sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Papa elogiou teoria do Big Bang… há mais de 60 anos!

Por A Catequista em 30/10/2014

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Nesta semana, a mídia anunciou, como se fosse uma coisa revolucionária e muito inusitada, que o Papa Francisco disse que a teoria do Big Bang (que explica a origem do Universo) e a Teoria da Evolução (que explica a origem das espécies) estão corretas.
O tom de “oh, que coisa incrível!” das manchetes, somado à falta de conhecimento das massas sobre a Igreja, refletiu o sentimento de surpresa geral. Mas gente… em 1951, há mais de 60 anos (!!!), o Papa Pio XII já havia acolhido com extrema simpatia a Teoria do Big Bang, afirmando que ela era perfeitamente compatível com o ensinamento da Igreja sobre a criação do mundo pelas mãos de Deus. Maravilhado com a então chamada “Hipótese átomo primordial”, ele disse:
“Realmente parece que a ciência moderna, olhando para milhões de séculos atrás, conseguiu se tornar testemunha daquele primordial Fiat lux, pelo qual do nada irrompe, com a matéria, um mar de luz e radiação, enquanto as partículas químicas dos elementos se separam e se reúnem em milhões de galáxias.” (…)
“…com a concretude própria das provas físicas, a contingência do universo e a fundamentada dedução sobre a época em que o cosmo saiu das mãos do Criador. A criação no tempo, então; e, portanto, um Criador: Deus! É essa a voz, ainda que não explícita e nem completa, que Nós pedíamos à ciência, e que a atual geração humana espera dela.”
Discurso de Pio XII. 22/11/1951. Tradução: blog Tubo de Ensaio
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Einstein trocando uma ideia com Lemaître.
Como vocês veem, Pio XII não só aprovou a Teoria do Big Bang, como se empolgou com ela além da conta. Ele chega até mesmo a dizer que essa teoria era praticamente a prova científica da existência de Deus. Ao ouvir isso, o “pai” da teoria, o Padre – é isso mesmo, PADRE – Georges Lamaître fez chegar aos ouvidos do Papa um apelo do tipo: “Menos, Santidade… Meeeeeenos!”.
Quanto à teoria da evolução das espécies, o mesmo Pio XII, em 1950, já havia dito que, desde que mantida a devida prudência, a “o magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo” (Encíclica Humani Generis).
Temos que ser justos e dizer que ao menos a Folha de São Paulo publicou uma matéria bem ponderada, apresentando o parecer positivo de papas anteriores sobre essas teorias, como Pio XII, São João Paulo II e Bento XVI.
Voltando às declarações do Papa Francisco. Sobre a teoria da evolução e o Big Bang, ele afirmou:
“Quando lemos, no Gênesis, o relato da criação, corremos o risco de imaginar que Deus seja um mago com uma varinha mágica, capaz de fazer todas as coisas. Mas não é assim. Ele criou os seres e deixou que se desenvolvessem segundo as leis internas que Ele deu a todos, para que se desenvolvessem, para que chegassem à sua própria plenitude. Ele deu autonomia aos seres do universo ao mesmo tempo em que assegurou Sua presença contínua, dando o ser a toda realidade. E assim a criação avançou por séculos e séculos, milênios e milênios, até se tornar aquilo que conhecemos hoje, porque Deus não é um demiurgo ou um mágico, mas o Criador que dá o ser a todos os entes. (…) A evolução na natureza não contrasta com a noção de criação, porque a evolução pressupõe a criação dos seres que evoluem.” (…)
“O início do mundo não é obra do caos que deve sua origem a um outro, mas deriva diretamente de um Princípio supremo que cria por amor. O Big Bang, que hoje é visto como a origem do mundo, não contradiz a intervenção criadora, mas a exige.”
Discurso do papa Francisco. 27/10/2014. Tradução: Tubo de Ensaio
Conforme já havíamos explicado em um post anterior (leia aqui), o Gênesis não deve ser lido como um livro que traz um relato literal da criação. Ele é um livro de verdades teológicas. Assim, quando diz que Deus esculpiu o homem do barro, isso é uma verdade teológica, não científica. Ou seja, Deus pensou o homem em cada detalhe e o criou, mas o seu corpo pode ter se formado por meio de um processo gradual, pautado nas leis que Ele mesmo estabeleceu para reger a natureza.
Quer dizer que o Papa Francisco acredita que a espécie humana veio do macaco? Não! A teoria da evolução não diz que o homem “veio do macaco”; na verdade, homem e macaco teriam surgido a partir de um ancestral comum. E isso não abala em nada a revelação bíblica de que o homem foi feito “à imagem e semelhança de Deus”. Afinal, essa verdade não reside nos atributos físicos humanos, mas sim no espírito, na liberdade e no intelecto (explicamos isso no post “Jávé: Homem ou Mulher?“).
O interessante é que o papa Francisco, nessa declaração, rejeita a tapada ideologia evolucionista pregada pelos ateístas, que usam as teorias de Darwin para defender que tudo surgiu do acaso. Como bem disse Bento XVI, “Não somos o produto casual e sem sentido da evolução. Cada um de nós é fruto do pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um de nós é amado, cada um é necessário” (Homilia em 24/04/2005).
bebado
Para saber mais, leia:
- See more at: http://ocatequista.com.br/archives/14255#sthash.2ECZRyIB.NLlLpePs.dpu


Seja Feliz!

Vamos com calma!

O mundo de hoje é rápido demais?

Ou o mundo de hoje está rápido demais?

Com toda a certeza, a segunda pergunta é a que melhor define o mundo em que vivemos. 

O dia continua com 24 horas, e cada minuto continua com 60 segundos...somos nós que estamos acelerando as coisas.

Lobão - roqueiro - nos anos '80 cantava que era melhor viver 10 anos a mil do que mil anos a dez.

Hoje eu não sei como ele está 'rodando' na pista de sua vida, mas sei que isso influenciou um bocado de gente a 'pisar fundo' e terminar com suas vidas cedo demais.

O século XXI está marcado pela velocidade de informações. a globalização banalizou tudo o que era surpresa! Sabemos de todas as coisas quase no instante em que elas acontecem, e acompanhamos tragédias ao vivo!

Não sou contra isso, mas - vamos com calma! - não percamos a beleza dos momentos que a vida nos mostra na velocidade de um sopro de brisa, de um nascer do sol, nem da criança que começa a dar seus primeiros passos!

Correr demais pra chegar onde?

Morrer cedo pra quê?

Quando eu tinha vinte, queria chegar aos trinta; e aos cinquenta continuo tocando minha velha guitarra e curtindo a beleza de tudo aquilo que a estrada sempre proporciona...

E meus ídolos de antigamente continuam comigo! Velhos e vivos!

Estão por aí Erasmo Carlos, Lobão, Bob Dylan, Rolling Stones, Robert Plant, Pete Townshend, Eric Clapton...
Ainda é bom viver dez anos a mil, mas só pela internet. Sabe porquê? Porque eu posso desconectar e continuar vivendo meu tempo, na minha velocidade!
Rock'n'Road!
Seja Feliz!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Vamos ao Encontro do Senhor

Deus sempre sabe do que precisamos. Saber aguardar Sua manifestação em nossa vida é o que precisamos aprender, para sermos felizes.

Poucos compreendem isso.
Nosso mundo globalizado, nossa pressa de chegar a nenhum lugar, querendo ouvir de tudo, saber de tudo, viver a vida inteira num dia só nos exaure até à alma.

Deus é Eterno. Sua Eternidade espera por nós. Espera em nós.

Deus somente se revela a nós quando silenciamos. Quando acalmamos o espírito. Quando serenamos a alma.

Enquanto estamos agitados, não pertencemos a Deus. Pertencemos ao mundo, este que nos consome,que nos corrói, que nos faz pecar e morrer para Deus.

No silêncio, na paciência, na quietude de espírito é que Deus vai se apresentar.

Deus não diide espaço com o mundo. Não disputa nossa atenção. Respeita nossa liberdade tanto que se nos perdermos dEle, de forma consciente, ele permite, por amor a nós.

Mas se nós O quisermos buscar, Ele vai se apresentar a nós imediatamente. Ele vai tomar a dianteira, vai se apressar, e vai se apresentar a nós.

O nosso problema em encontrá-lO é que queremos fazer isso do meio de nosso caos interior.

Não querermos desligar a internet, o celular, a televisão.

Não queremos abandonar as coisas do mundo às quais estamos apegados há tantos anos: Mentiras, fofocas, invejas, gulodices, bebedeiras, adultérios, roubos...

Conheci pessoas que iam à Missa todos os domingos e tinham "gato" de luz em suas casas...

Como podemos encontrar Deus assim?

Estamos no meio do mundo para transformar o mundo através de nossos exemplo de vida que se demonstra na sintonia que devemos ter com o Senhor, e não nos deixarmos levar pelas corrupções do mundo.

Deus nos espera, com paciência eterna. Entretanto, devemos nos lembrar que nossa vida é curta, e não temos tempo a perder. Vamos ao encontro do Senhor!

Seja Feliz!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Maria teve Pecados?

Como responder às pessoas que nos perguntam se a Virgem Maria, Mãe de Deus, teve pecados? 
Maria teve pecados?A sã Doutrina da Igreja, desde os primórdios do Cristianismo, ensina que a Santíssima Virgem Maria foi concebida sem a mancha do pecado original e não teve nenhum pecado mortal ou venial. A Virgem Santa, Nova Eva, é o verdadeiro Paraíso Terrestre do Novo Adão1. “Há, nesse paraíso terrestre, riquezas, belezas, raridades e doçuras inexplicáveis que o Novo Adão, Jesus Cristo, aí deixou. Nesse paraíso, Ele achou as Suas delícias durante nove meses, operou as suas maravilhas e ostentou as suas riquezas com a magnificência de um Deus”2A Mãe do Senhor é o lugar santo, a terra virgem e imaculada sem qualquer nódoa ou mancha, da qual foi formado e se alimentou o Novo Adão pela ação do Espírito Santo que aí habita.
O Magistério da Igreja ensina que a concepção da Virgem Maria aconteceu, no ventre da sua mãe, sem a mancha do pecado original. Em conformidade com a Palavra e com a Tradição da Igreja, o dogma da Imaculada Conceição de Maria foi definido pelo Papa Pio IX, pela BulaIneffabilis Deus, em 8 de dezembro de 1854: “Para a honra da santa e indivisível Trindade, para adorno e ornamento da Virgem Deípara (Mãe de Deus), para exaltação da fé católica e o incremento da religião cristã, com a autoridade do Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo, declaramos, proclamamos e definimos a doutrina que sustenta a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio do Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha da culpa original, é revelada por Deus e por isso deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis”3.
Naquele tempo, a festa da Imaculada Conceição de Maria já era celebrada, no dia 8 de dezembro, por definição do Papa Sisto IV, em 1476. A celebração desta festa, na Liturgia da Igreja Católica, é reflexo do pensamento dos padres da Igreja e dos Santos Doutores, que, muito antes, já defendiam a Imaculada Conceição de Maria, pois era adequado que a Mãe do Cristo estivesse completamente livre da mancha do pecado original para gerar o Filho de Deus. “A um Deus puríssimo convinha uma Mãe isenta de toda culpa”4. Além disso, “o consenso universal dos fiéis, […] o sentimento comum dos católicos é favorável a essa doutrina”5. Favorável ao Dogma da Imaculada Conceição é também a festa da Natividade de Maria, celebrada por causa da fé da Igreja na sua santidade desde o ventre materno.
A Doutrina não ensina somente que Nossa Senhora foi concebida sem o pecado original, mas também atesta a Perpétua Virgindade de Maria. A Virgem Santa foi preservada por Deus de todo pecado, em vista dos méritos de seu Filho Jesus Cristo, desde o primeiro momento da sua vida. A Santa Igreja ensina que Maria é virgem antes, durante e depois do parto. A definição magisterial da virgindade perpétua da Mãe de Deus é o dogma mariano mais antigo das Igrejas Católica e Oriental Ortodoxa, que afirmam a “real e perpétua virgindade mesmo no ato de dar à luz o Filho de Deus feito homem”6. Este dogma foi definido pelo Concílio de Trento, em 1555, embora essa doutrina já estivesse presente no Cristianismo primitivo, nos escritos de São Justino e Orígenes.
Os dogmas da virgindade perpétua e da Imaculada Conceição de Maria, definidos pelo magistério, pelos Santos Doutores e pelo consenso de fé dos fiéis, tem como fundamento a revelação. Ainda que não haja, nas Sagradas Escrituras, afirmações explícitas dessas doutrinas, há vários textos que, implicitamente, atestam essas verdades, como nos ensinam os Santos Padres. Estes aplicam à Virgem Maria as palavras do Eclesiástico: “Eu saí da boca do Altíssimo, a primogênita entre todas as criaturas”7. A própria Igreja se serve desse texto na Liturgia da Solenidade da Imaculada Conceição. Maria é a primogênita de Deus, pois foi predestinada juntamente com o Filho nos desígnios divinos, antes de todas as criaturas. Convinha que nem sequer por um instante ela fosse escrava de Lúcifer, mas pertencesse unicamente a Deus: “O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos”8.
Deus Altíssimo elegeu a Virgem de Nazaré para ser Mãe de Seu Filho unigênito9 e, pelo Espírito Santo, a tornou digna dessa sublime honra. Por isso, Maria foi concebida sem o pecado original, em vista dos méritos de Cristo, e durante a vida a “Cheia de Graça”10 não cometeu nenhum pecado mortal ou venial. Se Nossa Senhora tivesse cometido apenas um pecado venial, ela já não seria digna Mãe de Deus. Muito menos digna seria ainda se sobre ela pesasse a culpa original. Se sobre ela pesasse semelhante culpa, Maria seria inimiga de Deus e escrava do demônio. Essa reflexão levou Santo Agostinho a pronunciar a célebre sentença: “Nem se deve tocar na palavra pecado, em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, o qual a preservou de todo pecado por sua graça”11.
Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!
1Cf. I Cor 15, 45.
2SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Anápolis: Fraternidade Arca de Maria, 2002, 261.
3DENZINGER-HÜNERMANN. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral.São Paulo: Paulinas; Loyola, 2007, 2803.
4SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Glórias de Maria. 3ª ed. Aparecida: Santuário, 1989, p. 241.
5Idem, p. 253.
6JOÃO PAULO II. Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 2000, 499.
7Eclo 24, 5.
8Pr 8, 22.
9Cf. Lc 1, 30.
10Lc, 1, 28.
11SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Op. cit., p. 244.

Natalino Ueda

Missionário da comunidade Canção Nova, desde 2005 cursou Filosofia e Teologia, atua no portal cancaonova.com como produtor de conteúdo é autor do blog Todo de Maria. blog.cancaonova.com/tododemaria

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sagrado Coração: mais que uma devoção, uma espiritualidade (Pe. Joãozinho, SCJ)

A dedicação ao Sagrado Coração de Jesus, desenvolvida ao longo da vida da Igreja, é mais que uma devoção, é uma espiritualidade
Na Bíblia, há uma dedicação do povo às coisas do coração. “Tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne” (Ezequiel 11,19). “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas”. (Mateus 11, 28-29)
O coração de Jesus é o coração manso e humilde de Deus, colocado dentro do nosso peito. O Senhor não é só uma inteligência suprema, Ele é coração, e o coração de Jesus é a manifestação visível do amor do Pai.
Sagrado Coração, mais que uma espiritualidade, uma devoção
Ao longo desses dois mil anos de história da Igreja, os santos padres desenvolveram a espiritualidade do coração de Jesus. Mais tarde, Santa Maria Margarida, no século XVII, teve a imagem do coração de Cristo para fora do peito, coroado de espinhos e inflamado de amor. Essa imagem acabou fazendo história e aprofundando essa espiritualidade. A Festa do Sagrado Coração de Jesus foi oficializada pela Igreja; a primeira sexta do mês é dedicada a ele.
Os efeitos da consagração ao Sagrado Coração de Jesus estão diretamente ligados às promessas de Jesus feitas a Santa Maria Margarida, as quais foram propagadas doze, porém são inúmeras. O primeiro grande efeito é a experiência do amor de Deus, de quem somos filhos amados. E esse amor não nos abandona; pelo contrário, nos acompanha sempre. Jesus, quando voltou para o Pai, deixou-nos uma grande promessa: “Estarei convosco todos os dias até o fim”. Essa é a certeza: Deus está conosco.
O Senhor é um colo, o Sagrado Coração de Jesus é um refúgio, uma rocha protetora, diz uma das promessas. Ele não é legislador, mas pastor que pega Sua ovelha no colo e cuida de suas feridas.
As experiências de um padre do coração de Jesus são muitas, em minha vida não é diferente. Há uma promessa do Sagrado Coração que diz: “Darei aos sacerdotes consagrados ao meu Sagrado Coração a graça de alcançar até os corações mais endurecidos”. Certa época, eu pregava muito da cabeça, da inteligência, da teologia, e as pessoas se convenciam intelectualmente, mas não no coração, não se convertiam. Até que Deus tocou meu coração e percebi que precisava falar afetivamente do coração de Deus, pois Ele não é só inteligência, é também coração.
Na pregação seguinte, usei dois artifícios: a inteligência e a afetividade para apresentar Deus. Uma pessoa veio a mim, após essa pregação, e disse que tudo o que falei com a cabeça ela compreendeu, mas o que a convenceu e a converteu foi quando eu disse afetivamente que Deus é coração. Daí, surgiu a canção: “Conheço um coração tão manso, humilde e sereno…” Conhecer o coração do Pai converte as pessoas.
O Sagrado Coração de Jesus é mais que uma devoção, é uma espiritualidade. É a espiritualidade da ternura, do coração, é a mística do afeto. É reconhecer que Deus é mais que Pai, Ele é Pai e Mãe, e tem um colo para nós. A grande dica para aproveitar bem toda essa espiritualidade é deixar-se adormecer no coração d’Ele. Há momentos em que precisamos repousar no coração do Senhor, seguir o conselho de Jesus que nos diz: “Vinde a mim vós todos que estais cansados e eu vos aliviarei”. Deixe-se repousar no coração de Deus.

Padre Joãozinho, SCJ

Padre da Congregação do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), doutor em Teologia, diretor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP), músíco e autor de vários livros. http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/

Sagrado Coração de Jesus - Fonte de Vida Nova!

É preciso perdoar sempre. Jesus nos ensina que é preciso perdoar até setenta vezes sete.

Mas, para aprendermos a perdoar, antes precisamos aprender a pedir perdão.

Muitas vezes os nossos pecados cometidos ofendem mais e fazem mais mal ao mundo do que as ofensas que recebemos.

Deus vê tudo. Deus sabe tudo. E quando uma alma busca sinceramente se arrepender, e mudar de vida, abandonando radicalmente a vida pregressa de malefícios - a si e aos outros - Deus não ficará alheio aos clamores de sua oração, mas providenciará a graça necessária para que o pecador "volte para casa".

Precisamos nos abrir à consciência de nossos pecados e faltas. Nossa vida é muito curta para ficarmos entregues às nossas concupiscências. Precisamos nos levantar e dar um passo, senão em definitivo para saírmos da vida de pecados, ao menos o primeiro passo decidindo-se a regressar para a Fonte da Vida, que é Deus.

O salário do pecado é a morte, diz São Paulo. Mas Deus afirma que não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva!

Conversão não é nada mais que abandonar seus vícios, maus-hábitos, e entregar-se, conformar seu coração ao Coração de Cristo.

Ele, então o lavará, com Seu Precioíssimo Sangue, e o purificará, como quando no dia de seu Batismo, e ficaremos puros, mais brancos que a neve, como diz o Salmista.

Deus não quer que morramos, isto é, que padeçamos até o fim de nossos dias no pecado e no mal. Seu Coração Divino abre-se eternamente e sacrifica-se perpetuamente na Santa Missa, para que nós tenhamos sempre uma nova oportunidade de voltar, de redimir-nos, de buscá-lO!

Consagre-se, hoje, ao Sagrado Coração de Jesus, e tome posse da graça de viver uma vida nova!

Deus abençoe você e sua família!

Seja Feliz!


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Catequese com o Papa Francisco - 29/01/14
CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 05 de fevereiro de 2014
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal e Paula Dizaró
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje falarei a vocês da Eucaristia. A Eucaristia coloca-se no coração da “iniciação cristã”, junto ao Batismo e à Confirmação, e constitui a fonte da própria vida da Igreja. Deste Sacramento de amor, de fato, nasce cada autêntico caminho de fé, de comunhão e de testemunho.
Aquilo que vemos quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos para viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se um altar, que é uma mesa, coberta por uma toalha e isto nos faz pensar em um banquete. Na mesa há uma cruz, a indicar que sobre aquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali se recebe, sob os sinais do pão e do vinho. Ao lado da mesa há o ambão, isso é, o lugar a partir do qual se proclama a Palavra de Deus: e isto indica que ali nós nos reunimos para escutar o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e então o alimento que se recebe é também a sua Palavra.
Palavra e Pão na Missa tornam-se um só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que havia feito, condensaram-se no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antes do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: “Tomai, comei, isto é o meu corpo…Tomai, bebei, isto é o seu sangue”.
O gesto de Jesus cumprido na Última Ceia é o extremo agradecimento ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. “Agradecimento” em grego se diz “Eucaristia”. E por isto o Sacramento se chama Eucaristia: é o supremo agradecimento ao Pai, que nos amou tanto a ponto de dar-nos o seu Filho por amor. Eis porque o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é gesto de Deus e do homem junto, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Então a Celebração Eucarística é bem mais que um simples banquete: é propriamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério central da salvação. “Memorial” não significa somente uma recordação, uma simples recordação, mas quer dizer que cada vez que celebramos este Sacramento participamos do mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo.
 A Eucaristia é o ápice da ação da salvação de Deus: O Senhor Jesus, se fez pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e seu amor, e assim renova o nosso coração, a nossa existência e a maneira como nos relacionamos com Ele e com os irmãos.
É por isto que sempre, quando nos aproximamos deste sacramento, se diz de: “Receber a Comunhão”, de “fazer a Comunhão”: isto significa que o poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística se conforma de modo profundo e único a Cristo, nos fazendo experimentar já a plena comunhão com o Pai que caracterizará o banquete celeste, onde com todos os Santos teremos a alegria de contemplar Deus face a face.
Queridos amigos, nunca conseguiremos agradecer ao Senhor pelo dom que nos fez com a Eucaristia! É um grande dom e por isto é tão importante ir à Missa aos domingos.
Ir à missa não somente para rezar, mas para receber a Comunhão, este pão que é o Corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa, nos une ao Pai. É muito bom fazer isto! E todos os domingos, vamos à Missa porque é o próprio dia da ressurreição do Senhor. Por isto, o domingo é tão importante para nós.
E com a Eucaristia sentimos esta pertença à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. Nunca terminará em nós o seu valor e a sua riqueza. Por isto, pedimos que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a moldar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. E isto se faz durante toda a vida, mas tudo começa no dia da primeira comunhão.
É importante que as crianças se preparem bem para a primeira comunhão e que todas as crianças a façam, porque é o primeiro passo desta forte adesão a Cristo, depois do Batismo e da Crisma.