cristo que se torna presente".
Kelen Galvan
Da Redação
TV Canção Nova
Assista entrevista completa com Desembargador Roberval Belinati



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